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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 14 pessoas morreram em consequência da tempestade havida na cidade sul-africana de Joanesburgo, último sábado. De acordo com as autoridades sul-africanas, há, ainda, registo de vários desaparecidos.

“Na noite de [sábado], um grupo de pessoas participava em rituais religiosos no rio quando eclodiu a tempestade”, disse o porta-voz dos serviços de emergência da cidade, acrescentando que 33 fiéis se encontravam junto à margem do pequeno rio Jukskei, no momento da enorme inundação.

Robert Mulaudzi disse igualmente que quando começou a tempestade, muitos estavam de pé no leito do rio, promovendo rituais, batismo, e foram arrastados pela força da corrente.

Das pessoas arrastadas, duas perderam a vida no local.

O académico Paulo Wache diz que o Presidente da República da África do Sul e do ANC, Cyril Ramapossa, pode ser forçado a abandonar o poder em consequência da pressão interna e externa que está a ser exercida sobre si. Watche entende que, no ANC, há clivagens.

Reagindo ao chamado “caso Phala Phala”, em que o Chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, é acusado de violar a Constituição da República, o analista de Política Internacional Paulo Wache disse que o Estadista está a sofrer uma forte pressão.

“É muito difícil dizer qual é o ANC que se pronuncia a favor e qual e o ANC que se pronuncia contra, mas isso é uma demonstração de que, dentro do ANC, há vários ANC e há problemas graves de coesão. Não é necessariamente se ele tem ou não o apoio, vai depender da avaliação que ele vai fazer do assunto para chegar à conclusão de que deve permanecer ou não, mas, se não o fizer, se a ala mais numerosa achar que tem que sair, vai mandar conselheiros como fizeram com Thambo Mbeki para ele deixar o poder, aparentemente será ele a resignar e terá sido forçado a resignar”, aponta Paulo Wache, analista de Política Internacional.

Esta agitação acontece a escassos dias da realização do congresso do ANC, que pode definir o futuro político de Ramaphosa.

“O congresso, chamam eles de Congresso Nacional, que vai acontecer já no dia 16 talvez seja um elemento fundamental para percebermos o destino de Cyril Ramaphosa. Enquanto ele não se pronunciar para vermos qual é a sua sensibilidade sobre o assunto, mas isso vai resultar se saber se ele tem apoio dentro ou fora do partido.”

O Comité Executivo do ANC, o órgão de decisão mais alto no partido, vai decidir o futuro de Ramaphosa, que ambiciona a reeleição na liderança do partido, assim recandidatar-se à presidência em 2024.

O partido no poder na África do Sul retoma na segunda-feira as conversações sobre o futuro do Presidente sul-africano. Em causa está o envolvimento de Cyril Ramaphosa num escândalo financeiro.

Esta semana, aumentou a pressão sobre Ramaphosa para se demitir ou ser forçado a abandonar o cargo, na sequência de um relatório parlamentar, apresentado quarta-feira à Assembleia Nacional, que sugere que o Chefe de Estado pode ter violado leis anticorrupção, num alegado incidente de roubo de uma elevada quantia de dinheiro encontrada dissimulada nos estofos dos sofás na sua quinta Phala Phala, em 2020.

Segundo a DW, o Congresso Nacional Africano disse inicialmente, este sábado, que iria realizar uma “sessão especial do seu Comité Executivo Nacional” no domingo. Pouco depois, anunciou que a reunião foi adiada para segunda-feira, de manhã. A direcção do partido reuniu-se brevemente em Joanesburgo, na sexta-feira, antes de dizer aos jornalistas que iria analisar mais a fundo os factos do caso contra o Presidente.

Ramaphosa tem-se reunido com os seus aliados no seio do partido governante, uma vez que alguns membros do comité executivo consideram que o presidente desrespeitou as estruturas do partido e que por isso deveria renunciar, segundo a imprensa local.

Os deputados na Assembleia Nacional, onde o ANC detém a maioria, devem debater o relatório da comissão parlamentar na terça-feira, e votar também se o processo de destituição do Presidente deve avançar, escreve a DW.

Ramaphosa, que ambiciona a reeleição na liderança do partido no congresso nacional eletivo agendado para entre 16 e 20 deste mês, em Joanesburgo, nega irregularidades. O Presidente adiou uma comunicação ao país na quinta-feira para anunciar a sua decisão depois de se reunir com os seus conselheiros e aliados na Cidade do Cabo.

O secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, considera que os Estados Unidos estão numa situação crucial com a China e necessitam de poder militar para impor as regras globais no século XXI em oposição a Pequim.

O discurso de Austin no Reagan National Defense Fórum concluiu, segundo o Notícias ao Minuto, uma semana na qual o chefe do Pentágono elegeu como tema o crescente poderio da China, e o seu significado para a posição que os Estados Unidos devem adoptar à escala internacional.

Na segunda-feira, divulgou um relatório anual de segurança sobre a China, no qual adverte que Pequim deverá possuir 1.500 ogivas nucleares em 2035, sem ser óbvia a forma como a China pretende utilizá-las.

E na sexta-feira, Austin congratulou-se com a apresentação do novo bombardeiro estratégico furtivo B-21 Raider, como parte da resposta do Pentágono às crescentes preocupações sobre um futuro conflito com a China.

“A China é o único país que garante em simultâneo a vontade, e um crescente poder, para reformular a sua região e a ordem internacional para garantir a suas opções autoritárias”, considerou, para depois garantir que “não deixaremos que isso aconteça”.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o Pentágono também está preocupado com a Rússia e mantém o compromisso de continuar a fornecer armamento à Ucrânia e evitar, em simultâneo, uma escalada que implique uma guerra dos EUA com Moscovo.

“Os próximos anos vão estabelecer os termos da nossa competição com a República Popular da China. Vão desenhar o futuro da segurança da Europa”, prosseguiu.

O chefe do Pentágono também anunciou um orçamento elevado para novos investimentos em armamento nuclear até 2046, estimado em 1,2 biliões de dólares, onde se inclui o B-21 Raider.

Cyril Ramaphosa poderá renunciar ao cargo de Presidente da África do Sul e do partido ANC, devido a um relatório independente que concluiu que pode ter violado a Constituição do país e as leis sobre corrupção, no caso “Phala Phala”.

Ramaphosa está reunido para decidir as medidas que deverão ser anunciadas às 19h de hoje.

Tudo começou em 2020, quando o ex-chefe de Espionagem do país, Arthur Fraser, abriu um processo-crime contra o Presidente, devido a um roubo de milhões de rands, ocorrido na fazenda de caça Phala Phala, de Cyril Ramaphosa.

Para apurar o caso, foi iniciada uma investigação conduzida por um grupo independente, e as conclusões do relatório já vieram a público.

Cyril Ramaphosa pode ter violado a Constituição do país e as leis principais sobre a corrupção.

Devido a este cenário, a credibilidade do Presidente sul-africano começou a ser questionada, e o Estadista perdeu o apoio político do ANC.

Segundo avança a News 24, Ramaphosa poderá, nas próximas horas, renunciar ao cargo de Presidente e desistir da corrida para ser reeleito em Nasrec.

Se de facto Ramaphosa deixar o cargo, o vice-presidente David Mabuza assumirá o cargo de Chefe de Estado interino até que o Parlamento vote para um novo Presidente.

Entretanto, avança a imprensa sul-africana, ainda que Ramaphosa renuncie à presidência da África do Sul, vai incorrer a processos judiciais devido à sua conduta criminosa e inconstitucionalidade.

Primeiro carregamento de 20 mil toneladas de fertilizantes é transportado por um navio fretado pelo Programa Alimentar Mundial. Está a caminho de Moçambique após acordo promovido pela ONU, mas destino final é Malawi

Um primeiro carregamento de fertilizantes russos saiu terça-feira dos Países Baixos com destino à África no âmbito do acordo promovido pela ONU para facilitar as exportações destes produtos, dificultadas desde a invasão da Ucrânia, a 24 de Fevereiro passado.

Conforme anunciado pelas Nações Unidas, este primeiro carregamento de 20 mil toneladas de fertilizantes é transportado por um navio fretado pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) que se dirige para Moçambique e terá como destino final o Malawi.

O carregamento, que deveria ter saído na semana passada, é o primeiro de uma série de fornecimentos de fertilizantes russos a países africanos que estavam bloqueados em portos europeus e que foram doados por uma empresa russa.

No total, a doação é de 260 mil toneladas e, segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, vai ajudar a “aliviar as necessidades humanitárias e evitar uma perda catastrófica de colheitas em África, em plena época de sementeira”.

A iniciativa faz parte do acordo que a Ucrânia e a Rússia selaram em Julho passado, com o apoio da Turquia e da ONU, e que também permitiu a retomada das exportações de cereais ucranianos pelo mar Negro.

Embora as sanções dos países ocidentais contra a Rússia não afectem alimentos e fertilizantes, segundo Moscovo, as suas exportações deste tipo de produtos foram praticamente paralisadas devido a restrições de empresas de logística ou dificuldades em garantir os carregamentos.

A ONU alerta há meses para o perigo representado pelo forte aumento dos preços dos fertilizantes desde 2019, com um aumento de 250%, tornando-os inacessíveis para muitos agricultores de países em desenvolvimento. Consequentemente, a ONU receia que as colheitas sejam prejudicadas e provoquem uma grave crise alimentar, principalmente em África.

O Presidente angolano, João Lourenço, garante que a luta contra a corrupção não terminou e nega que as pessoas envolvidas nestes actos representem a maioria do MPLA.

Em entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA), na segunda-feira, João Lourenço sublinhou que a luta contra a corrupção, que elegeu como bandeira do seu primeiro mandato, não está terminada e lembrou que “muitos se beneficiaram deste processo” que o país “viveu muitos anos e vive ainda de alguma forma”, refere a DW.

João Lourenço destacou que este processo exigiu coragem e que teve consequências. “Há quem tenha interpretado isso como seu tivesse criado uma divisão no seio do partido, não foi isso que aconteceu. Não se pode aceitar que as pessoas que estão envolvidas em corrupção representem uma fatia grande do partido, não representam”, salientou João Lourenço.

Na semana passada, a empresária Isabel dos Santos disse em entrevista à DW que “o MPLA tornou-se um partido corrupto” e acusou o Presidente João Lourenço de ter “uma agenda de perseguição política”.

Após uma onda de intensos protestos, a China relaxou algumas medidas da sua política de “zero Covid”. Os Manifestantes pediram a demissão do Presidente Xi Jinping devido à rigidez do Governo no controlo da pandemia.

Apesar da flexibilizaçao das medidas, esta segunda-feira, as autoridades garantiram que a estratégia “zero casos” da doença continua.

As declarações vêm na sequência das manifestações que exigiram a demissão do Presidente Xi Jinping, na maior demonstração de oposição ao Partido Comunista em décadas.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, acusou “forças com motivações ocultas” de “estabelecerem uma ligação” entre um incêndio mortal na cidade de Urumqi, no noroeste da China, e as medidas de bloqueio impostas no âmbito da estratégia de “zero casos” da COVID-19, escreve a DW.

Zhao Lijian  garante que sob a “liderança do Partido Comunista Chinês, a nossa luta contra a COVID-19 vai culminar em sucesso”, assegurou Zhao, em resposta à vaga de protestos ocorrida nos últimos dias.

A China registrou a quinta alta consecutiva no número de casos diários de COVID-19. No domingo, foram 40.052 novas infecções de cidadãos locais, pouco acima dos 39.506 casos informados no sábado.

Depois do ataque a quartel militar em São Tomé, o Presidente Carlos Vila Nova disse, este domingo, não ter dúvidas da intenção dos atacantes. “Uma tentativa de golpe de Estado” por quem não aceita resultados eleitorais.

“Dúvidas não há-aquilo que hoje sei e tenho informação [é que] foi claramente uma tentativa de golpe de Estado contra as instituições e seus dirigentes”, disse Carlos Vila Nova, citado pela DW.

O Presidente falava depois de uma reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional de São Tomé e Príncipe, onde pediu uma investigação para apurar as razões do incidente que colocou em alarme o país e a comunidade internacional.

Segundo escreve a DW, na sequência do acto, pelo menos quatro pessoas, entre elas, três invasores e um militar morreram, segundo o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o  brigadeiro Olinto Paquete.

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