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O País – A verdade como notícia

Os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia aprovaram esta quinta-feira, no Conselho Europeu, o estatuto de país candidato à UE para a Ucrânia e Moldova.

De acorcordo com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a aprovação dos dois países representa um “um momento histórico”, que “marca um passo essencial no caminho” a integração europeia.

Por outro lado, à Geórgia, o Conselho Europeu reconhece “perspetiva europeia” e país poderá ter estatuto de candidato no futuro. Conselho Europeu  “está pronto para atribuir o estatuto de país candidato assim que algumas medidas prioritárias sejam abordadas”, explicou o Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

O chefe da Justiça sul-africana, Raymond Zondo, apresentou, ontem, o último relatório sobre a captura do Estado durante a presidência de Jacob Zuma, entre 2009 e 2018. Cyril Ramaphosa diz que o facto é uma violação de direitos humanos e um ataque à democracia.

O último volume da investigação sobre corrupção e fraude no sector público sul-africano, o que levou à captura do Estado, no mando do presidente Jacob Zuma, foi esta quarta-feira apresentado ao Chefe do Estado, Cyril Ramaphosa.

Liderada pelo juiz Raymond Zondo, a comissão diz que o documento detalha os fluxos e as transferências financeiras feitas através da captura do Estado na África do Sul, e evidencia como a situação aconteceu devido às facilidades do antigo Presidente Jacob Zuma e do ANC, bem como o uso da Base Aérea de Waterkloof pelos empresários Gupta.

Raymond Zondo disse que ainda há casos de corrupção por descobrir no sector público.

Após receber o relatório, o presidente da África do Sul considerou que a captura do Estado não só é um ataque à democracia, como também violou os direitos humanos.

Para Ramaphosa, o relatório é muito mais do que um registo sobre a corrupção na África do Sul.

O documento será apresentado à Assembleia Nacional nos próximos quatros meses e deverá incluir o parecer do Chefe de Estado sobre as conclusões e recomendações da investigação.

Um navio comercial turco partiu, quarta-feira, do porto ucraniano de Mariupol, após as conversações entre as delegações da Rússia e da Turquia, em Moscovo, sobre o bloqueio de cereais na Ucrânia.

Desde finais de Maio que a saída de cereais ucranianos do país estava a ser negociada, em Moscovo, sobretudo pelas Nações Unidas. O objetivo era a abertura de uma passagem marítima nos portos do Mar Megro e o de Azov.

E um sinal nesse sentido notou-se, esta quarta-feira, com a partida de um navio comercial turco do porto de Mariupol, na Ucrânia, sob controlo das tropas russas desde Maio passado, na sequência da invasão a 24 de Fevereiro.

Após longas conversações entre delegações da Rússia e da Turquia, em Moscovo, passaram-se apenas algumas horas e um cargueiro turco, que há dias estava à espera de partir, deixou o porto ucraniano.

De acordo com a imprensa internacional, tratou-se do primeiro navio estrangeiro a deixar o porto ucraniano de Mariupol, numa altura em que uma reunião com os representantes das Nações Unidas, Rússia e Ucrânia terá lugar nas próximas semanas, na Turquia, para discutir o transporte de cereais através do Mar Negro.

De acordo com o Observador, até esta quarta-feira, cinco navios da Bulgária, República Dominicana, Libéria, Panamá e Jamaica permaneciam no porto de Mariupol, aguardando sinal de avanço, assim que os portos ucranianos estiverem desminados e criados corredores de trânsito.

Entretanto, a Turquia, que faz a mediação entre a Rússia e a Ucrânia para permitir a exportação de cereais ucranianos, entende que não tem de haver necessariamente desminagem: basta a identificação das minas e a utilização de rebocadores ucranianos para fazer as rotas em segurança.

Após o sismo que causou mais de mil mortos no Afeganistão, a União Europeia (UE) pediu esta quarta-feira “assistência internacional” para ajudar os afegãos que perderam os seus familiares, as suas casas e que necessitam de ajudam.

“A União Europeia está em total solidariedade com o povo afegão e ajudará os necessitados”, garantiu.

Num comunicado, citado pelo Observador, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, e o comissário europeu para Gestão de Crises, Janez Lenarcic alertaram que “o terramoto ocorre num momento em que o país continua a enfrentar uma das piores crises humanitárias do mundo, com grandes necessidades humanitárias, deslocamentos e uma grave crise alimentar”.

Borrell e Lenarcic sublinharam que, através do Gabinete Humanitário da UE no Afeganistão, estão “em contacto permanente com os parceiros humanitários” e que foi oferecido “todo o apoio operacional necessário”.

A ONU e os seus parceiros humanitários destacaram esta quarta-feira as suas forças para socorrer as populações afectadas pelo forte sismo no Afeganistão, com a prioridade imediata de lhes fornecer abrigo e cuidados de emergência.

As Nações Unidas indicaram que as organizações humanitárias parceiras iniciaram preparativos para vir em socorro das famílias afectadas nas províncias de Paktika e Khost, “em coordenação com as autoridades que dirigem de facto o país, numa referência aos talibãs, que retomaram o poder no país em agosto de 2021, após a retirada ao fim de 20 anos das tropas dos Estados Unidos e da NATO.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a CARE já começaram a enviar equipas de saúde móveis para as províncias de Paktika e Khost.

A OMS entregou igualmente 100 caixas de medicamentos de emergência em Giyan e Barmal.

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho redirigiu logo três equipas de saúde móveis para Paktika, para responder às necessidades imediatas das populações. Mais carregamentos de material médico e medicamentos estão a ser organizados para envio a partir de Cabul.

Nas próximas 24 horas, as Nações Unidas vão realizar avaliações para identificar as necessidades nos distritos de Giyan e Barmal, na província de Paktika.

Dados mais actualizados, indicam que de 1.030 pessoas morreram e outras 1.500 ficaram feridas no sismo de magnitude 5,9 na escala de Richter que sacudiu o leste do Afeganistão na madrugada de quarta-feira.

As autoridades alertam que os números de mortos e feridos podem aumentar à medida que os trabalhos de resgate avançam, escreve o Observador que cita a agência France-Presse (AFP).

 

 

O Presidente do Ruanda, Paul Kagame, defende que os países-membros da Commonwealth devem trabalhar juntos por um futuro comum, sem deixar ninguém para trás. Paul Kagame sublinha que é preciso incluir as nações pequenas ou em vias de desenvolvimento.

Paul Kagame deu, esta terça-feira, boas vindas aos participantes no Fórum Empresarial da Commonwealth de 2022, em Kigali, capital e maior cidade de Ruanda.

No seu discurso de abertura do evento, o Presidente ruandês defendeu a necessidade de os países-membros da Commonwealth assegurarem que ninguém fique para trás, incluindo as nações pequenas ou em vias de desenvolvimento.

Kagame disse, ainda, que o caminho da unidade é o único que permitirá à Commonwealth converter-se na família de nações que os países integrantes aspiram ser.

Além do Presidente ruandês, participam no evento o presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, e outros dirigentes.

O Fórum Empresarial faz parte do 26º encontro de chefes de Governo da Commonwealth, que decorre até próximo sábado.

Trata-se do primeiro Fórum Empresarial da Commonwealth realizado em África, desde 2007, e o primeiro fora da Europa, desde 2013. A reunião de 2020 foi cancelada devido à pandemia da COVID-19.

O Presidente do Maláui, Lazarus Chakwera, retirou todos os poderes ao seu vice-presidente e suspendeu o chefe do gabinete da Câmara dos Representantes e do chefe da polícia pelo suposto envolvimento em casos de corrupção.

De acordo com a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, Lazarus Chakwera só não suspendeu Saulos Chilima, do cargo de vice-presidente, porque “a Constituição não permite porque ele está nessa posição por vontade dos eleitores do Malawi, e isso é algo que vou respeitar”. “O melhor que posso fazer é (…) esperar que a justiça corrobore as acusações contra ele”, acrescentou disse Chakwera.

A suspensão dos funcionários do Estado malawiano aconteceu depois da apresentação das conclusões de um relatório do Gabinete Anticorrupção, que apontava o empresário Zuneth Sattar, nascido no Malawi, mas residente no Reino Unido, como responsável pelo suborno de vários funcionários do Governo para obter contratos multimilionários.

De acordo com as conclusões do relatório, cinco empresas de Sattar receberam 16 contratos no valor de 150 milhões de dólares entre 2017 e 2021.

Chakwera disse que esses contratos violavam as leis de concessão e também tinham preços muito altos.

O relatório publicado, segundo escreve a Lusa, aponta outros 53 funcionários do Governo, também, envolvidos em casos de corrupção, entre eles militares, juízes, polícias e membros do Ministério da Justiça e o gabinete do Presidente.

Mais de 130 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas na sequência de um sismo no Afeganistão, que se sentiu primeiras horas da madrugada desta quarta-feira. O sismo teve magnitude 6.1 na escala de Richter, escrevem os meios de comunicação internacionais, citados pelo Observador.

Segundo o Notícias ao Minuto, o número de vítimas está ainda a ser avaliado e pode aumentar nas próximas horas, sendo esperado que várias pessoas tenham ficado presas nos escombros.

Outros meios, como a Al Jazeera, apontam já para um número de mortes superior, de pelo menos 155 vítimas mortais. E outros, como o jornal britânico The Guardian, chegam a referir a morte de 255 pessoas, citando a agência de notícias estatal do país, a Bakhtar News Agency.

Segundo a BBC, por exemplo, pelo menos 250 pessoas morreram, de acordo com uma fonte oficial local, e a agência de notícias estatal afegã, Bakhtar, dá conta de 225 mortos.

O epicentro do sismo sentiu-se a cerca de 44 quilómetros da cidade de Khost, junto à fronteira com o Paquistão, acrescenta a Reuters. A cidade tem quase um milhão de habitantes e é a maior do sudeste do país.

A Al Jazeera, por sua vez, acrescenta que a região de Paktika foi a mais afectada pelo impacto do sismo: só nesta região terão morrido perto de 100 pessoas.

O sismo terá sido sentido num raio de 500 quilómetros, em regiões do Afeganistão, Paquistão e Índia (incluindo Cabul e Islamabad, capitais dos dois primeiros países) habitadas por perto de 119 milhões de pessoas, avançou entretanto o Centro Sísmico do Mediterrâneo Europeu (ESMC), uma organização científica não-governamental.

A primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, entregou a sua demissão a Emmanuel Macron, que a recusou, alegadamente para que o governo se mantenha em funções.

O chefe de Estado realizará “as consultas políticas necessárias (…) a fim de identificar soluções construtivas para o povo francês”, explicou a Presidência, antes de uma série de reuniões que terão lugar no Palácio do Eliseu.

O pedido de demissão da primeira-ministra acontece dois dias depois das eleições legislativas em que Emmanuel Macron perdeu a maioria e se assistiu a um crescimento da extrema-direita no país.

Após serem conhecidos os resultados das eleições, a primeira-ministra francesa considerou que estes constituem um “risco para o país” e apelou a uma “maioria de ação” e à “união”, prometendo diálogo da parte do Governo e do Presidente, escreve o Notícias ao Minuto.

O presidente francês, Emmanuel Macron, vai enfrentar o segundo mandato sem a maioria absoluta parlamentar de que dispunha anteriormente, que perdeu na segunda volta das legislativas de domingo.

A união de partidos de esquerda é a primeira força da oposição, enquanto a extrema-direita liderada por Marine Le Pen conseguiu um resultado histórico.

As forças coligadas que apoiam a política do Palácio do Eliseu perderam mais de uma centena dos 350 deputados que tinham e ficam longe dos 289 lugares que permitiriam a força política necessária na Assembleia Nacional.

O Parlamento francês está mais dividido do que nunca, num sistema que prima por maiorias e que obriga o chefe de Estado a negociar apoios externos.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vai participar, por videoconferência, na cimeira da NATO, que vai decorrer em Madrid, a 29 e 30 de Junho, escreve o Notícias ao Minuto.
“Zelensky foi convidado a falar na primeira sessão desta cimeira, ou seja, na sessão de abertura, que vai contar com a presença dos 30 líderes, os aliados da NATO”, afirmou Ihor Zhovkva, o director adjunto do gabinete presidencial.
Ihor Zhovkva sublinhou que a cimeira deverá adoptar um novo conceito estratégico de defesa da NATO para a próxima década e, na declaração final, a ser aprovada no final da cimeira, a situação na Ucrânia, bem como a invasão russa vão estar em destaque no documento.
Segundo o Notícias ao Minuto, cerca de 40 líderes mundiais, incluindo dos países-membros da NATO e convidados, deverão marcar presença na cimeira de Madrid, além de cinco mil participantes.
Zelensky também aceitou um convite da Alemanha para participar na próxima cimeira do G7, que vai decorrer entre 26 e 28 de junho, na Baviera.

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