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O País – A verdade como notícia

A Polónia recusou a entrada do ministro dos Negócios Estrangeiros russo no país, para uma reunião da OSCE. Varsóvia propôs a Rússia que sugira outra delegação que não tenha sido alvo de sanções pela União Europeia

A Rússia viu-se “provocada” pela Polónia ao ver a entrada da sua delegação diplomática ser negada.

A delegação encabeçada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, escalaria Varsóvia no início de Dezembro para uma reunião da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

De acordo com a imprensa internacional, Varsóvia recomendou a Moscovo que identificasse outra delegação composta por pessoas que não tenham sido alvo de sanções pela União Europeia, na sequência da invasão à Ucrânia.

A medida não foi vista com bons olhos pela Rússia, que diz ser uma medida provocatória e sem precedentes.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia diz que além de se desacreditar, causou danos irreparáveis à autoridade de toda a OSCE para a segurança e cooperação na Europa.

A reunião dos 57 ministros dos negócios estrangeiros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa decorrerá a 01 e 02 de dezembro, em Lodz, na Polónia.

A Interpol emitiu um mandado de captura internacional para extradição de Isabel dos Santos, filha do antigo presidente de Angola José Eduardo dos Santos. O pedido terá sido feito pela Procuradoria-Geral da República de Angola. A empresária é acusada, entre outros crimes, de peculato e lavagem de dinheiro.

No documento, emitido no passado dia 3 de Novembro, a que a Lusa teve acesso, as autoridades angolanas pedem para localizar e prender com vista à extradição a cidadã angolana Isabel dos Santos.

No pedido sublinha-se que Isabel dos Santos é procurada por suspeitas dos crimes de peculato, fraude qualificada, participação ilegal em negócios, associação criminosa e tráfico de influência, lavagem de dinheiro, enfrentando uma pena máxima de 12 anos de prisão.

No documento refere-se que a empresária tem estado habitualmente em Portugal, Reino Unido ou Emirados Árabes Unidos.

Segundo o documento, entre 2015 e 2017, a empresária criou mecanismos financeiros com intenção de obter ganhos financeiros ilícitos e branquear operações criminosas suspeitas, quando era administradora da petrolífera estatal Sonangol.

De acordo com o mandado, Isabel Dos Santos terá prejudicado o Estado angolano em mais de 200 milhões de euros, cerca de 13 mil milhões de meticais.

Isabel dos Santos reagiu em comunicado, tendo dito que que os seus advogados consultaram a base de dados da Interpol e não encontraram qualquer referência a um mandado de captura contra ela.

Ainda no documento refere que: “tem conhecimento, há quase três anos, da existência de processos que correm os seus termos em Portugal por factos relacionados com a investigação que corre também termos em Angola, e que visam não apenas a si própria, mas também empresas com ela relacionadas. Nestes quase três anos de existência de tais processos, em momento algum foi constituída arguida. Sublinhe-se, que nem nenhuma das suas empresas”, revela o comunicado.

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pede aos países vizinhos da República Democrática do Congo que não deportem refugiados para aquele país.

O pedido, segundo o Notícias ao Minuto, estabelece que as deportações de requerentes de asilo das províncias orientais de Kivu do Norte, Kivu do Sul e Ituri devem ser interrompidas, mesmo que os seus pedidos de asilo tenham sido rejeitados.

A directora de protecção internacional do ACNUR, Elizabeth Tan, apelou aos países para que permitam aos refugiados o acesso aos seus territórios. Elizabeth Tan entende que muitos dos que fogem da RDC são susceptíveis de cumprir os critérios de reconhecimento legal de refugiados ao abrigo da Convenção de 1951, relativa ao Estatuto dos Refugiados.

A ACNUR considera a situação da RDC como uma das maiores crises humanitárias do mundo e lembra aos Estados a sua”responsabilidade moral para com aqueles que fogem do país.

Depois de o Partido Democrata assegurar uma vitória significativa e garantir a manutenção do controlo do Senado pelos próximos dois anos, os seus rivais republicanos confirmaram, esta quarta-feira, a maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, como previam as pesquisas.

A nova configuração altera a governabilidade do Presidente Joe Biden entre os deputados na segunda metade de seu mandato. A composição geral do Legislativo, porém, ainda garante algum fôlego ao democrata, que estava sob risco de perder o controlo das duas Casas em meio a um momento de baixa na sua popularidade.

O Partido Republicano alcançou a marca de 218 deputados eleitos nas midterms, eleições de meio de mandato, com as projecções das emissoras americanas. O pleito, realizado no último dia 8, renova toda a Câmara e um terço do Senado, entre outros cargos estaduais.

Com a nova maioria na Câmara, a democrata Nancy Pelosi, aliada de Biden e notória opositora de Donald Trump, deixará a presidência da Casa. Há a expectativa de que Kevin McCarthy (também da Califórnia), hoje líder da minoria, seja indicado para o posto.

Sem maioria, o presidente terá mais dificuldade em aprovar projectos caros a sua agenda, como pacotes de combate à crise do clima e controlo do acesso a armas. Também deve ver republicanos abrirem comissões de investigação contra a gestão federal, à semelhança da que apura o ataque de 6 de Janeiro de 2021 ao Capitólio — que, aliás, corre o risco de ser suspensa; Trump havia sido intimado a depor ao colegiado até esta segunda.

Especula-se que as possíveis apurações mirem o processo caótico de retirada das tropas americanas do Afeganistão, negócios suspeitos de Hunter Biden, filho do presidente, e um suposto uso político do Departamento de Justiça em processos contra Trump.

A demora na definição do controlo da Câmara deveu-se, sobretudo, à contagem de votos na costa oeste do país, com muitas disputas extremamente concorridas na Califórnia, mas também no Arizona e em Colorado. No primeiro estado, há a possibilidade de que alguns distritos demorem semanas para definir o vencedor. No condado de Maricopa, onde fica a capital do Arizona, Phoenix, a verificação de cada uma das assinaturas dos votos feitos pelo correio também atrasou a contagem.

O quadro contrasta com o de midterms anteriores. Em 2018, por exemplo, a CNN conseguiu projectar que os democratas teriam o controlo da Câmara às 23h do mesmo dia da eleição.

Perder o controlo do Legislativo (ou de parte dele) no meio do mandato é comum. Desde Jimmy Carter (1977–1981), só George W. Bush (2001–2009) conseguiu manter maioria do Congresso nas midterms, em 2002, no pós-11 de Setembro – em 2006, em seu segundo mandato, porém, ele saiu derrotado. Mas o resultado no fim saiu melhor do que a encomenda para Biden.

Já era previsto há meses que os republicanos conquistariam a maioria na Câmara, mas a margem veio bem menor do que o esperado. Pesquisas de intenção de voto, analistas e os próprios políticos esperavam uma “onda vermelha” que traria uma maioria acachapante de oposição ao presidente ao Congresso, o que não se confirmou.

Democratas conseguiram manter cadeiras em estados em que levantamentos apontavam viradas republicanas, como as de Abigail Spanberger (Virgínia), Seth Magaziner (Rhode Island) e Chris Pappas (New Hampshire). Em três corridas apertadas do Texas, os democratas venceram duas.

Uma série de motivos ajuda a explicar o desempenho da legenda – e no topo da lista está o direito ao aborto. A Suprema Corte derrubou em Junho decisão que garantia a interrupção voluntária da gravidez como direito constitucional, o que motivou uma série de eleitores a se registrar para votar em defesa do direito de escolha, mesmo em estados mais conservadores, impulsionando democratas.

Republicanos também culpam Trump por insistir em nomes radicais e sem experiência política, o que acabou afastando eleitores mais moderados. O desempenho fraco dos endossados pelo ex-presidente reorganizou a correlação de forças na legenda e ameaça até uma nova candidatura dele, cujo anúncio era esperado para os próximos dias.

O desempenho abaixo do esperado pode ser medido na comparação com as duas últimas vezes em que presidentes democratas viram derrotas nas midterms. Em 2010, nas primeiras de Barack Obama, os republicanos viraram 63 cadeiras. No começo do governo Bill Clinton, em 1994, 54. A mesma situação se deu quando os democratas retomaram o controlo da Câmara em 2018, sob Trump, quando os republicanos perderam 41 assentos.

Sem a Câmara, mas com o Senado, Biden fica na mesma situação do antecessor, o que é útil para evitar uma perda do cargo em uma eventual crise política grave – Trump teve dois impeachments aprovados na Câmara, mas barrados no Senado.

JOE BIDEN REITERA ABERTURA

O Presidente norte-americano, Joe Biden, não ficou indiferente a esta vitória dos republicanos a quem endereçou felicitações.

“Como eu disse na semana passada, o futuro é muito promissor para ficarmos presos em uma guerra política. O povo americano quer que façamos as coisas por ele. Eles querem que nos concentremos nas questões importantes e em tornar suas vidas melhores. E trabalharei com qualquer um – republicano ou democrata – disposto a trabalhar comigo para entregar resultados para eles [os americanos]”

Reagindo aos resultados, Tom Emmer, presidente da campanha republicana para estas eleições intercalares, disse:

“A Câmara Republicana cumpriu a promessa de despedir Nancy Pelosi [a actual presidente da Câmara dos Representantes] e servir de oposição à agenda desastrosa de Joe Biden. Agora toca a trabalhar pelo povo norte-americano.”

O Partido Republicano não esperou pelos resultados finais para começar a escolher o líder da maioria na câmara baixa do Congresso, tendo indicado o nome de Kevin McCarthy para substituir a democrata Nancy Pelosi.

McCarthy venceu o primeiro embate – afastando o senador Rick Scott, que era apoiado por Donald Trump – mas para ficar com o lugar de Pelosi, terá de se sujeitar a uma votação final, no início do próximo ano, onde precisará do apoio da maioria dos 435 membros da câmara de representantes.

A Rússia e a Ucrânia vão prolongar o acordo para a exportação de cereais ucranianos por mais 120 dias. Sem renovação, o acordo chegaria ao fim este sábado.

O ministro ucraniano das Infra-estruturas assegurou que o acordo para a exportação de cereais ucranianos pelo Mar Negro foi possível graças ao presidente Volodymyr Zelensky, ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao presidente turco, Recep Erdoğan.

De acordo com o governante, trata-se de um passo importante “na luta contra a crise alimentar mundial”, agravada pela nova invasão da Rússia.

O novo acordo foi confirmado esta quinta-feira pelo secretário-geral das Nações Unidas. António Guterres disse que o entendimento vai facilitar a navegação segura da exportação de cereais, alimentos e fertilizantes da Ucrânia.

A primeira fase desta iniciativa diplomática, implementada desde Julho passado, permitiu, até ao momento, a exportação de 11 milhões de toneladas de cereais a partir dos portos ucranianos.

Moscovo, por exemplo, vê vantagens do acordo, mas diz que os cereais e fertilizantes da Rússia enfrentam restrições nos mercados mundiais.

Esta quinta-feira, dia em que o prolongamento do acordo foi tornado público, houve explosões na Crimeia, Kiev e Odessa, segundo as autoridades ucranianas.

O Presidente do Brasil, Lula da Silva, anunciou esta quarta-feira o seu desejo de organizar a conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) COP30, em 2025, na Amazónia.

“Vamos conversar com o secretário-geral da ONU e pedir que ele leve a COP30 para a Amazónia”, disse Lula da Silva, num evento organizado num espaço dedicado aos governos regionais da Amazónia brasileira em Sharm el-Sheikh, no Egito, onde acontece a COP27.

“Se a Amazónia tem o significado que tem para o planeta Terra, se tem a importância que todos vocês dizem que tem, que todos os cientistas dizem que tem, nós não temos de medir esforços para afirmar que uma árvore em pé vale mais do que uma árvore derrubada”, acrescentou.

Segundo o Observador, o Brasil já havia sido proposto sediar a COP25, em 2019, mas a eleição do actual Presidente, Jair Bolsonaro, fez o país desistir de ser sede do fórum naquele ano.

“O Brasil está de volta ao mundo”, afirmou Lula da Silva nas suas redes sociais, ao chegar no Egipto.

O presidente norte-americano reagiu, esta quarta-feira, ao anúncio da recandidatura do seu antecessor. Joe Biden disse na rede social Twitter, publicada a partir da ilha indonésia de Bali, onde se encontra a participar na cimeira do G20, que “Trump falhou aos EUA”.

Por sua vez, o presidente do Comité Nacional Democrata, Jaime Harrison, disse em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto, que Trump foi um fracasso enquanto Presidente e que, por isso, perdeu as eleições em 2020.

“Vai perder de novo”, declarou.

“Os democratas estão prontos para lembrar os americanos o que Trump trouxe para a América: o pior registo de empregos desde a Grande Depressão, mil milhões em impostos para os mais ricos e corporações”, acrescentou.

O ex-Presidente norte-americano Donald Trump anunciou na noite de terça-feira a terceira recandidatura à Casa Branca e prometeu “trazer a América de volta”.

O presidente norte-americano reagiu, esta quarta-feira, ao anúncio da recandidatura do seu antecessor. Joe Biden disse na rede social Twitter, publicada a partir da ilha indonésia de Bali, onde se encontra a participar na cimeira do G20, disse que “Trump falhou aos EUA”.

 

O ex-presidente Donald Trump anunciou, esta terça-feira, na sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, que vai disputar pela terceira vez a Presidência dos Estados Unidos, nas eleições de 2024.

Durante o discurso, Trump voltou a usar o slogan de campanhas passadas.

“Para fazer a América voltar a ser grande de novo, anuncio esta noite minha candidatura para presidente dos Estados Unidos. Regresso da América começa agora”, declarou Donald Trump, citado pelo Público.

“Estou a concorrer porque acredito que o mundo ainda não viu a verdadeira glória que esta nação pode ter. Vamos novamente colocar a América em primeiro lugar”, disse.

Ao mesmo tempo que prometia “unidade”, Trump indicou que derrotará “os democratas radicais de esquerda que estão a tentar destruir o país por dentro”.

O republicano prometeu que o actual Presidente “não passará mais quatro anos” na Casa Branca: “Joe Biden personifica os fracassos da esquerda e a corrupção de Washington”, acusou o ex-Presidente.

Uma hora depois de ter iniciado o discurso e já perto do fim, o magnata pediu a eliminação de todas as votações antecipadas, votações à distância e o uso urnas eletrónicas: “Apenas cédulas de papel”, defendeu.

Trump também exigiu mais uma vez que todos os votos fossem contados na mesma noite da eleição, apesar de os Estados Unidos nunca terem contado todos os votos na noite do sufrágio numa eleição moderna, segundo o jornal The New York Times, citado pelo Notícias ao Minuto.

Momentos antes deste anúncio público, Trump já havia formalizado a terceira candidatura à Presidência, com um documento enviado à Comissão Eleitoral Federal norte-americana.

Vencedor nas eleições de 2016, o empresário foi derrotado pelo actual presidente, Joe Biden, na sua campanha de reeleição em 2020.

Para conseguir a nomeação novamente, Trump terá que enfrentar eventuais adversários de seu partido nas prévias republicanas, marcadas para o período entre Fevereiro e Julho de 2024.

O Presidente norte-americano criticou, no encontro com o seu homólogo chinês, as “acções cada vez mais agressivas” da China em relação a Taiwan e Xi Jinping enfatizou que essa questão “é a primeira linha vermelha que não deve ser cruzada” nas relações entre os EUA e a China.

A questão de Taiwan foi um dos temas mais controversos debatido no primeiro encontro pessoal entre Joe Biden e Xi Jinping.

De acordo com um comunicado da Casa Branca, o presidente norte-americano “levantou objecções às acções coercivas cada vez mais agressivas” da China em relação a Taiwan, “que prejudicam a paz e a estabilidade em todo o Estreito de Taiwan e na região mais ampla e comprometem a prosperidade global”.

Por sua vez, o presidente chinês Xi Jinping advertiu que “a resolução da questão de Taiwan é da competência dos chineses” e que esta “é a primeira linha vermelha que não deve ser cruzada” nas relações entre os EUA e a China.

“A questão de Taiwan está no cerne dos interesses centrais da China, a base da fundação política das relações sino-americanas, e é a primeira linha vermelha a não ser cruzada nas relações sino-americanas”, alertou Xi Jinping.

“Qualquer pessoa que procure separar Taiwan da China estará a violar os interesses fundamentais da China e o povo chinês nunca o permitirá. Esperamos ver paz e estabilidade no Estreito de Taiwan, mas a paz e a ‘independência’ de Taiwan são irreconciliáveis”, acrescentou. A ilha e o continente são governados separadamente desde 1949, mas a República Popular da China reivindica soberania sobre Taiwan.

O líder chinês disse esperar que Washington “honre a sua palavra” e “respeite a política de uma só China e os três comunicados conjuntos assinados” pelas duas partes. “São a base das relações entre os nossos dois países”, insistiu Xi Jinping.

Na conferência de imprensa após o encontro desta segunda-feira, Biden disse aos jornalistas que “deixou claro” a Xi Jinping que a política norte-americana em Taiwan “não mudou em nada”.

“Deixei claro que queremos ver as questões relativamente ao Estreito de Taiwan resolvidas pacificamente”, sublinhou o Presidente dos EUA.

A política de uma só China dos EUA reconhece a posição de Pequim de que Taiwan faz parte da China, mas não aceita a sua reivindicação de soberania sobre a ilha autónoma. Os Estados Unidos, que são o principal fornecedor de armas de Taiwan, têm declarado que estarão do lado de Taipé em caso de um conflito militar com a China.

As tensões entre Pequim e Washington agravaram-se em Agosto, após uma visita à ilha por parte da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi. A visita irritou Pequim, que desencadeou exercícios militares junto a Taiwan.

Apesar das crescentes ameaças, Biden disse acreditar que “não há qualquer tentativa iminente” por parte da China de invadir Taiwan.

“NÃO É PRECISO HAVER UMA NOVA GUERRA FRIA”

Para além da questão de Taiwan, os dois líderes discutiram ainda as tensões sobre o comércio, que levaram as relações sino-americanas ao nível mais baixo em décadas.

Em comunicado, a Casa Branca anunciou que Biden disse a Xi Jinping que os EUA “continuarão a competir vigorosamente” com a China, mas que “essa competição não se deve transformar em conflito”.

“Acredito absolutamente que não é preciso haver uma nova Guerra Fria”, disse o Presidente norte-americano no fim do encontro, que durou mais de três horas.

“Como líderes das duas nações, partilhamos a responsabilidade, na minha opinião, de mostrar que a China e os Estados Unidos podem gerir as suas diferenças, impedir que a concorrência se aproxime de um conflito e encontrar maneiras de trabalhar juntos em questões globais urgentes que exigem nossa cooperação mútua”, disse Biden na abertura da reunião.

Por sua vez, numa aparente tentativa de abordar as preocupações dos EUA sobre as ambições da China, Xi Jinping disse ao seu homólogo norte-americano que “a China não procura mudar a ordem internacional existente ou interferir nos assuntos internos dos Estados Unidos e não tem intenção de desafiar ou afastar os Estados Unidos.”

Durante o encontro, que antecedeu à cimeira do G20 que decorre em Bali, os dois líderes também discutiram a invasão russa à Ucrânia e as crescentes ameaças nucleares por parte de Moscovo.

“O Presidente Biden e o Presidente Xi reiteraram o seu acordo de que uma guerra nuclear nunca deve ser travada e nunca pode ser vencida e destacaram a sua oposição ao uso ou ameaça de uso de armas nucleares na Ucrânia”, lê-se no comunicado da Casa Branca.

Xi Jinping disse que a China está “altamente preocupada” com a situação actual na Ucrânia e sublinhou que Pequim “sempre esteve do lado da paz e continuará a encorajar as negociações de paz”.

Biden anunciou ainda que ambas as partes estabeleceram mecanismos para manter as comunicações bilaterais e que o secretário de Estado Antony Blinken viajará para a China para acompanhar as discussões. “Acho que nos entendemos”, concluiu Biden.

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