Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Mais de 100 pessoas morreram na Nigéria, depois de um barco que transportava cerca de 300 convidados que regressavam de um casamento se ter afundado no rio Níger, segundo as autoridades. Busca por sobreviventes continua.

O barco embateu num grande tronco de árvore e partiu-se em dois, no rio Níger, no estado de Kwara, na madrugada de segunda-feira (12.06), informou o porta-voz da polícia do estado de Kwara, Okasanmi Ajayi.

O acidente provocou a morte de pelo menos 103 pessoas, incluindo crianças. Cerca de 100 pessoas foram resgatadas até à data, de acordo com o porta-voz da polícia.

A busca por sobreviventes prossegue esta quarta-feira. “Os trabalhos de resgate ainda estão em andamento, o que significa que o número ainda pode subir”, acrescentou Okasanmi Ajayi.

Barco transportava convidados de um casamento

A embarcação transportava passageiros para o estado de Kwara, que regressavam de um casamento no estado vizinho do Níger. O barco estava sobrecarregado e tinha cerca de 300 pessoas a bordo.

O acidente ocorreu na rota entre Egboti, no estado do Níger, e Kpada, no estado de Kwara, às 3 horas da manhã, motivo pelo qual as equipas de salvamento demoraram algumas horas a responder.

O Níger é um dos maiores rios da Nigéria. Os acidentes de barco são comuns nas comunidades remotas, onde as embarcações fabricadas localmente são normalmente utilizadas para o transporte. As autoridades apontam a sobrecarga como a causa da maioria dos acidentes de barco.

No mês passado, 15 crianças morreram afogadas e 25 desapareceram, depois do barco sobrelotado no qual seguiam se ter virado no estado de Sokoto, no noroeste do país. E em dezembro, outras 76 pessoas morreram quando um barco afundou num rio no estado de Anambra, no sudeste.

O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, anunciou, esta quarta-feira, que o país já começou a receber as armas nucleares anteriormente prometidas por Moscovo. O líder disse que algumas dessas armas são três vezes mais potentes do que as bombas atómicas que os Estados Unidos lançaram sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945.

O anúncio surge após o Presidente bielorrusso ter proferido declarações que parecem contradizer a posição do Chefe de Estado russo, Vladimir Putin, acerca do uso potencial desse armamento. Isto porque Putin enfatizou que Moscovo manteria o controlo sobre a eventual utilização desse armamento, ao passo que Lukashenko afirmou que não hesitaria em utilizá-lo caso a Bielorrússia fosse alvo de uma agressão, escreve o Notícias ao Minuto.

Este é o primeiro envio de armas nucleares táticas para fora da Rússia desde a queda da União Soviética, numa altura em que ambos os países têm vindo a fortalecer os seus laços. É uma movimentação que tem sido acompanhada atentamente pelos países aliados, como os Estados Unidos, mas também da China, que tem advertido repetidamente contra a utilização de armas nucleares na guerra da Ucrânia.

Na terça-feira, Alexander Lukashenko tinha dito que, de facto, as armas nucleares russas seriam transferidas para território bielorrusso dentro de alguns dias e que o país dispunha, ainda, de instalações para acolher mísseis de maior alcance, caso fosse também necessário.

O ex-Presidente dos EUA, Donald Trump, declarou-se inocente, esta terça-feira, num tribunal em Miami pelas 37 acusações federais apresentadas contra si, relacionadas com desvio e ocultação de documentos decretos.

Donald Trump é o primeiro antigo Presidente dos Estados Unidos da América a ser indiciado criminalmente pela justiça federal. Na terça-feira, compareceu perante o juiz federal Jonathan Goodman, que o notificou das 37 acusações de crimes federais que pesam contra si, por ter desviado documentos confidenciais para a sua mansão no sul da Florida, escreve a DW.

O ex-Presidente fala também numa “grande caça às bruxas” lançada pelo actual Chefe de Estado norte-americano, Joe Biden. Perante apoiantes reunidos no seu clube de golfe em Nova Jérsia, Trump acusou o sucessor de ser corrupto e de atacar o principal adversário político.

A Casa Branca rejeitou as acusações de interferência feitas por Trump, reiterando que Joe Biden não está envolvido de forma alguma nos processos judiciais do ex-Presidente.

A Itália presta esta quarta-feira a última homenagem ao antigo primeiro-ministro Silvio Berlusconi, falecido na segunda-feira, com um funeral de Estado em dia de luto nacional, escreve a imprensa internacional.

O Governo italiano decretou para esta quarta-feira um dia de luto nacional em homenagem a Silvio Berlusconi. O funeral do antigo primeiro-ministro será celebrado pelo arcebispo de Milão, monsenhor Mario Delpini, na catedral de Milão, às 15h00 locais.

Desde segunda-feira, as bandeiras italianas e europeias também estão a meia haste em todos os edifícios públicos na Itália e em todas representações diplomáticas e consulares.

O corpo de Berlusconi esteve em câmara ardente na segunda-feira na sua mansão, na Villa Martino de Arcore, cidade próxima de Monza, ao norte de Milão.

Após uma inspecção da polícia, por motivos de segurança da ordem pública, não foi possível realizar a câmara ardente nos estúdios da sua rede de televisão Mediaset, na terça-feira.

Em Roma, cidade onde desenvolveu a sua carreira política, a bandeira italiana foi colocada a meia haste no Senado, câmara em que ocupava um assento desde as últimas eleições, em outubro de 2022.
A Câmara dos Deputados interrompeu as suas atividades por dois dias.

Uma missão de sete chefes de Estado africanos, que procura negociar a paz na Ucrânia, visita na próxima semana Kiev e Moscovo, para apresentar um plano aos líderes dos dois países.

A missão de paz presidencial será recebida na sexta-feira, dia 16 de Junho, em Kiev, pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e no sábado, 17 de Junho, em São Petersburgo, pelo Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin.

A deslocação dos chefes de Estado africanos foi anunciada, esta segunda-feira, pela Fundação Brazzaville, uma Organização Não-Governamental estabelecida em 2014.

Denominada “Caminho para a paz”, a missão é liderada pelo Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, das Comores, Azali Assoumani, da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, do Uganda, Yoweri Museveni, do Senegal, Macky Sall, da Zâmbia, Hakainde Hichilema, e do Egipto, Abdel Fattah al-Sisi.

Na quinta-feira, o Presidente Ramaphosa teve uma conversa telefónica com o Presidente Putin sobre a missão de paz dos líderes africanos, segundo a Presidência da República sul-africana.

O ex-Presidente norte-americano Donald Trump comparece hoje num tribunal federal em Miami para uma audiência, após ter sido formalmente acusado de 37 crimes relacionados com manipulação de documentos secretos da Casa-Branca.

Em mais um escândalo, Donald Trump tornou-se na semana passada o primeiro ex-Presidente dos Estados Unidos a ser indiciado criminalmente por uma justiça federal, por se ter apropriado ilegalmente de documentos confidenciais e ter dificultado os esforços do Departamento de Justiça para recuperar esses registos.

Ao contrário do caso que corre no Estado de Nova Iorque, tido como pouco significante, as acusações feitas agora pelo Departamento de Justiça dizem respeito a uma conduta que pode ter colocado em risco a segurança nacional, o que pode implicar uma pena de prisão.

A sessão está marcada para as 15h00, hora local, 21h00 em Maputo, num tribunal federal em Miami, na Florida, estado onde Trump reside e onde tem uma forte base de apoiantes.

Na audiência de hoje, é esperado que o candidato republicano se declare inocente, após ouvir os 37 crimes federais dos quais é acusado.

Há nove meses, o Departamento de Justiça da Flórida revelou que o ex-Presidente tinha tirado da Casa-Branca, após perder nas eleições presidenciais, em 2021, dezenas de caixas, onde se encontravam cerca de 200 documentos classificados, incluindo segredos nucleares norte-americanos e um plano de ataque militar contra uma potência estrangeira.

Trump já era o primeiro Presidente a ser acusado formalmente, quando em Março foi implicado no caso de subornos a uma atriz pornográfica.

Ace Magashule, antigo secretário-geral do ANC, foi expulso do partido. A notícia foi tornada pública, hoje. Magashule é acusado de desacreditar o partido ao suspender, unilateralmente, o presidente do partido no poder na África do Sul, Cyril Ramaphosa.

É o fim da carreira de Ace Magachule no Congresso Nacional Africano, ANC. O secretário-geral foi expulso do partido na África do Sul, segundo anunciou, esta segunda-feira, o porta-voz do ANC, Mahlengi Bhengu-Motsiri, citado pela News24.

“Depois de um veredicto de culpado pelo Comité Nacional de Disciplina no partido, o camarada Ace Magashule foi autorizado a mostrar o motivo pelo qual não deveria ser expulso do ANC. Após o lapso de sete dias, o Comité Nacional de Disciplina não recebeu nenhuma representação nesse sentido”.

Suspenso desde Maio de 2021, o antigo secretário-geral é acusado de violar alguns artigos dos estatutos da formação política no poder na África do Sul, ao suspender, unilateralmente, o presidente do partido, Cyril Ramaphosa.

Na altura, Magachule alegou que Cyril Ramaphosa enfrenta acusações de compra de votos durante a sua campanha política para a presidência do ANC.

Antes do seu afastamento definitivo, Magachule movimentou vários expedientes dentro do partido e nos tribunais sul-africanos, para contrariar o posicionamento do ANC, que até exigiu que o antigo secretário-geral apresentasse um pedido de desculpas em público pela tentativa de suspender Cyril Ramaphosa.

Magashule, que enfrenta na justiça uma acusação por alegada fraude e corrupção pública que envolve milhões de rands, entende que as acusações que ditaram a sua expulsão do ANC foram politicamente motivadas, e prometeu “responder no momento certo”, de acordo com a News24.

Morreu, na manhã desta segunda-feira, aos 86 anos, vítima de doença, o antigo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi.

Notícias avançadas pela imprensa italiana indicam que Sílvio Berlusconi tinha um histórico de problemas de saúde. O político estava internado desde a última sexta-feira no Hospital San Raffaele de Milão, na Itália.

Entretanto, Berlusconi havia sido, antes, internado no hospital devido a problemas respiratórios.

O político, que por muito tempo foi considerado a figura pública mais marcante da Itália, ocupou o cargo de primeiro-ministro durante nove anos, sendo o que por mais tempo permaneceu no cargo no pós-guerra, e o terceiro com mais tempo desde a unificação da Itália.

Berlusconi era o líder do Povo da Liberdade, um partido de centro-direita que fundou em 2009.

Perde a vida enquanto ocupava o cargo de deputado do parlamento europeu desde 2 de Julho de 2019.

 

LÍDERES MUNDIAIS LAMENTAM MORTE DE SÍLVIO BERLUSCONI

Líderes descrevem Sílvio Berlusconi como um homem sábio e um político que contribuiu para o desenvolvimento da política espanhola.

A Primeira-Ministra italiana, Giorgia Meloni, destacou Silvio Berlusconi como um dos homens mais influentes da história da Itália, considerando que, dele, o país aprendeu que não deveria deixar mais que lhe impusesse limites.

Por seu turno, o presidente russo, Vladmir Putin, diz que sempre admirou a sabedoria e a capacidade com que Berlusconi tomava as decisões equilibradas e com visão de futuro, mesmo nas situações mais difíceis.

Já a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, recordou o antigo Primeiro-Ministro italiano como um homem de coragem e determinação, o que fez dele um dos homens mais influentes da história de Itália e lhe permitiu fazer verdadeiros progressos no mundo da política, da comunicação e dos negócios.

Os combates recomeçaram, ontem, na capital do Sudão, Cartum, minutos depois de o fim das tréguas de 24 horas, que deu aos moradores uma breve trégua.

Os moradores da cidade de Cartum foram acordados por tiros de artilharia e barulho de combates em diversos bairros, noticiou ontem a Rádio França Internacional (RFI).

“É o retorno do terror” declarou Asmaa al-Rih, morador dos subúrbios do norte de Cartum, citado pela RFI.

A Arábia Saudita e os Estados Unidos condenam o regresso da violência nos confrontos entre o exército sudanês e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido.

“Após o fim do cessar-fogo de curta duração, os facilitadores ficaram profundamente desiludidos com o recomeço imediato da violência intensa, que condenamos veementemente”, lê-se num um comunicado conjunto, publicado e citado ontem pelo Observador.

No entanto, a Arábia Saudita e os Estados Unidos reconheceram que, durante o cessar-fogo de 24 horas, o exército sudanês e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido “tinham demonstrado um comando e um controlo eficazes das forças, o que conduziu a uma redução dos combates em todo o Sudão, e permitiu a entrega de assistência humanitária vital e a realização de algumas medidas de confiança”.

Os dois países que têm mediado as conversações de paz para o conflito que se prolonga desde 15 de Abril afirmaram que, apesar de terem ocorrido violações, estão dispostos a retomar as conversações em Jeddah, na condição de as partes demonstrarem empenho em proteger os civis no país.

De acordo com a ONU, a guerra no Sudão já fez mais de 1.800 mortos.

+ LIDAS

Siga nos