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O País – A verdade como notícia

O único candidato à sucessão de Jacinda Ardern, Chris Hipkins, de 44 anos, vai ser formalmente nomeado líder do Partido Trabalhista no domingo, antes de se tornar o 41.º primeiro-ministro da Nova Zelândia.

“A bancada do Partido Trabalhista reúne-se às 13h00 de domingo (hora local) para validar a nomeação e confirmar Chris Hipkins como líder do partido”, disse Duncan Webb, membro do Partido Trabalhista, citado pelo Notícias ao Minuto.

Hipkins ocupará o cargo de primeiro-ministro pelo menos até às eleições gerais de 14 de Outubro.

“Gosto de pensar que sou uma pessoa decisiva capaz de cumprir as coisas”, disse o responsável aos jornalistas fora do parlamento, em Wellington, capital do país.

Chris Hipkins desempenha actualmente o cargo de Ministro da Administração Interna, Educação e Serviços Públicos.

Foi eleito pela primeira vez para o parlamento em 2008 e nomeado Ministro com a pasta do covid-19 em Novembro de 2020.

A primeira-ministra, Jacinda Ardern anunciou na quinta-feira a sua renúncia ao cargo de chefe de governo.

A missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (RDC) encontrou 49 corpos de civis em valas comuns em duas cidades na província de Ituri, no nordeste do país, onde ocorreram ataques de milícias locais.

Os corpos de 42 pessoas – incluindo 12 mulheres e seis crianças – foram descobertos na aldeia de Nyamamba, enquanto os corpos de outros sete homens foram encontrados na vizinha Mbogi, disse o porta-voz da ONU Farhan Haq à imprensa.

A descoberta foi feita quando os “capacetes azuis” das Nações Unidas se deslocaram àquela zona da província de Ituri, perto da fronteira com o Uganda, para patrulhas, logo após receberem informações sobre alegados ataques perpetrados pela Codeco.

A província foi alvo de ataques imputados a um grupo da milícia local durante o fim-de-semana. Farhan Haq disse que está agora a ser investigado se as valas comuns estarão ligadas aos combates das milícias locais.

Na terça-feira (17.01), as autoridades locais confirmaram que os ataques provocaram pelo menos 31 mortos, 24 em Nyamamba e sete em Mbogi.

“Dos 31, vimos apenas cinco corpos que foram mortos a tiro, enquanto os outros foram degolados. Os atacantes usaram catanas. Foi horrível”, disse à EFE Freddy Mbindjo Panda, chefe administrativo das duas cidades atacadas pelos rebeldes.

REPRESÁLIAS ENTRE MILÍCIAS

Segundo Jean Jacques Openji, coordenador da organização “Allez-y les FARDC” (“Vamos, FARDC”), que apoia as acções das Forças Armadas governamentais, no passado sábado, ao confirmar o sucedido, os ataques serão aparentemente uma represália contra a milícia da Frente de Autodefesa Popular de Ituri (FPAC-Zaire).

A FPAC-Zaire apresenta-se como um grupo de autodefesa cuja missão é proteger a comunidade Hema contra os ataques do grupo rebelde Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo (Codeco), que representa a comunidade rival Lendu e foi formada como um grupo armado em 2018 para combater os abusos do Exército da RDC, embora seja também acusada de numerosos assassínios de civis.

As comunidades Lendu (agricultores) e Hema (pastores) travaram uma longa disputa que causou milhares de mortes entre 1999 e 2003, antes da intervenção de uma força de paz da União Europeia.

Enquanto a Codeco participou no início de Dezembro passado nas conversações de paz que o Governo de Kinshasa e cerca de 60 grupos armados mantiveram em Nairobi, a milícia FPAC-Zaire esteve ausente do diálogo, patrocinado pela Comunidade da África Oriental (EAC).

Segundo a ONU, desde Dezembro pelo menos 195 civis foram mortos em vários incidentes atribuídos aos dois grupos armados. A organização internacional disse que a sua missão no país (Monusco) está a auxiliar as autoridades na investigação dos ataques.

Desde 1998, o leste da RDC está atolado num conflito alimentado por milícias rebeldes e pelo Exército, apesar da presença da missão das Nações Unidas no país, com mais de 16.000 militares uniformizados no terreno.

O Exército sul-africano anunciou, hoje, que irá realizar exercícios militares conjuntos com a Rússia e a China em Fevereiro, com o objectivo de “reforçar” as relações crescentes entre os três países.

Como forma de reforçar as já florescentes relações entre a África do Sul, Rússia e China, um exercício marítimo multinacional entre os três países, denominado ‘Mosi’, terá lugar nas zonas de Durban e da baía de Richards, na província de Kwa-Zulu Natal, entre 17 e 27 de Fevereiro de 2023″, afirmou o Exército num comunicado.

Numa declaração publicada na sua conta da rede social Twitter afirmou que “será a segunda vez que tais exercícios envolvendo as três forças navais se realizarão, após a primeira realizada em novembro de 2019 na Cidade do Cabo, África do Sul”.

“Os coordenadores de manobras concluíram todas as disposições de coordenação e preparação necessárias para estas manobras através de conferências virtuais de planeamento realizadas no início de Dezembro de 2022”, especificou.

A este respeito, indicou que 350 militares sul-africanos participarão nas manobras “ao lado de homólogos russos e chineses” para “partilhar capacidades operacionais e conhecimentos”.

A África do Sul, um dos países do continente africano que se recusou a tomar posição sobre a invasão russa da Ucrânia, assumiu a presidência rotativa do grupo BRICS, que também inclui o Brasil, Rússia, Índia e China, em Dezembro de 2022.

A primeira-ministra da Nova Zelândia anunciou, esta quinta-feira, que vai demitir-se do cargo de primeira-ministra. Jacinda Adern deverá abandonar a função até ao início de Fevereiro.

Numa reunião do grupo parlamentar do Partido Trabalhista, Arden admitiu que já não tem energia suficiente para continuar no cargo, que desempenha desde 2017.

“Está na altura. Vou sair porque acredito que um cargo tão privilegiado vem com responsabilidade. A responsabilidade de saber que se é a pessoa certa para liderar e também quando não se é. Sei o que este trabalho envolve. E sei que não tenho mais combustível para lhe fazer justiça. É tão simples quanto isso”, afirmou a primeira-ministra, citada pelo Observador.

A líder neozelandesa disse que terminará o seu mandato o mais tardar a 7 de Fevereiro, tendo sido reeleita há menos de dois anos com uma maioria absoluta. Quando foi eleita em 2017, tornou-se na mulher mais nova a assumir o cargo de primeira-ministra, aos 37 anos.

Ardern governou durante dois dos períodos mais tumultuosos da história recente da Nova Zelândia, tendo sido a líder responsável por abolir a venda e posse de armas de fogo depois do massacre islamofóbico numa mesquita em Christchurch, em 2019.

Jacinda Ardern liderou também a resposta do país na Oceânia contra a COVID-19, que aproveitou o seu isolamento natural para se ver livre da pandemia no espaço de meses.

A líder do país protagonizou também um momento algo histórico em 2018, ao tornar-se das poucas chefes de Governo mundiais a darem à luz a uma criança enquanto estavam à frente de um executivo.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres pediu esta terça-feira a “libertação imediata e incondicional” de pelo menos 50 mulheres sequestradas por extremistas no Burkina Faso.

“O secretário-geral pede a libertação imediata e incondicional das mulheres e meninas sequestradas e o regresso seguro às suas famílias. O secretário-geral exorta as autoridades do Burkina Faso a não pouparem esforços para levar os responsáveis por este crime à justiça”, disse Farhan Haq, um porta-voz de António Guterres, em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

Ao condenar o sequestro, o líder das Nações Unidas reafirmou ainda o compromisso da organização em continuar a trabalhar com o Burkina Faso e parceiros internacionais para “aumentar a proteção de civis, responder aos desafios humanitários e de desenvolvimento, promover e proteger os direitos humanos e apoiar os esforços para uma paz duradoura”.

Na segunda-feira, o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, já havia expressado a sua preocupação com a situação e pediu a libertação “imediata e incondicional” dessas mulheres.

Türk também exigiu uma investigação independente a esses sequestros, para determinar os responsáveis.

Os factos ocorreram nos dias 12 e 13 de Janeiro nas proximidades da cidade de Arbinda, no nordeste de Burkina Faso, região fronteiriça com o Mali e o Níger onde são comuns ataques de movimentos fundamentalistas islâmicos ligados à Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico.

Algumas mulheres conseguiram escapar dos alegados extremistas e notificar as autoridades locais logo após serem atacadas.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, cancelou a sua participação no Fórum Económico Mundial de Davos, que começa esta segunda-feira na cidade suíça, devido à forte crise energética que o país enfrenta.

“Devido à actual crise energética, o Presidente Cyril Ramaphosa cancelou a sua visita de trabalho ao Fórum Económico Mundial em Davos”, disse o porta-voz Vincent Magwenya, na rede social Twitter.

“Neste momento, o presidente mantém um encontro com os líderes dos partidos políticos representados no Parlamento, NECCOM (Comissão Nacional para a Crise Energética) e o conselho de administração da Eskom”, a endividada empresa pública de electricidade, acrescentou Magwenya.

Em 2022, a África do Sul sofreu diferentes níveis de apagões rotativos, medida que foi reaplicada no início deste ano para responder à crise de electricidade.

A corrupção, o mau planeamento face ao aumento da procura de energia, as avarias devido ao mau estado das infra-estruturas desactualizadas da Eskom e o impacto da criminalidade (por exemplo, sob a forma de roubo de equipamentos e cabos) são alguns dos factores que explicam esta crise.

Em Dezembro, Ramaphosa atribuiu a crise à má gestão e corrupção na Eskom, num discurso na 55.ª Conferência Nacional do governante Congresso Nacional Africano (ANC).

“COOPERAÇÃO NUM MUNDO FRAGMENTADO”

O Fórum Económico Mundial começou ontem a sua reunião anual, em Davos, que decorre até sexta-feira, sendo esperada uma assistência recorde, com mais de 50 chefes de Estado e de Governo.

O título da reunião deste ano é “Cooperação num mundo fragmentado”, adequado para procurar soluções para a actual crise económica, energética e de alimentos, segundo a organização.

A organização indica que conta com 2700 representantes de 130 países, tendo destacado a participação de mais de meia centena de chefes de Estado e de Governo, incluindo o chanceler alemão, Olaf Scholz, os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, das Filipinas, Ferdinand Marcos, além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O Tribunal Superior Eleitoral do Brasil deu ao ex-Presidente Jair Bolsonaro três dias para explicar o conteúdo de um projecto de decreto, que simulava um golpe de Estado, encontrado na residência de um ex-ministro.

O prazo foi fixado, ontem, numa decisão do juiz do tribunal eleitoral Benedito Gonçalves, que ordenou a inclusão do documento numa investigação contra Bolsonaro por alegado abuso de poder durante a campanha para as eleições presidenciais de Outubro.

O texto controverso é o projecto de um decreto que permitiria a Bolsonaro estabelecer o estado de emergência para intervir no mais alto tribunal eleitoral e reverter o resultado das eleições de 30 de Outubro, em que foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o Observador, o documento foi encontrado pela Polícia Federal na residência de Anderson Torres, que era ministro da Justiça de Bolsonaro e está detido desde sábado sob a acusação de alegada omissão, pois era responsável pela segurança em Brasília quando milhares de radicais invadiram a sede da presidência, do Congresso e do Supremo Tribunal.

Bolsonaro foi também incluído pelo Supremo Tribunal Federal na lista das pessoas sob investigação pelos violentos acontecimentos de 08 de Janeiro, como autor intelectual e instigador dos ataques feitos por extremistas aos três poderes, em Brasília.

O ex-Presidente, que se encontra actualmente nos Estados Unidos, é suspeito de incitar apoiantes a invadir e vandalizar as sedes do parlamento, da presidência e do Supremo Tribunal a 08 de janeiro.

Caso Bolsonaro seja considerado responsável por abuso político e utilização de meios de comunicação oficiais a favor da campanha, o tribunal eleitoral pode condená-lo a um período de desqualificação política de pelo menos oito anos.

 

O número de vítimas mortais resultantes de um ataque russo a um edifício residencial em Dnipro, no leste da Ucrânia, continua a aumentar.

Dados actualizados indicam que o número de mortos subiu de 36 para 40, entre os quais três crianças. Mais de 40 pessoas continuam desaparecidas e mais de 70 feridas.

Este ataque ocorrido no sábado, atribuído às forças russas, que negam porém a sua autoria, é um dos mais graves envolvendo civis desde o início da guerra na Ucrânia.
O primeiro-ministro da Suécia, país que assumiu a presidência rotativa da União Europeia, não poupou críticas.

“Civis inocentes, incluindo crianças, perderam as vidas ou foram feridos neste terrível ataque. Por isso, deixem-me ser muito claro: os ataques intencionais contra civis são crimes de guerra. Os culpados por crimes de guerra serão responsabilizados”, disse o primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson.

Moscovo nega a responsabilidade pelo ataque e diz que é tudo resultado da defesa da ameaça ucraniana.

“As Forças Armadas russas não atacam edifícios residenciais ou instalações de infraestrutura social. Atingem alvos militares óbvios ou camuflados”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu esta segunda-feira que este ataque mortal “exige novas decisões no fornecimento” de equipamento militar por parte dos países ocidentais.

Zelensky apelou aos esforços de todos os membros da coligação para “defender a Ucrânia e a liberdade” e para “agilizar a tomada de decisões”.

Arranca hoje, em Davos, na Suíça, o Fórum Económico Mundial, com a economia mundial abalada pela elevada inflação, a crise energética e a guerra na Ucrânia. Este ano, os líderes africanos têm metas ainda mais ambiciosas.

O encontro terá a duração de cinco dias e vai decorrer sob o lema “Cooperação num Mundo Fragmentado”. Ao todo serão mais de 50 chefes de Estado e de governo.

Alguns líderes recentemente eleitos, incluindo o Presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol, o Presidente colombiano Gustavo Petro e o Presidente das Filipinas Ferdinand Marcos Jr., também são esperados. Já o grupo africano deveria ser liderado pelo Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e pela Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, refere a DW.

No ano passado, a Namíbia estreou-se no fórum, destacando o seu potencial para produção e comercialização do hidrogénio verde, menos poluente.

Este ano, os líderes africanos, reunidos na cidade turística suíça, têm metas ainda mais ambiciosas. “A presença africana é muito vasta”, destaca Borge Brende, presidente do Fórum Económico Mundial, citado pela imprensa internacional.

No encontro, também será debatido o Acordo de Livre Comércio do continente africano que, se implementado com sucesso, poderá criar mais de 30 milhões de empregos adicionais.

 

RAMAPHOSA CANCELA PRESENÇA EM DAVOS DEVIDO À CRISE DE ELECTRICIDADE

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, cancelou a sua participação no Fórum Económico Mundial de Davos, informou o seu porta-voz.

“Neste momento, o Presidente mantém um encontro com os líderes dos partidos políticos representados no Parlamento, NECCOM (Comissão Nacional para a Crise Energética) e o conselho de administração da Eskom”, a endividada empresa pública de electricidade, acrescentou Magwenya, citado pelo Notícias ao Minuto.

Em 2022, a África do Sul sofreu diferentes níveis de apagões rotativos, medida que foi reaplicada no início deste ano para responder à crise energética.

A corrupção, o mau planeamento face ao aumento da procura de energia, as avarias devido ao mau estado das infra-estruturas desatualizadas da Eskom e o impacto da criminalidade são alguns dos factores que explicam esta crise.

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