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O País – A verdade como notícia

Ainda não há condições para o fim da guerra na Ucrânia. Quem o diz é o secretário-geral das Nações Unidas. António Guterres diz não haver condições para a negociação da paz.

Cerca de um ano depois do início da guerra na Ucrânia, o secretário-geral das Nações Unidas afirma que não há condições para o fim do conflito, muito menos para a negociação da paz.

O dirigente das Nações Unidas diz que a organização está, neste momento, a trabalhar para garantir assistência aos civis.

“Aquilo que nós, Nações Unidas, temos procurado fazer, para além de ajuda humanitária, é a exportação de alimentos, a evacuação em Azovstal, pondo os nossos bons ofícios ao serviço da minimização de aspectos humanitários em relação ao povo ucraniano e em aspectos económicos em relação à situação global”, disse.

Guterres considerou que a ONU tem sido bem-sucedida no trabalho que tem vindo a fazer, mesmo não havendo previsão para o fim da guerra.

“Corremos o risco desta guerra se adiar e espero sinceramente que possamos encontrar uma solução até ao final de 2023. Mas, no momento, essa solução não está à vista”, vincou Guterres.

A cólera está a matar em Haiti. Segundo dados do Ministério da Saúde Pública e da População do país, citados pelo Expresso, 511 pessoas morreram em menos de quatro meses.

O Haiti, atravessa uma grave crise de segurança e alimentar, registou um total de 25.803 casos suspeitos.

Do número total de casos, 21.995 requereram hospitalização. A idade média das pessoas admitidas é de 19 anos.

Segundo as autoridades sanitárias, o grupo etário mais afectado pela cólera continua a ser o das crianças entre 1 e 4 anos.

O número de vítimas de tráfico humano na África subsaariana diminuiu ligeiramente em 12% entre 2019 e 2020, de acordo com o Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas das Nações Unidas, relativo a 2022 e divulgado esta segunda-feira.

Segundo o documento elaborado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, as crianças continuam a representar a maioria das vítimas.

“Entre 2019 e 2020, a taxa de vítimas infantis por 1.000.000 habitantes aumentou 43%”, refere o relatório.

“Embora a exploração sexual seja historicamente uma forma de exploração noutras regiões que registam a maioria de vítimas do sexo feminino, o trabalho forçado continua a ser a forma mais comum de tráfico na África subsaariana, particularmente nos países da África Oriental, em que o tráfico para trabalho forçado representou 80% da forma de exploração para o total de vítimas registado em 2020”, aponta o relatório.

Em comparação com outras regiões de tráfico transfronteiriço, as vítimas da África subsaariana são detectadas num número crescente de países, tanto dentro como fora da região de origem.

Segundo o relatório, 85% das vítimas detectadas em 2020 foram traficadas domesticamente e nas situações em que foram detetadas vítimas estrangeiras, a maioria era traficada dentro da região de outros países da África subsaariana, particularmente de países da África Oriental e Austral.

“Os relativamente poucos fluxos de longa distância para a África subsaariana são originários principalmente do sul e leste da Ásia. No entanto, os fluxos da África subsaariana são muito mais variados e extensos. A maioria que é traficada fora da região é detetada em países do norte de África e do Médio Oriente Médio e na Europa”, destaca o documento.

Embora os homens representem a parcela dominante dos traficantes acusados na África subsaariana, as mulheres são condenadas numa grande proporção (44%).

“Em 2020, em cada dez pessoas acusadas, duas eram mulheres. Ainda, no mesmo período, por cada dez pessoas condenadas, quatro eram mulheres”, lê-se no relatório citado pelo Observador.

O Burkina Faso pediu esta semana a saída das tropas francesas do seu território no prazo de 30 dias. Entre os novos parceiros militares previstos é apontada a Rússia

Este pode ser o fim de um acordo que mantinha os militares francês no Burkina Faso desde 2018.

De acordo com a imprensa internacional, o governo burkinabe deu um prazo de 30 dias para que os militares francês deixassem o país da África ocidental.

Entretanto, as autoridades burkinabes dizem que o pedido para a retirada das tropas não significa a ruptura das relações com a França, mas apenas o fim aos acordos de cooperação militar.

A França, antiga potência colonial do país, tem vindo a ser contestada no Burkina Faso há vários meses.

Entre os novos parceiros previstos é apontada a aproximação da Rússia.

O ministro primeiro-ministro para a transição, Apollinaire Tembela, já tinha avançado que Rússia seria uma escolha razoável na luta contra o extremismo islâmico.

As autoridades de transição no Mali, vizinho do Burkina Faso, fizeram as forças francesas abandonarem o país, depois de nove anos de presença.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou este Domingo a marcação de eleições presidenciais e legislativas para 14 de Maio.

Num encontro com jovens em Busa, Erdogan sublinhou que não serão eleições antecipadas, mas reflexo de um “ajustamento para ter em conta a data dos exames” dos estudantes.

A marcação das eleições para 14 de Maio, para as quais Erdogan se candidata à sua sucessão, coincide com o dia em que, em 1950, o Partido Democrata (conservador) venceu as primeiras eleições livres da Turquia contemporânea.

Na semana passada, diversas razões foram invocadas por editorialistas turcos para esta opção de marcação antecipada de eleições, entre as quais a economia em queda, mas também as datas das férias escolares e dos exames de admissão na universidade, previstos para Junho.

O departamento de Justiça dos Estados Unidos da América realizou novas buscas, na sexta-feira, e apreendeu vários documentos com informação confidencial em casa do Presidente norte-americano em Wilmington, Delaware.

De acordo com o advogado de Joe Biden, Bob Bauer, durante as 13 horas  de buscas, “as autoridades apreenderam materiais condizentes com a investigação, incluindo seis que consistem em documentos com marcas de confidencialidade e outros materiais relacionados”.

Segundo a imprensa internacional, alguns do documentos apreendidos dizem respeito ao tempo de serviço de Joe Biden no Senado norte-americano e outros enquanto vice-presidente, na administração de Barack Obama.

Há uma semana, a Casa Branca divulgou que os advogados de Biden encontraram documentos confidenciais e registos oficiais em quatro ocasiões distintas, no dia 02 de Novembro nos escritórios do Penn Biden Center em Washington, no dia 20 de Dezembro na garagem da casa do presidente em Wilmington, Delaware, e entre 11 e 12 de Novembro na biblioteca da residência do chefe de Estado.

As novas buscas aconteceram um dia depois de Joe Biden ter desvalorizado a polémica, garantindo que não estava arrependido e que não existia qualquer caso.

A Alemanha travou o fornecimento de tanques de guerra pesados para a Ucrânia. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky contesta a decisão e diz que o envio de tanques ocidentais é a única solução para uma nova ofensiva contra as forças russas para acabar com o conflito.

Os países aliados da NATO reuniram-se, na semana passada na base norte americana de Ramstein na Alemanha, para discutir o apoio militar a Ucrânia.

Do encontro, não houve consensos sobre o envio de tanques “Leopard 2”, que consta do armamento necessário por Kiev. O Governo alemão decidiu adiar a entrega alegando que precisa de rever a disponibilidade do material.

A medida é contestada pelos ucranianos, em especial pelos soldados que estão na linha da frente.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky reagiu a decisão e afirmou que não existe outra solução para acabar com à guerra, senão o envio de tanques modernos que irão permitir desencadear uma nova ofensiva e expulsar os russos.

Apesar da impossibilidade de envio dos tanques de guerra, o grupo de contacto reafirmou a determinação dos aliados ocidentais em apoiar militarmente à Ucrânia.

A polícia Federal do Brasil está a fazer buscas em lugares ligados ao ex-governador Ibaneis Rocha, afastado do Distrito Federal, após as invasões, a 8 de Janeiro corrente, aos edifícios na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Afastado do cargo desde 9 de Janeiro, Rocha é investigado por suposta omissão nos ataques, do passado dia 8, aos prédios dos Três Poderes da República, promovidos por manifestantes extremistas contrários à vitória do Presidente Lula da Silva nas eleições do ano passado.

As buscas visam apurar a autoria, financiamento e incitação dos atentados nos quais foram invadidos os prédios do Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.

Os mandatos foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, após um pedido da Procuradoria- Geral da República do Brasil.

De acordo com o portal brasileiro de notícias R7, para além da casa de Rocha, as buscas foram feitas no escritório de advocacia de Rocha e também no Palácio do Buriti, sede do governo local.

Através das redes sociais, Ibaneis Rocha negou as acusações: “Não há nada que possa ligar-me aos golpistas que atacaram os Três Poderes. Eu sempre me comportei de modo a colaborar com as investigações e mantenho a mesma postura”.

Além de Ibaneis Rocha, Fernando Oliveira, antigo secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal também está a ser investigado.

Assinalou-se ontem os 50 anos do assassinato, em Conacri, de Amílcar Cabral, fundador do PAIGC, Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde.

Durante a cerimónia de deposição de uma coroa de flores no memorial Amílcar Cabral, na cidade da Praia, que decorreu esta-feira, o Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves afirmou que Amílcar Cabral sintetiza o espírito heroico cabo-verdiano e que há o dever moral de homenagear o líder da independência cabo-verdiana e guineense.

“Cabral acaba por sintetizar todo esse espírito heroico cabo-verdiano. Então, é bom podermos comemorar esse dia como um símbolo porque hoje, para além do dia dos Heróis Nacionais, é o dia da nacionalidade. Simbolicamente, renascemos com Cabral enquanto comunidade política, para ter os nossos destinos das nossas próprias mãos”, afirmou José Maria Neves.

O ritual acontece todos os anos a 20 de Janeiro, data em que se assinala mais um aniversário da sua morte, assassinado em Conacri, e dia dos Heróis Nacionais em Cabo Verde.

“Temos obrigação moral de fazer uma grande homenagem a Cabral. Neste momento arrancam também as actividades do centenário do nascimento de Amílcar Cabral e vemos que pelo mundo universidades, centros de investigação, comunidades na diáspora, estão a celebrar este momento grande que é o nascimento de Amílcar Cabral”, acrescentou.

José Maria Neves sublinhou, através da imagem reproduzida por Amílcar Cabral, que o povo de Cabo Verde “é por natureza um povo heroico desde o povoamento”.

“Com muito heroísmo conseguimos resistir a uma natureza muito agreste. Depois tivemos fomes, tivemos mortandade, tivemos sempre na nossa vida enorme escassez de água e tivemos que mobilizar toda a nossa água, todo o nosso espírito, para criar Cabo Verde todos os dias e viver”, recordou.

“E ao longo da história houve momentos de grande heroísmo dos homens e das mulheres, cabo-verdianas. Temos desde o início uma luta muito grande dos cabo-verdianos, os filhos da terra, por mais dignidade, por mais justiça, foi sempre uma ânsia dos filhos da terra”, notou ainda.

Amílcar Cabral, líder independentista, formado em agronomia, conduzia desde 1960, a luta contra o regime colonial português. Acabaria por ser mortalmente baleado no dia 20 de Janeiro de 1973 em Conacri por membros do seu partido, em circunstâncias ainda por esclarecer. 50 anos depois são-lhe prestadas homenagens, nomeadamente em Cabo Verde.

 

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