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O País – A verdade como notícia

A polícia angolana dispersou, em Luanda, uma marcha contra a subida do preço do combustível e fim da venda ambulante. A política usou gás lacrimogéneo contra os manifestantes.

Há relatos de pessoas feridas e outras detidas, além de várias outras que desmaiaram, devido ao gás lacrimogéneo

De acordo com a DW, carga policial aconteceu pouco depois de a marcha iniciar o seu trajecto em direcção à Mutamba, a cerca de 500 metros do local da concentração, junto ao cemitério de Santana.

A marcha, convocada por activistas e membros da sociedade civil angolana, teve início de forma fragmentada no Largo do Cemitério da Santa Ana, sendo que os manifestantes se fizeram à Avenida Deolinda Rodrigues, pouco depois das 12:30, meia hora antes do horário previsto.

O movimento das centenas de manifestantes surpreendeu os efectivos da polícia no local, facto que causou um rápido desdobramento após serem “engolidos” pela multidão.

Perante a velocidade dos manifestantes, que marchavam nas duas faixas da avenida, foi solicitada a intervenção da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), tendo esta montado uma barreira logo em cima do viaduto da Unidade Operativa.

A barreira montada pela PIR enfureceu os manifestantes que pretendiam transpor o viaduto, gritando “a polícia é do povo e não é do MPLA (partido no poder)”, enquanto uma outra ala da marcha circulava numa das faixas debaixo do viaduto sem impedimentos.

Os manifestantes “impossibilitados” de marcharem por cima do viaduto insistiram no itinerário e, em resposta, a polícia recorreu a granadas de gás lacrimogéneo, facto que causou pânico e, consequentemente, a dispersão da marcha, descreve a DW.

Durante quase meia hora, a polícia lançou gás lacrimogéneo contra os manifestantes que insistiam em circular pelo viaduto, mas também contra os que se refugiavam nas zonas circunvizinhas do bairro Popular, distrito do Rangel e mercado dos Congolenses.

O pânico tomou conta daquela zona, assistindo-se a pessoas desmaiadas, enquanto outras procuravam locais de refúgio e a polícia reforçava mais o seu efectivo, com viaturas e cães. O trânsito ficou interrompido.

A delegação africana liderada pelo presidente da África do Sul encontra-se, este sábado, com o Presidente Vladimir Putin, em São Petersburgo. Ontem, Cyril Ramaphosa reuniu-se com o Presidente Volodymyr Zelensky que rejeitou qualquer compromisso de paz com Moscovo.

Os líderes africanos chegaram este sábado a São Petersburgo, no noroeste da Rússia, para um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, anunciaram as autoridades locais, citadas pela imprensa internacional.

A delegação de sete dirigentes viajou para a Rússia depois de ter estado na Ucrânia, onde se reuniu com o Presidente Volodymyr Zelensky, para tentar ajudar a pôr fim à guerra entre os dois países europeus.

A presidência sul-africana disse que Putin deverá receber Ramaphosa antes do encontro com a delegação.

“O Presidente Ramaphosa chegou a São Petersburgo (…), onde deverá manter conversações com o líder russo, Vladimir Putin, antes de uma reunião com todos os mediadores africanos”, disse a presidência no Twitter, segundo o Notícias ao Minuto.

Além de Ramaphosa, integram a delegação os presidentes das Comores, Azali Assoumani (atual presidente da União Africana), do Senegal, Macky Sall, e da Zâmbia, Hakainde Hichilema.

O primeiro-ministro do Egito, Mostafa Madbouly, também integra a delegação, que inclui ainda enviados da República do Congo e do Uganda.

Putin participou no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, durante o qual anunciou, na sexta-feira, a transferência das primeiras armas nucleares táticas russas para a Bielorrússia.

O Presidente sul-africano chefia a missão de paz africana e viaja acompanhado de outros chefes de Estado da Zâmbia, Comores, Congo, Egito, Senegal e Uganda.

Os membros da delegação, entre eles o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, reuniram-se ontem com o chefe de Estado ucraniano, Volodimir Zelensky, e o farão hoje, em São Petersburgo, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O encontro visa discutir a iniciativa africana para a solução pacífica do conflito ucraniano.

Esta sexta-feira, Zelensky convidou os líderes africanos a participarem numa cimeira global de paz, mas frisou que aquilo que a Ucrânia quer é uma paz “real”, e não apenas um congelar do conflito.
Recebidos por Volodymyr Zelensky, os dirigentes africanos defenderam o fim da guerra através de negociações.

“É preciso haver uma desescalada de ambas as partes”, declarou Ramaphosa em entrevista de imprensa com Zelensky.

A proposta da delegação, no entanto, foi rejeitada.

O presidente da Ucrânia voltou a recusar conversações de paz e disse que não está disponível para quaisquer conversas de paz com Moscovo até que o exército russo se retire completamente do território ucraniano.

“Disse claramente várias vezes em nossa reunião que permitir qualquer negociação com a Rússia agora que o ocupante está em nossa terra é congelar a guerra, congelar a dor e o sofrimento. Depois de nos visitarem, os líderes africanos decidiram ir ao país que, nem de propósito, lançou hoje um ataque de misseis contra eles. Mas a decisão é deles. Que logica tem? Não entendo. Falamos sobre isso hoje, mas são líderes de Estados livres, por isso a escolha é deles, como a nossa de defendermos o nosso Estado, até repormos a integridade territorial”, disse Volodymyr Zelensky.

Segundo Zelensky, antes de invadir a Ucrânia, em Fevereiro de 2022, a “Rússia tentou por muito tempo enganar o mundo com [os acordos de paz de] Minsk”, que pretendiam solucionar o conflito com os separatistas apoiados por Moscovo no leste da Ucrânia.

“Está claro que a Rússia tenta de novo utilizar sua velha tática de enganação. Mas a Rússia não vai mais conseguir enganar o mundo”, prosseguiu. “Não vamos dar uma segunda oportunidade”, reiterou Zelensky.

Quarenta e uma pessoas, das quais 38 estudantes, morreram esta sexta-feira, após um ataque numa escola secundária Lhubiriha, na cidade fronteiriça de Mpondwe, no oeste de Uganda. As autoridades ugandesas atribuem a responsabilidades ao grupo terrorista “Forças Democráticas Aliadas”, com ligação ao Daesh, que há anos actuam a partir das suas bases no Congo Oriental.

O presidente da câmara de Mpondwe, Selevest Mapoze, citado pela RFI, afirmou que foram recuperados os corpos de 38 estudantes, um guarda e duas pessoas baleadas à entrada da escola.

A escola, mista e privada, situa-se no distrito ugandês de Kasese, a cerca de dois quilómetros da fronteira com o Congo.

“Um dormitório foi incendiado e um armazém de alimentos foi saqueado”, disse a polícia, num primeiro comunicado, que dava conta da recuperação de 25 corpos, transferidos para o Hospital de Bwera, e de oito pessoas em estado crítico, bem como da existência de raptados.

O comunicado avançava que as tropas ugandesas perseguiram os atacantes até ao Parque Nacional de Virunga, no Congo, “para resgatar os raptados”.

Trinta e quatro pessoas morreram nos últimos dois dias devido à onda de calor que afecta o Estado de Uttar pradesh, no norte da índia, disse uma fonte médica citada pelo Notícias ao Minuto.

Segundo um médico-chefe do distrito de Ballia, os mortos tinham todos mais de 60 anos e apresentavam problemas de saúde pré-existentes que podem ter sido agravados pelo calor intenso. Os médicos apelam que os residentes com mais de 60 anos permaneçam em casa durante o dia.

As mortes ocorreram no distrito de Ballia, cerca de 300 quilómetros a sudeste de Lucknow, a capital do estado de Uttar Pradesh, tendo 23 mortes sido registadas na quinta-feira e 11 na sexta, disse o médico.

“Todos os indivíduos estavam a sofrer de algumas doenças e as suas condições pioraram devido ao calor extremo”, afirmou, precisando que a maioria das mortes foi causada por ataque cardíaco, derrame cerebral e diarreia.

Segundo o Departamento Meteorológico da Índia, Ballia registou uma temperatura máxima de 42,2 graus Celsius na sexta-feira, ou seja, 4,7 graus acima do normal.

O calor provocou cortes de energia em todo o Estado, deixando as pessoas sem água canalizada, ventoinhas ou aparelhos de ar condicionado, o que deu origem a protestos.

Encerrou, esta quinta-feira, a 16ª e última base Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) em Vunduzi, no distrito da Gorongoza, província de Sofala, mais de 30 anos depois do fim da guerra civil.

Esta sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, felicitou Moçambique pelo encerramento da última base RENAMO, que considerou ser uma prova de que é possível escolher a paz. O líder das Nações Unidas prometeu o total apoio da organização ao processo de paz.

“Felicito Moçambique e o seu povo pelo encerramento da última base da Renamo. Este marco importante serve para lembrar que é sempre possível escolher a paz. Comprometo-me a dar todo o apoio da ONU ao processo de paz”, escreveu Guterres na rede social Twiter.

O encerramento da 16.ª base da Renamo está em linha com o Acordo de Maputo para a Paz e Reconciliação Nacional, assinado em Agosto de 2019.

A cerimónia representou o fim do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração de 5.221 guerrilheiros que permaneciam nas bases em zonas remotas e que começaram a entregar as armas há quatro anos, no âmbito do acordo de paz.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, que orientaram o fim da fase de desarmamento e desmobilização.

Intervindo na ocasião, Filipe Nyusi disse que o fim do DDR é uma etapa fundamental para o desenvolvimento do país.

“Podemos afirmar com segurança que o encerramento desta base demonstra determinação inabalável do meu Governo e da Renamo em não mais voltar às hostilidades militares e consolidar a paz duradoura em Moçambique”, disse o Presidente da República.

Para Ossufo Momade, a paz significa a convivência social pacífica entre todos os moçambicanos.

“A paz pressupõe o bem-estar das famílias, convivência pacífica e respeito pelos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. Portanto, não há paz quando o ódio, a perseguição, a intolerância e a exclusão social continuam a ser motivos de discórdia no país”, frisou Momade.

O líder da Renamo recordou que o encerramento deste processo foi possível dentro de um ambiente de intolerância política e que avançar para as próximas eleições autárquicas na base do recém-terminado recenseamento eleitoral é beliscar a paz.

 

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, já se encontra na Ucrânia para uma missão de paz entre Moscovo e Kiev.

Ramaphosa, segundo a imprensa internacional, chegou esta sexta-feira à Ucrânia liderando uma missão de chefes de Estado africanos que se vai reunir com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deslocando-se depois à Rússia. O objectivo é tentar encontrar uma solução pacífica para o conflito devastador entre os dois países.

Cyril Ramaphosa chegou à estação de caminho-de-ferro de Nemishaeve, na Ucrânia, e foi recebido pelo representante especial da Ucrânia para África e Médio Oriente, o embaixador Maskim Subj, e pelo embaixador da África do Sul na Ucrânia, Andre Groenwald, anunciou a presidência sul-africana.

Segundo o Observador, numa mensagem publicada hoje na rede social Twitter, a mesma fonte divulgou imagens do chefe de Estado Cyril Ramaphosa à chegada à estação de comboios da localidade ucraniana de Nemishaeve, situada perto de Butcha, nos arredores de Kiev, onde as forças russas cometeram crimes de guerra nos primeiros meses da invasão iniciada em fevereiro de 2022.

De acordo com a presidência sul-africana, Ramaphosa é acompanhado pelos líderes da Zâmbia, Comores, Congo, Egito, Senegal e Uganda.

O chefe de Estado da África do Sul disse antes de chegar à Ucrânia que “a Missão de Paz oferece uma perspetiva africana e pede um processo de paz que ponha fim às hostilidades”.

Ramaphosa mostrou satisfação pela disponibilidade demonstrada pelos chefes de Estado da Ucrânia e da Rússia para receber os líderes africanos.

A iniciativa de paz africana é promovida pelos chefes de Estado da África do Sul, Zâmbia, Senegal, República do Congo, Uganda e Egito, com o apoio do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

O naufrágio de migrantes na costa grega pode ter provocado a morte a 600 pessoas. Apenas foram resgatados com vida 110 homens. Há relatos de que dezenas de mulheres e cerca de 100 crianças viajavam no interior da embarcação.

As buscas por sobreviventes continuam ao largo da costa Sul da Grécia após um dos maiores naufrágios de sempre no Mar Mediterrâneo. O número de mortos mantém-se, para já, 79, mas o de desaparecidos pode ascender aos 500. Até aqui, nenhuma mulher, nem crianças foram resgatadas.

Esta quinta-feira as autoridades gregas detiveram 12 homens acusados de tráfico de pessoas e ligação ao naufrágio. Calcula-se que viajassem nesta embarcação, de 20 a 30 metros de comprimento, entre 400 a 750 pessoas, 210 delas crianças. Admite-se que poderão ter morrido mais de 600 migrantes.

Segundo a imprensa grega, todos os detidos foram identificados como cidadãos egípcios por vários dos pouco mais de 100 migrantes resgatados e que pagaram, cada um, 4.000 a 6.000 dólares, entre 200 mil meticais e 600 mil pela viagem, iniciada na Líbia e com destino a Itália.

Alguns dos sobreviventes relatam que o barco começou a afundar quando a guarda costeira grega tentou rebocar o navio, virando-o, o que terá causado pânico a bordo. Este acontecimento trágico levou a Grécia a declarar 3 dias de luto nacional.

Subiu para 318 o número de corpos encontrados em terras pertencentes ao líder de uma seita religiosa no Quénia, que defendia o jejum extremo para encontrar Jesus Cristo.
Os dados são da polícia queniana que confirmou a descoberta de mais 15 corpos de ex-crentes da seita religiosa, esta quarta-feira. Por outro lado, foram resgatadas com vida 95 pessoas, enquanto o número de pessoas dadas como desaparecidas é agora de 613.

A polícia queniana acrescentou que foi detido um novo suspeito, elevando para 36 o número de pessoas presas no âmbito do “massacre”.
As primeiras investigações da polícia começaram em Abril deste ano, depois que o pastor da igreja, um antigo taxista, criou o que chamou de Igreja Internacional das Boas Notícias, se entregou às autoridades.

O Quénia, um país com cerca de 50 milhões de habitantes, tem mais de 4.000 igrejas, de acordo com os números oficiais.

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