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O País – A verdade como notícia

Os combatentes do grupo de mercenários russo Wagner estão a retirar-se da região russa de Voronezh, palco da marcha abortada a caminho de Moscovo. O anúncio foi feito na manhã de hoje, pelo governador daquela cidade.

“As unidades do grupo paramilitar Wagner estão a concluir a sua retirada do território da região de Voronezh”, escreveu o governador Alexander Gusev no Telegram, garantindo que tudo está a correr normalmente, sem incidentes.

Ao início da tarde de sábado, o governador daquela região russa tinha anunciado medidas de combate face ao avanço da Wagner, após este grupo paramilitar ter reivindicado, na sexta-feira, a ocupação de Rostov, cidade-chave no sul da Rússia para a guerra na Ucrânia, seguindo caminho para norte, através de Voronezh, em direção a Moscovo, escreve o Notícias ao Minuto.

Ao final da tarde de sábado, o chefe do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, acabou, contudo, por suspender as movimentações da rebelião contra o comando militar russo, depois de ter negociado um acordo com o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, qualificou de rebelião a acção do grupo, afirmando tratar-se de uma “ameaça mortal” ao Estado russo e uma traição, garantindo que não vai deixar acontecer uma guerra civil.

Antes, o chefe do grupo paramilitar acusou o Exército russo de atacar acampamentos dos seus mercenários, causando um número muito grande de vítimas, acusações que expõem profundas tensões dentro das forças de Moscovo em relação à ofensiva na Ucrânia.

De ex-condenado a grande empresário com fortes influências no governo russo. É assim que se tem contado a história de Yevgeny Prigozhin, homem que é acusado de traição, pelo presidente russo, Vladmir Putin.

Yevgeny Prigozhin é o líder do grupo de mercenários Wagner, baseado em São Petersburgo, na Rússia, e que tem combatido contra a Ucrânia na guerra que se arrasta desde 24 de Fevereiro de 2022.

Nascido há 62 anos em São Petersburgo, Prigozhin começou por ser um empresário criminoso, tendo passado 10 anos na prisão na década de 1990. Quando saiu começou a vender sandes, actividade através da qual conseguiu mais tarde abrir um restaurante.

Já empresário na área de restauração, Prigozhin começou a criar fortes relações com altas individualidades russas, incluindo Vladmir Putin.

Através da sua empresa Concord, Prigozhin foi ganhando contratos públicos de ‘catering’ para fornecimento de comida a escolas e militares em Moscovo, acabando por conquistar o apelido de “chef de Putin”.

Embora nunca tenha assumido publicamente Putin nas suas iniciativas ilegais, Yevgeny Prigozhin decidiu servir o Estado russo através de uma outra faceta, quando criou a famosa fábrica de ‘trolls’, ou seja,  violação deliberada das regras implícitas de convivência social da internet) de São Petersburgo, que os EUA acusaram de interferir nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016.

Como resultado, os EUA sancionaram Prigozhin e três das suas empresas, incluindo a Concord Management e a Concord Catering, por influenciarem processos políticos no país.

Com a eclosão da guerra na Ucrânia, em Fevereiro do ano passado, o empresário decidiu voltar a centrar-se no seu grupo de mercenários Wagner, criado em 2013.

De lá a esta parte, o grupo luta do lado russo contra a Ucrânia. Entretanto, as relações entre Wagner e Moscovo foram beliscadas com o suposto atentado aos acampamentos da organização e o descrédito que tem vindo a merecer pela parte russa.

Além da Ucrânia, o Grupo Wagner está presente em vários países do mundo como Sudão, República Centro-Africana, Líbia e Mali.

O grupo wagner proclamou uma rebelião contra o comando russo na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, como resposta a um suposto ataque orquestrado pelas forças russas contra os mercenários. Vladmir Putin diz que rebelião é um acto de traição e o responsável será penalizado.

A guerra na Ucrânia ganhou mais um episódio, este sábado, após o líder de um grupo de mercenários ligados ao governo russo apelar a uma rebelião contra o comando militar de Moscovo.

As relações entre o grupo Wagner e o governo russo estremeceram após um suposto ataque da Rússia contra acampamentos do grupo, que teria matado diversos integrantes da organização, o que fez com que Prigozhi prometesse uma retaliação.

O líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhi, anunciou que que controla as instalações militares e o aeródromo de Rostov, uma cidade-chave para o ataque da Rússia à Ucrânia.

De acordo com a imprensa internacional, o líder do grupo paramilitar Wagner disse ter 25.000 soldados às suas ordens e prontos para morrer, instando os russos a juntarem-se a estes numa “marcha pela justiça”.

O grupo paramilitar avança ainda que a Rússia tem perdido vários militares nas frentes de combate, que chegam a atingir mil por dia, informação que Moscovo tem ocultado.

O presidente russo, Vladmir Putin, considerou o acto como uma facada nas costas e um golpe para a Rússia e prometeu punir os responsáveis com acções duras.

Os casos de diabetes no mundo podem chegar a 1300 milhões em 2050, mais do dobro do que em 2021, caso não sejam planeadas estratégias eficazes, alertam novos estudos sobre a doença publicados pelo The Lancet e The Lancet Diabetes and Endocrinology.

Em 2021, existiam 529 milhões de pessoas com diabetes e a diabetes tipo 2 representava 90% de toda a prevalência desta doença, que se prevê que seja também responsável pelo possível aumento de casos, até 1300 milhões, em 2050.

Segundo a revista científica The Lancet, citada pelo Noticias ao Minuto, “o racismo estrutural sofrido por grupos étnicos minoritários e a desigualdade geográfica experimentada por países de baixo e médio rendimento estão a acelerar o aumento das taxas de diabetes, doenças e mortes em todo o mundo”.

As taxas de diabetes entre grupos étnicos minoritários em países de alta rendimento, como os Estados Unidos, são 1,5 vezes mais altas do que em brancos. Além disso, as taxas de mortalidade por esta doença em países de baixo e médio rendimento são o dobro do que nos países de alto rendimento.

Os estudos revelam ainda que a pandemia de COVID-19 também ampliou a desigualdade na diabetes, sendo que pessoas com diabetes são 50% mais propensas a desenvolver uma infecção grave e duas vezes mais propensas a morrer, especialmente se pertencerem a grupos étnicos minoritários.

As estimativas indicam que mais de três quartos dos adultos com diabetes viverão em países de baixo e médio rendimento até 2045, dos quais menos de 1 em cada 10 receberá cuidados abrangentes baseados em diretrizes.

Atualmente, a taxa de prevalência global é de 6,1%, tornando a diabetes uma das 10 principais causas de morte e incapacidade.

Por região, a taxa mais alta é de 9,3% no norte da África e Médio Oriente, e deve subir para 16,8% em 2050, enquanto na América Latina e Caraíbas estima-se que crescerá para 11,3%.

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, enfrenta hoje o seu primeiro julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o pode tornar inelegível para os próximos oitos anos, num caso em que é acusado de abuso de poder político.

Na acção argumenta-se que Jair Bolsonaro cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante uma reunião que o então chefe de Estado brasileiro organizou, em plena campanha eleitoral, com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, casa oficial do Presidente em Brasília, no dia 18 de Julho de 2022.

Nesta reunião, segundo a RTP, Jair Bolsonaro lançou vários ataques infundados sobre a fiabilidade do processo eleitoral e, mais precisamente das urnas electrónicas, utilizadas desde 1996 e validadas por vários organismos internacionais, e as mesmas que o elegeram para vários mandatos enquanto deputado federal e para Presidente.

O julgamento começa às 09h00 (hora local) e sete juízes vão decidir pela manutenção dos direitos políticos, inelegibilidade, ou adiar a decisão.

O julgamento do ex-Presidente dos EUA, Donald Trump, no caso dos documentos confidenciais retirados da Casa Branca, terá início no dia a partir de 14 de Agosto, em Miami, no estado da Florida.

Através de um despacho assinado esta terça-feira, a juíza principal do processo, Aileen Cannon, determinou que o prazo para a realização do julgamento seja de duas semanas a partir de 14 de Agosto, acrescentando que, se por qualquer motivo os trabalhos forem adiados, deve acontecer logo que possível.

Segundo a imprensa internacional, o prazo para a defesa e para os procuradores apresentarem requerimentos relativos ao julgamento termina no próximo dia 24 de julho e uma audiência será realizada no dia 08 de agosto para tratar de todas as questões de calendário.

O procurador especial Jack Smith, encarregado da investigação, prometeu que o julgamento contra Trump e contra o seu assessor Walt Nauta, acusado de ser cúmplice do ex-Presidente, será rápido e respeitará “o interesse público e os direitos dos réus”.

Este mês, Trump foi acusado nos tribunais de Miami de 37 crimes federais por deter ilegalmente documentos oficiais após deixar a presidência dos Estados Unidos.

Cinquenta e três migrantes, incluindo um menor, foram resgatados pelo navio de busca espanhol Guardamar Polimnia, quando estavam a navegar num barco de borracha ao largo de Lanzarote, nas Ilhas Canárias.

Segundo avança a imprensa internacional, o navio teria sido avistado por uma embarcação comercial. No barco de borracha, onde eram transportados os migrantes estavam 42 homens, 10 mulheres e um menor.

A tripulação do Guardamar Polimnia procedeu ao resgate dos migrantes e desembarcou-os no cais de La Cebolla, na capital de Lanzarote, Arrecife.

O antigo Presidente do Brasil Jair Bolsonaro pediu este domingo desculpa por ter afirmado, de forma errada, que as vacinas com mensageiro RNA (mRNA) contra a COVID-19 continham grafeno, indicando que se acumula “nos testículos e ovários”.

“Como é do conhecimento geral, estou entusiasmado com o potencial de trabalho do óxido de grafeno e, inadvertidamente, associei a substância à vacina, facto que foi desmentido em agosto de 2021. Mais uma vez arrependo-me do que disse e peço desculpas”, disse o ex-presidente no Twitter, citado pela imprensa internacional.

Na sua intervenção, Bolsonaro disse, segundo o Observador, que a bula das vacinas desenvolvidas com tecnologia mRNA tinha uma referência a grafeno. “A vacina tem dióxido de grafeno, tá? Onde ele se acumula? Nos testículos e ovários”, afirmou, exclamando: “Eu li a bula”.

O pedido de desculpas de Bolsonaro acontece nas vésperas do início de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político através da disseminação de notícias falsas sobre as eleições, o que poderia, em última análise, desqualificá-lo de concorrer às próximas presidenciais.

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