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O País – A verdade como notícia

Esta quinta-feira, o  Papa Francisco apareceu de bengala e de sorriso aberto para 12 jovens detidos, incluindo duas meninas, para lavar os seus pés, no estabelecimento prisional instituição Casal del Marmo, no norte de Roma, em Itália.

O pontífice, de 86 anos, ajoelhou-se para beijar os pés dos reclusos e cumprimentou-os de sorriso aberto. Os jovens retribuíram o gesto dando-lhe um beijo na mão, escreve o Notícias ao Minuto.

“Ele quer acompanhar-nos, levar-nos pela mão. Farei o mesmo gesto de lavar os pés, mas não é folclore, é um gesto que anuncia como devemos ser (…) Todos podem escorregar, Jesus ama-nos como somos (…) Eu espero conseguir porque não consigo andar bem, mas vocês pensem: Jesus lavou os meus pés”, disse o Papa Francisco numa declaração dirigida aos jovens.

Nove pessoas morreram e três ficaram feridas, esta quinta-feira, em Sebokeng, no sul de Joanesburgo, na África do Sul, durante uma troca de tiros entre a Polícia e os criminosos.

Segundo as autoridades sul-africanas, citadas pelo Diário de Notícias, o incidente ocorreu em Sebokeng, onde os agentes das unidades de intervenção rápida e inteligência criminal localizaram 12 suspeitos armados que se preparavam para realizar um assalto com explosivos a uma carrinha de transporte de valores.

“Os suspeitos foram localizados numa residência em Sebokeng, onde ocorreu a troca de tiros entre os suspeitos armados e a polícia”, salientou a porta-voz da polícia sul-africana Athlenda Mathe, em comunicado que o Diário de Notícias teve acesso.

“Um total de oito suspeitos foram declarados mortos no local, enquanto o nono suspeito morreu no hospital. Três outros foram transportados para um hospital próximo para tratamento médico”, adiantou.

Segundo a nota, a polícia sul-africana confiscou seis espingardas, seis explosivos comerciais já montados e prontos para serem detonados e quatro veículos.

“Não podemos governar com criminosos. Estamos a afirmar a autoridade do Estado em defesa das nossas comunidades”, declarou o ministro da Polícia, Bheki Cele, que visitou o local.

De acordo a polícia, os suspeitos são responsáveis por vários assaltos relacionados com o transporte de valores na província sul-africana de Gauteng, onde se situa Joanesburgo. Assaltos à mão armada e com explosivos a carrinhas de transporte de valores são frequentes na África do Sul, o país mais violento do mundo.

Os centros de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana pediram, esta quinta-feira, o apoio da comunidade internacional para combater a cólera em Moçambique e no Malawi. No Malawi, por exemplo, a doença já matou mais mil e setecentas pessoas.

A situação epidemiológica da cólera em Moçambique e no Malawi está a agravar-se.

As mortes não param de aumentar, sobretudo no Malawi. De acordo com Centros de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana, a cólera assola pelo menos 10 países africanos.

Para mitigar o problema, foi lançado um pedido de apoio à comunidade internacional para combater o surto da chamada doença de mãos sujas.

Tanto em Moçambique como no Malawi, a doença agravou-se devido às chuvas resultantes do Ciclone Tropical Freddy.

As infraestruturas sanitárias e sociais de Moçambique e do Malawi foram danificadas. Apelamos a todos aqueles que têm a capacidade de ajudar a cooperar com estes países para restabelecer a normalidade, disse o director do CDC para África, Ahmed Ogwell, especialista queniano em saúde pública.

O dirigente avançou, igualmente, que a resposta à cólera nos dois países exige uma abordagem humanitária, fornecimento de água potável, eliminação de resíduos, entre outras medidas urgentes.

Apesar da preocupação, entre esta semana e a passada, os novos casos da cólera, no continente africano, reduziram 60%.

A taxa de mortalidade ainda é considerada elevada, sobretudo no Malawi, onde cerca de 1730 pessoas morreram e outras 60 mil ficaram infectadas, de Março do ano passado a esta parte.

A Arábia Saudita e o Irão concordaram hoje, em Pequim, reabrir as missões diplomáticas nas respectivas capitais e estudar a retoma de ligações aéreas.

Segundo o Notícias ao Minuto, o acordo entre Teerão e Riade prevê ainda facilitar a emissão de vistos para os cidadãos de ambos os países.

A Arábia Saudita e o Irão, rivais regionais de longa data, avançaram para a reconciliação como parte de um acordo mediado pela China no mês passado.

O referido acordo representa um novo passo para essa reconciliação, após sete anos de tensão, e reduz a possibilidade de conflito armado entre estes países rivais do Médio Oriente.

O restabelecimento das relações surge num período em que os Estados árabes do Golfo percebem que os Estados Unidos se estão a afastar gradualmente do Médio Oriente. As nações querem também pôr fim a uma longa guerra no Iémen, um conflito no qual Irão e Arábia Saudita estão profundamente envolvidos.

A Arábia Saudita cortou relações diplomáticas com o Irão em 2016, após ataques à sua sede diplomática no país persa, na sequência da execução no reino árabe de um alto clérigo xiita.

Em abril de 2021, começaram conversações secretas entre Teerão e Riade, em Bagdade, que mais tarde foram tornadas públicas.

Os franceses voltam esta quinta-feira às ruas, em Paris, em mais uma jornada de protestos contra a reforma do sistema de pensões. A jornada acontece um dia depois da reunião da primeira-ministra francesa com os sindicatos para tentar desbloquear o clima de tensão social, que terminou sem quaisquer resultados.

Élisabeth Borne recusou a principal reivindicação dos sindicatos, a retirada da lei, aprovada com recurso a uma disposição constitucional para fazer passar o texto sem votação no parlamento.

A nova lei das aposentações aumenta de 62 para 64 anos a idade de reforma sem penalizações financeiras em França.

“É claramente um fracasso quando a primeira-ministra nem sequer permite entrar nessa discussão”, disse Cyril Chabanier, presidente da Confederação Francesa de Trabalhadores Cristãos (CFTC), que falou em nome das oito principais centrais sindicais do país após a reunião de menos de uma hora.

Este será o 11º dia de protestos nas últimas semanas, por vezes violentos, de contestação social que tem levado milhões de pessoas às ruas. Mais de 11 mil polícias foram mobilizados em todo o país.

A última jornada de protesto, no dia 28 de Março, foi marcada por vários actos de violência e pela mobilização de um “dispositivo de segurança inédito”, segundo anunciou então o Governo francês, com 13 mil operacionais, 5.500 dos quais só em Paris.

O parlamento peruano rejeitou, hoje, uma moção de destituição por “incapacidade moral” contra a Presidente Dina Boluarte, apresentada depois da violenta repressão das recentes manifestações contra o Governo que deixaram cerca de 50 mortos.

Segundo o Notícias ao Minuto, apenas 37 deputados votaram a favor, quando eram necessários um mínimo de 50 votos para a moção passar.

A iniciativa foi de deputados de esquerda ligados ao ex-presidente Pedro Castillo, demitido por “incapacidade moral” e preso em Dezembro, acusado de tentar um golpe de Estado ao querer dissolver o Parlamento, quando este se preparava para o afastar do poder.

A queda de Pedro Castillo e a sua substituição pela ex-vice-presidente, Dina Boluarte, provocaram uma onda de protestos violentos e duramente reprimidos em todo o país.

No dia 10 de Janeiro, o Ministério Público abriu um inquérito contra Boluarte, vários ministros e ex-ministros do seu Governo, por alegados crimes de “genocídio, homicídio qualificado e lesões graves” durante as operações policiais para travar os protestos, escreve o Notícias ao Minuto.

A Amnistia Internacional acusou o Governo peruano de cometer graves violações dos direitos humanos na repressão aos protestos e as autoridades de agirem “com um acentuado viés racista, visando populações historicamente discriminadas”.

O antigo presidente norte-americano e também candidato à Casa Branca em 2024 compareceu esta terça-feira no tribunal criminal de Manhattan, em Nova Iorque, após ter sido formalmente acusado de 34 crimes de falsificação de registos comerciais. Donald Trump declarou-se inocente e afirmou ser vítima de uma “caça às bruxas” orquestrada pelos democratas do Presidente Joe Biden, que também acusa de terem “roubado” a sua vitória nas eleições presidenciais de 2020.

Esta é a primeira acusação criminal contra um ex-presidente na história dos Estados Unidos, tendo acarretado grandes desafios de segurança, face às possíveis manifestações.

As acusações estão ligadas ao caso de um alegado pagamento de suborno a uma ex-atriz pornográfica, Stormy Daniels, que terá servido para comprar o seu silêncio sobre um caso extraconjugal, antes da campanha eleitoral das presidenciais de 2016.

De acordo com a imprensa internacional, citada pelo Notícias ao Minuto, Daniels terá sido subornada em 130 mil dólares, dinheiro que foi reembolsado e registado por Trump como “honorários de advocacia”, o que a acusação apontou equivaler a falsificação de registos comerciais, que é considerado um crime em Nova Iorque.

Trump, com 76 anos, tem criticado nas redes sociais o processo, que está a dividir e a abalar os Estados Unidos.

Uma a cada seis pessoas sofre de infertilidade no mundo, estima um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado, esta segunda-feira.

O relatório, segundo o Notícias ao Mundo, teve por base dados de mais de uma centena de estudos sobre a prevalência da infertilidade à escala global e regional, entre 1990 e 2021.

A infertilidade é a doença do sistema reprodutor masculino ou feminino que se traduz na incapacidade de conseguir uma gravidez após um ano ou mais de relações sexuais desprotegidas.

Segundo o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado em comunicado, “a proporção de pessoas afectadas” no mundo pela infertilidade revela a necessidade de alargar o acesso aos tratamentos de fertilidade e garantir que o assunto não seja mais deixado de lado na investigação e nas políticas de saúde”.

“Para que formas seguras, eficazes e acessíveis de obter a paternidade estejam disponíveis para aqueles que a procuram”, sublinhou.

O relatório assinala que a prevalência da infertilidade atinge sem grandes variações tanto os países ricos como os países pobres.

Contudo, nos países mais pobres as pessoas gastam uma proporção maior do seu rendimento em tratamentos de fertilidade face às dos países mais ricos.

“Milhões de pessoas enfrentam custos catastróficos de saúde depois de procurarem tratamento para a infertilidade”, alertou o director para a Investigação em Saúde Sexual e Reprodutiva da OMS, Pascale Allotey, considerando que “melhores políticas e financiamento público podem melhorar significativamente o acesso aos tratamentos e proteger as famílias mais pobres”.

A OMS salienta que os elevados custos impedem frequentemente as pessoas de acederem a tratamentos ou deixam-nas depauperadas.

A Finlândia será, a partir desta terça-feira, o 31.º membro oficial da Aliança Atlântica. A informação foi avançada hoje pelo secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

De acordo com Stoltenberg, a bandeira da Finlândia será içada pela primeira vez no quartel-general da organização.

O secretário-geral da NATO considerou, ainda, que vai ser um bom dia para a segurança da Finlândia, para a segurança da Europa e para a segurança da NATO.

O processo de adesão da Finlândia foi concluído na última semana, depois da ratificação pelo parlamento da Turquia.

Sobre a Suécia, Jens Stoltenberg disse não ter dúvidas de que vai ser o 32.º Estado-membro, mas ainda há questões que têm de ser resolvidas com Ancara.

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