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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 27 pessoas morreram em Trípoli, disse hoje um grupo de médicos, após confrontos armados entre duas milícias em vários bairros da capital da Líbia, que deixaram os residentes encurralados nas suas casas.

O Centro de Apoio e Medicina de Emergência da Líbia, um grupo de médicos que é destacado para desastres humanitários e conflitos, disse que mais de 100 pessoas ficaram também feridas nos combates, sem revelar quantas vítimas eram civis, escreve o Notícias ao minuto.

Os confrontos começaram na segunda-feira à noite, após o chefe de uma das milícias, a Brigada 444, Mahmoud Hamza, ter sido detido por uma outra milícia, as Forças Especiais de Dissuasão (Rada).

O Presidente do Conselho Presidencial, Mohamed Manfi, na qualidade de Comandante Supremo do Exército, exortou “todas as partes beligerantes a cessarem imediatamente as hostilidades”.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi indiciado, na Geórgia, esta segunda-feira, por conspiração para reverter ilegalmente a derrota nas eleições de 2020 naquele estado norte-americano.

Este é o quarto processo criminal contra o antigo Presidente e o segundo em que é acusado de tentar subverter os resultados da votação.

Segundo a imprensa internacional, a acusação de Trump pelo grande júri do condado de Fulton resulta de uma investigação de dois anos, iniciada após um telefonema, de Janeiro de 2021, em que o então Presidente sugeriu que o secretário de Estado republicano da Geórgia poderia ajudá-lo a encontrar 11.780 votos necessários para reverter a derrota para o democrata Joe Biden.

Outros 18 arguidos indiciados no mesmo processo incluem o ex-chefe de gabinete da Casa Branca Mark Meadows, o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, e um funcionário do Departamento de Justiça da administração Trump, Jeffrey Clark.

Trump foi anteriormente acusado, no início de Agosto, por um grande júri federal, de conspirar para minar a votação de 2020 e impedir a transferência pacífica de poder através de uma série de mentiras e acções ilegais tomadas após as eleições gerais e que levaram ao violento motim dos seus apoiantes no Capitólio dos EUA, a 06 de janeiro de 2021.

Um político foi assassinado no noroeste do Equador, esta segunda-feira. O anúncio foi feito pelo seu partido, menos de uma semana após o assassínio de Fernando Villavicencio, um dos candidatos às eleições presidenciais de 20 de Agosto.

Uma das candidatas presidenciais, Luisa González, confirmou que Pedro Briones, membro do Revolución Ciudadana e um dos líderes do partido na província de Esmeraldas, foi assassinado.

“O Equador vive o seu período mais sangrento”, lamentou a candidata, nas redes sociais,  criticando “o abandono total de um Governo inepto” e um “estado tomado pelas máfias”.

Até agora, nem a polícia nem o Governo confirmaram o incidente.

De acordo com o Notícias ao Minuto, Briones foi morto a tiro em casa, na cidade de San Mateo, por dois homens que chegaram numa motorizada e conseguiram fugir após os disparos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Colômbia reagiu na segunda-feira ao assassínio de Pedro Briones dizendo que “o Governo rejeita esses actos criminosos contra a democracia equatoriana e confia que os responsáveis serão punidos em toda a extensão da lei”, escreve o Notícias ao Minuto.

Este é o segundo assassínio de um político no Equador em menos de uma semana. Fernando Villavicencio, de 59 anos, candidato do movimento político equatoriano Construye, foi morto a tiro na passada quarta-feira, à saída de um comício.

O crime levou à detenção de seis pessoas, de nacionalidade colombiana, embora ainda se desconheça quem ordenou o homicídio.

A Comissão Nacional Eleitoral do Equador decidiu manter a data das eleições para 20 de Agosto, apesar do assassínio de Villavicencio e da imposição do estado de emergência na maioria do território do país.

Para substituir Villavicencio na corrida à presidência, o Construye nomeou Christian Zurita, que trabalhou durante 15 anos nas investigações sobre corrupção que tornaram Villavicencio conhecido da opinião pública do Equador.

O Equador vive a maior crise de insegurança da história do país, que as autoridades atribuem ao tráfico de droga.

O movimento político equatoriano Construye anunciou Andrea González Nader como candidata às presidenciais de 20 de Agosto, em substituição a Fernando Villavicencio, assassinado na quarta-feira à saída de um comício.

A indicação da nova candidata terá de ser validada pela Comissão Nacional Eleitoral, quando faltam menos de 10 dias para a votação, marcada para 20 de Agosto.
Fernando Villavicencio foi morto na quarta-feira passada por desconhecidos, a 11 dias da data do escrutínio.

Sem incluir a candidata ainda não confirmada pela CNE, ao todo, sete candidatos que disputam o cargo de presidente do Equador, que actualmente é ocupado por Guillermo Lasso.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Embaló, nomeou, este sábado, o novo Governo do país, que inclui 19 ministérios e 15 secretarias de Estado, escreve a imprensa internacional. O novo Governo terá como chefe da diplomacia Carlos Pinto Pereira.

Segundo a RFI, este é um executivo integrado por quadros de sete partidos: PAIGC, PRS, PTG, União para a Mudança, Partido da Convergência Democrática, Movimento Democrático Guineense e Partido Social Democrata.

Dentro desta nova equipa governamental, destacam-se Adiatu Djaló Nandigna do partido do PAIGC, ministra do Interior, Carlos Pinto Pereira, ministro dos Negócios Estrangeiros também do PAIGC e na Defesa Nicolau dos Santos, do Partido de Renovação Social (PRS).

Além do ministério da Defesa, segundo a DW, o PRS ficou também com o Ministério da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, que será liderado por Domingos Quadé, com o Ministério da Saúde, que será chefiado por Domingos Malu, e com o Ministério dos Recursos Naturais, Hotna Cufuk Na Doha.

O PRS assinou um acordo de incidência parlamentar e governativa com a Plataforma da Aliança Inclusiva (PAI) Terra Ranka, liderada pelo PAIGC, que venceu as legislativas, conseguindo eleger 54 dos 102 deputados do parlamento.

O novo Governo, que tomou posse este domingo inclui oito mulheres, nomeadamente quatro ministras e quatro secretárias de Estado.

Aos recém-empossados, o presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, promete total colaboração para uma governação saudável, mas apela à fiscalização do novo governo.

Os militares que fizeram o golpe de Estado em Julho, no Níger, estão contra as sanções da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Este domingo, num comunicado lido na televisão nacional do Níger, citado pela RTP, os militares denunciaram as “as sanções ilegais, desumanas e humilhantes da CEDEAO”.

Na mesma nota, um dos membros do regime, o major coronel Amadou Abdramane, disse que as sanções da CEDEAO estão “severamente a prejudicar a população do país”.

Abdramane disse que as sanções impostas devido ao afastamento do presidente eleito Mohamed Bazoum “chegam a privar o país de produtos farmacêuticos, alimentares e do fornecimento de energia eléctrica”.

O major coronel disse ainda que o regime militar quer processar Bazoum e os seus cúmplices internos e estrangeiros, por alta traição e atentado à segurança interna e externa do Níger.

Chefes religiosos nigerianos chegaram hoje a Niamey para se reunirem com membros do regime militar, após um golpe de Estado que afastou o presidente eleito do Níger, Mohamed Bazoum.

A delegação foi recebida no aeroporto Diori Hamani pelo novo primeiro-ministro, Ali Mahaman Lamine Zeine, um civil.

Segundo o Notícias ao Minuto, esta é uma delegação de chefes religiosos muçulmanos.

A fonte acrescentou que a delegação ‘se reuniu no início da semana em Abuja com o presidente em exercício’ da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e Presidente da Nigéria, Bola Tinubu, para tentar uma mediação entre a organização regional e o Níger.

A mediação ocorre num altura em que a CEDEAO continua a privilegiar uma resolução da crise pela via diplomática, apesar de ter sido alcançado acordo para o destacamento de uma força militar regional para que Bazoum regresse ao poder.

As anteriores tentativas de mediação fracassaram.

O regime militar recusou na terça-feira receber uma delegação conjunta da CEDEAO, da União Africana e da ONU.

Seis pessoas morreram na sequência de ataques, com recurso a armas de fogo, na África do Sul, informaram hoje as autoridades locais.

No município de Umlazi, a sul de Durban, quatro pessoas invadiram, na sexta-feira, uma casa e dispararam contra os seus ocupantes, provocando quatro mortes, comunicou a polícia.

Posteriormente, dirigiram-se para um bairro social, onde atacaram mais três pessoas, provocando a morte de duas.

“A investigação preliminar revelou que um dos suspeitos […] pediu às vítimas os seus documentos de identidade antes de disparar”, revelou o porta-voz da polícia, Robert Netshiunda, citado pelo Notícias ao Minuto.

Segundo Netshiunda três dos suspeitos já foram identificados.

Entre janeiro e março, registaram-se cerca de 6.300 assassinatos e mais de 10.500 violações na África do Sul.

Todos os funcionários regionais ucranianos encarregados do recrutamento militar foram demitidos. O anúncio foi feito, esta sexta-feira, por Volodymyr Zelensky, como parte dos esforços da Ucrânia para reprimir a corrupção.

A medida anunciada esta sexta-feira enquadra-se nas reformas abrangentes solicitadas por instituições ocidentais, como a União Europeia, à qual o país espera aderir.

Durante o anúncio, o Presidente ucraniano afirmou que foram feitas, para o efeito, 112 investigações criminais na sequência de uma inspecção efectuada pelos organismos anticorrupção da Ucrânia, serviços de segurança e Ministério Público.

Zelensky prometeu punir os responsáveis pela corrupção e instou os outros a irem para a frente de combate se quiserem manter os seus postos e provar a sua dignidade.

No final de Julho, as autoridades ucranianas anunciaram a detenção de um antigo comissário do exército, cujas responsabilidades incluíam a mobilização, por suspeita de ter comprado uma vivenda por cerca de quatro milhões de euros em Espanha, durante a invasão russa à Ucrânia.

Em Janeiro, um caso relacionado com fornecimentos do exército levou a uma série de demissões em ministérios, regiões e no sistema judicial do país.

A luta contra a corrupção, um mal endémico na Ucrânia, é uma das condições impostas pela União Europeia para que Kiev continue a ser candidato à organização.

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