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O País – A verdade como notícia

Após Adalberto Costa Júnior ter confirmado, na sexta-feira, que a UNITA não vai aceitar os resultados anunciados pela CNE, eclodiram vários protestos no país. Para este sábado, foram agendadas várias manifestações.

Nas redes sociais, circulam vídeos que mostram a adesão que estes protestos têm tido, apesar da UNITA continuar a apelar à calma no país.

Esta manhã deste sábado, na província de Benguela, alguns activistas que participavam em mais um protesto contra os resultados eleitorais no município do Lobito foram detidos, refere a DW.

Na sua página do Facebook, a organização não-governamental OMUNGA denuncia que os activistas estão a ser “torturados” pela polícia de Angola e apela à calma a todos os cidadãos.

Também em Luanda, a polícia reprimiu, este sábado, os manifestantes que se preparavam para marchar do Largo da Independência até ao perímetro do Palácio Presidencial, na Cidade Alta, em Luanda. Vários jovens foram detidos e agredidos.

O ministro do Interior, Eugénio , apelou à calma e serenidade no período pós-eleitoral, afirmando que as autoridades estão prontas para responder a possíveis alterações da ordem pública.

As cerimónias fúnebres do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, iniciadas no sábado, concluem-se hoje, data em que completaria 80 anos, com um funeral de Estado na presença de vários Presidentes, incluindo Filipe Nyusi.

O corpo de José Eduardo dos Santos, que governou Angola de 1979 a 2017, chegou a Luanda no passado dia 20, depois de as autoridades judiciais espanholas terem decidido entregar a guarda do corpo à viúva e mãe de três dos seus oito filhos, Ana Paula dos Santos.

O antigo chefe de Estado morreu em 08 de Julho, com 79 anos, em Barcelona, Espanha, onde passou a maior parte do tempo nos últimos cinco anos, mas as exéquias só agora se vão realizar devido à disputa sobre a custódia do corpo entre duas fações da família de José Eduardo dos Santos, a viúva e os três filhos mais novos, apoiados pelo regime angolano, contra os cinco filhos mais velhos.

A praça da República, onde se encontra o monumento fúnebre do primeiro Presidente angolano, no Memorial António Agostinho Neto, foi novamente escolhida para as cerimónias fúnebres, depois de ter acolhido um velório público sem corpo logo após a morte de José Eduardo dos Santos, durante um luto nacional de sete dias.

Ontem decorreram as homenagens públicas, tendo a urna saído de manhã cedo da residência familiar no Miramar, em Luanda, com honras militares reduzidas, dirigindo-se em cortejo fúnebre para a praça da República.

Hoje, haverá honras militares num programa que inclui música lírica, leitura de mensagens do Estado angolano e da família, do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), da Fundação José Eduardo Santos e leitura do elogio fúnebre, bem como um culto ecuménico, acompanhado de grupos corais.

Estarão presentes 21 delegações de alto nível, incluindo os Presidentes de Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, República Democrática do Congo, República do Congo, Zimbabué e África do Sul, bem como representantes de Ruanda, Guiné Equatorial, Gabão, Namíbia, Timor-Leste e Zâmbia.

Uma espiã russa ter-se-á infiltrado na base da NATO, na Itália, durante anos. A mulher conseguiu entrar nos círculos de personalidades de Nápoles e dos funcionários da base da NATO e da Sexta Frota dos Estados Unidos.

María Rivera é o nome da espiã Russa que esteve infiltrada nas bases da Nato, na Itália, durante vários anos. Rivera foi descoberta graças a uma investigação que durou mais de 10 anos, segundo avança a imprensa internacional.

A investigação descreve a mulher como uma “cosmopolita e autoconfiante de 30 e poucos anos que fala seis idiomas”. Conseguiu entrar nos círculos de personalidades de Nápoles e dos funcionários da base da NATO e da Sexta Frota dos Estados Unidos.

Durante a estadia em Itália, María Rivera usou três passaportes russos, todos com números semelhantes aos de agentes secretos de Moscovo.

O rasto de Rivera foi perdido quando, em setembro de 2018, um sítio de jornalismo de investigação neerlandês e o jornal independente russo “The Insider”, publicaram o nome dos espiões russos que tentaram envenenar o antigo agente Sergey Skripal e o fabricante de armas búlgaro Emilian Gebrev.

A Rússia vem contestando a expansão da NATO nos países fronteiriços, incluindo a Ucrânia, país onde decorre uma guerra desde 24 de fevereiro.

As cerimónias fúnebres do ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, iniciam este sábado e terminam no domingo, data em que celebraria 80 anos de idade. O funeral de Estado vai contar com a presença de vários Chefes de Estado, Filipe Nyusi.

O funeral de José Eduardo dos Santos, está marcado para domingo, na Praça da República (Memorial Dr. António Agostinho Neto), em Luanda, onde ocorrerá a deposição da urna no jazigo.

Em declarações aos jornalistas, o ministro da Administração do Território e porta-voz da comissão encarregue de elaborar o programa das exéquias, Marcy Lopes, adiantou que para este sábado, está prevista uma homenagem pública na Praça da República com acesso livre dos cidadãos. A Praça, onde se encontra o monumento fúnebre do primeiro presidente angolano, no Memorial António Agostinho Neto, foi novamente escolhida para as cerimónias fúnebres, depois de ter acolhido um velório público sem corpo logo após a morte de José Eduardo dos Santos, durante um luto nacional de sete dias.

A urna sairá de manhã cedo da residência familiar no Miramar, em Luanda, com honras militares reduzidas, dirigindo-se em cortejo fúnebre para a Praça da República.

No domingo haverá honras militares num programa que inclui música lírica, leitura de mensagens do estado angolano e da família, do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), da Fundação José Eduardo Santos e leitura do elogio fúnebre, bem como um culto ecuménico, acompanhado de grupos corais.

Após um momento de saudação e deposição de coroa de flores por parte do Presidente da República, João Lourenço, segue-se a saída da urna com honras militares e início do cortejo fúnebre para o jazigo onde haverá uma cerimónia restrita, com representantes de governos estrangeiros.

Entre os convidados estão 21 delegações de alto nível, incluindo os Presidentes de Portugal, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, República Democrática do Congo, República do Congo, Zimbabué e África do Sul, bem como representantes de Ruanda, Guiné Equatorial, Gabão, Namíbia, Timor-Leste e Zâmbia.

Serão ainda ouvidas 21 salvas de canhões, realizando-se um sobrevoo honorífico de aeronaves e manobras da Marinha angolana na baía da Chicala, sendo as cerimónias concluídas com a deposição da urna no jazigo com uma oração.

José Eduardo dos Santos morreu no dia 08 de Julho, em Barcelona, Espanha, onde passou a maior parte do tempo nos últimos cinco anos.

 

A Ucrânia respondeu à notícia de que o Presidente russo vai aumentar o número de efectivos militares do país, numa altura em que a guerra atingiu o marco dos seis meses, escreve o Observador.

O Ministério da Defesa da Ucrânia diz que Moscovo, para concretizar o aumento de militares definido por Putin, “tem agora de adquirir dois milhões de sacos para cadáveres”.

“A Rússia planeia aumentar o número de funcionários das Forças Armadas para mais de dois milhões. Para implementar o decreto do presidente, o Ministério da Defesa russa tem agora de adquirir dois milhões de sacos para cadáveres”, lê-se numa publicação do Ministério da Defesa ucraniano no Twitter.

Vladimir Putin assinou, esta quinta-feira, um decreto que prevê um aumento dos efectivos militares da Rússia em 137.000 soldados, elevando o número total de operacionais para mais de 1,15 milhões.

O novo decreto de Putin não especifica como será feito o processo de reforço dos quadros das Forças Armadas, nomeadamente se vai passar por um aumento de recrutas e de voluntários, ou se será adoptada uma combinação de ambos.

 

O chefe da Agência Nacional de Polícia do Japão, Itaru Nakamura, apresentou a sua demissão, esta quinta-feira, dizendo responsabilizar-se pelo homicídio do antigo primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, no mês passado.

Ainda que Nakamura não tenha adiantando quando é que a sua demissão se tornará oficial, a imprensa japonesa avançou que deverá ser aprovada na sexta-feira, escreve o Notícias ao Minuto.

O anúncio surge após um relatório daquele organismo ter apontado “falhas de segurança”, que permitiram que o atacante, Tetsuya Yamagami, de 41 anos, baleasse o ex-chefe do Governo durante um comício eleitoral em Nara, a 8 de Julho.

“Para reexaminar a segurança e não permitir que isto aconteça novamente, precisamos de um novo sistema”, indicou Nakamura, em conferência de imprensa, citada pela Associated Press.

Segundo o responsável, a organização precisa de “um novo começo”, através da implementação de um “novo plano de segurança”, perante a protecção “insuficiente” que resultou na morte do antigo líder de 67 anos.

O alegado autor do ataque, Tetsuya Yamagami, foi detido no local, tendo levado a cabo o homicídio com recurso a uma arma de fabrico artesanal.

Além da arma caseira usada no crime, foram apreendidas, pelo menos, mais cinco armas.

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola revelou, na actualização de resultados feita hoje, que o MPLA vai à frente nas eleições naquele país do Atlântico quando estão apurados 97,03% dos votos. Segundo os resultados provisórios da CNE, o MPLA (no poder em Luanda) recolhe 51,07% dos votos (124 parlamentares eleitos), enquanto a UNITA obtém 44,05% (90 deputados).

A confirmarem-se estes resultados provisórios, o MPLA alcança a maioria absoluta nas eleições angolanas. Com 51,7%, o MPL  elege 124 deputados no parlamento, enquanto a UNITA tem, nesta altura,  44,5%, o correspondente a 90 deputados.

Já o PRS tem  1,13% (elege dois deputados); FNLA 1,05% (dois deputados)
PHA 1,01%  (dois deputados); CASA-CE 0,75% (sem deputados eleitos); APN 0,48% (sem deputados eleitos); e P-NJANGO 0,42% (sem deputados eleitos).

A  Comissão Nacional Eleitoral (CNE) considerou, hoje, em Luanda, que as eleições gerais decorridas a 24 de Agosto, em todo o país, “foram um sucesso, independentemente de alguns relatos sobre actos lesáveis, não comprovados”.

Falando em conferência de imprensa de balanço sobre o fim da votação, o seu porta-voz, Lucas Quilundo, afirmou que a CNE não recebeu qualquer denúncia ou notificação relacionada com irregularidades no processo.

Explicou que tão logo terminou o processo, as contagens começaram, conforme as actas elaboradas e que essa tarefa é contínua, razão pela qual não existe uma previsão para a divulgação dos resultados definitivos.

“A nossa conclusão de que as eleições decorreram com lisura, transparência e legalidade não é apenas uma apreciação resultante da constatação e análises, mas também por relatórios e pontos de vista dos observadores”, sustentou.

O responsável admitiu ter havido algum excesso de zelo por parte de certos técnicos da CNE, sobretudo na anulação de votos e dificuldades de credenciamento de delegados, pelo que pediu desculpas, pois recebeu a informação com “estupefacção e estranheza”.

MPLA DIZ QUE RESULTADOS “DÃO MAIORIA ABSOLUTA” PARA GOVERNAR

O MPLA disse, hoje, que “tem maioria absoluta suficiente para governar tranquilamente” com a vantagem que leva nos resultados provisórios das eleições de quarta-feira.

“É uma constatação, ainda assim é preciso dizer que o MPLA ganha com uma maioria absoluta suficiente para governar tranquilamente nos próximos cinco anos. Julgo que os resultados provisórios não poderão alterar grande coisa”, afirmou o secretário para a Informação do Bureau Político do MPLA, Rui Falcão, citado pela agência LUSA.

Para o político do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975, depois dos 97,03%  dos votos já contabilizados pela CNE “dificilmente o MPLA poderá perder a maioria absoluta que tem”.

“Temos também a nossa base de dados e sabemos o que vai dar e, neste momento, tudo indica que está consolidada essa maioria absoluta, mas é preciso dizer que mais de 90% dos países democráticos do mundo governam com maioria absoluta”, sublinhou.

Segundo Rui Falcão, o seu partido, que governou a última legislatura com maioria qualificada, “era uma excepção, mas, com essa maioria qualificada, nunca deixamos de negociar os aspectos fundamentais para o desenvolvimento do país”.

“Portanto, continuamos no mesmo diapasão, com a mesma tranquilidade e olhando para o futuro de Angola”, disse em declarações aos jornalistas na sede nacional do partido, em Luanda.

Sobre a liderança de votos da UNITA, em Luanda, maior praça política do país, Rui Falcão referiu que a mesma resulta da abstenção dos militantes do MPLA.

“É basicamente a abstenção da nossa base militante, claro que é o que vamos estudar a seguir, temos que ter a serenidade e tranquilidade suficiente para que de forma equidistante analisar tudo quanto aconteceu e tirar conclusões”, frisou.

O MPLA, justificou, “continua ser o mesmo, nós somos um partido muito forte, uma coisa é reorientar políticas, reorganizar internamente o partido, outra é o partido mudar”.

“Não muda coisa nenhuma, nós naturalmente vamos evoluir, como temos evoluído ao longo dos anos e não temos outro caminho”, notou.

Em relação ao Zaire, onde a UNITA lidera igualmente na contagem provisória, o político do MPLA descartou qualquer quebra do seu partido, apontando as vantagens dos “camaradas” em províncias onde a UNITA tem forte apoio.

“Não, veja que onde eram os bastiões do nosso principal adversário vencemos e de forma significativa, é a conjuntura, a vida democrática é isso mesmo, hoje uns e amanhã outros”, argumentou.

“Precisa de saber ganhar e perder, não perdemos nada, ganhámos com uma maioria absoluta que nos permite governar com tranquilidade, a baixa votação não tem reflexos na governação, temos toda a base legal para governar e não precisamos de nada para o efeito, temos uma maioria absoluta e é isso que é necessário.”

UNITA PEDE CALMA AOS APOIANTES MAS DIZ TER DADOS QUE PODEM DAR VITÓRIA

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) apelou à calma dos seus apoiantes, mas disse ter já dados das actas eleitorais que lhe podem dar uma vitória nas eleições gerais de quarta-feira.

Depois de a CNE ter indicado que o MPLA tem maioria absoluta, segundo os dados preliminares a partir das actas-síntese que incluem os votos de cada uma das mesas de voto, Ruben Sicato, dirigente da UNITA, afirmou que o partido está a assumir uma posição “responsável” e deve contar as actas e ter a certeza antes de reivindicar vitória, escreve a LUSA.

Muitos dos apoiantes têm dito que “nunca deveríamos aceitar os resultados que a CNE está a apresentar”, porque “sabem que o que está a ser apresentado não corresponde à realidade”, afirmou Ruben Sicato, em conferência de imprensa na sede do partido.

No entanto, acrescentou: “Temos de tomar a atitude que deve ser de um partido responsável, temos que ter as actas” das votações e “não há espaço para nós criarmos um ambiente de convulsões, um ambiente de certa agitação que foi o que o nosso adversário procurou fazer o tempo todo”.

Já a Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE) insiste em contagens paralelas, contesta os resultados oficiais provisórios e diz que vai aguardar pelos resultados definitivos.

A vice-presidente da CASA-CE, Cesinanda Xavier, que falava em conferência de imprensa, acusou a CNE de não afixar as actas-sínteses em todas as assembleias.

“As actas da contagem paralela estão a chegar, por isso pensamos que os resultados não reflectem a realidade em comparação com as actas que estamos a receber”, disse.

POLÍCIA GARANTE QUE SITUAÇÃO É TRANQUILA

O porta-voz do Posto Principal para a Segurança das Eleições de 2022, Orlando Bernardo, assegurou, citado ao Jornal de Angola, que a segurança pública é tranquila em todo o país, depois das eleições gerais.

“Tudo correu com a maior tranquilidade, não há problemas com a segurança pública”, tranquilizou Orlando Bernardo em conferência de imprensa, acrescentando que as Forças de Defesa e Segurança “cumpriram o seu papel com zelo e dedicação”, disse a fonte citada pelo Jornal de Angola.

 

O Arquivo Nacional recuperou mais de 100 documentos marcados como classificados, de um lote inicial de 15 caixas retiradas em Janeiro da residência do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada esta terça-feira, segundo o Observador.

Os dados estão expressos na correspondência recentemente tornada pública entre aquele departamento e a equipa jurídica do republicano.

Os números divulgados demonstram o grande volume de documentos classificados do governo recuperados no início do ano na residência de Mar-a-Lago, ainda antes dos agentes da polícia federal norte-americana (FBI) terem realizado buscas na casa no dia 08 de agosto para recuperarem mais 11 conjuntos de registos confidenciais.

A quantidade de documentos recuperados foram incluídos numa carta de 10 de Maio, na qual a arquivista interina, Debra Steidel Wall, comunicou a um advogado de Trump, Evan Corcoran, que o governo Biden não iria respeitar as reivindicações de privilégio executivo pedidas pelo ex-presidente sobre estes documentos.

Semanas antes, o advogado tinha solicitado mais tempo para verificar as caixas antes do Arquivo Nacional as entregar ao FBI, para que pudesse determinar se algum documentos específico estava sujeito a privilégio executivo e, por isso, isento de divulgação, segundo a carta, citada pelo observador.

Na carta, divulgada esta terça-feira no site do Arquivo Nacional, a arquivista refere que o Departamento de Justiça não encontrou “nenhum precedente para uma afirmação de privilégio executivo por um ex-Presidente contra um Presidente em exercício para impedir que este” obtenha os registos presidenciais que pertencem ao governo federal e que são necessários para a administração governamental atual.

O Arquivo Nacional pediu ao Departamento de Justiça para investigar depois de apontar que tinha localizado material classificado entre as caixas de registos recuperados, que, segundo este departamento, deviam ter sido entregues pelo magnata no final do seu mandato na Casa Branca.

Nestas caixas, o Arquivo Nacional identificou itens marcados como classificados no nível “ultrasecreto”, bem como informações sobre programas de acesso especial, segundo a arquivista.

Os registos incluíam mais de 100 documentos com marcações classificadas, num total superior a 700 páginas.

Trump está a ser investigado por violação da lei de espionagem, obstrução de justiça e destruição de documentos, que, em caso de condenação, pode resultar em multas, pena de prisão ou interdição de ocupação de cargos políticos.

A eleição do Presidente da República e dos deputados da Assembleia Nacional em Angola  iniciou-se às 07 horas de Luanda. São 14 milhões de eleitores, dos quais 25 mil votaram na diáspora pela primeira vez na história daquele país.

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) reportou, no seu primeiro balanço, que a votação decorreu sem incidentes, mas alguns eleitores denunciaram irregularidades, desde atrasos na abertura das mesas de voto, preenchimento de actas a lápis e não credenciação de delegados de lista na assembleia de voto n.º 1030, nos Mulenvos de Baixo, em Cacuaco.

Em algumas mesas, por exemplo, o processo teve um atraso de até 30 minutos, pelo menos na Assembleia de Voto localizada na Universidade Lusíada, local onde o Presidente angolano, João Lourenço, exerceu o seu direito cívico.

Para evitar manipulação de votos, alguns eleitores decidiram permanecer em locais de voto até à sua contagem.

“Já que não há transparência nem segurança do meu voto, não posso sair daqui, pelo menos para inibir o que se pode fazer lá dentro. Esse é o motivo que nos faz ficar aqui”, justificou, aplaudido por outros eleitores que levantavam os três dedos em apoio ao número da UNITA no boletim de voto.

Por outro lado, vários angolanos expressaram a sua satisfação por terem exercido o seu direito cívico. 

“Estou feliz por tomar uma decisão para quem vai governar o país daqui a cinco anos e acredito que quem estiver no poder vai fazer o possível para contornar a situação do sofrimento dos angolanos”, disse João Domingos.

Clementina Vitorino, que votou em Sambizanga, bairro onde nasceu o ex-presidente José Eduardo dos Santos, elogiou a organização do processo eleitoral, que, segundo ela, está melhor.

“É A DEMOCRACIA QUE GANHA, É ANGOLA QUE GANHA”, DISSE JOÃO LOURENÇO

O presidente do MPLA, João Lourenço, que se recandidata ao segundo mandato como Presidente da República, exerceu, esta quarta-feira, o seu direito de voto, nas instalações da Universidade Lusíada de Angola, localizada no Distrito Urbano da Ingombota, em Luanda, na assembleia de voto n° 105 e mesa nº 5.

“Acabámos de exercer o nosso direito de voto, é rápido e é simples”, disse João Lourenço, exibindo o dedo indicador com tinta indelével e convidando os cidadãos eleitores a fazerem o mesmo.

No meio de uma enorme confusão de jornalistas que estiveram no momento em que João Lourenço estava a votar, o candidato do MPLA salientou que todos saem a ganhar.

“É a democracia que ganha, é Angola que ganha”, declarou.

“QUE OS VOTOS SEJAM TODOS CONTADOS”, APELOU ADALBERTO COSTA JÚNIOR

O candidato da União Nacional para a Independência de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior, também votou às 08 horas num dos bairros periféricos de Luanda.

Adalberto Costa Júnior apelou para que todos os votos sejam devidamente contados, nas quintas eleições em que a UNITA, o principal partido da oposição, tenta destronar o partido no poder.

Costa Júnior, que diz ter sido deslocado para outro posto de voto, manifestou a sua satisfação porque “votei no meio do meu povo”, apesar de ter constatado que “a votação está a ser feita sem cadernos eleitorais aos fiscais, apenas um caderno eleitoral na mesa”.

“Ainda assim, eu faço um apelo a todos os angolanos: vamos todos ao voto. Hoje é um dia histórico, é um dia em que eu espero que todos votem em ambiente de absoluta tranquilidade e no respeito das leis”, apelou.

Costa Júnior exerceu o seu voto sob aplausos e gritos de entusiasmo de centenas de apoiantes, gritando “mudança”, “UNITA” e “Presidente”.

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