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O País – A verdade como notícia

O sismo de magnitude 7.8 na escala Richter continua a matar na Turquia e Síria. Dados actualizados pelas autoridades dos dois países indicam que 21.051 pessoas morreram, incluindo 17.674 na Turquia e 3.377 na Síria.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 23 milhões de pessoas, incluindo 1,4 milhões de crianças, tenham sido afectadas pelos violentos, escreve o Observador.

As autoridades turcas referiram que mais de 120 mil equipas de socorro estão a participar nos esforços, com mais de 5.500 veículos, e a ajuda de 95 países, incluindo Portugal e Brasil.

O Presidente da Turquia, Recep Erdoğan, decretou Estado de Emergência, que vai durar três meses, para as 10 províncias turcas mais atingidas pelos sismos.

O Governo de Recep Erdogan, que visitou as cidades afectadas nos últimos dois dias, tem sido alvo de críticas sobre uma alegada resposta lenta à tragédia, num momento em que o Presidente turco preparava a corrida à reeleição em 14 de Maio.

Erdogan atacou o que diz serem os “provocadores” que estão a criticar o Estado turco e prometeu entregar 494 euros a cada família afectada. Garantiu ainda que as casas serão reconstruídas no prazo de um ano.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou esta quinta-feira, no Parlamento, na Cidade do Cabo, a declaração do Estado de Calamidade nacional, com efeito imediato, para colmatar a crise de eletricidade no país, escreve o Observador.

“Começará com efeito imediato, para fornecer medidas práticas em termos de infraestruturas críticas, e acelerar os projetos de energia e aquisições”, salientou o chefe de Estado sul-africano.

Ao anunciar vários planos, além do estado de calamidade, Ramaphosa indicou ainda a nomeação de um ministro da Eletricidade na presidência, “a tempo inteiro”, por forma a “garantir” o fim da crise energética que o país enfrenta desde 2007.

O Presidente Ramaphosa afirmou que “em tempos de crise, é necessário haver uma estrutura de comando única, e de marcha única. A crise evoluiu para impactar todos os sectores da sociedade”.

No discurso do Estado da Nação, Ramaphosa disse que os cortes constantes de energia, desemprego, pobreza, crime e corrupção são “prioridades urgentes” no curto prazo para o Governo do Congresso Nacional Africano, no poder na África do Sul desde 1994, e do qual é também presidente.

O Presidente sul-africano indicou que o seu discurso seria de “esperança”, com foco na prioridade mais imediata, que é a segurança energética no país.

Trezentos e noventa reclusos escaparam a morte na Zâmbia, na sequência da abolição da pena de morte pelo presidente Hakainde Hichilema. A Amnistia Internacional apreciou a medida e apelou para que outros países sigam o exemplo

O presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, ratificou em Dezembro passado a lei que extingue a pena de morte no país.

Hichilema disse, ao assinar a ordem de abolição, que durante a sua campanha “prometeu alterar todas as leis que inibem o crescimento da democracia e da boa governação, impedem os direitos humanos e as liberdades básicas”.

Com a abolição da pena de morte, o presidente zambiano substituiu a pena de morte já decretada contra 390 pessoas por prisão perpétua.

De acordo com o ministro do Interior e Segurança da Zâmbia, Jack Mwiimbu, a decisão do Presidente tem a ver com o compromisso das autoridades do país para com a preservação da vida e o respeito pelos direitos humanos.

Mwiimbu apelou ainda aos tribunais para que explorem a possibilidade de penas alternativas para crimes de menor gravidade para fazer face à superlotação das prisões do país.

Após a decisão de Hichilema, a Zâmbia tornou-se o 25.º país da África subsaariana a abolir a pena de morte.

A Amnistia Internacional disse que a medida “deve servir de exemplo para os países da região que ainda aplicam a pena de morte para que tomem medidas imediatas para acabar com essa forma de punição cruel, desumana e degradante e protegerem o direito à vida”.

O número de mortos devido ao sismo na Turquia e Síria já ultrapassa os 16 mil. Os dados anteriores apontavam para mais de 15 mil mortos. A situação é considerada pior do que as imagens têm mostrado desde segunda-feira.

As mortes em consequência dos violentos sismos que sacudiram a Turquia e a Síria, na segunda-feira, não param de aumentar.
O número de pessoas ainda soterradas é desconhecido e milhares já foram resgatados com vida.

Na Turquia, a população queixa-se de lentidão nas operações de busca e resgate, o que resulta das dificuldades impostas pelas baixas temperaturas.
As autoridades avisaram que o balanço final poderá ser mais dramático, à medida que médicos e socorristas trabalham.

No noroeste da Síria, controlado pela oposição e pelos extremistas islâmicos em guerra com o regime de Damasco desde 2011, a população das zonas afectadas pela guerra e que já dependia da ajuda humanitária continua à espera de apoio.

Com a recente catástrofe, a situação deteriorou-se. Falta maquinaria pesada para as operações de busca e resgate, o que condiciona a retirada de destroços para encontrar mais vítimas.

A resposta internacional na Turquia e na Síria já se faz sentir, mas ainda é considerado insuficiente na Síria porque o regime de Bashar al-Assad continua em braço-de-ferro com vários países, sobretudo os que impuseram sanções em consequência da guerra.

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, chegou às zonas do país afectadas pelo sismo e foi na cidade de Kahramanmaras que se encontrou com os sobreviventes da tragédia que assolou o país na segunda-feira.

Durante a visita, Erdogan garantiu que todas as famílias afectadas pelo sismo vão receber do governo um apoio de 10 mil liras. Por outro lado, o executivo pretende ainda construir, no prazo de um ano, habitação para aqueles que ficaram sem ela, nas 10 províncias devastadas.

Na madrugada de segunda-feira, um sismo de magnitude 7,8 teve epicentro a 33 quilómetros da capital da província de Gaziantep, no sudeste da Turquia, nas proximidades da fronteira com a Síria.

De acordo com a imprensa internacional, a esse sismo seguiram-se centenas de réplicas, com destaque para um abalo de magnitude 7,6. Dados actualizados indicam que mais e 11.000 pessoas morreram na Turquia e na Síria.

A comunidade internacional une-se para demonstrar a sua solidariedade para com os países afectados, bem como para prestar apoio aos mesmos.

O presidente americano, Joe Biden, fez esta terça-feira o seu segundo discurso de Estado da União. O líder norte-americano focou em assuntos internos, dedicando apenas os minutos finais às relações dos EUA com outros países.

Num momento em que procura relançar a economia do país, Biden tentou acalmar a ansiedade económica que afecta uma parte significativa da população norte-americana, pedindo a colaboração da oposição.

No seu discurso, o democrata pediu aos membros do Partido Republicano que trabalhem com ele para “terminar o trabalho” de reconstruir a economia e unir a nação.

“Muitas vezes nos dizem que democratas e republicanos não podem trabalhar juntos. Mas nos últimos dois anos, provamos que os cínicos e os pessimistas estavam errados. Sim, nós discordamos bastante. Mas, repetidamente, democratas e republicanos se uniram”, afirmou Biden.

“Aos meus amigos Republicanos, se pudemos trabalhar juntos no último Congresso, não há razão para não trabalharmos juntos neste novo Congresso. As pessoas enviaram-nos uma mensagem clara. Lutar por lutar, poder pelo poder, conflito pelo conflito, não nos leva a lugar nenhum”, acrescentou.

Foi a primeira vez que Biden se dirigiu ao Congresso desde que os Republicanos conquistaram o controlo da Câmara dos Representantes, a câmara baixa do parlamento dos Estados Unidos, nas intercalares do ano passado.

“Essa sempre foi a minha visão para o país. Restaurar a alma da nação, reconstruir a espinha dorsal da América: a classe média, unir o país. Fomos enviados aqui para terminar o trabalho”, frisou o presidente dos Estados Unidos da América (EUA).

Embora ainda não tenha anunciado oficialmente os seus planos para as presidenciais de 2024, Biden já afirmou que tenciona recandidatar-se e era esperado que adoptasse um discurso de tom eleitoral no Estado da União.

Biden optou por dar especial destaque às conquistas económicas e legislativas que alcançou ao longo dos últimos dois anos e lançou o mesmo apelo várias vezes ao longo do discurso: “Vamos terminar o trabalho”.

“Nos últimos dois anos, o meu Governo reduziu o défice em mais de 1,7 biliões de dólares, a maior redução de défice na história americana. No Governo anterior, o défice americano aumentou quatro anos consecutivos. Por causa desses números recorde, nenhum presidente acrescentou mais à dívida nacional em quatro anos do que meu antecessor”, disse Biden, referindo-se a Donald Trump.

DESENTENDIMENTO COM REPUBLICANOS

O Estado da União, visto por dezenas de milhões de americanos, foi a oportunidade de Joe Biden mudar a narrativa e também de encostar os republicanos à parede na disputa sobre o teto da dívida pública, que tem se ser levantado para que o país possa pagar as contas.

“Alguns dos meus amigos republicanos querem tomar a economia como refém, a não ser que eu aceite os seus planos económicos. Em vez de fazerem os ricos pagarem a sua parte, alguns republicanos querem que a Medicare e a Segurança Social desapareçam”, apontou Biden.

Vários congressistas republicanos reagiram com assobios e vaias a estas declarações, sendo que a extremista Marjorie Taylor Greene gritou mesmo “mentiroso”.

O presidente sorriu e interpelou os agitadores, incentivando-os a contactarem o seu gabinete para receberem uma cópia daquela proposta. Perante a negação do outro lado da bancada, Biden disse apreciar ‘a conversão” de congressistas que agora “veem” que isto não deve ser feito. A proposta, do senador republicano Rick Scott, está disponível no plano ‘Rescue America’ de 2022.

O momento foi um dos mais analisados a seguir ao discurso. O ex-jornalista da Fox News Chris Wallace, citado pela CNN, disse que os republicanos “caíram na jogada” do presidente e o pivô da CNN Jake Tapper considerou que os agitadores “ficaram a parecer mal e deram a Biden uma oportunidade de parecer vigoroso”.

Estas trocas contrastaram com os apelos do presidente ao bipartidarismo e ao trabalho conjunto com os republicanos para melhorar a vida dos americanos. Muitas das propostas de que falou, desde a descida dos preços da insulina ao fim das taxas escondidas nas reservas de viagens, não são controversas.

“CAPITALISMO SEM CONCORRÊNCIA É EXPLORAÇÃO”, DIZ BIDEN NO ESTADO DA UNIÃO

No seu discurso de Estado da União desta terça-feira, segundo a imprensa internacional, Joe Biden promoveu as conquistas legislativas dos seus dois anos de mandato e prometeu o regresso em força da produção e manufactura no país.

“Estamos a garantir que a cadeia de abastecimento para a América começa na América”, afirmou Joe Biden, citado pela G1.

Biden passou bastante tempo a falar da economia, infraestruturas e emprego, e onde anunciou propostas e medidas. Uma delas foi referente ao fabrico doméstico.

“Estou a anunciar novos requisitos para que todos os materiais de construção usados em projectos de infraestrutura federais sejam fabricados na América. Madeira serrada, vidro, placa de gesso, cabos de fibra ótica feitos na América”, afirmou Biden.

Este foi um dos pontos transversais ao discurso do Estado da União: o foco na produção doméstica, no regresso aos bons empregos de colarinho azul e o aceno a uma classe trabalhadora que se tem sentido “esquecida’, bem como muita insistência nas reformas da saúde.

Tudo num contexto em que, apesar da queda da inflação, do crescimento económico e do desemprego historicamente baixo, muitos americanos sentem que o país está em má forma económica e a caminho de uma recessão.

No plano económico, Biden lançou farpas às grandes empresas que aumentaram preços nos últimos anos ao mesmo tempo que mantiveram os salários dos funcionários no mesmo patamar. O presidente democrata defende que isto aumentou o preço da comida para os americanos, uma vez que as pequenas empresas desapareceram.

“Já me ouviram dizer isto antes: capitalismo sem concorrência não é capitalismo. É exploração. E eu estou determinado em acabar com a exploração”.

 

 

O número de mortos nos fortes sismos que atingiram na segunda-feira o sudeste da Turquia e a vizinha Síria aumentou para mais de 9.504, de acordo com um novo balanço provisório divulgado ontem pelas autoridades dos dois países.

Na Turquia, onde o desastre se abateu com maior intensidade, o último balanço apontava para 6.957 mortes, enquanto na Síria o número mais recente era de 2.547 mortos mortos.

O balanço anterior apontava para mais de 8.700 mortos na Turquia e na Síria.

Mas a Organização Mundial da Saúde já deixou um alerta: o número de mortes provocados pelos sismos na Turquia e na Síria poderá ultrapassar os 20 mil. Na segunda-feira, o serviço geológico dos EUA também tinha apresentado uma previsão pessimista, situando o número de mortos estimado em cerca de 10 mil.

A Organização Mundial da Saúde estima também que cerca de 23 milhões de pessoas, incluindo 1,4 milhões de crianças, tenham sido afectadas pelos violentos sismos sentidos desde a madrugada de segunda-feira na Turquia e na Síria.

Segundo o Notícia ao Minuto, que cita a agência France-Presse (AFP), o mau tempo dificulta as operações de resgate e torna ainda mais difícil a situação de alguns dos sobreviventes, que sofrem com o frio e têm de recorrer a lareiras improvisadas.

A Autoridade de Gestão de Desastres e Emergências turca indicou que cerca de 60.200 membros das equipas de busca e salvamento, incluindo especialistas de mais de 70 países e de organizações não-governamentais, estão a trabalhar em missões de buscas e salvamento e remoção de escombros, no âmbito de um dispositivo que conta com mais de 100 aviões e helicópteros destacados.

As primeiras equipas de resgate estrangeiras chegaram na terça-feira. A União Europeia (UE) mobilizou 1.185 equipas de resgate e 79 cães de busca para a Turquia de 19 Estados-membros, incluindo França, Alemanha e Grécia.

Um avião de transporte militar da Coreia do Sul partiu hoje para a Turquia com 118 socorristas do exército, equipamento e material, avançou o Ministério da Defesa Nacional sul-coreano, num comunicado.

Ainda ontem, a Austrália anunciou o envio para a Turquia de mais de 70 especialistas para ajudar nas tarefas de busca e salvamento.

O mau tempo está a dificultar as operações de resgate e torna ainda mais difícil a situação de alguns dos sobreviventes, que sofrem com o frio e têm de recorrer a lareiras improvisadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que 23 milhões de pessoas estão “potencialmente expostas, incluindo cerca de cinco milhões de pessoas vulneráveis”, depois de já ter referido que teme “balanços oito vezes maiores que os números iniciais”.

O sismo causou também o desabamento de um total de 5.775 edifícios, segundo as autoridades

 

Trata-se de um estudante de nome Abdul Malala. Malala viu parte da residência universitária, onde vivia, desabar. Escapou com vida, só com o celular e passaporte na mão.

Chama-se Abdul Malala e estuda Relações Internacionais, na Turquia, há quase quatro anos. Segundo conta, ele e mais quatro pessoas encontravam-se a dormir quando, cerca das 4 horas (3 horas de Moçambique), parte do edifício da residência universitária, onde morava, começou a desabar.

“Estávamos a dormir, quando a parede próxima ao lado onde eu estava começou a cair. Saímos às pressas. Nem sei como consegui levar o telefone, mas lembro-me de ter saído a correr. Isso durou mais ou menos cinco minutos”, detalhou.

Desesperado, quando a intensidade do sismo abrandou, arriscou-se para recuperar o seu passaporte, porque, segundo conta, “tinha que ter um documento para caso acontecesse algo comigo, as autoridades turcas tivessem facilidade para me identificar”.

Sem onde ir, apenas com celular, passaporte e a roupa que vestia, o estudante, junto de um colega chileno, foi abrigado por um cidadão turco a 25 quilómetros da residência universitária onde vivia.

Mas Acão tem prazos, por isso Abdul teme os próximos dias. “O senhor deu-me a mim e a outro colega do Chile abrigo de dois dias, ontem (segunda-feira) e hoje (terça-feira), e amanhã (esta quarta-feira) será cada um à sua sorte”, desabafou.

Aquitulane Amisse, que também conversou com o “O País”, vive em Istambul há sete anos e trabalha como designer gráfico.

Apesar de a cidade não ter sido afectada, segundo conta, muitas pessoas passaram a noite em claro na esperança de obter informações sobre os seus familiares em zonas destruídas.

“As pessoas que estão em Istambul limitaram-se a procurar contactos com os seus parentes pelo telefone, porque a distância daqui para a região afectada é de mais ou menos 150 km. O país está sem rumo. As pessoas estão preocupadas. Cai neve aqui, por isso as ruas estão abandonadas, mas as pessoas estão atentas às redes sociais e à televisão”, contou o designer gráfico.

Até às primeiras horas desta terça-feira, o tremor de terra continuava, segundo os nossos entrevistados, e o número de mortes tende a subir.

Em Moçambique, as imagens continuam a chocar todas as pessoas.

Talha Chahin, turco e residente no país, disse que, “às vezes, consigo assistir e vejo que tem crianças, é difícil e triste”.

Já Ibraim Chahin, apesar de ser albanês considera a Turquia como o seu segundo lar e lamenta a situação: “Infelizmente, o que aconteceu na Turquia é muito triste. Houve muito estrago, muitas vidas perdidas”.

O embaixador da Turquia em Moçambique diz que há centenas de estudantes moçambicanos nas províncias afectadas pelo sismo na Turquia. Avni Aksoy avança que não há, até ao momento, registo de um moçambicano entre os que morreram.

Embaixador turco em Moçambique, Avni Aksoy, confirmou ao “O País” a existência de moçambicanos, em particular estudantes, nas zonas afectadas pelo abalo sísmico na Turquia.

“Em relação aos estudantes moçambicanos na Turquia, até ao momento, não temos más notícias. Esperamos que todos estejam bem. Sabemos que as suas famílias em Moçambique estão em contacto com os mesmos e não temos más notícias até ao momento”, disse Avni Aksoy, embaixador da Turquia em Moçambique.

O embaixador turco confirmou a recepção de ajuda humanitária, tendo avançado que ainda é necessária dado o impacto no terreno.

“Nós nunca tínhamos registado algo como isto, nesta magnitude. Como Governo, país e nação, iniciámos o processo de resgate das vítimas. Felizmente, estamos a receber ajuda dos nossos amigos em todo o mundo. Todos países que podem enviar ajuda é bem-vinda. Os que não podem enviam mensagens de condolência e solidariedades. Apreciamos bastante”, disse o diplomata.

Por outro lado, o embaixador turco falou das medidas de mitigação dos desastres naturais por parte do Governo turco, considerando que as zonas afectadas já foram alvo de eventos similares no passado.

“Nós tivemos uma catástrofe igual, em 1999, e desde esse momento, o Governo turco tem estado a implementar um plano de mitigação e resiliência aos terramotos e outros desastres naturais. Depois desse terramoto, tem vindo a implementar um plano de convergência de edifícios, o que significa que os edifícios devem ser construídos sob padrões estritos, para que tenham capacidade de resistir a fortes terramotos. Entretanto, a convergência ainda não terminou. Nos novos edifícios, o efeito não foi tão forte, sendo que os edifícios que foram mais afectados tem mais de 20 anos”, explicou o embaixador.

A região afectada pelo terramoto é considerada como vulnerável para a ocorrência de abalos sísmicos. Devido às mortes, a Embaixada da Turquia tem a sua bandeira em meia-haste.

INGD VAI DAR APOIO A 3 ESTUDANTES QUE FICARAM SEM ABRIGO NA TURQUIA

“Fomos apresentados no Conselho de Ministros que, na Turquia, foram identificados três estudantes moçambicanos que, neste momento, estão sem abrigo, e o Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres está a trabalhar em coordenação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Foram identificados os estudantes”, disse Ludovina Bernardo, porta-voz do Conselho de Ministros.

“Estão a trabalhar para criar condições de abrigo e mínimas condições para que estes moçambicanos continuem a estar em segurança, mas também possam repor as suas condições de habitação e estabilidade a nível daquele país.”

“Queremos, aqui, assegurar que o Governo tomou conhecimento sobre a situação de moçambicanos e está a tomar todas as medidas para que eles possam estar acomodados e acautelar aquilo que é a sua sobrevivência, neste momento, a nível daquele país.”

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