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O País – A verdade como notícia

Ucrânia quer aumentar a sua influência e relações com países africanos. Para o efeito, o Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano lançou, esta terça-feira, uma formação para centenas de funcionários diplomáticos de países africanos, incluindo de Moçambique.

A Ucrânia quer continuar a apostar na fortificação de laços com o continente africano, através da diplomacia.

Quatro meses depois da visita do ministro dos Negócios Estrangeiros, Dimitro Kuleba, a alguns países africanos, desta vez, Kiev pretende formar mais de 200 diplomatas africanos em Segurança e Diplomacia em Tempo de Guerra.

Vão beneficiar do curso países como Moçambique, Nigéria, Quénia, Etiópia, Somália, Costa do Marfim, África do Sul, Botswana e Senegal, que terão, segundo o chefe da diplomacia ucraniana, a oportunidade de aprender com a experiência daquele país.

No lançamento do programa, Dimitro Kuleba, disse esperar que a formação fortaleça os laços com os países africanos, que Kiev tem fomentado com várias iniciativas desde o início da ofensiva militar russa na Ucrânia, há quase um ano, e também que sirva para fortalecer a estabilidade da região.

Lembre-se que a 24 de Fevereiro deste mês será assinalado um ano da guerra na Ucrânia. E quando faltam dias para a passagem da data, a Rússia intensifica ataques aéreos e faz soar sirenes em toda a Ucrânia.

A empresa de modelização de riscos norte-americana, Verisk Analytics, estimou esta terça-feira em mais de 20 mil milhões de dólares as perdas económicas resultantes dos sismos registados na Síria e Turquia.

Segundo o Notícias ao Minuto, AVerisk calculou também que as perdas cobertas pelas seguradoras devem ficar pelos mil milhões de dólares, assinalando que a diferença “representa o custo das catástrofes para a sociedade”.

Para estimar o custo assumido pelas seguradoras, a companhia considerou os danos físicos derivados dos abalos sísmicos nas estruturas e interiores de edifícios e na interrupção de negócios, que estivessem cobertos por seguros.

Em comunicado, citado pelo Expresso, o presidente da empresa, Bill Churney, recordou que boa parte do custo das catástrofes é assumido pelos governos. Para Bill Churney aumentar a entrada dos seguros pode aliviar parte desta carga.

“Existem soluções disponíveis que podem potenciar os esforços globais de resiliência, incluindo gestão de emergências, mitigação de riscos, financiamento público de riscos, financiamento público de risco e outras iniciativas governamentais de mitigação de riscos e perdas”, disse Churney.

Os sismos na Turquia e Síria -de magnitude 7,7 e 7,6 – ocorreram durante a madrugada de segunda-feira, quando a maioria das pessoas estava a dormir nas suas casas.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, revelou esta segunda-feira que os menores de 17 anos representam mais de um terço da população afectada pelos sismos na Turquia, enquanto na Síria “as necessidades são imensas”.

Maher Ghafari, representante da Unicef na região, adiantou que desde o primeiro dia após o desastre, o Unicef está a cuidar das necessidades de água e saneamento e enviou camiões-cisterna para áreas onde o fornecimento de água foi interrompido.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a População (Unfpa), citado pela ONU News, na Turquia, dos cerca de 15 milhões atingidos pelos sismos existem mais de 214 mil mulheres grávidas. Deste número quase 24 mil devem dar à luz em Março.

“As futuras mães precisam de apoio com cuidados obstétricos de emergência e cesarianas e assistência pré e pós-natal”, diz a Unfpa.

“Com suprimentos médicos esgotados e centenas de centros de saúde, maternidades e espaços danificados, formou-se uma corrida contra o tempo para salvar vidas”, destaca o Fundo das Nações Unidas para a População.

O Unfpa está nas áreas afectadas na Turquia e na Síria para restabelecer serviços críticos e proteção de milhões de mulheres e meninas vulneráveis que precisam urgentemente de cuidados.

Já na Síria, hospitais, centros de saúde e espaços seguros em Alepo, Lattakia e Hama estão a receber kits de dignidade e maternidade para mulheres grávidas e aquelas com partos recentes.

“São milhares de cobertores e casacos, enquanto mais de 20 equipas móveis com ginecologista, parteira e assistente psicossocial atendem a mulheres e meninas nas três áreas mais impactadas na província de Alepo”, frisou o Unfpa

 

O Presidente sírio concordou em abrir dois novos postos fronteiriços entre a Turquia e o nordeste da Síria, durante três meses, para a entrega de ajuda humanitária às vítimas dos sismos. A informação foi avançada ontem pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas.

“Saúdo a decisão de hoje do Presidente sírio Bashar al-Assad de abrir as duas travessias de Bab Al-Salam e Al Ra`ee entre a Turquia e o noroeste da Síria, por um período inicial de três meses”, revelou António Guterres, em comunicado, citado pela RTP.

Ainda ontem, durante uma reunião com o coordenador de ajuda de emergência da ONU, o Presidente sírio pediu ajuda internacional para reconstruir as regiões destruídas no país pelo sismo registado há uma semana.

Segundo um comunicado da Presidência síria, citado pelo Notícias ao inuto, Bashar al-Assad destacou a importância dos esforços internacionais para ajudar a reconstruir as infraestruturas no país.

Os sismos que devastaram há uma semana o sul da Turquia e o noroeste da Síria causaram pelo menos 40.943 mortes, segundo o mais recentes dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) ontem divulgado.

O número de mortes provocadas pelo sismo na Turquia e na Síria chegou a 34.179 este domingo, de acordo com as actualizações mais recentes das autoridades locais, escreve a CNN Brasil.

Na Turquia, segundo o Centro Turco de Coordenação de Emergências, as vítimas agora somam 29.605. Já na Síria, de acordo com o grupo de defesa civil Capacetes Brancos, o número total de mortes é de 4.574, incluindo 3.160 em áreas controladas por rebeldes no noroeste, e 1.414 mortes em partes controladas pelo governo da Síria.

A ONU alerta que número de mortos em pode duplicar

A ONU alertou, este domingo, que o número de mortos no terremoto que atingiu a Turquia e Síria pode ser o dobro do divulgado até o momento.A mais recente atualização dá conta de mais de 33 mil vítimas mortais.

O Presidente da Síria está disposto a abrir novos postos fronteiriços para ajudar as vítimas afectadas pelo sismo, no noroeste do país, controlado pelos rebeldes. A informação foi revelada ontem pelo director-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom.

“Esta tarde encontrei-me com Sua Excelência, o Presidente Assad, que indicou que estava aberto a considerar a abertura de pontos de acesso transfronteiriço para esta emergência”, disse Tedros Adhanom, em declarações aos jornalistas, citados pela SIC Notícias.

Bar al-Hawa é o único ponto de passagem operacional da Turquia para as zonas rebeldes afectadas pelo sismo, mas foi danificado.

A ajuda humanitária conseguiu utilizar esta passagem novamente desde quinta-feira, mas há cada vez mais apelos à abertura de outros postos fronteiriços para acelerar a chegada de ajuda a esta região controlada pelos rebeldes que se opõem a Damasco.

Tedros também saudou a “aprovação recente dos comboios transfronteiriços da ONU” pelo governo sírio para levar ajuda às áreas rebeldes.

Damasco anunciou que concordou em permitir que a ajuda internacional às áreas rebeldes fosse entregue a partir de áreas sob o seu controlo, mas a OMS continua à espera de ‘luz verde’ das autoridades nas zonas rebeldes para poder entrar.

A Justiça turca criou uma unidade especial para investigar possíveis negligências na construção dos edifícios que desabaram na sequência do sismo que atingiu o país, na última semana, e já emitiu mais de 110 mandados de detenção. Entre os detidos estão  construtores e engenheiros civis.

Estima-se que 6.000 edifícios desabaram na Turquia e o número de mortos já ultrapassa os 28.000, levantando questões sobre se a tragédia poderia ter sido menor se fossem aplicados critérios de construção mais rígidos.

Muitos cidadãos também se perguntam se o governo do Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, poderia ter feito mais para salvar vidas.

Com as eleições presidenciais em Maio, a gestão do desastre e as explicações para a grande quantidade de edifícios que ruíram podem determinar o destino do Presidente turco.

Na sexta-feira, a polícia deteve um construtor turco de um condomínio residencial de luxo na província de Hatay que desabou com mais de uma centena de pessoas dentro. A detenção ocorreu quando o construtor se preparava para embarcar em Istambul para fugir para Montenegro.

Estas detenções são os primeiros passos do Estado para apurar responsabilidades, numa altura em que sobem de tom as críticas à má qualidade das habitações, algo que muitos atribuem à corrupção e aos escassos processos de fiscalização, de acordo com o Notícias ao Minuto.

Embora a Turquia tenha regulamentos sobre resistência sísmica na construção, as medidas raramente são aplicadas, mesmo em edifícios mais recentes, que deveriam ter resistido melhor aos terremotos.

Já são mais de 24 mil as vítimas mortais dos sismos na Turquia e na Síria. Apesar do aumento do número de mortos, continua a esperança de encontrar mais sobreviventes.

Os números continuam em constante actualização. De acordo com as autoridades de socorro, foram até agora retirados dos escombros, na Turquia mais de 20 mil cadáveres, na Síria foram contabilizados cerca de 4 mil corpos.

Mas a esperança de boas notícias mantem-se. Equipas de emergência resgataram este sábado várias pessoas que estiveram soterradas sob escombros, em diferentes cidades da Turquia, durante mais de 120 horas.

A ajuda não para de chegar, sobretudo à Turquia. Pelo menos 60 mil membros de equipas de busca e salvamento, incluindo equipas internacionais e organizações não-governamentais, estão a trabalhar nas áreas afectadas.

O governo sírio anunciou na sexta-feira que vai aceitar ajuda internacional que será enviada para zonas controladas por forças rebeldes a partir de áreas sob o seu controlo.

O sismo de magnitude 7.8 na escala Richter continua a matar na Turquia e Síria. Dados actualizados pelas autoridades dos dois países indicam que 21.051 pessoas morreram, incluindo 17.674 na Turquia e 3.377 na Síria.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 23 milhões de pessoas, incluindo 1,4 milhões de crianças, tenham sido afectadas pelos violentos, escreve o Observador.

As autoridades turcas referiram que mais de 120 mil equipas de socorro estão a participar nos esforços, com mais de 5.500 veículos, e a ajuda de 95 países, incluindo Portugal e Brasil.

O Presidente da Turquia, Recep Erdoğan, decretou Estado de Emergência, que vai durar três meses, para as 10 províncias turcas mais atingidas pelos sismos.

O Governo de Recep Erdogan, que visitou as cidades afectadas nos últimos dois dias, tem sido alvo de críticas sobre uma alegada resposta lenta à tragédia, num momento em que o Presidente turco preparava a corrida à reeleição em 14 de Maio.

Erdogan atacou o que diz serem os “provocadores” que estão a criticar o Estado turco e prometeu entregar 494 euros a cada família afectada. Garantiu ainda que as casas serão reconstruídas no prazo de um ano.

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