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O País – A verdade como notícia

Onze pessoas morreram, este Domingo, num deslizamento de terra, num bairro de Laundé, a capital dos Camarões. Informação foi divulgada, ontem, pelo governador daquela região, na rádio pública CRTV.

De acordo com o Notícias ao Minuto, quatro corpos, cobertos por lençóis brancos, foram retirados pela polícia no bairro de Damas, na periferia de Laundé. No local, segundo a fonte que cita a agência France-Presse, AFP, estavam ontem à noite centenas de moradores em pânico, à procura de familiares e amigos, e equipas de resgate a tentar chegar ao local do acidente.

Testemunhas contam que várias famílias estavam instaladas numa tenda num terreno baldio, num topo de uma colina, quando o terreno cedeu.

“Neste momento temos 11 corpos, as buscas continuam para encontramos outros”, afirmou o governador da região Centro, Naseri Paul Bea, em declarações à CRTV.

Naseri Bea explicou que se tratava de um encontro de pessoas que queriam chorar os membros das suas famílias que já partiram.

Segundo o governador, alguns estavam sentados dentro de uma tenda no local onde houve um deslizamento de terras ao início da noite.

O ex-primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, defende a realização de um inquérito internacional para avaliar o ataque ao quartel militar, na madrugada de sexta-feira. Jorge Bom Jesus condenou “a forma exageradamente musculada e arbitrária como o poder tem gerido a situação”.

Na sua página oficial do Facebook, Jorge Bom Jesus disse que “foi com grande tristeza e preocupação que tomei conhecimento da tentativa de assalto ao quartel militar e sobretudo o trágico desfecho de mortos e detenção do ex-presidente da Assembleia Nacional, o deputado Delfim Neves, a quem endereço uma palavra de conforto e muita força à família”.

Ainda na mensagem, o ex-primeiro-ministro são-tomense defende que “a maioria absoluta não deve ser confundida com o absolutismo, não se pode esmagar os direitos humanos elementares de cada um”, diz o ex-primeiro-ministro, que afirma estar ausente do país para participar no XXVI Congresso da Internacional Socialista, em Madrid.

Na madrugada de sexta-feira, quatro homens atacaram o quartel das Forças Armadas, na capital são-tomense, num assalto que se prolongou por quase seis horas, com intensas trocas de tiros e explosões, e em que fizeram refém o oficial de dia, que ficou ferido com gravidade devido a agressões.

Kim Jong-un diz que a Coreia do Norte, munida de armas nucleares, tem a força estratégica mais poderosa do mundo. Os pronunciamentos foram feitos numa cerimónia em que se celebrou o lançamento de um novo míssil intercontinental.

De acordo com o Notícias ao Minuto, Kim concedeu uma série de promoções ao pessoal militar e aos cientistas envolvidos no desenvolvimento do novo Hwasong-17, apelidado de “míssil monstro” por analistas militares, capaz de atingir os Estados Unidos. Este míssil balístico intercontinental foi testado a 18 de novembro, caindo nas águas ao largo do Japão.

O Hwasong-17 é “a arma estratégica mais forte do mundo e é um magnífico salto em frente no desenvolvimento de tecnologia para montar ogivas nucleares em mísseis balísticos”, afirmou o líder citado hoje pela agência oficial KCNA, da Coreia do Norte.

É “a maior e mais importante causa revolucionária, e o seu objectivo último é possuir a força estratégica mais poderosa do mundo, a força absoluta sem precedentes no século”, sublinhou.

Hong Min, do Instituto Coreano para a Unificação Nacional, citado pelo Notícias ao Minuto, disse que a ênfase de Pyongyang no lançamento do teste Hwasong-17 destina-se a reforçar o seu estatuto como potência nuclear.

Kanye West quer candidatar-se ao cargo de Presidente dos Estados Unidos da América nas próximas eleições presidenciais. O cantor norte-americano convidou Donald Trump para ser o seu vice-presidente.

Há dez dias Donald Trump anunciou que iria candidatar-se pela terceira vez ao cargo de Presidente dos Estados Unidos. Esta sexta-feira, foi a vez de um dos seus ex-aliados, Kanye West, revelar que também deseja chegar à Casa Branca para suceder a Joe Biden.

O cantor norte-americano foi mais a fundo ao convidar o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ser o seu vice-presidente.

Entretanto, segundo West, Trump terá ficado perturbado e ficou surpreendido pela sua inteligência.

De acordo com o Observador, Trump não gostou do convite e garantiu que Kanye West vai perder nos próximos pleitos eleitorais.

O cantor afro-americano foi um dos apoiantes mais determinados de Donald Trump durante o seu mandato.

Na corrida presidencial, estão já o ex-presidente dos EUA Donald Trump, Kanye West e o actual presidente, Joe Biden.

Em antecipação do Dia da Mãe, que na Rússia se assinala amanhã, o Presidente russo, Vladimir Putin, recebeu na sua residência, em Novo-Ogaryovo, 17 mães de alguns soldados enviados para a guerra na Ucrânia.

Putin conversou com as mulheres durante mais de duas horas, ouvindo as suas histórias e garantiu que o país vai apoiar as suas famílias. Vladimir Putin garantiu também que partilha a dor das mães russas e pediu-lhes para não acreditarem em “tudo o que veem na televisão ou na internet”.

“Gostaria que soubessem que eu, pessoalmente, e toda a liderança do país partilhamos da vossa dor. Compreendemos que nada pode substituir a perda de um filho, especialmente para uma mãe”, afirmou o líder russo, citado pelo Observador.

“Não se pode confiar em nada ali”, advertiu, acrescentando que há “muita falsificação, engano, mentira e ataques de informação”.

Putin agradeceu aos filhos das 17 mulheres por defenderem a Novorossiya, a “Nova Rússia”, zona que incluía parte da Ucrânia no império russo.

“Algumas pessoas morrem de vodka e as suas vidas passam despercebidas. Mas o seu filho viveu e atingiu os seus objetivos. Não morreu em vão”, disse a uma das mulheres.

O líder russo aproveitou para afastar as acusações de que os russos de minorias étnicas foram convocados em maior número para lutar na Ucrânia. “Todos são iguais, todos ajudam o outro e compreendem que as suas vidas dependem da assistência e apoio mútuo”, explicou.

Putin disse ainda que não se arrepende de lançar o que chama de “operação militar especial” da Rússia contra a Ucrânia e considera a guerra um divisor de águas quando a Rússia finalmente enfrentou uma arrogante hegemonia ocidental após décadas de humilhação desde a queda de 1991 da União Soviética.

No fim, estas mães foram autorizadas a colocar questões, mas nem isso decorreu sem o controlo do Kremlin. “As mães farão as perguntas ‘corretas’ que foram previamente acordadas”, disse Olga Tsukanova, chefe do Conselho de Mães e Esposas, numa mensagem no Telegram, revela ainda o Observador que cita a Reuters.

“Vladimir Vladimirovich [Putin] – é um homem ou quem é? Tem coragem de nos encontrar cara a cara, abertamente, não com mulheres pré-combinadas, mas com mulheres reais que viajaram de diferentes cidades para se encontrar consigo? Aguardamos a sua resposta”, disse Tsukanova.

Putin está a ser acusado de ter escolhido as mulheres cuidadosamente para evitar que temas mais sensíveis fossem abordados durante o encontro, que parece servir para acalmar as críticas à mobilização russa. Segundo a Reuters, a maior parte trouxe queixas, mas centraram-se em questões menores como a falta de roupas para os soldados ou a necessidade de enviar mais drones para a frente de guerra.

Antes da reunião, Olga Tsukanova, uma das líderes do Conselho de Mães e Esposas, exigiu que Putin se encontrasse com mulheres “reais”. “Vladimir Vladimirovich, és um homem ou quê? Tens coragem de nos encontrar cara a cara, abertamente, não com mulheres previamente escolhidas e que estão no teu bolso, mas com mulheres reais que viajaram de diferentes cidades para se encontrarem contigo?”.

Na Rússia, alguns grupos de mães de soldados têm criticado abertamente que os filhos sejam enviados para a guerra com pouca formação e equipamento. Recentemente, um grupo de mais de 20 mulheres viajou até a uma unidade militar em Belgorod, na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia, para levar de volta os maridos e familiares feridos em combate.

As polémicas que envolvem Isabel dos Santos, filha do antigo presidente de Angola, Eduardo dos Santos, têm sido várias nos últimos anos. Uma delas polémicas é sobre as pressões que António Costa terá feito junto de Carlos Costa, antigo governador do Banco de Portugal, a propósito da saída de Isabel dos Santos da administração do BIC.

Segundo o Diário de Notícias que cita a Deutsche Well (DW), Isabel dos Santos nega ter sido alvo de “pressões políticas” e favorecida pelo Estado Português.

“O Estado português nunca interveio a meu favor ou fez pressões de género algum em relação aos meus investimentos”, disse Isabel dos Santos, citada pelo Diário de Notícias.

“Os meus investimentos sempre foram privados e nada têm a ver com intervenções políticas do Estado português”, adiantou.

Segundo a empresária o livro do antigo governador do Banco de Portugal Carlos Costa tem “uma inverdade”.

“Este livro do governador do Banco de Portugal diz uma inverdade”, salientou Isabel dos Santos, acrescentado que se reuniu com o Carlos Costa “duas vezes”.

“Os assuntos tratados tiveram a ver com a gestão e investimentos do banco e não se tratou de pressões políticas ou outras”, afirmou.

Recentemente, Carlos Costa, no livro “O Governador”, acusou o primeiro-ministro de intromissão política junto do supervisor bancário no caso de Isabel dos Santos, argumentando que o confirma na mensagem escrita que lhe enviou.

“Esta semana, no mesmo dia em que anunciava um processo judicial, o senhor primeiro-ministro enviou-me uma mensagem escrita em que reconhece que me contactou para me transmitir a inoportunidade do afastamento da engenheira Isabel dos Santos. Ou seja, é o próprio primeiro-ministro a confirmar a tentativa de intromissão do poder político junto do Banco de Portugal”, disse o antecessor de Mário Centeno.

O livro “O Governador” resulta de um conjunto de entrevistas do jornalista do Observador Luís Rosa a Carlos Costa, que liderou o Banco de Portugal entre 2010 e 2020, e tem causado polémica.

O primeiro-ministro, António Costa, já afirmou que irá processar o ex-governador do Banco de Portugal por ofensa à sua honra, depois de, no livro, o antecessor de Mário Centeno ter relatado que foi pressionado pelo chefe do Governo para não retirar Isabel dos Santos do EuroBIC.

 

A Hungria adiou, esta quinta-feira, a ratificação da adesão de Suécia e Finlândia à NATO para 2023.

Segundo o primeiro-ministro nacionalista, Viktor Orbán, citado pelo observador, o parlamento húngaro pronunciar-se-á sobre essa matéria na sua primeira sessão de 2023.

Viktor Orbán garantiu, contudo, aos dois países do norte da Europa o seu apoio para se juntarem à Organização do Tratado do Atlântico-Norte (NATO), num contexto de guerra russa na Ucrânia.

A Rússia cessou, esta quarta-feira, funções do Comité do Património Mundial a que presidia, órgão central para a preservação dos lugares culturais e naturais do mundo da Unesco.

“Tenho a honra de informar o fim de minha missão como delegado permanente da Federação Russa junto da Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura]. Na data desta carta, não posso continuar o meu mandato como presidente da 45.ª sessão do Comité do Património Mundial”, anunciou ontem o o embaixador russo, Alexander Kuznetsov, numa carta dirigida aos membros do comité, citados pelo Notiicias ao Minuto.

O facto de a Rússia presidir ao Comité do Património Mundial resultou no bloqueio desse importante organismo da Unesco após a invasão russa da Ucrânia.

“A renúncia do delegado permanente da Rússia vai permitir nomear rapidamente um novo presidente e relançar o comité de património” disse um diplomata da ONU.

Quando um presidente do comité renuncia, os regulamentos da Unesco preveem que o seu substituto seja nomeado pelo país seguinte em ordem alfabética em inglês, escreve o Notícias ao Minuto.

Depois da Rússia, a Arábia Saudita será, portanto, o país que terá de designar um sucessor para a presidência do comité.

Segundo a Unesco, nas próximas semanas deverá ocorrer uma reunião extraordinária durante a qual serão fixados a data e o local da próxima sessão ordinária, que poderá realizar-se no primeiro semestre de 2023.

O Departamento dos Serviços Correcionais (DCS) da África do Sul, que colocou o ex-presidente Jacob Zuma em liberdade condicional médica, anunciou esta quarta-feira a intenção de recorrer da decisão judicial que ordenou que cumpra sentença na prisão.

“Os Serviços Correcionais estão convencidos que outro tribunal pode chegar a uma conclusão diferente, considerando recorrer com base na interpretação e obrigação da Lei de Serviços Correcionais e outra legislação relevante”, afirmou o porta-voz, Singabakho Nxumalo, citado pelo Notícias ao Minuto.

Na segunda-feira, o Supremo Tribunal de Recurso sul-africano rejeitou um recurso do ex-presidente Jacob Zuma, reiterando a ilegalidade da liberdade condicional médica, e ordenou que cumpre a pena na prisão.

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