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O País – A verdade como notícia

A junta militar no poder no Níger pediu ajuda ao grupo mercenário russo Wagner perante a possibilidade de uma intervenção militar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental naquele país.

O pedido surgiu durante uma visita de um dos líderes do golpe de Estado ao vizinho Mali, onde conversou com um responsável do grupo Wagner, disse um investigador de um centro norte-americano de investigação citado pela agência Reuters.

A informação foi mais tarde confirmada por autoridades do Mali e avançada pela televisão pública francesa.

A 30 de Julho, quatro dias após o golpe que derrubou o Presidente eleito do Níger, Mohamed Bazoum, a CEDEAO deu aos militares um ultimato, cujo prazo termina este domingo, para restabelecerem a ordem constitucional, sob pena do recurso à força.

Ainda assim, a CEDEAO diz que continua a privilegiar a via diplomática para resolver a crise, garantiu o porta-voz dos chefes de Estado-Maior da organização.

Vários países da África Ocidental, como o Senegal e a Costa do Marfim, disseram estar prontos para enviar seus soldados.

Na sua primeira declaração pública desde o golpe de estado no Níger, o Presidente deposto Mohamed Bazoum mostrou-se preocupado com o iminente risco da retoma do terrorismo e de uma região sob influência russa se o Governo permanecer nas mãos dos golpistas.

O presidente da UNITA, maior partido da oposição angolana, afirmou hoje em Luanda, que a iniciativa de destituição do Presidente da República, João Lourenço, é para materializar.

Adalberto Costa Júnior falou hoje para uma multidão de pessoas, que participaram de uma marcha, em homenagem ao líder fundador da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Jonas Savimbi, por mais um aniversário de nascimento.

“Aquilo que estamos a fazer não é mais do que olhar para as leis e utilizar o país que temos. Estão a tentar vender a ideia de que o processo de destituição é guerra, o processo de destituição é instabilidade, isto é o medo a falar, é a falta de democracia a falar, é a falta de preparação a falar”, referiu o presidente da UNITA, citado pelo Notícias ao Minuto.

Em causa está uma proposta de iniciativa de processo de acusação e destituição do Presidente angolano que a UNITA apresentou, no mês passado, por alegadamente ter subvertido o processo democrático no país e ter consolidado um regime autoritário que atenta contra a paz.

Num discurso, em que ressaltou os feitos de Jonas Savimbi, o líder da UNITA disse que o acto serviu para “uma justa homenagem ao fundador”, discorrendo a sua intervenção também sobre a actualidade do país.

Um sismo moderado de magnitude 5,5 na escala de Richter derrubou 126 edifícios e feriu pelo menos 21 pessoas, esta madrugada no leste da China.

O sismo foi sentido tanto na capital chinesa, Pequim, como em Xangai, a 800 quilómetros do epicentro.

Um jornal oficial chinês, o Global Times, citado pela imprensa internacional, disse que não há qualquer ferido em estado crítico, e que a maioria dos pacientes sofreu ferimentos na pele, na cabeça ou escoriações durante o sismo, que foi seguido por 52 abalos secundários, que provocaram a queda de quase 130 edifícios.

O Ministério de Gestão de Emergências chinês iniciou após o sismo uma resposta de nível quatro, o nível mais baixo, e despachou equipas para realizar operações de resgate nos locais onde o terramoto foi registado.

Ainda a braços com inundações causadas por chuvas torrenciais, que já provocaram pelo menos 10 mortos e 18 desaparecidos, numa província próxima de Pequim, a China vê-se agora a enfrentar mais um evento climático severo, o sismo.

Segundo especialistas as chuvas fortes na China e em outras regiões do continente asiático, são consequência das alterações climáticas.

Uma operação policial e militar deteve na sexta-feira os diretores de duas prisões no Equador, após a descoberta de armas, dinheiro e drogas escondidos nos seus escritórios, anunciou a Procuradoria-Geral do país.

Os diretores lideravam a Penitenciária do Litoral, a maior prisão do Equador, e o Centro de Detenção Provisória, ambos localizados no complexo penitenciário de Guayas, situado na cidade de Guayaquil, no sudoeste do país.

Além dos diretores, cinco funcionários administrativos e cinco agentes penitenciários também foram detidos, numa operação realizada no âmbito do estado de emergência que se aplica a todas as prisões do Equador devido aos numerosos assassínios ali cometidos.

Agentes policiais e soldados, integrantes da operação, “encontraram armas, bombas, granadas, explosivos, dinheiro e drogas nos escritórios” dos detidos, anunciou o ministério público na rede social X (antigo Twitter)

A junta militar do Níger cortou relações diplomáticas com França, Estados Unidos, Togo e Nigéria, após terem fracassado as negociações com uma delegação do bloco regional. Já os Estados Unidos suspenderam – os programas de ajuda ao governo do Níger

As relações diplomáticas entre o Níger e a Comunidade Internacional tendem a ficar mais azedas. Esta sexta-feira, a junta militar do Níger, que depôs o presidente Mohamed Bazoum, na semana passada cortou as relações diplomáticas com a França, Estados Unidos, Togo e Nigéria.

A decisão surge após a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental, que procurava resolver o impasse político após a deposição do presidente Mohamed Bazoum, na semana passada, ter fracassado nas negociações.

Os Estados Unidos também suspenderam, esta sexta-feira, os programas de ajuda ao governo do Níger, mas vão continuar com a ajuda humanitária “essencial” no terreno, segundo anunciou o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken.

Depois da França, da Alemanha, e dos Estados Unidos, os Países Baixos anunciaram, também, a suspensão da sua ajuda ao desenvolvimento e da cooperação direta com o Níger, na sequência do golpe militar contra o Presidente eleito Mohamed Bazoum.

Com a deposição do presidente Bazoum, o Níger tornou-se o quarto país da África Ocidental a ser liderado por uma junta militar, depois do Mali, da Guiné-Conacri e do Burkina Faso, que também tiveram golpes de Estado entre 2020 e 2022.

As autoridades sul-africanas detiveram 200 mineradores ilegais desde a última quarta-feira. A polícia diz que a maioria dos mineradores não são sul-africanos.

A África do Sul decidiu apertar o cerco para os garimpeiros ilegais. Desde a quarta-feira até esta sexta-feira, a polícia sul-africana desencadeou uma rusga que culminou com a detenção de 200 mineiros ilegais.

De acordo com a polícia, a maioria dos mineradores ilegais são estrangeiros oriundos de países vizinhos que entraram no país ilegalmente e indocumentados.

Após participar, esta sexta-feira, numa rusga policial no bairro informal de Zamimpilo, apontado pelos moradores vizinhos de Riverlea como albergue de “zama zamas”, nome pelo qual são conhecidos localmente os mineiros ilegais, o Ministro da Polícia da África do Sul, Bheki Cele, disse que a corporação confiscou uma quantidade de equipamento de mineração ilegal.

Por seu turno, os moradores de Riverlea pediram o destacamento de um contingente policial permanente naquela área, para erradicar a atuação dos zama zamas.

A Presidência da República sul-africana já tinha manifestado preocupação com o escalar das atividades de mineração ilegal no país e a alegada violência dos “zama zamas”.

A mineração ilegal é um problema que se está a intensificar dada vez mais na vizinha África do sul e muitas pessoas têm morrido durante esta actividade.

Os líderes africanos envolvidos nas conversações de paz na Ucrânia apelaram ontem, em Pretória, ao desbloqueamento das exportações russas de cereais e fertilizantes, a fim de reavivar o acordo sobre as exportações das sementes através do Mar Negro.

O grupo também pediu às Nações Unidas que tomem medidas para desbloquear 200 mil toneladas de fertilizantes russos presos nos portos da União Europeia (UE).

“Os líderes africanos apelaram a medidas específicas para remover os obstáculos às exportações russas de cereais e fertilizantes, permitindo a plena implementação do acordo do Mar Negro”, afirmou Vincent Magwenya, porta-voz do Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, numa conferência de imprensa em Pretória.

Em julho, a Rússia retirou-se de um acordo patrocinado pela ONU que permitia à Ucrânia exportar cereais através do Mar Negro, o que levou a um aumento dos preços dos cereais que está a afetar duramente os países mais pobres, maioritariamente africanos.

Nos últimos dias, a Rússia tem estado a bombardear os portos da região de Odessa, que são cruciais para as exportações de cereais que beneficiam de uma passagem segura ao abrigo do acordo.

O Egito, a África do Sul e o Senegal fazem parte de um esforço diplomático de sete países africanos para tentar negociar o fim das hostilidades entre Kyiv e Moscovo.

A Amnistia Internacional (AI) denunciou hoje, num novo relatório, os “crimes de guerra generalizados” no Sudão desde o início dos combates entre as Forças de Apoio Rápido (RSF) e as Forças Armadas Sudanesas (SAF).

O relatório, intitulado “A Morte Chegou à Nossa Casa: Crimes de Guerra e Sofrimento dos Civis no Sudão”, divulgado hoje, documenta a morte de civis em ataques deliberados e indiscriminados, assim como casos de violência sexual contra raparigas de apenas 12 anos, ataques a hospitais e igrejas e pilhagens generalizadas.

Algumas das violações dos direitos humanos documentadas no Sudão, como os ataques a civis, constituem crimes de guerra, afirma a organização não-governamental de defesa e promoção dos direitos humanos, com sede em Londres.

“Os civis em todo o Sudão sofrem um horror inimaginável a cada dia que passa, à medida que as Forças de Apoio Rápido e as Forças Armadas Sudanesas competem imprudentemente pelo controlo do território”, afirmou Agnès Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional, citada pelo Notícias ao minuto.

“As pessoas estão a ser mortas dentro das suas casas ou enquanto procuram desesperadamente alimentos, água e medicamentos”, acrescentou, frisando que dezenas de mulheres e raparigas foram violadas e sujeitas a outras formas de violência sexual por membros das partes beligerantes.

Desde 15 de Abril de 2023 há confrontos no Sudão.

O general Abdourahamane Tchiani, que liderou o golpe de Estado no Níger, criticou, esta quarta-feira, as nações vizinhas e a comunidade internacional e pediu à população que esteja pronta para defender o país.

Num discurso transmitido pela televisão nacional do Níger, citado pelo Notícias ao Minuto, Tchiani disse que o país enfrenta tempos difíceis e que as atitudes hostis e radicais dos que se opõem à junta militar não ajudam.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) impôs sanções económicas ao Níger e deu aos golpistas um ultimato que exige o regresso à ordem constitucional até domingo.

Ontem, o comissário da CEDEAO responsável pelos Assuntos Políticos e de Segurança, Abdel-Fatau Musah, disse que uma intervenção militar seria “a última opção em cima da mesa” para restaurar o regime do Presidente Mohamed Bazoum, derrubado por um golpe de Estado a 26 de Julho.

Abdourahamane Tchiani, que prometeu criar condições para uma transição pacífica que culmine na realização de eleições, chamou as sanções impostas pela CEDEAO de ilegais, injustas, desumanas e sem precedentes.

“Apelamos, portanto, ao povo do Níger como um todo e à sua unidade para derrotar todos aqueles que querem infligir sofrimentos indescritíveis à nossa população trabalhadora e desestabilizar o nosso país”, disse o general.

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