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O País – A verdade como notícia

Um sismo moderado de magnitude 5,5 na escala de Richter derrubou 126 edifícios e feriu pelo menos 21 pessoas, esta madrugada no leste da China.

O sismo foi sentido tanto na capital chinesa, Pequim, como em Xangai, a 800 quilómetros do epicentro.

Um jornal oficial chinês, o Global Times, citado pela imprensa internacional, disse que não há qualquer ferido em estado crítico, e que a maioria dos pacientes sofreu ferimentos na pele, na cabeça ou escoriações durante o sismo, que foi seguido por 52 abalos secundários, que provocaram a queda de quase 130 edifícios.

O Ministério de Gestão de Emergências chinês iniciou após o sismo uma resposta de nível quatro, o nível mais baixo, e despachou equipas para realizar operações de resgate nos locais onde o terramoto foi registado.

Ainda a braços com inundações causadas por chuvas torrenciais, que já provocaram pelo menos 10 mortos e 18 desaparecidos, numa província próxima de Pequim, a China vê-se agora a enfrentar mais um evento climático severo, o sismo.

Segundo especialistas as chuvas fortes na China e em outras regiões do continente asiático, são consequência das alterações climáticas.

Uma operação policial e militar deteve na sexta-feira os diretores de duas prisões no Equador, após a descoberta de armas, dinheiro e drogas escondidos nos seus escritórios, anunciou a Procuradoria-Geral do país.

Os diretores lideravam a Penitenciária do Litoral, a maior prisão do Equador, e o Centro de Detenção Provisória, ambos localizados no complexo penitenciário de Guayas, situado na cidade de Guayaquil, no sudoeste do país.

Além dos diretores, cinco funcionários administrativos e cinco agentes penitenciários também foram detidos, numa operação realizada no âmbito do estado de emergência que se aplica a todas as prisões do Equador devido aos numerosos assassínios ali cometidos.

Agentes policiais e soldados, integrantes da operação, “encontraram armas, bombas, granadas, explosivos, dinheiro e drogas nos escritórios” dos detidos, anunciou o ministério público na rede social X (antigo Twitter)

A junta militar do Níger cortou relações diplomáticas com França, Estados Unidos, Togo e Nigéria, após terem fracassado as negociações com uma delegação do bloco regional. Já os Estados Unidos suspenderam – os programas de ajuda ao governo do Níger

As relações diplomáticas entre o Níger e a Comunidade Internacional tendem a ficar mais azedas. Esta sexta-feira, a junta militar do Níger, que depôs o presidente Mohamed Bazoum, na semana passada cortou as relações diplomáticas com a França, Estados Unidos, Togo e Nigéria.

A decisão surge após a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental, que procurava resolver o impasse político após a deposição do presidente Mohamed Bazoum, na semana passada, ter fracassado nas negociações.

Os Estados Unidos também suspenderam, esta sexta-feira, os programas de ajuda ao governo do Níger, mas vão continuar com a ajuda humanitária “essencial” no terreno, segundo anunciou o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken.

Depois da França, da Alemanha, e dos Estados Unidos, os Países Baixos anunciaram, também, a suspensão da sua ajuda ao desenvolvimento e da cooperação direta com o Níger, na sequência do golpe militar contra o Presidente eleito Mohamed Bazoum.

Com a deposição do presidente Bazoum, o Níger tornou-se o quarto país da África Ocidental a ser liderado por uma junta militar, depois do Mali, da Guiné-Conacri e do Burkina Faso, que também tiveram golpes de Estado entre 2020 e 2022.

As autoridades sul-africanas detiveram 200 mineradores ilegais desde a última quarta-feira. A polícia diz que a maioria dos mineradores não são sul-africanos.

A África do Sul decidiu apertar o cerco para os garimpeiros ilegais. Desde a quarta-feira até esta sexta-feira, a polícia sul-africana desencadeou uma rusga que culminou com a detenção de 200 mineiros ilegais.

De acordo com a polícia, a maioria dos mineradores ilegais são estrangeiros oriundos de países vizinhos que entraram no país ilegalmente e indocumentados.

Após participar, esta sexta-feira, numa rusga policial no bairro informal de Zamimpilo, apontado pelos moradores vizinhos de Riverlea como albergue de “zama zamas”, nome pelo qual são conhecidos localmente os mineiros ilegais, o Ministro da Polícia da África do Sul, Bheki Cele, disse que a corporação confiscou uma quantidade de equipamento de mineração ilegal.

Por seu turno, os moradores de Riverlea pediram o destacamento de um contingente policial permanente naquela área, para erradicar a atuação dos zama zamas.

A Presidência da República sul-africana já tinha manifestado preocupação com o escalar das atividades de mineração ilegal no país e a alegada violência dos “zama zamas”.

A mineração ilegal é um problema que se está a intensificar dada vez mais na vizinha África do sul e muitas pessoas têm morrido durante esta actividade.

Os líderes africanos envolvidos nas conversações de paz na Ucrânia apelaram ontem, em Pretória, ao desbloqueamento das exportações russas de cereais e fertilizantes, a fim de reavivar o acordo sobre as exportações das sementes através do Mar Negro.

O grupo também pediu às Nações Unidas que tomem medidas para desbloquear 200 mil toneladas de fertilizantes russos presos nos portos da União Europeia (UE).

“Os líderes africanos apelaram a medidas específicas para remover os obstáculos às exportações russas de cereais e fertilizantes, permitindo a plena implementação do acordo do Mar Negro”, afirmou Vincent Magwenya, porta-voz do Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, numa conferência de imprensa em Pretória.

Em julho, a Rússia retirou-se de um acordo patrocinado pela ONU que permitia à Ucrânia exportar cereais através do Mar Negro, o que levou a um aumento dos preços dos cereais que está a afetar duramente os países mais pobres, maioritariamente africanos.

Nos últimos dias, a Rússia tem estado a bombardear os portos da região de Odessa, que são cruciais para as exportações de cereais que beneficiam de uma passagem segura ao abrigo do acordo.

O Egito, a África do Sul e o Senegal fazem parte de um esforço diplomático de sete países africanos para tentar negociar o fim das hostilidades entre Kyiv e Moscovo.

A Amnistia Internacional (AI) denunciou hoje, num novo relatório, os “crimes de guerra generalizados” no Sudão desde o início dos combates entre as Forças de Apoio Rápido (RSF) e as Forças Armadas Sudanesas (SAF).

O relatório, intitulado “A Morte Chegou à Nossa Casa: Crimes de Guerra e Sofrimento dos Civis no Sudão”, divulgado hoje, documenta a morte de civis em ataques deliberados e indiscriminados, assim como casos de violência sexual contra raparigas de apenas 12 anos, ataques a hospitais e igrejas e pilhagens generalizadas.

Algumas das violações dos direitos humanos documentadas no Sudão, como os ataques a civis, constituem crimes de guerra, afirma a organização não-governamental de defesa e promoção dos direitos humanos, com sede em Londres.

“Os civis em todo o Sudão sofrem um horror inimaginável a cada dia que passa, à medida que as Forças de Apoio Rápido e as Forças Armadas Sudanesas competem imprudentemente pelo controlo do território”, afirmou Agnès Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional, citada pelo Notícias ao minuto.

“As pessoas estão a ser mortas dentro das suas casas ou enquanto procuram desesperadamente alimentos, água e medicamentos”, acrescentou, frisando que dezenas de mulheres e raparigas foram violadas e sujeitas a outras formas de violência sexual por membros das partes beligerantes.

Desde 15 de Abril de 2023 há confrontos no Sudão.

O general Abdourahamane Tchiani, que liderou o golpe de Estado no Níger, criticou, esta quarta-feira, as nações vizinhas e a comunidade internacional e pediu à população que esteja pronta para defender o país.

Num discurso transmitido pela televisão nacional do Níger, citado pelo Notícias ao Minuto, Tchiani disse que o país enfrenta tempos difíceis e que as atitudes hostis e radicais dos que se opõem à junta militar não ajudam.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) impôs sanções económicas ao Níger e deu aos golpistas um ultimato que exige o regresso à ordem constitucional até domingo.

Ontem, o comissário da CEDEAO responsável pelos Assuntos Políticos e de Segurança, Abdel-Fatau Musah, disse que uma intervenção militar seria “a última opção em cima da mesa” para restaurar o regime do Presidente Mohamed Bazoum, derrubado por um golpe de Estado a 26 de Julho.

Abdourahamane Tchiani, que prometeu criar condições para uma transição pacífica que culmine na realização de eleições, chamou as sanções impostas pela CEDEAO de ilegais, injustas, desumanas e sem precedentes.

“Apelamos, portanto, ao povo do Níger como um todo e à sua unidade para derrotar todos aqueles que querem infligir sofrimentos indescritíveis à nossa população trabalhadora e desestabilizar o nosso país”, disse o general.

As fronteiras terrestres e aéreas com a Argélia, Burkina Faso, Líbia, Mali e Chade reabriram esta quarta-feira após o golpe de Estado.

Segundo a imprensa internacional, o anúncio acontece cinco dias do fim do ultimato para restaurar a ordem constitucional, exigida pelos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que iniciam hoje uma reunião de três dias, em Abuja, na Nigéria, para discutir a situação nigerina.

Os líderes da África Ocidental, reunidos numa cimeira extraordinária no domingo passado, condenaram o golpe e deram uma semana aos responsáveis para restaurar o presidente deposto Mohamed Bazoum, sob pena de recorrerem à força, prevendo na altura uma reunião dos chefes de gabinete dos países membros.

Morreu, esta terça-feira, aos 89 anos, num hospital privado em Abidjan o ex-presidente da Costa do Marfim, Henri Konan Bédié. A notícia foi anunciada ontem por um membro da comunicação do seu partido, citado pelo Notícias ao Minuto.

Após o anúncio da sua morte, que ocorreu na Polyclinique Internationale Sainte Anne-Marie (PISAM), na capital da Costa do Marfim, começou a juntar-se uma multidão em frente à residência do antigo chefe de Estado.

Chefe de Estado entre 1993 e 1999, Henri Konan Bédié não tinha descartado ser candidato às próximas eleições presidenciais na Costa do Marfim.

Bédié foi apontado no final de Março como candidato único à sua sucessão na presidência do Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI), principal movimento de oposição e partido do primeiro presidente costa-marfinense, Félix Houphouët-Boigny, cuja eleição está agendada para o próximo congresso do partido em Junho.

No final de Março, o ex-presidente apelou aos membros do seu partido para se unirem, para vencer as próximas eleições presidenciais em 2025, que se seguirão às eleições municipais e regionais marcadas para 02 de Setembro.

Henri Konan Bédié também tinha sido indicado como candidato nas últimas eleições presidenciais de 2020.

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