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O País – A verdade como notícia

As decisões dos Estados Unidos e do Programa Mundial de Alimentação (PMA) das Nações Unidas de suspender a ajuda alimentar à Etiópia devido ao alegado desvio desse apoio está a punir milhões de pessoas. Este alerta é do porta-voz do governo etíope, Legesse Tulu.

Legesse considera esta decisão política.

“Tornar apenas o governo responsável pelos desvios é inaceitável”, disse Legesse Tulu, durante uma conferência de imprensa.

Na quinta-feira, a USAID, a agência de ajuda internacional do governo dos EUA anunciou a suspensão de ajuda alimentar ao país e denunciou uma operação de desvio generalizada e coordenada.

No dia seguinte, o PMA anunciou que suspendia temporariamente a ajuda alimentar, citando também desvio de alimentos e afirmou que a assistência nutricional a crianças, grávidas e lactantes, programas de refeição escolar e actividades de fortalecimento de agricultores e criadores devido aos choques externos continuaria sem interrupção.

Num comunicado de imprensa, as autoridades etíopes e a USAID garantiram que decorria uma investigação conjunta para que os autores dos desvios sejam responsabilizados.

De acordo com os dados da ONU, citados pelo Notícias ao Minuto, cerca de 20 milhões de pessoas dependem de ajuda alimentar.

A Etiópia também abriga quase um milhão de refugiados, principalmente do Sudão do Sul, Somália e Eritreia.

Desde meados de Abril, quase 30 mil pessoas que fogem do conflito no Sudão também encontraram refúgio no leste da Etiópia.

Um funcionário da Organização Mundial da Saúde foi morto durante um ataque a um hotel em Mogadíscio, capital da Somália, cometido por combatentes islamitas radicais do Shebab.

Na sexta-feira à noite, um comando de sete combatentes islamistas invadiu o hotel Pearl Beach, na orla marítima de Mogadíscio. De acordo com a polícia somali, citada pelo Notícias ao Minuto, seis civis foram mortos e 10 ficaram feridos durante o cerco de seis horas, onde também morreram três membros das forças de segurança.

“Estou desolado com a perda de um funcionário da OMS no recente ataque em Mogadíscio”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, na rede social Twitter, acrescentando: “Condenamos todos os ataques contra civis e trabalhadores humanitários”.

Os shebab, que reivindicaram a autoria do atentado, alegando que tinham como alvo um local frequentado pelas autoridades, têm vindo a travar uma insurreição contra o governo federal da Somália há mais de quinze anos e têm frequentemente como alvo hotéis, que normalmente albergam altos funcionários somalis e estrangeiros.

O ex-presidente dos Estados Unidos é acusado de ter cometido 37 crimes no caso dos documentos confidenciais levados da Casa Branca. Donald Trump é também acusado de ter colocado em risco alguns dos maiores segredos de segurança dos Estados Unidos da América.

O ex-presidente norte-americano deverá fazer-se presente no tribunal federal de Miami, na próxima terça-feira, para ser acusado formalmente de 37 crimes no caso dos documentos confidenciais levados da Casa Branca.

As autoridades norte-americanas acusam Donald Trump, entre vários crimes, de retenção ilegal de segredos do Governo, obstrução da justiça, conspiração e de ter colocado em risco alguns dos maiores segredos de segurança dos Estados Unidos, que poderão colocar em evidência as vulnerabilidades do país em caso de ataque.

Numa acusação, de 49 páginas, tornada pública pela Justiça norte-americana consta que:

“Os documentos confidenciais que TRUMP guardou nas suas caixas incluíam informações sobre as capacidades de defesa e armamento dos Estados Unidos e de países estrangeiros; programas nucleares dos Estados Unidos; potenciais vulnerabilidades dos Estados Unidos e dos seus aliados a ataques militares; e planos para uma possível retaliação em resposta a um ataque estrangeiro”.

A acusação acrescenta que:

“A divulgação não autorizada destes documentos classificados poderia pôr em risco a segurança nacional dos Estados Unidos, as relações externas, a segurança das forças armadas dos Estados Unidos, as fontes humanas e a viabilidade contínua de métodos sensíveis de recolha de informações”.

Donald de Trump reagiu à acusação alegando ser inocente e que a incriminação não passa de uma caça às bruxas.

Mais de 25 mil casas estão danificadas e cerca de 700 mil pessoas estão sem acesso à água potável na Ucrânia devido a destruição da Barragem de Kakhovka. As nações unidas dizem já ter apiado 30 mil pessoas em zonas inundadas controladas pelos ucranianos

Os estragos causados pela destruição da barragem de Kakhovka, na Ucrânia, estão cada vez mais a aumentar. A Organização das Nações Unidas avança que já se contabilizam mais 25 mil casas danificadas e cerca de 700 mil pessoas sem acesso à água potável.

De acordo com o subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, a destruição da barragem na Ucrânia, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, poderá influenciar na redução das exportações de cereais e na subida do seu preço.

Martin Griffiths disse que as Nações Unidas, trabalhando principalmente através de grupos de ajuda ucranianos, conseguiram apoiar 30.000 pessoas em áreas inundadas sob controle ucraniano.

O dirigente lamentou que até agora a Rússia não tenha concedido acesso às áreas que controla para que a ONU consiga ajudar as vítimas das enchentes.

O nível da água começou a diminuir na região afetada pela destruição da barragem de Kakhovka, no sul da Ucrânia, mas continua a aumentar o número de deslocados.

Nas áreas da região de Khersonska sob controlo ucraniano, 320 pessoas foram retiradas das suas casas nas últimas 24 horas, aumentando o número total de pessoas que se refugiaram para mais de 2.500.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, admitiu esta quinta-feira, nomear Domingos Simões Pereira, vencedor das legislativas de domingo, ao cargo de primeiro-ministro, depois de ter dito o contrário durante a campanha eleitoral

Durante a campanha eleitoral, Sissoco Embaló disse que não iria nomear Domingos Simões Pereira para o cargo de primeiro-ministro, nem o vice-presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Geraldo Martins, enquanto ambos não respondessem a casos pendentes na justiça.

Com os resultados das eleições a darem vitória a Domingos Simões Pereira, candidato da coligação Plataforma Aliança Inclusiva, PAI – Terra Ranka, Embaló não teve alternativa senão admitir e nomear Pereira ao cargo de primeiro-ministro.

Umaro Sissoco Embaló disse, numa comunicação à nação, que teve que recuar da decisão para o bem-estar do país.

A Comissão Nacional de Eleições divulgou esta quinta-feira os resultados das eleições legislativas que deram a vitória à coligação PAI – Terra Ranka com 54 dos 102 deputados no parlamento, conquistando assim a maioria absoluta.

Os resultados provisórios indicam também que o Movimento para Alternância Democrática obteve 29 assentos na Assembleia Nacional Popular, mais dois assentos do que em 2019.

O Governo do Sudão declarou, esta quinta-feira, o alemão Volker Perthes, chefe da Missão Integrada das Nações Unidas para a Assistência à Transição no Sudão “persona non grata”, ou seja, o representante especial das Nações Unidas da ONU no Sudão não é bem-vindo no país.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros sudanês comunicou oficialmente ao secretário-geral da ONU, António Guterres, a decisão sobre o alemão Perthes.

A ONU tinha anunciado anteriormente na rede social Twitter que Perthes estaria na quinta-feira, na capital da Etiópia, Adis Abeba, para uma série de negociações

O chefe do exército sudanês e governador de facto do país, general Abdel Fattah al-Burhan, tinha exigido a demissão de Perthes, que acusou de ser o responsável pela guerra, iniciada em meados de Abril, entre as suas forças e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido do general Mohamed Hamdan Daglo.

Numa carta dirigida à ONU, Al-Burhan acusou Perthes de ter ocultado nos relatórios a situação explosiva em Cartum antes do início das hostilidades.

“Sem essas mentiras, o general Daglo não teria lançado as operações militare”, argumentou o chefe do exército sudanês

Em resposta, António Guterres reafirmou “total confiança” no enviado.

No início de Maio, dezenas de pessoas manifestaram-se em frente à residência do enviado da ONU no país para exigir a sua “expulsão imediata”.

Nos últimos meses, militantes do exército e de grupos islâmicos sudaneses organizaram ainda várias manifestações contra Perthes, que também foi alvo de ameaças de morte.

Em Abril, a ONU manifestou “profunda preocupação” com um vídeo, que circulou nas redes sociais, no qual um homem exigia um decretopara matar Perthes.

Já no ano passado Al-Burhan tinha exigido que Perthes deixasse de “interferir nos assuntos internos do Sudão, ameaçando-o de expulsão do país.

Os resultados provisórios das eleições legislativas do passado dia 4 de Junho, na Guiné-Bissau, não foram divulgados hoje, como tinha sido anunciado pela Comissão Nacional de Eleições local. O Órgão adiou para amanhã a publicação e continua a apelar à serenidade e contenção.

Em Bissau, o ambiente é de tensão. As pessoas estão apreensivas. Por exemplo, as escolas não abriram portas. Grande parte do comércio também. Os transportes inter-bairros estiveram também em pouca quantidade nas estradas. Muitos funcionários públicos não compareceram aos locais de serviço.

Tudo porque esta quarta-feira seriam divulgados os resultados das eleições, que poderão trazer um ambiente de conflito, uma constante naquele país lusófono.

Entretanto, em comunicado, datado de 6 Junho, a CNE anunciou que a publicação só terá lugar na quinta-feira, 8 de Junho.

A CNE diz-se ciente e consciente da ansiedade do povo guineense em conhecer os resultados das eleições. No entanto, decorre o apuramento dos dados regionais, como também a resolução de litígios eleitorais, escreve a emissora internacional da Alemanha, DW.

Nas redes sociais, os guineenses espalhados pela diáspora exigem à CNE a divulgação dos resultados. Os apoiantes dos dois partidos antagónicos, o Madem G-15 e o PAIGC, cada um reclama a vitória eleitoral, com base nos resultados que cada um diz ter.

Karim Benzema revela-se “muito entusiasmado” por ter assinado pelo Al Ittihad, equipa que muito recentemente se sagrou campeã nacional da Arábia Saudita. Em declarações aos canais oficiais do clube, o goleador francês admitiu que o “amigo” Cristiano Ronaldo teve influência nesta sua opção na carreira.

“É um novo desafio para mim, uma nova vida e mal posso esperar por começar. Irei fazer de tudo para ganhar títulos, marcar, mostrar o meu talento e satisfazer adeptos, clube e presidente”, começou por dizer Benzema.

“É uma boa Liga e já tem muitos bons jogadores. Cristiano Ronaldo já aqui está. É um amigo que mostrou que a Arábia Saudita está a evoluir. Estou aqui para ganhar, tal como estava na Europa”, garantiu o novo goleador à disposição do treinador português Nuno Espírito Santo.

O Al Ittihad não revelou os detalhes do negócio, mas a estação televisiva estatal saudita havia revelado, na última semana, que em causa está um contrato válido para as próximas duas temporadas, com um ordenado de cerca de 200 milhões de euros anuais, ou seja, sensivelmente o mesmo que CR7 aufere, no Al Nassr.

KANTÉ: O HOMEM QUE SE SEGUE?

O Al Ittihad não está satisfeito com a chegada de Karim Benzema, formalizada na tarde desta terça-feira, e já terá chegado a acordo para a transferência de mais um reforço de peso: N’Golo Kanté, que está em final de contrato com o Chelsea.

A informação está a ser avançada por Fabrizio Romano, jornalista e especialista em mercado de transferências, que explica que o internacional francês tem em mãos a possibilidade de assinar um contrato válido por duas épocas com um salário anual de 100 milhões de euros.

O mesmo jornalista italiano garante que os dirigentes do Al Ittihad já estão em Londres para concluir a operação financeira e dar, assim, mais um reforço a Nuno Espírito Santo.

O Papa Francisco é operado esta tarde após ter dado entrada no hospital ontem em Roma para exames médicos. O sumo pontífice vai permanecer hospitalizado mesmo depois da cirurgia para o devido acompanhamento da evolução da sua saúde.

De acordo com o porta-voz da Santa Sé, Matteo Bruni, a operação ao Papa Francisco será feita sob anestesia geral, no segundo dia consecutivo em que visita o hospital Policlínico Centro Gemelli, em Roma.

Sem avançar detalhes das razões específicas da cirurgia, o porta-voz diz que a operação se vai centrar na zona do abdómen, embora o Papa Francisco venha se queixando de dor no joelho, o que o obriga a mover-se com a ajuda de uma cadeira de rodas.

O internamento na unidade de saúde vai durar vários dias para permitir assistência após a operação até que se registe melhorias.

Devido a problemas de saúde, o Papa Francisco pediu para abandonar o cargo e que este fosse o seu último ano na liderança da Igreja Católica, embora ainda não havido resposta sobre a solicitação de renúncia.

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