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O País – A verdade como notícia

A demissão de Yasuhiro Hanashi, esta sexta-feira, terá sido influenciada por uma piada, muito criticada, que fez sobre pena de morte, ao dizer que o ministro da Justiça é um cargo discreto, que só pode ser notícia “quando assina uma execução”.

Yasuhiro Hanashi disse, durante uma reunião política, que “Servir como ministro da Justiça não ajuda a arrecadar muito dinheiro ou garantir muitos votos” e que o ministro da Justiça é um cargo discreto, que só pode ser notícia “quando assina uma execução”.

Esse comentário gerou críticas dentro e fora do Partido Liberal Democrático (LDP), que apoia o Governo.

Em reacção, o Primeiro-ministro, Fumio Kishida, disse, durante uma sessão parlamentar, na quinta-feira, sem se ter referido à possibilidade de demitir o ministro, que Hanashi “deve exercer o seu papel (…) tomando consciência do peso de sua posição profissional”.

“Estas foram palavras imprudentes e eu levo [a reacção] a sério, de forma a não voltar a fazer algo semelhante a partir de agora. Sinto muito”, disse Hanashi, horas antes de ser demitido.

A saída de Hanashi representa um novo revés para Kishida, imerso numa crise de popularidade devido aos vínculos de membros do Executivo com o controverso grupo religioso Igreja da Unificação, que levou à renúncia, em Outubro, de um dirigente do Ministério da Economia.

O baixo índice de aprovação do Governo de Kishida tem sido ainda motivo por outros escândalos, incluindo o alegado uso indevido de fundos públicos por parte do ministro do Interior e Comunicações, Minoru Terrada.

O presidente russo, Vladimir Putin, não vai participar na próxima reunião da cimeira do grupo das economias mais desenvolvidas (G20), na ilha indonésia de Bali, na próxima semana, anunciou ontem a embaixada russa, citada pelo Notícias ao Minuto.

“Posso confirmar que (o ministro dos Negócios Estrangeiros russo) Sergei Lavrov vai liderar a delegação russa ao G20. O programa do presidente Putin ainda está a ser elaborado, ele poderá participar de forma virtual”, disse a chefe de protocolo da embaixada da Rússia na Indonésia, Yulia Tomskaya.

Vladimir Putin foi convidado pessoalmente pelo Presidente da Indonésia, Joko Widodo, durante uma viagem à Rússia em junho passado, quando o chefe de Estado indonésio também viajou para a Ucrânia numa tentativa mal sucedida de mediar o conflito armado.  Joko Widodo, tinha colocado reticências à presença do Presidente russo.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cujo país não integra o G20, também foi convidado pela Indonésia e deverá participar virtualmente na cimeira. A confirmação da participação de Volodymyr zelensky na reunião de G20, surge depois do Presidente da Ucrânia ter avisado que não participaria se Putin, que também está na lista dos convidados, marcasse presença no encontro.

A cimeira dos chefes de Estado e de Governo do G20 está marcada para terça e quarta-feira, dias 15 e 16 de novembro, com a presença dos líderes dos Estados Unidos e da China, Joe Biden e Xi Jinping, respetivamente.

A contagem de votos das eleições intercalares dos Estados Unidos, realizadas esta terça-feira, está a decorrer em vários estados para determinar que partido assumirá o controlo do congresso e, de acordo com os resultados preliminares, os Republicanos, do antigo Presidente Donald Trump, mantêm uma vantagem sobre os Democratas, do Presidente Joe Biden, escreve a DW.

Os Republicanos lideram a conquista de lugares no Senado, com 17 mandatos face aos 11 senadores assegurados pelos Democratas, segundo as mais recentes.

Já nos resultados preliminares para a Câmara dos Representantes, os Republicanos asseguraram mais de 186 mandatos, face aos 149 assegurados pelos Democratas.

Também nas eleições dos governadores, os Republicanos lideram as projeções com pelo menos 16 lugares contra 13 dos Democratas.

Longe dos resultados finais, Trump reclama vitórias republicanas

“Esta tem sido uma noite muito emocionante. Temos algumas disputas renhidas e estamos todos a vê-las aqui. Neste momento, e já temos resultados 80, temos 80 vitórias e três derrotas. É bom? Não seria curioso termos melhores resultados nas eleições gerais do que nos candidatos apresentados?”, questionou Donald Trump.

TRUMP RECLAMA VITÓRIAS REPUBLICANAS

Ainda longe dos resultados finais, o ex-presidente norte-americano, Donald Trump, já reclama vitórias republicanas.

“Esta tem sido uma noite muito emocionante. Temos algumas disputas renhidas e estamos todos a vê-las aqui. Neste momento, e já temos resultados 80, temos 80 vitórias e três derrotas. É bom? Não seria curioso termos melhores resultados nas eleições gerais do que nos candidatos apresentados?”, questionou Donald Trump.

A China reafirmou, esta terça-feira, o compromisso na luta contra as alterações climáticas, na 27.ª Conferência das Partes (COP27) da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que decorre em Sharm el-Sheikh.

“A determinação da China em participar activamente no governo do clima mundial não vai recuar nem muito menos mudar”, declarou o enviado chinês, Xie Zhenhua, citado pelo Observador.

O aumento da tensão entre EUA e China, os dois primeiros poluidores mundiais, criou receios quanto à dinâmica da luta contra o aquecimento global.

Na segunda-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, tinha-lhes apelado a quem assumissem a sua “responsabilidade particular”.

Xie afirmou que “este ano, os eventos meteorológicos extremos foram frequentes, com graves prejuízos em números continentes do mundo. As crises energética e alimentar atingiram o mundo, uma após outra, e o processo da acção climática está confrontado com numerosos desafios”.

“A este propósito, o multilateralismo, a solidariedade e a cooperação sempre foram a solução para as dificuldades”, salientou.

O presidente da Ucrânia revelou, ontem, na rede social Telegram, que os ataques russos continuam “intensos”, principalmente na região de Donetsk.

Volodymyr Zelensky, citado pelo Notícias ao Minuto, disse que a situação do país está difícil, mas não “vamos abrir mão de um centímetro da nossa terra”.

“A situação é difícil em toda a frente. As batalhas posicionais ferozes continuam e está especialmente difícil na região de Donetsk. Os ocupantes estão a sofrer enormes perdas, mas a sua ordem é a mesma, chegar à fronteira administrativa da região de Donetsk. Não vamos abrir mão de um centímetro da nossa terra”, afirmou na publicação.

No que diz respeito a esta região, o líder ucraniano refere que o seu exército está a agir de acordo com os “planos do inimigo”.

“Cuidadosamente, ponderadamente e no interesse de libertar todo o nosso território, estamos a reforçar as nossas posições, a arruinar a logística russa e a destruir consistentemente o potencial dos ocupantes de manter a ocupação do sul do nosso país”, destaca.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu aos líderes mundiais, na cimeira sobre o clima, que decorre no Egipto, para que não deixem os deslocados no mundo, devido a conflitos, enfrentarem sozinhos as consequências das mudanças climáticas.

O alto-comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, desafiou os líderes mundiais a reduzirem as “consequências humanitárias mais devastadoras da crise climática” e evitarem um “futuro catastrófico para milhões de pessoas deslocadas”.

“Não podemos deixar que milhões de deslocados (…) enfrentem sozinhos as consequências de uma mudança climática”, afirmou o responsável das Nações Unidas que destacou que a 27ª sessão da Conferência sobre Mudanças Climáticas decorre “num cenário de catástrofes climáticas, desde inundações históricas no Paquistão até à pior seca, em décadas, no Corno da África”.

Na Somália, quase um milhão de pessoas foram deslocadas pela seca e pela ameaça da fome. Ciclones devastadores em Moçambique afectaram dezenas de milhares de pessoas anteriormente deslocadas pela violência, enquanto o Sudão do Sul e o Sudão lutam contra inundações recordes pelo quarto ano consecutivo.

“Mais de 3,4 milhões de pessoas deslocadas e as comunidades de acolhimento enfrentam consequências das recentes inundações destrutivas na Nigéria, Chade, Camarões e nos países do Sahel Central Níger, Burkina Faso e Mali – uma região que já vive uma das piores crises de deslocamento do mundo”, explicou Filippo Grandi, em comunicado enviado ao “O País”.

No extremo Norte de Camarões, a violência intercomunitária irrompeu entre pastores, pescadores e agricultores por causa da diminuição dos recursos hídricos quando o Lago Chade e seus afluentes ficaram secos.

Além desse conflito, mais de 100 pessoas foram mortas ou feridas no final do ano passado, e dezenas de milhares fugiram de suas casas. “A seca no “Corredor Seco” da América Central forçou os agricultores a fugirem para cidades próximas, onde são vulneráveis à violência de “gangues” de rua. E noutras partes da região, como Honduras, a mudança climática é mais um factor que desencadeia o deslocamento à medida que os furacões se tornam cada vez mais poderosos e frequentes”.

Mais de 70% dos refugiados e deslocados do mundo vêm dos países mais vulneráveis ao clima, incluindo Afeganistão, República Democrática do Congo, Síria e Iémen. “Eles têm uma enorme participação nas discussões sobre a crise climática, mas são frequentemente excluídos”, afirmou Grandi.

De acordo com o responsável das Nações Unidas, somente as acções ousadas e um aumento maciço no financiamento para mitigação e adaptação climática podem aliviar as consequências humanitárias actuais e futuras da crise climática sobre as populações deslocadas e as comunidades de acolhimento.

“Os investimentos devem ser colaborativos, inclusivos e buscar soluções para os mais vulneráveis. Os líderes mundiais devem buscar acções transformadoras, duradouras e integradas que envolvam comunidades locais, governos e parceiros que já lutam contra eventos climáticos extremos”, disse Grandi.

O Presidente da África do Sul criticou, hoje, na COP27, o custo da ajuda internacional para a transição energética, considerando que os custos dos empréstimos são demasiado elevados para a maioria dos países que tentam diversificar as fontes de energia.

Na sua intervenção na Conferência das Partes das Nações Unidas (COP 27), que decorre em Sharm el-Sheikh, no Egito, Cyril Ramaphosa não poupou nas palavras, tendo criticado os custos dos empréstimos para transição energética.

“Actualmente, a ajuda multilateral está fora do alcance da maioria da população mundial devido a políticas de empréstimo avessas ao risco e têm custos e condições demasiado onerosas”, disse Cyril Ramaphosa.

O Chefe do Estado sul-africano defendeu que “os bancos multilaterais de desenvolvimento devem ser reformados para satisfazer as necessidades das economias em desenvolvimento para o desenvolvimento sustentável e a resiliência climática” e apelou à “equidade internacional” e a uma transição “justa e inclusiva”.

O Presidente da África do Sul, um dos países mais poluentes do mundo, que luta com dificuldades para financiar a sua transição energética, disse que os países do hemisfério sul vão precisar de mais de dois mil milhões de dólares por ano até 2030 para financiar a sua acção climática, quase metade dos quais virá de investidores externos, de acordo com um relatório encomendado pela presidência da COP.

Os países desenvolvidos, que prometeram 8,5 mil milhões de dólares no ano passado para ajudar a África do Sul a fazer uma “transição energética justa”, aprovaram, na segunda-feira, o plano do país para alcançar esse objectivo.

Numa declaração conjunta emitida no início da COP27, os Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, França e Alemanha anunciaram que tinham aprovado o “Plano de Investimento para uma Transição Energética Justa”, apresentado na semana passada pelo Governo sul-africano.

O plano estima as “necessidades financeiras em 98 mil milhões de dólares ao longo de cinco anos para iniciar uma transição energética, que se prolongará por 20 anos na África do Sul”, esclarece-se na declaração.

A aprovação dos países do “grupo de parceiros internacionais” (GPI) permitirá libertar os 8,5 mil milhões, anunciados no ano passado na COP26 em Glasgow.

O financiamento será “desembolsado através de uma variedade de mecanismos durante um período de cinco anos, incluindo subvenções, empréstimos a juros bonificados, e instrumentos de investimento e partilha de riscos”, indica-se num comunicado do GPI.

Desde a conclusão do acordo de princípio sobre o “JET-P”, a Parceria para uma Transição Energética Justa, apresentado como um exemplo de cooperação a seguir na luta contra as emissões nos países em desenvolvimento, as negociações têm sido delicadas para a sua implementação.

A África do Sul obtém 80% da sua electricidade a partir do carvão, um pilar fundamental da economia que emprega quase 100 000 pessoas, mas a transição energética implica o fecho de várias minas até ao fim de 2030.

A empresa estatal Eskom, altamente endividada, é incapaz de produzir electricidade suficiente com instalações envelhecidas e o país é afectado por contínuos apagões.

O Ministério da Defesa da Coreia do Norte qualificou, na segunda-feira, como “infundadas” as acusações dos EUA segundo as quais Pyongyang estava a fornecer munições de artilharia a Moscovo para a sua invasão da Ucrânia.

A notícia, divulgada pela agência noticiosa estatal KCNA, citada pelo Notícias ao Minuto, a negação de Pyongyang segue-se às acusações feitas, na semana passada, pelo porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby. Este afirmou que a Coreia do Norte estava a enviar uma “quantidade importante” de obuses para a Federação Russa “de maneira dissimulada”, ao procurar “fazer crer que se destinavam ao Médio Oriente e a África”.

“Recentemente, os EUA persistiram em espalhar um rumor infundado de ‘contratos de armamento’ entre a RPDC (República Popular Democrática da Coreia) e a Rússia”, indicou o vice-diretor dos assuntos externos militares do Ministério da Defesa, em comunicado, citado pelo Noticias ao Minutooo.

 

O Ruanda acusou, esta segunda-feira, a República Democrática do Congo (RDC) de “provocação”, devido à entrada de um avião militar no espaço aéreo ruandês, em pleno clima de tensões bilaterais relativamente às actividades do grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23).

“Um caça Sukhoi-25 violou o espaço aéreo ruandês às 11:20 (12:20 em Lisboa) e pousou brevemente no aeroporto de Rubavu, na província ocidental”, disse um Governo ruandês, num curto comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

Rubavu localiza-se junto à fronteira entre os dois países. No comunicado, diz-se que Ruanda “não adoptou medidas militares de resposta” e acrescenta-se que o avião “regressou à RDC. As autoridades ruandesas protestaram contra esta provocação ao Governo da RDC, que reconheceu o incidente”.

O incidente ocorreu dois dias depois de Kinshasa e Kigali terem concordado em acelerar ao máximo o acordo para aliviar a tensão bilateral em torno da actividade do M23 no nordeste da RDC, face às acusações de Kinshasa contra o apoio de Kigali aos rebeldes.

No passado sábado, os ministros dos Negócios Estrangeiros do Ruanda e da RDC comprometeram-se a manter o diálogo e concertação política como via de resolução da crise política entre os dois países.

Este foi um dos pontos do comunicado final sobre a reunião tripartida entre a diplomacia do Ruanda e RDC e Angola, realizada em Luanda.

O objectivo foi relançar o diálogo entre os dois países face ao agravamento da tensão nas últimas semanas, com os rebeldes do M23, que passou a controlar várias localidades, obrigando ao êxodo de mais de 200 mil pessoas.

No fim da reunião, os ministros acordaram também a definição de um cronograma para acelerar a implementação do roteiro de Luanda, de 06 de Julho de 2022, que visa estabelecer o caminho para a paz e o desdobramento imediato do mecanismo de verificação “ad-hoc” em Goma RDC.

O Ruanda tem reiteradamente negado as acusações e responsabiliza, por sua vez, a RDC de apoio a outro movimento rebelde, as Forças Democráticas de Libertação de Ruanda (FDLR), numa crise alimentada pelo avanço consolidado do M23 nalgumas áreas da província Kivu do Norte, que culminou, na semanada passada, com a expulsão do embaixador ruandês em Kinshasa, Vincent Karenga.

O M23 é acusado, desde Novembro de 2021, de realizar ataques contra posições do Exército da RDC em Kivu do Norte, sete anos depois de as duas partes terem alcançado uma trégua.

Especialistas das Nações Unidas acusaram Uganda e Ruanda de apoiar os rebeldes, embora ambos os países tenham negado isso.

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