Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Presidente da Indonésia, Joko Widodo, apelou esta terça-feira ao fim da guerra na Ucrânia, durante a abertura da cimeira do G20, que reúne na ilha de Bali as principais economias do mundo, escreve a imprensa internacional.

“Devemos acabar com a guerra. Não devemos transformar o mundo numa nova guerra fria”, disse Joko Widodo na abertura oficial do evento.

Widodo, citado pelo Observador, espera que o encontro seja um espaço de diálogo entre todas as partes.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, é a grande ausência do maior encontro de líderes mundiais desde o início da COVID-19, realizado num hotel de luxo de Bali.

Moscovo alegou problemas de agenda e a necessidade de Putin permanecer na Rússia para justificar a ausência.

Apesar de a Ucrânia não integrar o G20, o Presidente Volodymyr Zelensky foi convidado pelo homólogo indonésio, Joko Widodo, presidente em exercício do grupo, a discursar por videoconferência.

Sob o lema “recuperar juntos, recuperar mais fortes” a cimeira deveria concentrar-se nos riscos globais da pandemia de covid-19, na recessão económica e no desenvolvimento sustentado, como previa a presidência indonésia do G20.

A cimeira na chamada “ilha dos deuses” ficou já marcada por um encontro presencial inédito entre os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e da China, Xi Jinping, na segunda-feira.
Estão previstos outros encontros bilaterais, como o de Xi com o Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciado para hoje.

Arranca, esta terça-feira, na Indonésia, a primeira cimeira do G20 desde que começou a guerra na Ucrânia, a 24 de Fevereiro deste ano e a falta de consenso poderá refletir-se na declaração final conjunta.

O Presidente russo, Vladimir Putin, não participa na cimeira das 20 economias mais desenvolvidas e dos países emergentes, em que estará representado pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov.

Moscovo alegou problemas de agenda e a necessidade de Putin permanecer na Rússia para justificar a ausência.

Apesar de a Ucrânia não integrar o G20, o Presidente Volodymyr Zelensky foi convidado pelo seu homólogo indonésio, Joko Widodo, presidente em exercício do grupo, a discursar por videoconferência.

Sob o lema “recuperar juntos, recuperar mais fortes”, a cimeira deveria concentrar-se nos riscos globais da pandemia da COVID-19, na recessão económica e no desenvolvimento sustentado, como previa a presidência indonésia do G20.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu junto dos líderes dos países do G20 que o acordo de exportação de cereais ucranianos, que expira na sexta-feira, deve ser prorrogado indefinidamente.

Numa reunião por videoconferência à porta fechada antes da cimeira de Bali, segundo o Notícias ao Minuto, Volodymyr Zelensky sugeriu também que o acordo negociado pela Turquia em Julho, que possibilitou a exportação de cerca de 10 milhões de toneladas de cereais, fosse alargado a mais dois portos ucranianos.

Na ocasião, Zelensky sustentou ainda que “é tempo” de acabar com a guerra “destrutiva” da Rússia.

“Estou convencido de que chegou o momento, que a guerra destrutiva da Rússia deve e pode ser travada”, afirmou.

Por outro lado, denunciou as “ameaças loucas da Rússia de utilizar armas nucleares”.

“Não pode haver nenhuma desculpa para a chantagem nuclear”, sublinhou dirigindo-se aos “G19”, excluindo Moscovo.

O Presidente da Indonésia, Joko Widodo, apelou também esta manhã ao fim da guerra na Ucrânia, durante a abertura da cimeira do G20, que reúne na ilha de Bali as principais economias do mundo.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, está ausente do maior encontro de líderes mundiais desde o início da pandemia da COVID-19.

Foi a primeira vez que os dois líderes se reuniram desde que Joe Biden assumiu a presidência dos EUA. Ambos afirmaram querer “manter relações”.

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Joe Biden, já se encontrou com o seu homólogo chinês, Xi Jinping. O encontro, o primeiro desde que Biden assumiu a presidência dos EUA, aconteceu à margem da cimeira do grupo das 20 economias mais desenvolvidas (G20).

“Senhor presidente, é bom vê-lo”, afirmou Xi Jinping, no início do encontro, citado pela BBC. “A última vez que nos encontrámos foi em Davos, há mais de cinco anos. Desde que assumiu a presidência, temos mantido contacto em conversas online. Mas nada pode substituir o contacto presencial. E hoje temos esta reunião presencial”, acrescentou.

O Presidente chinês afirmou que ambos ganharam “experiência” e aprenderam “lições” e reconheceu que os dois países se encontram numa “situação”, com a qual se “preocupa”. “Precisamos de encontrar a direcção certa para a relação bilateral avançar e elevar a relação”, frisou.

“O nosso encontro atraiu a atenção do mundo inteiro. Precisamos de trabalhar com todos os países para trazer a paz ao mundo”, disse ainda.

Por sua vez, o Presidente norte-americano também destacou a importância de evitar um “conflito” entre os EUA e a China. Biden afirmou estar “empenhado em manter a linha de comunicação aberta” e para que os dois países possam “trabalhar em questões globais urgentes”.

“As nossas duas nações compartilham a responsabilidade de administrar as suas diferenças, devemos evitar que a competição se torne em conflito. Devemos encontrar formas de trabalhar juntos em questões globais urgentes, que exigem a nossa cooperação”, disse.

Biden e Xi abriram a sua primeira reunião presencial desde que o presidente dos EUA assumiu o cargo, há quase dois anos, com um aperto de mão, num hotel de luxo, na Indonésia, onde vão participar na cimeira do G20.

O encontro surge numa altura de tensões renovadas entre China e Estados Unidos, suscitadas pelas divergências em relação à guerra na Ucrânia, a questão de Taiwan e as restrições impostas por Washington à exportação de equipamento para produção de semicondutores para o país asiático.

“ACREDITO QUE ELES [RÚSSIA] NÃO PRECISAM DE QUE HAJA NOVA GUERRA FRIA”

O Presidente dos Estados Unidos conversou, esta segunda-feira, com o seu homólogo chinês, e garantiu que houve coisas em que discordaram, mas que a opinião quanto ao conflito na guerra na Ucrânia se aproxima.

Questionado pelo Wall Street Journal sobre a possibilidade de existir uma guerra nuclear, Joe Biden foi peremptório: “Eu acredito que eles [Rússia] não precisam que haja uma nova Guerra Fria”, afirmou, reiterando que ambos os líderes foram “claros” quanto a esse assunto.

Questionado sobre se achou Xi Jinping “conflituoso”, dadas as tensões internacionais entre os dois países, Biden explicou que o “encontrou da forma como ele tem sido: directo e honesto”.

Recorrendo aos resultados à quase certa vitória democrata nas eleições intercalares, que contrariam a ‘onda vermelha’ dada pelas sondagens, Biden disse: “Acho que as eleições ainda estão incertas, mas enviam uma mensagem muito forte ao mundo: os Estados Unidos estão prontos para o desempenhar o seu papel”, completou, clarificando que houve assuntos em que discordaram, e outros que foram ao encontro um do outro – no caso do conflito nuclear, tal como já tinha dito.

Ainda quanto às eleições, o Presidente dos EUA não deixou de dizer uma palavra, ainda no início da conferência: “Mais uma vez, os americanos provaram que a democracia é quem nós somos”, afirmou Joe Biden.

“O que estas eleições mostram é que há uma inabalável vontade de preservara  democracia”, continuou, no mesmo dia em que se reuniu, durante três horas, com o Presidente da China, em Bali, na Indonésia.

Biden repetiu várias vezes durante a sua intervenção que a conversa com o líder da China deixou os assuntos entre os dois bem clarificados.

Os Presidentes dos Estados Unidos e da China, Joe Biden e Xi Jinping, vão reunir-se esta segunda-feira na ilha indonésia de Bali. Este será o seu primeiro encontro presencial.

A reunião entre os dois líderes internacionais, que anteriormente só se tinham reunido por videoconferência, decorrerá antes da cimeira do grupo das economias mais desenvolvidas (G20), marcada para terça e quarta-feira na Indonésia, que está actualmente na presidência do bloco.

A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, disse num comunicado de quinta-feira, citado pelo Notícias ao Minuto, que Joe Biden e Xi Jinping vão discutir “esforços para manter e aprofundar as linhas de comunicação entre os dois países e para gerir a concorrência bilateral…

A mesma fonte disse ainda que “os dois líderes também vão trabalhar em conjunto onde os nossos interesses se alinham, especialmente nos desafios transnacionais que afetam a comunidade internacional”

“Biden e Xi irão também discutir uma série de questões regionais e globais, como a guerra na Ucrânia e a Coreia do Norte”, indicou a porta-voz.

Um total de 36 aviões militares chineses, incluindo caças e bombardeiros, fizeram incursões em áreas à volta de Taiwan no sábado, anunciou hoje o Ministério da Defesa da ilha.

Segundo um comunicado, dez dos aviões chineses, entre os quais seis aeronaves Shenyang J-11 e quatro J-16, atravessaram uma linha no Estreito de Formosa que tem funcionado como uma fronteira não oficial tacitamente respeitada por Taipé e Pequim nas últimas décadas, mas atravessada nos últimos meses pelas forças chinesas durante manobras militares.

No sábado, os militares de Taiwan também avistaram quatro caças Chengdu J-10, um avião de guerra antissubmarino Y-8 e três bombardeiros H-6 a sudoeste da ilha, referiu o ministério, que acrescentou que detetou ainda três drones chineses.

As incursões acontecem três dias depois após a vista a Taiwan do ministro do Comércio britânico, Greg Hands, que se encontrou com a Presidente da ilha, Tsai Ing-wen, apesar dos avisos de Pequim sobre contactos com Taipé.

Na segunda-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China tinha exigido que o Reino Unido interrompa os contactos oficiais com Taiwan.

A China impôs sanções e outras formas de retaliação contra autoridades e governos estrangeiros que mantêm contactos com as autoridades de Taiwan.

As incursões seguem o padrão habitual estabelecido nos últimos meses pelo exército chinês, que chegou ao ponto de levar a cabo incursões até ao largo da costa de Taiwan, em agosto, na sequência de uma visita à ilha pela presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi.

O secretário-geral das Nações Unidas disse esta sexta-feira que o mundo falhou na resposta à crise política em Myanmar e apelou aos países vizinhos para pressionarem o regime militar a cumprir um plano de paz, escreve o Observador.

“Todo o mundo falhou em relação a Myanmar. A comunidade internacional como um todo falhou e a ONU faz parte da comunidade internacional”, disse António Guterres aos jornalistas durante a cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), a decorrer na capital do Camboja, Phnom Penh.

Guterres descreveu a situação em Myanmar, que enfrenta uma crise política desde o golpe de Estado de Fevereiro de 2021, como “um pesadelo sem fim.

“Peço às autoridades de Myanmar que ouçam o povo, libertem os presos políticos e voltem imediatamente ao caminho da transição democrática. Este é o único caminho para a estabilidade e a paz”, sublinhou Guterres.

A cimeira de Phnom Penh decorre até domingo.

 

O Presidente da França, Emmanuel Macron defendeu, esta sexta-feira, o combate às desigualdades em África para “prevenir as migrações”, algumas horas após o desembarque em Toulon de 230 migrantes a bordo do navio humanitário Ocean Viking.

“Neste momento decorre um debate em França sobre as questões migratórias, um debate muito importante que implica respostas muito fortes, rigorosas, etc.”, salientou o Presidente francês no decurso do Fórum de Paris para a Paz.

Para Macron este debate nunca ficará concluído se não existir uma verdadeira organização europeia que funcione, e ainda menos se “não soubermos resolver os problemas das desigualdades com o continente africano e as outras margens do Mediterrâneo”.

“A França não é uma ilha, nem se tornará provavelmente numa ilha nos anos que hão-de vir”, ironizou Macron.

O navio humanitário Ocean Viking desembarcou na manhã de ontem no porto militar de Toulon 230 migrantes socorridos no Mediterrâneo, com uma parte a ser relocalizada em outros países europeus.
O navio errou pelo Mediterrâneo durante três semanas sem um porto para acolher os migrantes e a sua chegada a França é inédita, num contexto de fortes tensões com a vizinha Itália.

O anúncio foi feito pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na sua conta oficial de Telegram, horas depois da confirmação da retirada russa, em curso, em Kherson.

Na sua mensagem, Zelensky recordou-se do esforço dos militares e das vidas perdidas na guerra pela “liberdade dos ucranianos”.

“Devemos recordar, agora e sempre, o significado deste movimento. Devemos recordar que cada passo das nossas forças de defesa representa a vida dos nossos guerreiros. Vidas dadas pela liberdade dos ucranianos. Tudo o que conseguimos foi alcançado por meses de luta feroz e através da coragem, da dor e da perda”, afirmou Volodymyr Zelenskyy.

Segundo o Presidente da Ucrânia, a retirada russa de Kherson não se tratou da partida do inimigo, mas sim do esforço dos ucranianos que expulsam os ocupantes a um custo.

+ LIDAS

Siga nos