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O País – A verdade como notícia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu ao secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, mais sistemas de defesa aérea para fazer face aos ataques russos às infra-estruturas energéticas do país previstas para o inverno.

Zelensky fez o pedido, esta quinta-feira, durante a visita feira por Stoltenberg à Ucrânia. 

O presidente ucraniano avançou, de acordo com a imprensa internacional, que entre aos assuntos discutidos durante a visita consta os ataques russos a infraestruturas críticas na Ucrânia e a possibilidade de os países membros fornecerem sistemas de defesa aérea adicionais.

O líder ucraniano disse, igualmente, que o chefe da NATO concordou em juntar-se aos esforços da Ucrânia para mobilizar os Estados membros da NATO para o envio de sistemas de defesa aérea adicionais.

“Temos de atravessar este inverno juntos, para proteger as nossas infraestruturas energéticas e a vida dos nossos concidadãos”, disse Zelensky.

A escalada de Volodymyr Zelensky à Ucrânia acontece  numa altura em que as forças ucranianas têm em curso uma ofensiva contra as tropas russas no sul e no leste da Ucrânia.

 

Decorreu ontem o segundo debate do partido republicano, onde se pretende escolher um candidato para disputar a presidência dos Estados Unidos em 2024 com o democrata Joe Biden. O até então favorito das sondagens, o ex-presidente Donald Trump, não participou das discussões.

Joe Biden, o actual presidente dos Estados Unidos e Donald Trump, o seu antecessor foram alvos de críticas, no segundo debate  das  eleições primárias no Partido Republicano.

É a segunda vez que  Trump não participa do debate e foi acusado de ter medo de defender o seu histórico.

Enquanto decorria o debate, Donald Trump estava no estado de Michigan a prestar apoio aos trabalhadores da indústria automóvel que estão em greve há mais de 10 dias, exigindo aumentos salariais, uma  agenda que  já tinha sido executada por Joe Biden, esta terça-feira, o que gerou mais críticas a Trump.

Já Biden foi criticado em diversas ocasiões e por vários motivos, desde a protecção das fronteiras até à sua política económica. Emprego e ajuda à Ucrânia foram também  temas sonantes nas discussões.

No total, sete pré-candidatos do Partido Republicano enfrentaram-se na noite desta quarta-feira na Biblioteca Presidencial Ronald Reagan, na Califórnia, disputando o título de candidato.

Apesar dos constantes escândalos e processos criminais, Trump segue como favorito do partido Republicano nas sondagens, para enfrentar Biden, do partido Democrata, nas eleições presidenciais de 2024.

Presidente da França reafirmou, ontem, apoio ao Presidente deposto do Níger, Mohamed Bazoum. Emmanuel Macron manifestou a determinação da França em trabalhar com os países vizinhos para devolver Bazoum ao poder.

O Presidente francês Emmanuel Macron manteve, esta quarta-feira, uma conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo deposto, Hassoumi Massaoudou, a quem garantiu que a França continua a trabalhar com os países vizinhos e a comunidade internacional para tentar devolver Mohamed Bazoum ao poder.

De acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, citado pelo Notícias ao Minuto, Emmanuel Macron manifestou “a determinação da França em prosseguir os seus esforços junto dos chefes de Estado da CEDEAO e dos seus parceiros europeus e internacionais para o regresso à ordem constitucional no Níger”.

Segundo a nota, o chefe de Estado francês procurou inteirar-se ainda sobre a situação de Bazoum, mantido refém há dois meses pelos golpistas, a situação no Níger e a deterioração da luta contra o terrorismo no Sahel.

Também esta quarta-feira chegou a Paris o embaixador francês em Niamey, após várias semanas de interrogatório entre Paris e a junta golpista que governa o país africano e que sofreu a expulsão do diplomata pelos golpistas.

Pelo menos 114 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas esta quarta-feira num incêndio que deflagrou numa festa de casamento em Hamdaniyah, uma pequena cidade no norte do Iraque, anunciaram as autoridades sanitárias, citadas pela imprensa internacional.

Segundo a CNN, que cita a agência de notícias oficial iraquiana INA, tudo indica que os noivos estarão entre as vítimas.Num comunicado enviado à imprensa, a Proteção Civil iraquiana disse ter sido “usado fogo de artifício, durante o casamento, o que causou um incêndio no local”.

O Ministério da Saúde do Iraque afirmou que “a situação está sob controlo” e que está a utilizar “todas as suas capacidades” para cuidar dos feridos.

“Todos os esforços estão a ser feitos para prestar socorro às pessoas afetadas pelo acidente”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde do Iraque, Saif al-Badr, citado pelo Observador.

O fogo levou à “queda de partes do teto”, devido à utilização de materiais de construção altamente inflamáveis e que violam as normas de segurança”, le-se na nota de imprensa.

No principal hospital de Hamdaniyah, uma cidade predominantemente cristã, a leste de Mossul e a cerca de 335 quilómetros a noroeste de Bagdade, encontravam-se dezenas de pessoas, entre familiares de vítimas e moradores, para doar sangue.

O governador da província de Nínive, Najim al-Juburi, disse que alguns dos feridos foram transferidos para hospitais regionais e alertou que o número de mortos e feridos ainda pode aumentar.

Na divulgação de um primeiro balanço, que apontava para 100 mortes e mais de 150 feridos, Najim al-Juburi tinha dito que alguns dos feridos foram transferidos para hospitais regionais e alertado que o número de mortos ainda poderia aumentar.

O primeiro-ministro do Iraque, Mohamed Shia al-Sudani, ordenou a mobilização de todos os recursos para ajudar as pessoas afectadas.

No Iraque, as normas de segurança são pouco respeitadas, quer no sector da construção quer no setor dos transportes. O país, com as suas infraestruturas em mau estado após décadas de conflito, é regularmente palco de incêndios ou acidentes domésticos fatais.

A Lusa noticiou que o incêndio foi o mais recente desastre a atingir a minoria cristã do Iraque, que ao longo das últimas duas décadas tem sido alvo de violência por parte de fundamentalistas, primeiro da Al-Qaida e depois do grupo militante Estado Islâmico.

Embora as planícies de Nínive, a pátria histórica dos cristãos do Iraque, tenham sido recuperadas ao grupo Estado Islâmico há seis anos, algumas cidades ainda estão maioritariamente em escombros e carecem de serviços básicos.

Muitos cristãos partiram para a Europa, Austrália ou Estados Unidos. O número de cristãos no Iraque é atualmente estimado em 150 mil, em comparação com 1,5 milhões em 2003. A população total do país é superior a 40 milhões.

A tempestade que se fez sentir na vizinha África do  Sul, no fim-de-semana, causou a destruição de infra-estruturas, deslizamento de terra e encerramento  de várias estradas da cidade de Western Cape.

Em consequência das fortes chuvas que caíram em Western Cape, criando inundações, o que fez com que várias famílias fossem evacuadas para zonas mais seguras.

De acordo com a News24, as pessoas tiveram que ser evacuadas em diferentes áreas por causa das fortes inundações, incluindo seis crianças presas em três casas em Strand.

Uma ponte baixa que leva à pequena cidade de Suurbraak foi inundada, deixando moradores e visitantes sem possibilidade de entrar.

Mais de 56 mil casas em 2.930 localidades no sul de Marrocos foram afectadas pelo terramoto sentido, que causou quase três mil mortes, segundo um relatório do Ministério das Finanças marroquino, citado pela imprensa internacional.

O documento apresentado no sábado, indica que 32% desses imóveis ficaram totalmente destruídos e que o governo vai prestar um apoio às famílias afectadas no valor de 2.760 euros, ao longo de 12 meses.

O relatório acrescenta que as famílias afectadas vão receber, antes do fim de Setembro, uma indemnização de 12.900 euros para a reconstrução das casas que desabaram por completo e 7.360 euros para restaurarem habitações com danos parciais.

O sismo com magnitude entre 6,8 e 7 na escala de Richter causou quase três mil mortes e ainda 5.500 feridos, nas províncias de Marraquexe, Al Haouz, Chichaoua, Taroudant, Ouarzazate e Azilal.

Os estragos atingiram 35% das localidades contabilizadas nessas províncias, administradas por 163 municípios urbanos e rurais, informa ainda o relatório.

Marrocos atribuiu um orçamento de cerca de 11 milhões de euros para reconstruir infraestruturas nos territórios afectados e concretizar um novo plano de desenvolvimento socioeconómico naquela região do país do norte de África.

Pelo menos seis pessoas morreram e 13 continuam desaparecidas em Guatemala, depois de um rio ter arrastado seis bairros de lata na capital após fortes chuvas, anunciaram esta segunda-feira as autoridades de protecção civil.

Segundo o secretário-adjunto da Coordenação Nacional para a Redução de Desastres, Walter Monroy, citado pelo Notícias ao Minuto, a inundação do rio arrastou as casas do bairro Dios Es Fiel, situado sob a ponte El Naranjo.

A subida repentina do nível da água resultou num reservatório de água que se formou na sequência de um deslizamento de terras a montante.

Centenas de equipas de salvação estão a participar nas buscas, que foram suspensas na segunda-feira devido à chuva e serão retomadas hoje, de acordo com o porta-voz dos bombeiros voluntários, Bayron Morales.

Apesar de ilegais, centenas de habitações improvisadas foram construídas nas margens do rio Naranjo, que recebe grande parte das águas residuais da capital.

Milhares de pessoas na Guatemala, onde 59% da população de 17,7 milhões de habitantes vive na pobreza, foram obrigadas a construir casas em zonas de risco, devido à falta de habitação.

De acordo com a Câmara Guatemalteca da Construção e a Associação Nacional de Construtores de Habitações, o país sofre de uma escassez de cerca de dois milhões de casas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre o aumento do surto de cólera no mundo desde o ano passado e sobre a necessidade de controlar os episódios que afetam, até agora, 24 países, escreve o Notícias ao Minuto.

A entidade informou que, no ano passado, o número de casos notificados dobrou em relação a 2021. Em 2022, 44 países tiveram registos, um aumento de 25% nas localidades com episódios em relação ao ano anterior.

Países como o Afeganistão, Camarões, República Democrática do Congo (RDCongo), Malawi, Nigéria, Somália e Síria registaram, cada um, mais de 10.000 casos suspeitos e confirmados, representando um aumento tanto nos surtos como na sua dimensão.

A doença é uma infecção intestinal que se espalha através de água e alimentos contaminados com fezes e está intimamente relacionada com o subdesenvolvimento devido à falta de água potável e de instalações sanitárias, condições que são agravadas por eventos climáticos extremos, como inundações, secas ou ciclones.

Segundo a OMS, o crescimento de surtos está ligado ainda a eventos climáticos extremos, como secas, inundações e ciclones. Para este ano, os dados preliminares indicam que a doença continua a avançar com surtos ativos em 24 países.

No ano passado, foram registados 472.697 casos nos continentes africano, asiático e europeu, neste último, os episódios foram importados. Houve registos também na Oceania. Não houve notificações nas Américas. Ao todo, 2.349 pessoas morreram.

A OMS solicitou também 160,4 milhões de dólares ao plano estratégico global de preparação e resposta, além de libertar 16,6 milhões de dólares do Fundo de Contingência da Organização Mundial da Saúde para Emergências.

Mais de 100.000 pessoas manifestaram-se, este domingo, em Israel, na 38.ª semana consecutiva de protestos no país contra a reforma judicial do Governo de Benjamin Netanyahu.

De acordo com estimativas dos órgãos de comunicação social locais, só em Telavive o protesto mobilizou cerca de 100.000 pessoas, a que se juntaram milhares de manifestantes noutras localidades do país, escreve o Notícias ao Minuto.

Os protestos têm acontecido desde Janeiro, depois de o Governo israelita ter aprovado um plano de reforma que pretende conferir mais poder ao executivo em detrimento do poder judicial; uma decisão que os críticos consideram que põe em causa a democracia e independência desses poderes.

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