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O País – A verdade como notícia

Os quenianos elegem esta terça-feira o sucessor do presidente Uhuru Kenyatta, há dez anos no poder, numa disputa renhida entre o vice-presidente, William Ruto, e o líder histórico da oposição, Raila Odinga, apoiado pelo Chefe de Estado cessante.

Quénia esteve esta segunda-feira a finalizar os preparativos para estas eleições, as últimas paletes de boletins de voto e caixas de plástico carregadas com materiais eleitorais foram descarregadas nas 46 229 mesas de voto que se abrem esta terça-feira a seis votos diferentes de 22,1 milhões de eleitores.

Em causa nestas eleições, estará a escolha do Presidente queniano para os próximos cinco anos, bem como os deputados ao parlamento, os governadores e cerca de 1500 funcionários locais.

Dos quatro candidatos na corrida, dois dominam as intenções de voto: Raila Odinga, 77 anos, concorre pela quinta vez, e o actual vice-presidente, William Ruto, 55 anos. Vice-presidente desde a eleição de Uhuru Kenyatta em 2013, Ruto foi prometido pelo Chefe de Estado cessante que iria ser, este ano, o candidato do jubileu do partido presidencial.

A aproximação inesperada em 2018 entre Kenyatta e Odinga tornou claro que Kenyatta não iria cumprir a promessa e Rutu constituiu o seu próprio partido, assumindo-se desde então como candidato alternativo ao poder, e opositor ao mesmo, apesar de manter o cargo.

Os dois candidatos principais concentraram-se ao longo da campanha nas questões domésticas, e pouco ou nada se sabe sobre como vão dar seguimento aos esforços diplomáticos de Kenyatta para atenuar as tensões na vizinha Etiópia ou as disputas entre o Ruanda e a República Democrática do Congo (RDCongo).

O Quénia é a maior economia da África Oriental e o lar de cerca de 56 milhões de pessoas, 22,1 milhões dos quais estão inscritos para votar esta terça-feira.

O país tem uma história recente de eleições turbulentas. As eleições presidenciais anteriores, em 2017, ficaram na história do país e do continente africano por terem sido anuladas pelo Supremo Tribunal queniano, que rejeitou os resultados e ordenou uma nova votação, no que foi uma estreia absoluta em África.

Enquanto se aguardava a segunda votação, o país foi abalado por protestos da oposição, que foram duramente reprimidos pela Polícia. A violência saldou-se por dezenas de mortos.

Dez anos antes, a crise pós-eleitoral de 2007-2008 fez mais 1100 mortos e provocou a deslocação de centenas de milhares de pessoas, em fuga a confrontos étnicos, deixando uma ferida profunda na história do Quénia independente, que ainda não está inteiramente fechada.

No seu discurso de encerramento de campanha este sábado, Odinga deixou claro aos milhares de manifestantes que se juntaram num estádio em Nairobi: “Quero que saibam que nós, como país, estamos num ponto de inflexão. Ou algo muito bom vai acontecer ou algo terrível vai acontecer”, afirmou, jurando apertar a mão dos seus “rivais”, quer ganhe ou perca.

Noutro estádio, não muito distante na capital queniana, Ruto afirmou no mesmo dia que “respeitará a decisão do povo do Quénia” e não aceitará a violência nem participará em nada que prejudique a Constituição do país.

Não obstante esta sombra, o Quénia destaca-se pela relativa estabilidade numa região onde algumas eleições são profundamente contestadas e líderes de longa data como o Presidente ruandês Paul Kagame e o Presidente ugandês Yoweri Museveni foram declarados vencedores com quase 99% dos votos, assim como acusados de esmagar fisicamente os concorrentes.

Despesas de campanha e doações são um mistério no país e estima-se que alguns candidatos ao parlamento e à administração local estejam a gastar centenas de milhares de dólares para obter acesso ao poder e aos seus benefícios, tanto legais como ilegais.

William Ruto, um multimilionário, promoveu-se junto dos jovens e dos pobres como um “fura-vidas”, cujo começo como um humilde vendedor de galinhas contrasta com os berços de ouro em que os dois membros da elite queniana, Kenyatta e Odinga, nasceram.

Ruto fez da produtividade agrícola e da inclusão financeira duas das principais bandeiras de campanha. A agricultura é um dos principais motores da economia do Quénia, que absorve cerca de 70% da força de trabalho do país.

No seu discurso de encerramento de campanha este sábado, prometeu que, se for eleito, o seu Governo empregará 200 mil milhões de xelins (1,68 mil milhões de dólares) por ano para aumentar as oportunidades de emprego, um compromisso dirigido sobretudo a mais de um terço dos jovens desempregados do país.

Odinga, de 77 anos, histórico opositor de Kenyatta e famoso por ter sido preso há décadas, enquanto lutava pela democracia multipartidária no país, prometeu apoios em dinheiro aos mais pobres e cuidados de saúde mais acessíveis a todos. No seu discurso de encerramento de campanha, no sábado, disse que se fosse eleito, o seu Governo entregará às famílias quenianas que vivem abaixo do limiar de pobreza uma subvenção de 6.000 xelins (50,3 dólares, 49,35 euros).

Odinga e Ruto são dados como candidatos certos à presidência desde o início do segundo mandato de Kenyatta, mas a apatia entre a população, especialmente entre a mais jovem, num país onde a idade média é de cerca de 20 anos, nunca parou de crescer.

O número de eleitores novos inscritos pela comissão eleitoral queniana para estas eleições é menos da metade dos previstos, apenas 2,5 milhões.

As questões dominantes em sucessivas eleições têm passado pela corrupção generalizada e pela economia, sendo, que neste particular, os quenianos – como o mundo inteiro, mas os países africanos de forma mais dramática – estão a ser fortemente afectados pelo aumento dos preços dos alimentos e do combustível, em resultado da guerra na Ucrânia, e de depois estragos pesados provocados na economia pela pandemia da COVID-19 num país que depende crucialmente do turismo.

Os resultados oficiais serão anunciados no prazo de uma semana após a votação. Para ganhar à primeira volta, o candidato mais votado precisa de mais de metade dos votos escrutinados e, pelo menos, de 25% dos votos em mais de metade dos 47 condados do Quénia. As sondagens apontam, no entanto, para uma segunda volta inevitável, a decorrer no prazo de 30 dias.

Cerca de 60% da área da União Europeia e do Reino Unido estão sob avisos ou alertas de seca grave, de acordo com o Observatório Europeu da Seca, com base em dados recolhidos num período de 10 dias no final do mês de Julho.

O Notícias ao Minuto avança que, segundo estes resultados, 45% da área está sob avisos, o que significa que existe um défice de humidade no solo, enquanto 15% encontra-se no nível mais severo de alerta, necessitando de uma vigilância acrescida.

Esta segunda-feira foi também publicado um documento pela agência de monitorização climática da UE Copernicus, programa de observação da Terra da União Europeia, que revela que grande parte da Europa viveu em Julho um mês mais seco do que a média, com vários recordes locais quebrados no ocidente devido à baixa pluviosidade e seca que atingiu várias partes do sudoeste e sudeste da Europa.

“As condições secas dos meses anteriores, combinadas com temperaturas elevadas e baixas taxas de precipitação observadas em muitas áreas durante o mês de julho, poderão ter efeitos adversos na produção agrícola e noutras indústrias, tais como o transporte fluvial e a produção de energia”, divulgou a cientista sénior de Copernicus, Freja Vamborg, citada pelo Not]icias ao Minuto.

Estas condições facilitaram a propagação e intensificação dos incêndios, informa o relatório, que menciona a onda de calor vivida em partes da Europa.

As condições meteorológicas extremas e as questões da cadeia de abastecimento exacerbaram a crise que se vive e os cientistas acreditam que são susceptíveis de persistir durante algum tempo.

Os países da União Europeia estão no início de uma corrida para cortar o uso de gás natural em 15%, escreve o Notícias ao Minuto.

Os 27 Estados membros da União Europeia chegaram, na terça-feira, a um acordo para reduzir o consumo de gás nos próximos oito meses. Faz tudo parte do plano acordado há duas semanas para proteger suas economias de um possível corte no fornecimento de gás por parte da Rússia.

O acordo exige que os países reduzam voluntariamente seu consumo de gás em 15% a partir do próximo mês. Este é o mesmo nível de corte proposto pela Comissão Europeia na semana passada.

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já avisou que a Europa deve preparar-se para a “pior situação” em relação à Rússia e ao controlo desta sobre a produção de gás.

De acordo com a Comissão Europeia, um total de 45 mil milhões de metros cúbicos de gás deve ser poupado para atingir o objectivo durante os próximos sete meses.

Só a Alemanha, que é responsável por cerca de 40% do gás russo importado pela União Europeia, terá de consumir cerca de 10 mil milhões de metros cúbicos a menos.

Alguns países que dependem fortemente das importações de gás russo, tais como a Hungria, exigiram isenções das novas medidas de poupança de gás.

Embora a União Europeia não tenha introduzido sanções contra o gás natural russo por causa da guerra na Ucrânia, Moscovo reduziu significativamente o fornecimento de gás ao bloco nos últimos meses.

Bruxelas considera que é uma retaliação na sequência da imposição de outras medidas da União Europeia destinadas a punir Moscovo por ter lançado a guerra.

 

O presidente da comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, condenou os contínuos ataques aéreos israelitas na Faixa de Gaza, que mataram mais de 30 civis palestinianos, incluindo seis crianças, escreve o observador que cita um comunicado da UA divulgado este domingo.

“O ataque a civis, bem como a contínua ocupação ilegal de territórios ocupados pelas forças de segurança israelitas, constitui uma violação flagrante do direito internacional e complica a procura de uma solução justa e duradoura”, disse Moussa Faki Mahamat citado no documento.

A relação com Israel é uma fonte de divergências dentro da UA. A decisão avançada em Julho por Moussa Faki Mahamat, de credenciar Israel com o estatuto de observador, provocou fortes protestos entre vários dos 55 Estados-membros, incluindo a África do Sul e a Argélia, que lembrou que a nova posição do Estado judeu contraria as declarações da organização, que apoia os territórios palestinianos.

Este é o confronto mais sério desde a batalha de 11 dias registada no passado neste território costeiro, que abriga cerca de 2,3 milhões de palestinianos.

Em Maio de 2021, os ataques israelitas contra o enclave que cerca há décadas causou a morte de 260 palestinianos e 13 israelitas.

O que começou na sexta-feira como uma “ofensiva preventiva” israelita com ataques aéreos na Faixa de Gaza tornou-se no pico mais grave de violência na área desde 2021, quando os ataques de Israel à Palestina (como forma de retaliação contra manifestações anti-colonatos) fez então mais de duas centenas de mortos, a esmagadora maioria civis.

 

JIHAD ISLÂMICA PALESTINIANA ANUNCIA ACORDO DE CESSAR-FOGO COM ISRAEL

O grupo da Jihad Islâmica Palestiniana (JIP) confirmou, este domingo, ter assinado uma trégua com Israel sob os auspícios da mediação egípcia, ao terceiro dia de hostilidades mortíferas, na Faixa de Gaza.

“Foi alcançada há pouco tempo uma fórmula para o anúncio pelo Egipto de um acordo de tréguas, que inclui o compromisso do Cairo de trabalhar a favor da libertação de dois prisioneiros”, anunciou Mohammed Al-Hindi, chefe da ala política da JIP, numa declaração citada pelo Notícias ao Minuto.

Não foi avançada até agora qualquer indicação dos termos da trégua ou de quando entrará em vigor. O mediador egípcio já tinha anunciado na tarde deste domingo ter obtido o acordo de Israel para uma trégua.

O exército israelita lançou a sua operação na sexta-feira, anunciada como um “ataque preventivo” contra a Jihad Islâmica, no qual os seus principais líderes militares em Gaza, Tayssir Al-Jabari e Khaled Mansour, foram mortos juntamente com vários combatentes do grupo.

As autoridades israelitas justificaram a operação lançada na sexta-feira pelo seu receio de represálias por parte da Jihad Islâmica após a detenção de Bassem al-Saadi a 01 de Agosto na Cisjordânia, um território palestiniano ocupado por Israel.

 

Taiwan voltou, este domingo, a denunciar o exército chinês por simulações de ataques à ilha, naquele que deverá ser o último dia de manobras militares organizadas por Pequim em retaliação à visita da líder do Congresso norte-americano.

As forças chinesas continuam “a realizar exercícios conjuntos por mar e ar, simulando ataques contra a ilha de Taiwan e contra os nossos navios no mar”, enquanto grupos de aviões infestam outras ilhas controladas por Taipé, refere o comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

Pouco depois, a agência de notícias oficial chinesa Xinhua informou que os exercícios de domingo visavam “testar as capacidades de fogo conjunto para ataques terrestres e ataques aéreos de longo alcance”.

Os movimentos do Exército Popular de Libertação (o exército chinês) fazem parte dos exercícios militares que a China está a realizar desde quinta-feira e que, em princípio, devem terminar hoje às 12:00 locais, (18 horas de Moçambique).

Embora Pequim ainda não tivesse confirmado oficialmente o fim dos exercícios, o principal aeroporto de Taiwan, Taoyuan, garantiu que todos os voos irão regressar à normalidade na segunda-feira.

Segundo o Notícias ao minuto, as manobras incluíram disparos reais e lançamento de mísseis de longo alcance e foram realizadas em seis zonas ao redor da ilha, uma das quais fica a cerca de 20 quilómetros da costa de Kaohsiung, a principal cidade do sul de Taiwan.

Embora a China tenha realizado outros exercícios no Estreito de Taiwan nos últimos anos, os exercícios desta semana são diferentes porque “cobrem uma área maior, envolvem mais elementos militares e espera-se que sejam altamente eficazes”, indicaram peritos de defesa chineses.

Taiwan descreveu a presença militar da China nas áreas como um “bloqueio”, e a Presidente de Taiwan classificou como “irresponsável” a “ameaça militar deliberadamente elevada” da China.

A China, que considerou a visita da líder do Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, como “uma “farsa” e uma “deplorável traição”, reivindica a soberania sobre a ilha e considera Taiwan uma província separatista desde que os nacionalistas do Kuomintang se retiraram para o local, em 1949, após perderem a guerra civil contra os comunistas.

A chegada ao Líbano, prevista para hoje, do primeiro navio de cereais que saiu da Ucrânia, sob um acordo de guerra, foi adiada. O anúncio foi feito pelo Governo libanês e a Embaixada da Ucrânia no país.

Segundo a agência noticiosa Associated Press (AP), citada pelo Notícias ao Minuto, ainda não é clara a causa do atraso, sendo que o ‘site’ Marine Traffic, que monitoriza o tráfego de navios e a localização dos navios no mar, mostrou o Razoni, com bandeira da Serra Leoa, fundeado no Mar Mediterrâneo, perto da Turquia.

O ministro dos Transportes do Líbano, Ali Hamie, afirmou, via Twitter, que o navio “que deveria, de acordo com os rumores, chegar ao porto de Trípoli, no Líbano”, mudou o seu ‘status’. Questionado pela AP, o governante escusou-se a mais comentários sobre a questão.

O navio Razoni deixou Odessa, na segunda-feira, transportando milho ucraniano e deveria chegar ao porto norte de Trípoli por volta das 10:00 locais.

De acordo com o Marine Traffic, no sábado, o navio alterou o seu ‘status’ para “encomenda”, o que significa que está à espera que alguém compre o milho.

A embaixada ucraniana em Beirute disse que a chegada do navio foi adiada, acrescentando que serão dadas mais informações quando se souber o dia e a hora exata da chegada do navio, escreve o Notícias ao Minuto.

As autoridades de saúde sul-africanas anunciaram, esta semana, a morte de uma pessoa devido à imunização com a vacina Janssen, da Johnson & Johnson, contra a COVID-19, escreve o Observador.

“A Autoridade Reguladora de Produtos de Saúde da África do Sul foi informada de um caso fatal de síndrome de Guillain-Barré (uma forma de polineuropatia que causa fraqueza muscular) após à imunização com a vacina Janssen”, anunciou a instituição de Saúde sul-africana, em comunicado.

De acordo com a autoridade reguladora sul-africana, a síndrome Guillain-Barré “é um evento adverso muito raro, mas grave, que está associado com a administração de várias vacinas e outros medicamentos e também pode ser desencadeado por infeções como o SARS-CoV-2”.

A autoridade de Saúde explicou que “o síndrome Guillain-Barré é uma condição rara que afeta o sistema imunológico do corpo” e os sintomas “podem variar de leves a graves e incluem fraqueza muscular, dor muscular, dormência e formigamento”.

Em muitos casos, a síndrome Guillain-Barré melhora sem efeitos adversos graves, mas em alguns casos pode se tornar grave e causar paralisia e outros problemas graves ou com risco de vida, como problemas respiratórios e pressão arterial ou frequência cardíaca anormais”, avançou.

No dia 31 de Março de 2021, a Autoridade Reguladora de Produtos de Saúde da África do Sul aprovou o uso na África do Sul da vacina Janssen contra a COVID-19 para indivíduos com 18 anos ou mais, com uma dose única de vacinação primária, refere-se no comunicado.

A vacina Janssen foi posteriormente aprovada como dose única de reforço administrada pelo menos dois meses após a dose de vacinação primária.

No dia 22 de Dezembro de 2021, foi aprovada como dose de reforço heteróloga após a conclusão da vacinação primária com uma vacina COVID-19 diferente”, referiu.

A vacina da Johnson & Johnson é uma das imunizações disponibilizadas no plano nacional de vacinação contra a Covid-19 que o Governo sul-africano iniciou a 17 de Maio de 2021.

Segundo a nota da autoridade reguladora sul-africana, até à data foram administradas 9.135.189 doses da vacina Janssen contra a COVID-19 no país.

A China anunciou sanções à Presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, e aos seus familiares mais próximos, após a sua viagem a Taiwan.

De acordo com um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, citado pelo Notícias ao Minuto, “apesar das sérias preocupações e da firme oposição da China, Pelosi insistiu em visitar Taiwan, interferindo seriamente nos assuntos internos da China, minando a soberania e integridade territorial da China, espezinhando a política de uma só China, e ameaçando a paz e estabilidade do Estreito de Taiwan”.

 

MANOBRAS MILITARES CHINESAS REPRESENTAM “ESCALADA SIGNIFICATIVA”

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, criticou hoje as manobras militares da China em torno de Taiwan, considerando-as provocações que representam “uma escalada significativa” nas tensões.

Blinken disse que não havia pretexto para iniciar exercícios no estreito de Taiwan por parte de Pequim, que se opôs à visita à ilha, esta semana, da presidente da Câmara dos Representantes do Congresso norte-americano, Nancy Pelosi.

Pelosi classificou também hoje como “ridículo” que a sua visita a Taiwan possa prejudicar a ilha e assegurou que o objectivo é manter o ‘status quo’ internacional.

“A nossa delegação não procura alterar o ‘status quo’ na Ásia ou Taiwan”, disse Nancy Pelosi, durante uma conferência de imprensa na embaixada dos EUA na capital japonesa, Tóquio, a última paragem numa digressão asiática que também a levou, esta semana, a Singapura, Malásia e Coreia do Sul.

Subiu de 46 para 56 anos entre 2000 e 2019 a esperança de vida saudável no continente africano, ultrapassando a média global e o progresso em qualquer outra região do mundo durante o mesmo período, revela um novo relatório de avaliação da Organização Mundial de Saúde (OMS) citado pelo Observador.

O novo relatório da OMS sobre o Estado da Saúde em África mostra que a esperança de vida saudável, ou seja, o número de anos que um indivíduo está em bom estado de saúde aumentou 10 anos.

“A esperança de vida saudável na região aumentou quase 10 anos, situando-se em 56 anos em 2019, em comparação com 46 anos no ano 2000”, disse a directora regional assistente da OMS África, Lindiwe Makubalo, citando o novo relatório da OMS.

Embora ainda esteja muito abaixo a média global, que é de 64, nas quase duas décadas que foram avaliadas, a expectativa de vida saudável global aumentou apenas cinco anos.

“O ganho excede a esperança média de vida saudável global, que aumentou cinco anos durante o mesmo período”, disse Lindiwe Makubalo, atribuindo este aumento a melhores serviços de saúde essenciais, à melhoria da cobertura dos serviços de saúde, à saúde reprodutiva e materna e aos serviços de saúde para combater as doenças infecciosas.

“A menos que os países reforcem e façam maiores investimentos no desenvolvimento dos sistemas de saúde, bem como na implementação de planos de recuperação eficazes, estes ganhos na esperança de vida podem facilmente perder-se”, prosseguiu, alertando que a pandemia da COVID-19, que teve “maiores perturbações” nos serviços de saúde essenciais em África, em comparação com outras regiões, pode também afectar as estimativas de esperança de vida saudável do continente.

Os sistemas de saúde em todo o continente têm sido sobrecarregados, sobretudo pela pandemia da COVID-19, mas também por outros surtos de doenças como a Varíola do Macaco, Cólera e Febre de Lassa. Países como a Nigéria, a nação mais populosa do continente, estão a combater até cinco destes surtos.

Para melhorar os sistemas de saúde, além dos níveis pré-pandémicos e alcançar “serviços de qualidade, equitativos e acessíveis a todos”, segundo Makubalo, um passo importante seria impulsionar o financiamento da saúde pública, observando que apenas sete países da região financiam mais de metade das suas despesas nacionais anuais de saúde.

Um exemplo de países que registam enormes ganhos é o Botswana, onde a cobertura universal da saúde é “a pedra angular do nosso desenvolvimento e da nossa resposta ou abordagem à prestação de cuidados de saúde no país”, afirmou Moses Kitele, do Ministério da Saúde do Botswana.

“Fizemos alguns progressos na consecução da cobertura universal da saúde, particularmente no que diz respeito à minimização das dificuldades financeiras”, disse Kitele, durante o encontro ‘online’, citando um estudo recente financiado pela OMS que mostra que menos de 1% dos agregados familiares no Botswana enfrentam despesas catastróficas com a saúde associadas aos cuidados de saúde.

O relatório da OMS sobre o estado da Saúde em África “dá-nos uma oportunidade de refletir sobre onde estamos e sobre os progressos que foram feitos”, acrescentou.

Não podemos ser complacentes, há tanto a fazer, especialmente no período pós-COVID-19”, disse Makubalo.

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