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O País – A verdade como notícia

O Presidente da Turquia, Recep Erdogan, anunciou esta terça-feira que lançará “assim que for possível” uma operação militar terrestre “com tanques e artilharia” contra posições curdas no norte da Síria e do Iraque.

“Nos últimos dias, sobrevoamos os terroristas com o apoio da nossa Força Aérea, dos nossos drones [aeronaves não tripuladas]. Se Deus quiser, vamos eliminá-los em breve com os nossos soldados, armas e tanques“, afirmou Erdogan, ao inaugurar uma barragem no Mar Negro, no norte do país.

De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), citado pelo Notícias ao Minuto, no Domingo, a Força Aérea turca lançou uma série de ataques contra posições curdas no norte da Síria e do Iraque, matando pelo menos 37 pessoas.

O ministro da Defesa da Turquia, Hukusi Akar, reivindicou que os últimos bombardeamentos turcos deixaram “fora de combate” 184 alegados guerrilheiros curdos no norte da Síria e do Iraque, enquanto as forças turcas mantêm ataques de artilharia contra cidades no norte do território sírio.

“A nossa luta vai continuar até que o último terrorista seja neutralizado”, disse Akar.

Hukusi Akar disse que o balanço provisório da operação iniciada no passado fim-de-semana foi comunicado pelos comandantes do Exército envolvidos nos combates.

Erdogan já tinha reiterado segunda-feira as ameaças de intervenção terrestre no norte da Síria, de onde partiram os disparos de foguetes que deixaram dois mortos e quase 30 feridos em território turco.

Com um Decreto do Papa Francisco a Sala de Imprensa da Santa Sé lançou terça-feira um comunicado de imprensa no qual anuncia que o Papa nomeia um Comissário extraordinário para relançar o serviço da Caritas Internacionais, escreve a Vatican News.

Uma investigação para o Desenvolvimento Humano do Vaticano detectou falhas na estrutura da Caritas Internacional, segundo a Santa Sé, que anunciou que o Papa demitiu os responsáveis e nomeou um comissário extraordinário para a gestão.

Segundo o Expresso, a investigação do Dicastério para o Desenvolvimento Humano do Vaticano foi presidida pelo cardeal Michel Czerny e revelou problemas de funcionários, que levou a consequências negativas no emprego e organização, mas excluiu a negligência financeira ou conduta sexual inapropriada.

Papa Francisco demitiu todos os altos funcionários da Caritas Internacional, os membros do Conselho de Representação e do Conselho Executivo, o presidente, os vice-presidentes, o secretário-geral, o tesoureiro e o assistente eclesiástico, e atribuiu todos os poderes de governação ao comissário extraordinário Pier Francesco Pinelli, que será assistido pela Dra. Maria Amparo Alonso Escobar e pelo padre jesuíta Manuel Morujão.

O Papa assinou um decreto que sujeita o organismo católico que coordena a rede internacional da Igreja de 162 organizações caritativas a um “comissário temporário”.

“Nomeio o Dr. Pier Francesco Pinelli como Comissário extraordinário da Caritas Internationalis, para que, a partir de 22 de Novembro de 2022, ele possa dirigi-la temporariamente ad nutum da Sé Apostólica, com todos os poderes de governo, de acordo com o direito comum e os Estatutos e o Regulamento do Organismo, e com plena faculdade para derrogá-los, caso o considere oportuno ou necessário”, lê-se no Decreto do Santo Padre.

Com a entrada em vigor desta medida, os Membros do Conselho Representativo e do Conselho Executivo, o Presidente e os Vice-Presidentes, o Secretário Geral, o Tesoureiro e o Assistente Eclesiástico cessam seus respectivos cargos.

Pinelli deve rever o quadro normativo da Caritas Internacional a fim de melhorar a sua missão no mundo ao serviço dos mais pobres e necessitados, à luz do Evangelho e dos ensinamentos da Igreja Católica.

A investigação, embora aponte falhas na gestão do trabalho, excluiu a má gestão financeira ou má conduta sexual.

Afirma-se, segundo o decreto que a gestão financeira foi “correcta” e os objectivos de angariação de fundos foram alcançados. Neste sentido, é assegurado que os principais objectivos da auditoria eram intervir no bem-estar laboral dentro da estrutura e no alinhamento com os valores católicos da dignidade humana e do respeito por cada pessoa.

A investigação foi realizada por uma comissão independente presidida pelo próprio Pinelli e assistida por uma equipa de psicólogos. Os resultados mostraram deficiências nos procedimentos de gestão com efeitos negativos também no espírito de equipa e na moral do pessoal. Os membros da Caritas Internacional, bem como antigos funcionários e colaboradores, foram entrevistados para as investigações.

A nova liderança provisória da Caritas Internacional terá de aCtualizar tanto os estatutos como as regras do órgão da Igreja que gere projeCtos de ajuda humanitária em muitos países para os tornar mais funcionais e eficazes, tendo em vista a próxima Assembleia Geral agendada para maio de 2023.

Nesta última tarefa, como especificado no decreto assinado pelo Papa, o comissário extraordinário será assistido pelo Cardeal Luis Antonio G. Tagle, até agora presidente da Cáritas, e “será especialmente responsável pelo cuidado das relações com as Igrejas locais e com as Organizações Membros da Cáritas Internacional”.

 

A capital chinesa de Pequim decidiu fechar parques e museus, esta terça-feira, e mais cidades retomaram a testagem em massa da COVID-19, enquanto o país luta contra um novo aumento de casos.

De acordo com o Notícias ao Minuto, A China relatou 28.127 novos casos, no dia de ontem, aproximando-se do pico diário de infecções registado em Abril, com os casos de Guangzhou e Chongqing a corresponderem a metade do total. Em Pequim, conta o Guardian, os casos atingiram um novo recorde, levando a novos pedidos para que os habitantes evitem sair de casa.

A cidade de Pequim alertou, na segunda-feira, que está a enfrentar o mais severo teste da pandemia até agora e apertou novamente as regras para entrar na cidade, requerendo que quem chega seja submetido a três dias de testes antes de poderem sair para a rua. Vários museus foram encerrados e, esta terça-feira, locais como parques de diversões também decidiram fechar para evitar o surto.

Há ainda duas novas mortes devido ao vírus, juntamente com três durante o fim de semana.

Esta última vaga está a testar os ajustes que a China fez recentemente na sua política de COVID-zero, em que pedem às autoridades que sejam mais direcionadas com as medidas de combate e evitem os confinamentos e testes generalizados que estrangularam a economia e frustraram os cidadãos.

O Supremo Tribunal de Recurso da África do Sul decidiu, esta segunda-feira, que o ex-presidente Jacob Zuma deve voltar à prisão para cumprir a sua pena de prisão de 15 meses. A decisão do Tribunal é tomada sob argumento de que a liberdade condicional médica concedida ao ex-presidente do país era ilegal.

Na sua decisão, a juíza Tati Makgoka, citada pelo Diário de Notícias, sublinhou que “o senhor Zuma, em direito, não terminou de cumprir a sua sentença”.

“Ele deve regressar ao Centro Correcional para o fazer. Se o tempo despendido por Zuma em liberdade condicional ilegalmente concedida deve ser levado em conta para determinar o período restante da sua prisão, não é uma questão para este tribunal decidir”, salientou.

O ex-Presidente sul-africano cumpriu menos de dois meses de uma pena de prisão de 15 meses. Zuma foi detido por não obedecer à ordem do Tribunal para comparecer perante a comissão que investiga alegações de grande corrupção no Estado sul-africano durante o seu mandato presidencial de 2009 a 2018. Enfrenta 16 acusações de fraude, suborno e desvio de dinheiro público.

A liberdade condicional médica foi concedida ao antigo chefe de Estado sul-africano pelo então responsável dos serviços prisionais Arthur Fraser, que anulou uma recomendação de um painel de aconselhamento dos serviços correcionais permitindo a Jacob Zuma cumprir a pena prisional na sua residência próximo do estabelecimento prisional na província sul-africana de KwaZulu-Natal, sudeste do país.

Em Dezembro último, o Supremo Tribunal de Pretória considerou que Fraser agiu ilegalmente ao conceder liberdade condicional médica a Zuma.

O partido do Presidente da Guiné Equatorial obteve 99,7% dos votos que já foram escrutinados, numa altura em que a contagem provisória já abarcou 22% das mesas de voto das eleições presidenciais, legislativas e municipais.

De acordo com os resultados apresentados pelo ministro do Interior e Assuntos Locais, Faustino Ndong Esono Ayang, os resultados provisórios apontam para 67 012 votos para o Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), dos 67 196 votos contados até agora.

Depois, surge a Convergência para a Democracia Social (CPDS), com 152, e a Coligação Social Democrata Baboro (PCSD), com 32 votos recolhidos nas 324 mesas de voto já escrutinadas, de um total de 1486 mesas de voto.

“A contagem continuará durante o dia de amanhã (a referir-se a hoje), até que sejam verificados os resultados definitivos e finais”, lê-se ainda na página do Governo, consultada ontem pela Lusa no seguimento das eleições de domingo.

O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que concorre a um sexto mandato após 43 anos no poder, manifestou-se confiante na reeleição nas presidenciais de domingo, denunciadas como fraudulentas pela oposição.

“O Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE) semeou muito e vai colher o que semeou nestas eleições”, afirmou Obiang, depois de votar na capital, Malabo, acrescentando: “Estou seguro da vitória do PDGE”.

Em breves declarações na televisão estatal, o Presidente afirmou, citado pela Efe, que o PDGE “tem demonstrado a sua capacidade e é o povo que decide”, acrescentando que, por isso, “tem que apoiar massivamente o programa” do seu partido.

Antes, Andrés Esono, candidato da CPDS, único partido de verdadeira oposição autorizado, votou no bairro Alcaide de Malabo, na ilha de Bioko, e disse ter recebido “queixas de todos os cantos do país”, com alegações de “fraude massiva” e irregularidades.

“Não está a deixar-se a população votar livremente”, disse.

Também o partido da oposição Cidadãos pela Inovação (CI) questionou a transparência das eleições presidenciais desta segunda-feira.

As eleições presidenciais de domingo coincidiram com eleições legislativas, senatoriais e municipais – o que constitui uma infracção à Constituição equato-guineense, que exclui a realização simultânea das presidenciais com outros plebiscitos.

As presidenciais estavam, por outro lado, previstas para Abril próximo, sendo esta antecipação também expressamente excluída na Magna Carta do país.

Um total de 427 661 eleitores, de entre uma população de 1,45 milhões de habitantes, foi chamada às urnas para escolher um de três candidatos à presidência, assim como o partido para ocupar os 100 assentos na câmara baixa do Parlamento em Malabo (99 dos quais actualmente reservados ao Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), partido único até 1991), parte do senado (cujos 70 assentos são ocupados pelo PDGE), e os dirigentes dos 37 municípios do país.

São candidatos à presidência Teodoro Obiang, líder do PDGE, Andrès Esono Ondo, presidente do partido da Convergência para a Democracia Social (CPDS), o único partido da oposição que não está proibido, e o líder do Partido da Coligação Social Democrática (PCSD), Buenaventura Monsuy Asumu, um senador e aliado crónico de Obiang, que concorre contra o Presidente pela quinta vez oferecendo ao regime um simulacro de democracia.

Teodoro Obiang, actualmente com 80 anos, governa com “punho de ferro” um pequeno país rico em petróleo desde 1979, na sequência de um golpe de Estado em que derrubou o seu tio e ditador sanguinário Francisco Macias Nguema, e é o Presidente há mais tempo no poder em todo o mundo.

Foi reeleito em 2016 com 93,6% dos votos, em eleições largamente contestadas, para um mandato de sete anos, que encurtou inconstitucionalmente.

A Guiné Equatorial é o país africano com o maior Produto Interno Bruto (PIB) ‘per capita’, e o terceiro maior exportador de petróleo do continente, mas a maior parte da sua riqueza continua concentrada nas mãos de poucas famílias, entre as quais, à cabeça e de longe, as da família Obiang Nguema.

De acordo com as Nações Unidas, menos de metade da população tem acesso a água potável e 20% das crianças morre antes de completar cinco anos.

O país ocupa a 145.ª posição no mais recente Índice de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas relativo a 2021, e mais de 80% da população vive abaixo do limiar de pobreza, numa situação ainda mais degradada por efeito da queda das receitas petrolíferas a partir de 2014, da pandemia da COVID-19 e devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia.

A Guiné Equatorial aderiu à CPLP em 2014, mediante alguns compromissos, como a abolição da pena de morte – formalizada em Setembro passado –, a introdução do português e maior abertura democrática.

 

Pelo menos 46 pessoas morreram e 700 ficaram feridas depois de um sismo de magnitude 5,4 na escala de Ritcher ter abalado, hoje, a capital da Indonésia, Jacarta, durante vários segundos. Vários prédios na cidade foram evacuados.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos, que acompanha a actividade sísmica em todo o mundo, registou o terramoto às 13h21, 08h21 em Maputo.
O terramoto também causou danos a várias residências e infra-estruturas nos arredores de Cianjur, que fica a cerca de 75 milhas de Jacarta, onde os moradores também sentiram os tremores, segundo relatos de usuários nas redes, avança o canal britânico Sky News.
Por sua vez, a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia descartou um perigo potencial de ocorrência de tsunami.
A província de Java Ocidental, com quase 50 milhões de habitantes, é a mais populosa da Indonésia.

Um total de 427.661 eleitores foram chamados às urnas, este Domingo, para escolher o novo Presidente da Guiné Equatorial.

São candidatos à presidência Teodoro Obiang, líder do PDGE, Andrès Esono Ondo, presidente do partido da Convergência para a Democracia Social (CPDS), o único partido da oposição que não está proibido, e o líder do Partido da Coligação Social Democrática (PCSD), Buenaventura Monsuy Asumu, um senador e aliado crónico de Obiang, que concorre contra o Presidente pela quinta vez.

Teodoro Obiang concorre pela sexta vez para mandato que pode não concluir, segundo vários activistas citados pela imprensa internacional.

No entanto, Obiang está confiante na vitória. “Há um provérbio que diz: ‘o que semeias é o que colhes’. Estou certo de que, nestas eleições, o nosso partido semeou muito e irá colher o que semeou. Portanto, estou certo de que a vitória pertence ao partido democrático da Guiné Equatorial”, afirmou Teodoro Obiang.
A oposição denuncia fraudes e pede “justiça eleitoral”.

Andrés Esono, candidato da Convergência para a Democracia Social (CPDS), disse, este Domingo, que a população não pode votar livremente. “O que eu espero destas eleições é justiça eleitoral. Que o Governo e a comissão eleitoral deixem os guineenses votar”, pediu o candidato.

“Desde as 7h00 tenho recebido queixas de todos os cantos do país. Há fraude, irregularidades, votação pública e presidentes de mesas de voto que votam por outros”, denunciou.

Também o partido da oposição Cidadãos pela Inovação (CI), que não concorreu às eleições, questionou a transparência do processo eleitoral.

Teodoro Obiang, actualmente com 80 anos, governa com “punho de ferro” um pequeno país rico em petróleo desde 1979, na sequência de um golpe de Estado em que derrubou o seu tio e ditador sanguinário Francisco Macias Nguema, e é o Presidente há mais tempo no poder em todo o mundo.

Pelo menos 15 pessoas morreram e 31 ficaram feridas em cerca de 25 ataques aéreos realizados pelo exército turco nas províncias sírias de Raqa e Hasaka. Esses dados foram divulgados, este Domingo, pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), uma organização não-governamental sediada em Londres.

Segundo a Organização, citado pelo Observador, pelo menos nove membros das forças curdas e seis membros das forças sírias morreram.

O Ministério da Defesa turco anunciou esta operação aérea no norte do Iraque e na Síria contra grupos curdos que Ancara responsabilizou pela explosão do passado domingo na Avenida Istiklal, que causou pelo menos seis mortos e 81 feridos.

Estes ataques surgem dias depois de Ancara ter acusado o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) de estar por detrás dos bombardeamentos do passado domingo no centro de Istambul. Além disso, a Turquia considera as Unidades de Protecção Popular (YPG), a principal componente das FDS, uma extensão do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerada terrorista naquele país.

Ambos os grupos negaram qualquer envolvimento no ataque que matou seis pessoas. No entanto, o ministro do Interior turco apontou que “tem suspeitas” de que a ordem foi dada a partir da cidade de Kobane, um dos grandes objetivos desta operação.

O Ministério da Defesa turco anunciou hoje ter lançado a operação aérea “Espada de garra” no norte do Iraque e na Síria, supostamente porque estas regiões são usadas como bases por terroristas. O ministério alertou, na sexta-feira à noite, que “chegou a hora do acerto de contas”.

Segundo um comunicado do Ministério da Defesa turco, citado pelo Notícias ao Minuto, a operação foi realizada “de acordo com os direitos de legítima defesa, decorrentes do artigo 51.º da Carta das Nações Unidas, a fim de eliminar os ataques terroristas do norte do Iraque e da Síria, garantir a segurança nas fronteiras e eliminar o terrorismo na sua origem”.

“Os bastardos terão de ser responsabilizados pelos seus actos traiçoeiros, após o ataque que matou seis pessoas e feriu outras 81 no coração de Istambul, em 13 de Novembro”, lê-se na mensagem divulgada pela France Presse (AFP).

As autoridades designaram de imediato o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e o YPG (Unidades de Proteção do Povo), uma milícia curda ativa na Síria, acusada pela Turquia de estar afiliada ao PKK, escreve o Notícias ao Minuto.

De acordo com o comunicado, o ministro da Defesa, Hulusi Akar, dirigiu e geriu a operação a partir do Centro de Operações da Força Aérea.

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