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O País – A verdade como notícia

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, está chocado com o pedido feito pelo chefe do exército sudanês, Abdel Fattah Al-Burhan, para que substituísse o representante especial das Nações Unidas no país, Volker Perthes.

Orgulhoso do trabalho de Volker Perthes, António Guterres manifestou esta semana total confiança em manter no cargo o seu enviado especial no Sudão, Volker Perthes.

Essas declarações foram feitas a jornalistas, em Nova Iorque, após uma reunião fechada do Conselho de Segurança. A sessão realizada na quarta-feira debateu a renovação do mandato da Missão Integrada de Assistência à Transição das Nações Unidas no Sudão, Unitams.

O chefe da ONU disse que cabe ao Conselho de Segurança determinar se apoia a continuação da operação internacional por mais algum período ou se é o momento de parar.
Pela sexta semana, o país é marcado por confrontos entre o Exército e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido.

Pelo menos 280 pessoas morreram e 900 ficaram feridas, esta sexta-feira, na sequência de uma colisão entre três comboios em Balasore, na região de Orissa, no nordeste da Índia.

De acordo com os bombeiros do estado de Odisha, citados pelo Observador, os feridos em estado crítico foram transferidos para vários hospitais da região.

As equipas de resgate continuam a tentar aceder aos vagões destruídos à procura de passageiros que tenham ficado presos. De acordo com as autoridades locais, as hipóteses de encontrarem sobreviventes são reduzidas.

O acidente, de acordo com o relato da imprensa internacional, ocorreu às 19h20 locais, perto de uma estação na localidade de Bahanaga, a 1.600 quilómetros a nordeste da capital Nova Deli.

Imagens transmitidas pelas estações televisivas mostram carruagens completamente destruídas e amontoados de metal no local da tragédia.

Um dos responsáveis dos bombeiros explicou que dez a 12 vagões de um comboio descarrilaram e os destroços de alguns dos vagões caíram num trilho próximo. Esses destroços, segundo a fonte, por sua vez, atingidos por um outro comboio de passageiros, que viajava na direcção oposta.

A agência de notícias Press Trust of India, citada pelo Notícias ao Minuto, avançou que um terceiro comboio de carga estaria envolvido no acidente, mas as autoridades indianas ainda não confirmaram a informação.

De acordo com as autoridades, 1.200 socorristas trabalharam durante toda a noite, apoiados por 115 ambulâncias, 50 autocarros e 45 unidades móveis médicas.

O Presidente reeleito, Recep Erdogan, toma posse amanhã para um terceiro mandato presidencial. Assim, Erdogan soma somará cinco anos às duas décadas de poder.

A cerimónia de tomada de posse começará às 14:00 (12 horas de Maputo), no Parlamento, e prosseguirá duas horas e meia mais tarde no Palácio Presidencial. São esperados cerca de 20 líderes mundiais, entre os quais o Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, o primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashanian, rivais históricos e facto que chama a atenção, dado o ritmo lento dos esforços de reconciliação entre Ancara e Erevan, em curso desde 2021.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, um dos aliados mais próximos de Erdogan, também deverá estar presente, assim como os chefes de Estado ou de Governo da Hungria, Qatar, Somália, Argélia, Ruanda e vários países dos Balcãs.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, também confirmou a presença.

Erdogan tornou-se primeiro-ministro em 2003, depois de o seu partido islamita AKP ter ganhado as eleições de 2001 e, após ter sido reeleito duas vezes, tornou-se Presidente em 2014, pela primeira vez por sufrágio directo, graças a uma reforma constitucional.

Embora o cargo exigisse neutralidade, Erdogan continuou a dirigir a política turca a partir da Presidência e acabou por legalizar esta situação em 2017, através de um referendo que aboliu o cargo de primeiro-ministro e deu ao Presidente plenos poderes executivos.

Depois de reeleito em 2018, Erdogan obteve 49,5 por cento dos votos na primeira volta das eleições presidenciais turcas de 14 de Maio, votação que acabaria por vencer na segunda, onde recolheu 52,2%, contra o candidato apoiado pela oposição, Kemal Kiliçdaroglu (47,8%).

A África do Sul está a avaliar mudar o local da cimeira dos BRICS para Moçambique ou China, devido ao mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional para a detenção de Vladimir Putin.

A cimeira está marcada para decorrer entre os dias 22 e 24 de Agosto e inicialmente estava previsto que fosse realizada em Gauteng, na África do Sul. Contudo, o local pode ser alterado, tudo para que Vladimir Putin não seja detido.

Assim sendo, o Governo sul-africano já terá pedido ajuda a Moçambique e à China para uma eventual mudança de local, de acordo com a imprensa internacional.

Moçambique e China não assinaram o Estatuto de Roma, pelo que não têm de cumprir mandado de detenção do Presidente da Rússia.

O Presidente da Rússia tem um mandado de prisão internacional após invasão à Ucrânia e tal pode ser executado na África do Sul, apesar da imunidade garantida pelo governo sul-africano.

A informação foi avançada a margem de uma reunião de dois dias na Cidade do Cabo com os representantes do grupo de países de economias emergentes, formado pela África do Sul, Brasil, Rússia, Índia e China.

Mais de 100 mil sudaneses fugiram para o vizinho Chade para escapar do conflito sangrento no Sudão, alertou esta quinta-feira a agência das Nações Unidas para os refugiados e pediu ajuda financeira.

Laura Lo Castro, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no Chade, num comunicado de imprensa, citado pelo Observador alertou que o número de novos refugiados ultrapassou os 100 mil, desde o início do conflito entre dois generais rivais que disputam o poder em Cartum.

A ONU estima que mais 200 mil pessoas poderão ser obrigadas a fugir para o Chade nos próximos três meses.

A maioria destes refugiados é do Darfur, uma região do Sudão ocidental que faz fronteira com o Chade, muito afectada pela violência e assolada por uma instabilidade crescente.

“Com a chegada da estação das chuvas nas próximas semanas, precisamos de um apoio logístico maciço para deslocar os refugiados das zonas fronteiriças, a fim de garantir a sua segurança e proteção”, disse o representante da ACNUR.

Laura Lo Castro falou da necessidade urgente de financiamento e apelou à comunidade internacional para que lhe dê esses recursos, para poder continuar a intensificar as suas operações e salvar vidas.

“O ACNUR precisa de 214,1 milhões de dólares para dar protecção e assistência vitais a todos os refugiados e deslocados no Chade, incluindo 72,4 milhões de dólares para a resposta de emergência à crise dos refugiados que fogem do conflito no Sudão, conclui o comunicado.

Segundo o representante, estas necessidades têm um financiamento assegurado de apenas 16%.

 

Enquanto os combates continuavam no exterior, durante as últimas seis semanas, 60 crianças morreram isoladas e em condições difíceis, num orfanato na capital do Sudão.

A maioria morreu por falta de comida e de febre. 26 morreram em dois dias, durante o fim-de-semana. Esta informação foi revelada através de entrevistas com mais de 12 médicos, voluntários, funcionários do sector da saúde e trabalhadores do orfanato Al-Mayqoma.

A agência de notícias britânica Associated Press, citada pelo Notícias ao Minuto, também analisou dezenas de documentos, imagens e vídeos que mostram a deterioração das condições nas instalações.

Um vídeo gravado por trabalhadores do orfanato mostra corpos de crianças enrolados em lençóis brancos à espera de serem enterrados. Noutras imagens vê-se crianças, usando apenas fraldas, sentadas no chão de uma sala, muitas delas a chorar, enquanto uma mulher carrega dois jarros de metal com água. Outra mulher está sentada no chão, de costas para a câmara, balançando-se para a frente e para trás, aparentemente embalando uma criança, escreve o Notícias ao Minuto.

Uma funcionária do orfanato, citada pela fonte, explicou mais tarde que as crianças foram transferidas para a sala grande depois de um bombardeamento nas proximidades ter afectado a outra parte das instalações, com artilharia pesada, na semana passada.

“É uma situação catastrófica. Isto era algo que esperávamos desde o primeiro dia dos combates”, disse Afkar Omar Moustafa, um voluntário do orfanato, numa entrevista telefónica.

De acordo com as certidões de óbito, entre os mortos encontram-se bebés com apenas 03 meses.

Esta situação gerou alarme e indignação nas redes sociais, e uma instituição de caridade local conseguiu entregar alimentos, medicamentos e leite em pó para bebés ao orfanato no domingo, com a ajuda da agência das Nações Unidas para a infância, UNICEF, e do Comité Internacional da Cruz Vermelha.

Os trabalhadores do orfanato alertaram para o facto de poderem morrer mais crianças e apelaram à sua rápida retirada para fora de Cartum, a capital do Sudão, devastada pela guerra.
Mais de 13,6 milhões de crianças necessitam urgentemente de assistência humanitária no Sudão.

A ajuda alimentar para os refugiados na Tanzânia, na sua maioria do Burundi, será reduzida pela metade da dose diária recomendada de calorias a partir de Junho, devido à falta de financiamento. Esta informação foi divulgada esta terça-feira pelas Nações Unidas.

De acordo com um comunicado da ONU, citado pelo Notícias ao Minuto, a Tanzânia acolhe mais de 200.000 refugiados, 70% dos quais são do Burundi e os restantes 30% fogem da violência no leste da República Democrática do Congo (RDCongo).

“Embora a ajuda alimentar tenha sido concebida para atingir o mínimo recomendado de 2.100 quilocalorias, os défices crónicos de financiamento forçaram o Programa Mundial de Alimentação (PMA) a fornecer doses reduzidas desde 2020”, afirmou a ONU.

Depois de cortar as doses em Março, o PMA anunciou um novo corte a partir de Junho, com as rações “reduzidas a 50%” da ingestão diária recomendada de calorias.

O PMA está a enfrentar uma queda no financiamento, bem como o aumento dos preços dos alimentos, devido, em particular, à guerra na Ucrânia.

“Precisamos urgentemente de 21 milhões de dólares para fornecer ajuda alimentar a mais de 200.000 refugiados durante os próximos seis meses e evitar mais racionamentos à medida que a fome ataca nos campos de refugiados na Tanzânia”, afirmou Sarah Gordon-Gibson, directora do PMA para a Tanzânia, citada na nota.

Gordon-Gibson apelou igualmente à comunidade internacional, aos governos e ao setor privado para que contribuam.

O primeiro-ministro guineense e candidato às legislativas pela Assembleia do Povo Unido, Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nuno Gomes Nabiam, afirmou esta terça-feira que há fome no país porque a castanha de caju não está a ser comercializada.

“De momento o que se verifica na Guiné-Bissau é uma situação muito difícil, porque há fome de verdade, há fome, porque a castanha de caju não está a ser comercializada e isto tudo nós sabemos os fatores”, esta é a afirmação de Nuno Gomes Nabiam que falava aos jornalistas em Canchungo, na região de Cacheu, a cerca de 80 quilómetros de Bissau, antes de realizar um comício no âmbito da campanha eleitoral para as legislativas de domingo.

O líder da APU-PDGB disse ainda que “não depende da situação interna do país, mas de uma situação conjuntural. O preço hoje da castanha de caju não é bom a nível internacional e isso tem uma reflexão profunda na Guiné-Bissau. A população está a sofrer.

O primeiro-ministro explicou que, por outro lado, como a campanha eleitoral coincidiu com a campanha de caju, os “investidores estão com receio”.

“Na Guiné-Bissau tudo corre bem, mas depois das eleições há sempre problema. Esperemos que nestas eleições seja diferente, porque estão criadas todas as condições básicas necessárias para que as eleições sejam disputadas de uma forma ordeira e transparente”, disse.

A castanha de caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau, do qual depende a economia do país e cerca de 80% da população guineense.

Desde o início da campanha de comercialização, em Abril, que os agricultores se têm queixado da falta de compradores para escoar o produto.

Já em relação às legislativas de domingo, Nuno Gomes Nabiam disse estar confiante.

O Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, promulgou ontem a polémica Lei contra a Homossexualidade no seu país, que contempla castigos mais duros como a pena de morte e prisão perpétua. Significa que a norma já está em vigor.

Mesmo com as fortes críticas e a manifesta desaprovação internacional, o presidente da República do Uganda mandou publicar oficialmente nesta segunda-feira a controversa “Lei contra a Homossexualidade de 2023”.

Num comunicado, publicado nas redes sociais, a presidente do Parlamento ugandês, confirma que Museveni concordou com a lei aprovada pela primeira vez pelos parlamentares em Março.

O projecto de lei, descrito pelo alto-comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, como chocante e discriminatório, foi aprovado por todos, excepto dois dos 389 deputados a 21 de Março.

Crítico do movimento pró-homossexualismo LGBT+, Museveni tinha 30 dias para sancionar a lei e devolvê-la à Assembleia da República para revisões ou vetá-la. Em Abril, com a pressão provocada pelos protestos internacionais, o líder devolveu o projecto de lei aos parlamentares, com um pedido de reconsideração, intimando-os em particular a especificar que ser homossexual não era crime, desde que tal não envolvesse actos sexuais entre pessoas do mesmo gênero.

Nesta nova versão do texto, foi aprovada a prisão perpétua para determinados actos entre pessoas do mesmo sexo, máximo de 20 anos de prisão por recrutamento, promoção e financiamento de actividades homossexuais e até mesmo condenação por 14 anos para quem seja homossexual.

A tipificação da homossexualidade como crime não é nova no Uganda, é, aliás, uma herança do período colonial britânico.

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