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O País – A verdade como notícia

Os chefes militares da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental asseguram que se as opções pacíficas fracassarem, optarão por uma intervenção militar contra a junta militar no poder no Níger.

A CEDEAO avisa que se todas as opções políticas fracassarem, irá optar por uma solução militar, que será cirúrgica e de curta duração.

Apesar da decisão, a CEDEAO continua a privilegiar o caminho do diálogo. Segundo o comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança do bloco, Abdel-Fatau Musah, todos os países, excepto os que estão sob domínio militar, Burkina Faso, Mali e Guiné-Conacri estão determinados a participar numa eventual intervenção militar.

O comissário transmitiu esta mensagem à margem da reunião de dois dias dos chefes de Estado-Maior dos países da CEDEAO, que teve início este sábado, em Acra, capital do Gana.

Esta é a segunda reunião do género em que os chefes militares do bloco regional continuam a discutir e a elaborar um plano para o eventual recurso à força para resolver a crise no Níger, na sequência do golpe de Estado de 26 de Julho.

Mais de 2.400 pessoas morreram desde o início do ano com o aumento da violência protagonizada por grupos armados no Haiti. Os dados são da Organização das Nações Unidas, que avançam que nos últimos meses, registou-se um aumento dos movimentos de justiça popular e dos grupos de auto-defesa, em resposta à violência de gangues e insegurança generalizada que persiste no país.

Cerca de 80 por cento da capital haitiana, Port-au-Prince, é controlada por bandos armados. A criminalidade é uma constante. O país vive mergulhado há vários anos numa crise económica, política e de segurança, que levou ao reforço do domínio dos bandos.

Desde o início da semana que os ataques constantes contra os habitantes de um bairro de Port-au-Prince fizeram 30 mortos, entre os quais dois polícias, e mais de uma dezena de feridos. Pelo menos quatro pessoas estão desaparecidas, de acordo com um balanço provisório de uma organização de defesa dos Direitos Humanos.

Taipé detetou hoje a presença de 42 aviões militares chineses nas imediações da ilha, horas após a China ter anunciado o arranque de exercícios militares marítimos e aéreos em torno de Taiwan.

O Ministério da Defesa taiwanês disse que entre os aviões detetados estavam caças J-10 e J-11, sendo que 26 das 42 aeronaves atravessaram a linha mediana que separa a ilha da China continental.

As autoridades de Taiwan responderam com o destacamento de aviões e navios e com a ativação de sistemas de mísseis terrestres, indicou o comunicado.

Horas antes, o exército da China tinha anunciado o arranque de exercícios militares marítimos e aéreos em torno de Taiwan, num “sério aviso” aos “grupos separatistas” da ilha e às “forças externas” que os apoiam.

Em reação, o Ministério da Defesa de Taipé disse num comunicado que “condena veementemente este comportamento irracional e provocativo e enviará as forças adequadas em resposta (…) a fim de defender a liberdade, a democracia e a soberania de Taiwan”.

O Supremo Tribunal Federal brasileiro autorizou a polícia a levantar o sigilo bancário e fiscal do ex-presidente Jair Bolsonaro na investigação à apropriação e venda de jóias recebidas durante o seu mandato.

A decisão foi tomada na quinta-feira à noite pelo magistrado Alexandre de Moraes e é extensiva à mulher do ex-presidente, Michelle Bolsonaro.

As autoridades brasileiras estão a tentar desvendar uma trama em torno de uma série de jóias e objectos de grande valor que o chefe de Estado brasileiro, quando ainda estava no poder, recebeu durante as suas viagens ao estrangeiro como presentes e que legalmente tinha de entregar aos cofres do Estado quando deixou o cargo.

No entanto, de acordo com as investigações, Bolsonaro manteve vários desses presentes de luxo e, através de intermediários, vendeu parte deles nos Estados Unidos, embora alguns dos seus colaboradores os tenham comprado de volta mais tarde quando o Estado exigiu a sua devolução.

A decisão do juiz surge em resposta a um pedido da Polícia Federal, que quer investigar as contas de Bolsonaro e da sua mulher em busca de transacções suspeitas e, em última análise, saber se o dinheiro obtido com a venda destas jóias chegou ao ex-chefe de Estado, que nega qualquer tipo de irregularidade.

Pascale Ferrier, a mulher canadiana que enviou uma carta com ricina a Donald Trump, em 2020, foi condenada a 262 meses (praticamente 22 anos) de prisão efectiva.

O caso remonta a 2020, quando Trump ainda era presidente dos Estados Unidos. A carta acabaria, no entanto, interceptada antes de chegar à Casa Branca, escreve o Notícias ao minuto, que cita a BBC.

A mulher declarou-se culpada em Janeiro deste ano.

“Quero encontrar meios pacíficos para atingir os meus objectivos”, disse, lamentando “não ter conseguido parar Trump”.

Na carta, em que a canadiana tentava dissuadir o então presidente dos EUA de se recandidatar ao lugar, dizia: “Encontrei um novo nome para si: ‘O Palhaço Tirano e Feio’.”

A Missão das Nações Unidas no Mali (Minusma) concluiu ontem a retirada de duas bases militares na região de Timbuktu, norte do país, no âmbito das tensões entre a antiga rebelião tuaregue e a junta militar no poder, escreve o Notícias ao minuto.

“A devolução formal das bases ao Estado do Mali simboliza o fim da presença da Minusma nas áreas em questão e das responsabilidades que lhe cabiam até agora”, adiantou a missão das Nações Unidas, tendo justificado a saída com a deterioração da segurança na região.

A missão esclareceu ainda que cerca de 200 militares do Burquina Faso ocupavam a base de Ber, enquanto uma companhia da Costa do Marfim e uma unidade policial de 140 efectivos do Bangladesh estavam em Goundam.

A Minusma espera ainda deixar a base de Ménaka, no final do mês, numa operação que vai assinalar o fim da primeira fase de retirada, no âmbito da decisão de pôr fim imediato à missão destacada desde 2013, aprovada no final de Junho pelo Conselho de Segurança da ONU, a pedido da junta militar que assumiu o poder pela força, no âmbito de um golpe de estado em 2020.

As Nações Unidas pediram, esta quinta-feira, a suspensão das sanções e do encerramento das fronteiras no Níger. De acordo como organismo, a crise política pode agravar a insegurança alimentar no país e causar uma catástrofe.

Mesmo antes do golpe de Estado, mais de três milhões de pessoas no Níger já sofriam de insegurança alimentar aguda. Entretanto, o cenário pode piorar com as sanções impostas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, e pelo ocidente, de acordo com as Nações Unidas.

Por sua vez, o programa Mundial para alimentação garantiu ao Níger que continuará a prestar ajuda, apesar da actual crise política.

A agência afirmou que, na primeira semana de Agosto, tinha fornecido alimentos a 140.000 pessoas no país e tratamento vital para a desnutrição a 74.000 crianças.

Contudo, o PMA também alertou para o facto de as sanções regionais e o encerramento das fronteiras estarem a afectar grandemente o fornecimento de alimentos e medicamentos ao Níger.

O chefe da Guarda Presidencial do Níger anunciou, no dia 26 de Julho, a deposição de Mohamed Bazoum por via de golpe de Estado e o encerramento das fronteiras terrestres, num contexto em que o país africano vem vivendo uma profunda crise económica e de segurança no país.

O Níger é o quarto país da África Ocidental a ser liderado por uma junta militar, depois do Mali, da Guiné-Conacri e do Burkina Faso, que também tiveram golpes de Estado entre 2020 e 2022.

Já são 110 pessoas mortas devido aos incêndios florestais que atacam a ilha de Maui, no Havai. Estes são os dados actualizados, esta quarta-feira, numa conferência de empresa pelo governador do arquipélago.

Na ocasião, Josh Green admitiu que, uma semana após a tragédia, o balanço ainda pode aumentar consideravelmente, numa altura em que centenas de pessoas continuam desaparecidas.

“Isto deixa-nos de coração partido”, acrescentou o governador, citado pelo Notícias ao minuto.

Josh Green referiu que as equipas de resgate só terminaram as operações de busca de corpos em cerca de 38% da área afectada em Lahaina, a capital histórica da ilha de Maui.

“Esta é uma operação de busca muito difícil”, disse a líder da FEMA, o órgão federal responsável pela resposta a desastres naturais nos Estados Unidos, Deanne Criswell.

As autoridades do Havai têm vindo a apelar a que os familiares dos desaparecidos façam um teste de DNA para ajudar a identificar os corpos. Apenas cinco dos 110 mortos já foram identificados.

Uma morgue móvel enviada pelas autoridades federais chegou ao Havai na terça-feira, com uma equipa de médicos legistas, patologistas e técnicos, para ajudar as autoridades a identificar os restos mortais.

Vinte e cinco pessoas morreram num deslizamento de terras numa mina de jade no norte de Myanmar, com as equipas de resgate à procura de uma dezena de desaparecidos, noticiou ontem a imprensa local, citada pelo Notícias ao Minuto.

De acordo com as primeiras informações, um enorme muro de areia e pedra com cerca de 300 metros de altura e 76 metros de largura ruiu, avançou o The Global New Light of Myanmar.

Dez equipas de socorro estão envolvidas na operação para tentar localizar e recuperar os corpos presos sob a lama, numa zona montanhosa remota do estado de Kachin, no norte do país.

As minas de jade são um íman para milhares de birmaneses pobres de todo o país, mas na maioria dos casos o rendimento é pequeno e os riscos elevados.

Myanmar é o maior produtor mundial de jadeíte, uma variedade de jade extraída principalmente nas montanhas Kachin e particularmente procurada na vizinha China, para onde vai a maior parte das exportações.

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