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O País – A verdade como notícia

O líder norte-coreano prometeu melhorar o arsenal nuclear numa reunião com altos responsáveis militares para discutir os preparativos de guerra face aos exercícios militares sul-coreanos e dos Estados Unidos.

Segundo o Notícias ao Minuto, Kim Jong-un reviu os planos de ataque da linha da frente do país e vários documentos de combate e salientou a necessidade de reforçar a dissuasão nuclear.

A reunião da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores no poder, na segunda-feira, realizou-se num momento de tensões crescentes, traduzidas em demonstrações de armamento norte-coreanas e em exercícios militares conjuntos EUA-Coreia do Sul.

A agência de notícias sublinhou que Kim e os membros da comissão militar analisaram a situação de segurança na península coreana, “na qual os imperialistas americanos e os traidores fantoches coreanos [do Sul] estão a ficar cada vez mais transparentes nas iniciativas para uma guerra de agressão”, escreve o Notícias ao Minuto.

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul descreveram os exercícios como sendo de natureza defensiva e afitmam que a expansão desses exercícios é necessária para fazer face à evolução das ameaças da Coreia do Norte.

As conversações nucleares entre Washington e Pyongyang estagnaram desde 2019 devido a desacordos sobre a troca de sanções económicas pela redução do programa de armas nucleares norte-coreano.

A China disse que mobilizou caças com munição real e o porta-aviões Shandong para executarem ataques simulados a alvos em Taiwan, após ter cercado o território com dezenas de aviões e navios de guerra.

Citado pela DW, o Comando do Teatro de Operações Oriental do Exército de Libertação Popular informou que vários grupos de caças H-6K com munição real realizaram vários ataques simulados em alvos importantes na ilha de Taiwan.

O exército chinês enviou dezenas de caças e 11 navios de guerra para próximo de Taiwan, na sequência do encontro entre a líder da ilha, Tsai Ing-wen, e o presidente da Câmara dos Representantes do Congresso norte-americano, Kevin McCarthy, disse, esta manhã, o Ministério da Defesa de Taiwan.

A DW refere que os militares chineses anunciaram anteriormente “patrulhas de prontidão de combate” para um período de três dias, num aviso a Taiwan. A decisão de enviar aviões e navios de guerra para próximo do território surgiu após o encontro entre Tsai e McCarthy, na Califórnia.

Este fim-de-semana, Tsai reuniu com uma delegação do Congresso dos EUA, depois de voltar a Taipé.

A China respondeu ao encontro entre Tsai e McCarthy com o aumento da atividade militar e a proibição de viagens e sanções contra entidades e pessoas associados à viagem de Tsai aos EUA.

 

Ainda frágil, a recuperar de uma infecção respiratória, o Papa Francisco presidiu, este Domingo, às celebrações da Páscoa no Vaticano. Na ocasião, Francisco deixou um apelo claro dirigido a comunidade internacional.

“Ajuda o amado povo ucraniano no caminho para a sua paz e difunde a luz pascal sobre o povo russo. Abre o coração de toda a comunidade internacional para que se empenhe em por termo a esta guerra e a todos os conflitos que ensanguentam o mundo, desde a Síria, que ainda espera pela paz”, apelou Papa Francisco.

Na lista das preocupações do papa está também o conflito no médio oriente.

“Mantenho viva a preocupação pelos ataques destes últimos dias, que ameaçam o desejado clima de confiança e de respeito reciproco, necessário para retomar o diálogo entre israelitas e palestinianos. Que a paz reine assim na cidade santa e em toda a região”, acrescentou.

Porque as orações estão focadas na resolução dos conflitos que assolam o mundo, Francisco pediu também ajuda para os países em crise humanitária e vítimas do terrorismo como Moçambique, Burkina Faso, Mali, Nigéria, Mianmar, Líbano, Haiti e República democrática do Congo. As orações dirigiram-se igualmente as vítimas de terramoto na Turquia e Síria.

“Oremos pelos que perderam familiares e amigos e os que ficaram sem casa. Que possam receber o conforto de Deus e ajuda da família das nações”, orou o líder da igreja católica.

Sete pessoas morreram, este Domingo, na explosão de uma mina, que rebentou junto ao seu veículo, na província de Deir Ezzor, no leste do país.
A informação foi divulgada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos, uma organização sediada em Londres, mas com funcionários dentro do país árabe, citado pelo Notícias ao Minuto.

De acordo com os dados da Organização, 137 civis foram mortos este ano por explosões de minas na Síria, incluindo 30 crianças.

No sábado foi noticiada a morte de outros seis civis, cujo veículo desencadeou uma mina no deserto de Al Alsujna, na província de Homs (centro-oeste do país). As autoridades sírias atribuíram esta explosão ao Estado Islâmico.

No dia 17 de Fevereiro, 53 cidadãos foram mortos enquanto apanhavam trufas num ataque do Estado Islâmico naquele mesmo deserto.

O Governo da Somália anunciou a segunda fase da “guerra total” declarada pelo Presidente do país contra a organização terrorista Al-Shabab, que se concentrará, pelo menos durante as primeiras semanas, na região de Hiran.

A primeira fase durou oito meses e terminou em meados de Março. A ofensiva resultou, segundo estimativas governamentais, na morte de pelo menos 3.000 terroristas e na recuperação de mais de 70 cidades.

A segunda fase, segundo escreve a DW, terá o duplo objectivo de consolidar o seu controlo sobre as cidades reconquistadas e lançar uma nova ofensiva pela costa do país para alcançar os feudos terroristas no sul. Para tal, a Somália espera ajuda adicional de clãs locais e novos destacamentos de pessoal militar do Quénia, Djibuti e Etiópia, bem como a habitual colaboração com os militares dos Estados Unidos.

As operações da segunda fase começaram no início da sexta-feira e já resultaram na recuperação de várias aldeias da região, confirmou o governador Hiran Ali Jeyte Osman.

“As áreas libertadas eram esconderijos de milícias, mas não eram de modo algum bastiões. O objectivo é alcançar as suas fortificações no oeste da capital, Beledweyne”, disse.

Entre as cidades recapturadas nas últimas horas encontravam-se Berhano, Tarejento, Burdaar e Nur Fana, a sul de Beledweyne, a cerca de 300 quilómetros a norte da capital, Mogadíscio.

A Rússia ameaça suspender o acordo que permite a exportação de cereais ucranianos, caso o ocidente continue a colocar entraves às exportações agrícolas russas.

A ameaça de suspensão do acordo que permite a exportação de cereais ucranianos e a comercialização de produtos agrícolas russos foi feita esta sexta-feira, na Turquia, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov.

O diplomata russo alega que os obstáculos colocados pelo ocidente na comercialização de fertilizantes e grãos russos colocam em causa a implementação plena do acordo assinado entre a Ucrânia e a Rússia, mediado pelas Nações Unidas e a Turquia.

Sergei Lavrov denunciou, ainda, a desigualdade das exportações ucranianas entre países ricos e pobres.

O acordo que permite que cereais ucranianos sejam exportados, através do Mar Negro, apesar da guerra, foi prorrogado a 19 de Março para mais 90 dias.

Sobre a guerra na Ucrânia, Lavrov defendeu que as negociações para a paz com Kiev dependem do estabelecimento de uma “nova ordem mundial”, em que não se verifique um domínio americano.

O Papa Francisco não participou na Via Sacra, na noite da sexta-feira santa, no Coliseu de Roma devido ao frio intenso que se faz sentir no Vaticano. O sumo pontífice teve que acompanhar a cerimónia a partir da sua residência.

O sumo pontífice, de 86 anos, recebeu alta hospitalar no sábado passado, após três dias de internamento devido a uma bronquite.

Desde então, realizou várias audiências e visitou na quinta-feira uma prisão juvenil nos arredores de Roma, onde presidiu a uma missa e se levantou da sua cadeira de rodas para lavar os pés de 12 reclusos.

O exército chinês vai realizar, na segunda-feira, exercícios com fogo real no estreito de Taiwan, próximo das costas de Fujian (leste), província situada em frente à ilha, anunciaram hoje as autoridades marítimas locais.

A zona dos exercícios fica em Pingtan, o ponto da China mais próximo de Taiwan, de acordo com as coordenadas comunicadas pelas autoridades de Fujian.

Entretanto, o Ministério da Defesa taiwanês disse ter detetado esta manhã três barcos de guerra e 13 aviões chineses em redor da ilha, acrescentando que “quatro [aviões] atravessaram a linha mediana do estreito de Taiwan e entraram na parte sudeste da zona de identificação de defesa aérea (Adiz) de Taiwan”.

O Ministério alertou que os exercícios militares chineses ameaçam a “estabilidade e a segurança” regionais.

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