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O País – A verdade como notícia

Uma grande barragem, localizada em uma parte controlada pela Rússia, no sul da Ucrânia foi destruída por forças russas, de acordo com militares da Ucrânia.

“O exército russo cometeu outro acto de terror”, disse Oleksandr Prokudin, chefe da administração militar da região de Kherson, nomeado pela Ucrânia.

“Ele explodiu a Usina Hidroelétrica de Kakhovka. A água atingirá um nível crítico em cinco horas. A evacuação na área de perigo já começou”, disse, exortando os moradores ao longo da margem leste do rio Dnipro a deixarem áreas de risco.

Um vídeo de drone surgiu na segunda-feira mostrando uma grande quantidade de água a jorrar de uma brecha considerável na barragem.

Dezenas de localidades já estão inundadas e milhares de pessoas ainda estao nas zonas críticas. Moscovo e Kiev trocam acusações sobre a responsabilidade deste ataque.

Numa publicação feita no Twitter, o Presidente ucraniano acusou “terroristas russos” de serem os responsáveis pelo ataque. Volodymyr Zelensky convocou, entretanto, um Conselho de Segurança do país para gerir a crise.

Kiev diz que o perigo de um acidente nuclear aumenta rapidamente, mas a Agência Internacional de Energia Atómica considera que não existe perigo imediato para o funcionamento da maior central nuclear da Ucrânia.

A situação humanitária no norte da República Centro-Africana agravou-se devido ao conflito no Sudão. A informação foi divulgada, ontem, numa conferência de imprensa em Genebra, pelo Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas, citado pelo Notícias ao Minuto.

De acordo com a instituição, cerca de 14 mil refugiados chegaram ao país vindos do Sudão. Mais de 6.300 dos refugiados são sudaneses e cerca de 3.460 são centro-africanos que regressam ao seu país.

O Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas alertou que o fim do tráfego comercial na fronteira está a aumentar a pressão sobre os já limitados recursos disponíveis e a colocar em risco 130.000 pessoas vulneráveis no país

Além disso, o conflito no país vizinho está a dificultar o transporte rodoviário de ajuda humanitária para o norte da Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas, especialmente nos municípios de Vakaga e Bamingui-Bagoran.

Para fazer face a esta situação, o gabinete das Nações Unidas prevê que necessitará de mais 69 milhões de dólares (64,4 milhões de euros) para cobrir as emergências da população do país.

Atualmente, mais de metade da população da República Centro-Africana necessita urgentemente de ajuda humanitária.

O chefe da organização paramilitar Wagner anunciou esta segunda-feira ter prendido um oficial russo cuja unidade terá atacado os seus homens, o que evidencia as tensões entre o grupo liderado por Yevgeny Prigozhin e o exército regular da Rússia.

“No dia 17 de Maio, homens do Ministério da Defesa [russo] foram vistos a abrir estradas atrás das posições das unidades Wagner”, escreveu Prigozhin num relatório enviado ao ministério divulgado ontem pelo grupo paramilitar.

Elementos do grupo Wagner que estavam a limpar minas “foram atacados por fogo proveniente das posições do Ministério da Defesa”, segundo a mesma fonte citada pela agência francesa AFP.

O líder do grupo paramilitar disse, num áudio, que muitos factos não podiam ser tornados públicos, mas que remetia um relatório preliminar junto às provas em vídeo.

O chefe de Wagner divulgou também um vídeo do interrogatório do alegado oficial russo que se apresentou como “comandante da 72.ª brigada motorizada, tenente-coronel Roman Vinevitenov”, que admite ter atacado o grupo, e acrescentou que actuou “num estado de embriaguez, guiado por uma animosidade pessoal”.

No sábado passado, Prigozhin acusou as forças de Moscovo de cederem território na região de Belgorod, que faz fronteira com a Ucrânia e tem sido alvo de intensos bombardeamentos e ataques terrestres ao longo dos últimos dias.

Sob o lema “soluções para a poluição plástica”, o mundo celebra hoje, 5 de Junho, o quinquagésimo aniversário do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Em mensagem de vídeo, citado pela ONU News, o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu a construção de um futuro mais limpo, saudável e sustentável.

“Este Dia Mundial do Meio Ambiente é um apelo ao combate à poluição por plástico. Todos os anos, mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas no mundo. Um terço é usado apenas uma vez e diariamente se despeja nos oceanos, rios e lagos uma quantidade de plástico equivalente à carga de mais de 2 mil camiões de lixo. As consequências são catastróficas”, lembrou Guterres. Os microplásticos entram nos alimentos que comemos, na água que bebemos e no ar que respiramos”, lembrou Guterres.

O plástico é feito de combustíveis fosseis. Quanto mais plástico produzirmos, mais combustíveis fosseis queimamos e mais agravamos a crise climática.
Mas, António Guterres diz que temos soluções.

“Em 2022, a comunidade internacional iniciou negociações para um acordo juridicamente vinculativo para acabar com a poluição plástica. Este é um primeiro passo promissor, ma precisamos da colaboração de todos”, disse o líder da ONU.

O mais recente relatório do programa da ONU para o meio ambiente mostra que o problema pode ser reduzido em 80% até 2040, se adoptarmos medidas imediatas de reutilização, reciclagem, reorientação e diversificação para travar o uso do plástico.

“Devemos trabalhar como uma só pessoa governos, empresas, consumidores para quebrar o nosso vício em plásticos, defender o desperdício Zero e construir uma economia verdadeiramente circular. Juntos vamos moldar um futuro mais limpo, saudável e sustentável para todas as pessoas”, apelou Guterres.

 

Cerca de 80 alunas foram envenenadas e hospitalizadas, na sequência de dois ataques ocorridos este fim-de-semana em duas escolas próximas no norte do Afeganistão.

Sem adiantar detalhes sobre o tipo de envenenamento e a natureza dos possíveis ferimentos causados, o responsável do departamento de Educação da região de Sangcharak, Mohammad Rahmani, citado pelo Observador, afirmou que as alunas foram transportadas para o hospital e estão bem.

Os dois casos estão a ser investigados e suspeita-se que os ataques foram executados a mando de alguém por ressentimento ou ajuste de contas.

O acidente ferroviário que matou cerca de 300 pessoas, na Índia, terá sido provocado por um erro no sistema de sinalização, levando um dos comboios a mudar de linha. A conclusão é do ministro da Ferrovia, Ashwini Vaishnaw.

“Quem fez isto e quais as razões é algo que vai ser apurado durante a investigação”, afirmou o ministro numa entrevista ao canal de televisão de Nova Deli, citado pelo Notícias ao Minuto.

A explicação para o que terá estado na origem deste acidente ferroviário na noite de sexta-feira, surge numa altura em que as autoridades continuam no terreno a limpar os destroços deixados pelos três comboios envolvidos (dois deles de passageiros).

Antes, a agência de notícias Press Trust of Índia (PTI) já tinha avançado que as investigações preliminares indicam que o sinal dado ao comboio Coromandel Express para entrar na linha principal tinha depois sido retirado.

O comboio entrou numa outra linha, conhecida como linha circular, colidindo com um comboio de mercadorias que ali se encontrava estacionado, segundo a PTI, escreve o Notícias ao Minuto.

O acidente ocorreu às 19h20 locais (14h50 em Maputo) de sexta-feira, perto de uma estação na localidade de Bahanaga, no estado de Odisha, a 1.600 quilómetros a nordeste da capital Nova Deli.

Além dos quase 300 mortos já contabilizados, o desastre fez cerca de 900 feridos, dos quais 56 em estado grave.

As urnas para as eleições legislativas de hoje na Guiné-Bissau abriram às 07h00 locais (09h00 em Maputo) para perto de 900 mil guineenses escolherem os 102 novos deputados e o partido que vai formar Governo.

Estas são as sétimas eleições legislativas na Guiné-Bissau desde a abertura ao multipartidarismo, em 1994, e estão recenseados para votar 893.618 eleitores, no país e na diáspora. As urnas encerram às 17h00 locais (19h00 em Maputo).

Segundo escreve a DW, os principais partidos são o Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15), actualmente no Governo, a coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI) – Terra Ranka, liderada pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, na oposição), o Partido de Renovação Social (PRS) e o Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG), de Botché Candé, atual ministro da Agricultura.

A Assembleia do Povo Unido, Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), do primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, teve uma presença mais discreta na campanha eleitoral e o chefe do Governo perspectivou já que nenhum partido vai conseguir a maioria, sendo necessário um consenso para formar o executivo.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, dissolveu o parlamento no dia 16 de Maio de 2022 e marcou inicialmente as eleições para 18 de Dezembro desse ano, mas as legislativas foram depois remarcadas para 04 de Junho.

Ao todo estão no país cerca de 200 observadores, ainda de acordo com a CNE, nomeadamente 60 da missão de curta duração da CEDEAO, liderada pelo ex-presidente cabo-verdiano Jorge Carlos Fonseca, além dos 15 que já estão no terreno, 29 da União Africana, chefiados pelo ex-presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, enquanto a missão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), composta por 27 elementos, é chefiada pelo ex-vice-ministro dos Negócios Estrangeiros timorense Alberto Carlos.

O presidente reeleito turco, Recep Tayyip Erdogan, de 69 anos, no poder há 20 anos, foi hoje empossado no parlamento para um terceiro mandato de cinco anos. Na ocasião, Tayyip Erdogan prometeu assumir o cargo com imparcialidade.

“Na qualidade de presidente, juro proteger a existência e a independência do Estado, a integridade da pátria, a soberania incondicional da nação, o Estado de direito e o princípio de uma República laica, como foi concebida por Ataturk, o pai dos turcos”, declarou o presidente.

De acordo com a imprensa pró-governamental, cerca de 20 chefes de Estado e de governo confirmaram presença nas cerimónias, incluindo o primeiro-ministro arménio, Nikol Pachinian, apesar da tensão histórica entre os dois países.

Nas presidenciais realizadas no passado domingo, Erdogan, forçado pela primeira vez a disputar uma segunda volta, obteve 52,18% dos votos contra 47,82% do seu adversário, o social-democrata Kemal Kiliçdaroglu, segundo os resultados oficiais divulgados na quinta-feira.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, está chocado com o pedido feito pelo chefe do exército sudanês, Abdel Fattah Al-Burhan, para que substituísse o representante especial das Nações Unidas no país, Volker Perthes.

Orgulhoso do trabalho de Volker Perthes, António Guterres manifestou esta semana total confiança em manter no cargo o seu enviado especial no Sudão, Volker Perthes.

Essas declarações foram feitas a jornalistas, em Nova Iorque, após uma reunião fechada do Conselho de Segurança. A sessão realizada na quarta-feira debateu a renovação do mandato da Missão Integrada de Assistência à Transição das Nações Unidas no Sudão, Unitams.

O chefe da ONU disse que cabe ao Conselho de Segurança determinar se apoia a continuação da operação internacional por mais algum período ou se é o momento de parar.
Pela sexta semana, o país é marcado por confrontos entre o Exército e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido.

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