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O País – A verdade como notícia

A ONU afirmou hoje que aviões israelitas atacaram na quinta-feira às imediações de duas padarias, onde palestinianos estavam em filas à espera de pão, provocando a morte de vinte pessoas em Gaza e outras cinco no campo de An Nussairat.

No dia anterior, uma das seis padarias contratadas pelo Programa Alimentar Mundial da ONU e que forneciam pão a 12 mil pessoas foi danificada e deixou de funcionar, referiu o relatório diário sobre a situação em Gaza publicado pelo Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA), citado pela Lusa.

Agora, a grande maioria das padarias não está a funcionar devido à escassez de ingredientes essenciais, especialmente a farinha de trigo, que deverá estar completamente esgotada em menos de uma semana, escreve o Notícias ao minuto.

O secretário-geral da ONU defendeu ontem no Cairo um acesso rápido e sem obstáculos para a ajuda humanitária a Gaza, apelando também a um cessar-fogo humanitário imediato.

“Temos necessidade imediata de alimentos, de água, de combustível, de medicamentos, são muito necessários e de uma forma duradoura”, referiu António Guterres, na capital egípcia, escreve a Angop.

“É necessária não uma pequena operação, mas um esforço prolongado. Os trabalhadores humanitários devem conseguir fazer entrar a ajuda e distribui-la com toda a segurança” na Faixa de Gaza, acrescentou o representante, durante uma conferência de imprensa na capital egípcia.

Guterres manteve uma reunião com o chefe da diplomacia egípcia, Sameh Shukri, na qual foram abordados aspectos da coordenação para permitir a entrada urgente de ajuda humanitária na Faixa de Gaza que deverá iniciar-se na sexta-feira de acordo com a imprensa egípcia.

Pelo menos 500 pessoas morreram num ataque aéreo a um hospital onde se encontravam civis feridos, na faixa de Gaza. Militares israelitas negam envolvimento nos bombardeamentos.

O ataque ao hospital Al-Ahli na cidade de Gaza, na Palestina, é o mais mortífero resultante de bombardeamento aéreo nas cinco guerras que foram travadas desde 2008.

As imagens do hospital Al-Ahli mostram um enorme incêndio, vidros partidos e corpos espalhados por todo o lado.

Diversos hospitais da cidade de Gaza tornaram-se local de refúgio para centenas de pessoas, na esperança de serem poupadas de contínuos bombardeamentos, após Israel ter ordenado a todos os residentes da cidade e áreas próximas que se retirassem para o sul da Faixa de Gaza.

Militares israelitas negam o envolvimento no ataque ao hospital e afirmam que a explosão foi causada por um ‘rocket’ palestiano.

A Organização Mundial da Saúde, as Nações Unidas e vários lideres mundiais condenaram o ataque mortal e exigiram a protecção imediata de civis.

Milhares de manifestantes saíram às ruas no Médio Oriente, bem como em outros países, para protestar contra o bombardeamento.

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto.

Esta quarta-feira, o Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, viaja para Israel, onde deverá manter conversações com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu e expressar o seu apoio no conflito.

Dados recentes indicam que  mais de 4 mil pessoas morreram entre palestinianos e israelitas e mais de 15 mil ficaram feridas desde a retoma do conflito, após o ataque do grupo Hamas.

A situação em Gaza está “a ficar fora de controlo” devido à falta de ajuda humanitária imediata, disse hoje o director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) na rede social X (antigo Twitter).

“A cada segundo que esperamos para dar ajuda médica, perdemos vidas”, lamentou Tedros Adhanom Ghebreyesus, sublinhando que os produtos médicos ficaram bloqueados durante quatro dias na fronteira entre Egipto e Gaza.

“Precisamos de acesso imediato para começar a fornecer estes produtos vitais”, insistiu, apelando à abertura do posto fronteiriço de Rafah.

Durante dias, toneladas de ajuda foram bloqueadas no deserto egípcio do Sinai, enquanto Rafah está fechada no lado palestiniano, após quatro atentados esta semana.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, é esperado em Israel na quarta-feira, antes de viajar para a Jordânia, para se encontrar com líderes árabes, anunciou hoje o secretário de Estado, Antony Blinken.

Segundo um porta-voz da Casa Branca, no final da visita a Israel, Joe Biden desloca-se a Amã, na Jordânia, para se encontrar com o rei Abdullah II, o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, e o líder da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.

Por seu turno, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, disse que o Presidente “irá reiterar a nossa convicção de que o Hamas não representa a grande maioria do povo palestiniano, que também é vítima”.

Ontem, o secretário de Estado anunciou que os Estados Unidos tinham igualmente obtido garantias de Israel relativamente à entrega de ajuda humanitária estrangeira à Faixa de Gaza bloqueada, numa altura em que Israel prepara uma ofensiva terrestre contra o território governado pelo movimento islamita Hamas.

 

O Presidente russo, Vladimir Putin, aterrou hoje em Pequim, onde vai reunir-se com o homólogo chinês, Xi Jinping, e participar no 3.º Fórum da Faixa e Rota, informou a agência noticiosa oficial Xinhua, citada pelo Notícias ao Minuto.

O líder russo vai encontrar-se com Xi para trocar pontos de vista sobre as relações bilaterais, que “estão a crescer”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, na segunda-feira, em Pequim, após reunir-se com o homólogo chinês, Wang Yi.

Durante o encontro, que vai decorrer no dia 18, os dois líderes vão discutir questões bilaterais e internacionais num diálogo “amigável e franco”, de acordo com o Kremlin.

O conselheiro da Presidência russa, Yuri Ushakov, recordou, na segunda-feira, que Putin vai participar no 3.º Fórum da Faixa Rota como “convidado principal” e discursar no evento logo após o anfitrião, Xi Jinping.

Os ataques israelitas na Faixa de Gaza já mataram quase 2.500 pessoas e mais de nove mil ficaram feridas. Israel prepara agora uma grande ofensiva militar, que deverá provocar uma catástrofe humanitária, no norte da Faixa de Gaza.

O balanço anterior dava conta de mais de 1.400 mortes em Israel e mais de 2.200 na Faixa de Gaza, de acordo com fontes oficiais israelitas e palestinianas.

O exército israelita está agora a ordenar aos civis do norte do território palestiniano, mais de um milhão de pessoas, numa população de 2,4 milhões, para se deslocarem para o sul e, este sábado, pediu para não se atrasarem.

O presidente do Conselho Europeu convocou os líderes dos 27 membros para uma reunião extraordinária, por videoconferência, na terça-feira, para definir uma posição comum sobre o conflito entre Israel e o Hamas.

Israel impôs um cerco total à Faixa de Gaza e cortou o abastecimento de água, combustível e electricidade.
A Organização das Nações Unidas acusa o governo de Israel e o Hamas de cometer crimes de guerra. Em relatório de avaliação, os observadores independentes da ONU condenam os atentados cometidos pelo Hamas em território israelita e os ataques de Israel que atingiram palestinianos na Faixa de Gaza.

A ONU estimou esta segunda-feira em um milhão o número de deslocados na Faixa de Gaza devido à ofensiva israelita atingiu um milhão de pessoas, informou a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA).

A partir dos seus escritórios em Gaza, segundo aimprensa internacional, a directora de comunicações da UNRWA, Juliette Touma, concedeu uma conferência de imprensa em que indicou que os números estão constantemente a “mudar” e não param de crescer, mas que a sua agência, com 13 mil funcionários na Faixa, é a melhor colocada para observar o elevado nível de deslocamento.

“Um milhão de palestinianos foram deslocados desde 07 de Outubro, (quando o Hamas atacou Israel) e, infelizmente, perdemos 14 funcionários que trabalhavam com a agência na Faixa de Gaza”, disse Touma, acrescentando que as equipas estão “aterrorizadas”.

Uma grande proporção dos deslocados internos procurou refúgio com familiares ou conhecidos mais a sul, mas pelo menos 400 mil estão alojados numa centena de centros da UNRWA, principalmente escolas, mas também em armazéns de alimentos ou materiais, que não estão equipados com serviços básicos “para abrigar seres humanos”.

Os abrigos estão tão sobrelotados que às vezes “centenas de pessoas têm que dividir uma única casa de banho”, explicou.

Além disso, Touma alertou para a grave escassez de bens em Gaza: “Nenhuma mercadoria entrou em Gaza desde o dia 07 de outubro: nem comida, nem água, nem qualquer tipo de ajuda”, insistiu.

A directora de comunicações alertou em particular para a falta de água potável, obtida principalmente através de centrais de dessalinização que funcionam com combustível e que estão agora paradas após o cerco de Israel, que está a levar os habitantes de Gaza a recorrer a fontes de água impróprias para consumo, aumentando o risco de doenças.

“Estamos muito preocupados com a propagação de doenças transmitidas pela água. A água continua a não estar disponível em Gaza e sabemos que as pessoas estão a recorrer a fontes de água suja”, disse.

O grupo islamita Hamas lançou em 07 de Outubro um ataque surpresa contra Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.

Em resposta, Israel tem vindo a bombardear várias infraestruturas do Hamas na Faixa de Gaza e impôs um cerco ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
Os ataques já provocaram milhares de mortos e feridos nos dois territórios.

Os ataques já provocaram quase 2.500 mortos nos dois territórios.

 

Malawi foi reeleito membro permanente do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, para mais um mandato de três anos.

Com 181 votos, o Malawi liderou a lista dos países africanos concorrentes para o conselho, nomeadamente a Costa do Marfim, o Gana, o Burundi e a Nigéria.

Outros países que se juntam ao Malawi para o segundo mandato são a China, a Costa do Marfim, Cuba e França.

O Malawi foi eleito pela primeira vez para o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Outubro de 2020 e iniciou o seu primeiro mandato de três anos a 1 de Janeiro de 2021.

Um comunicado da ONU refere que os novos integrantes do conselho são: Albânia, Brasil, Bulgária, Burundi, República Dominicana, Gana, Indonésia, Japão, Kuwait e Holanda. 

O mandato de três anos, inicia a 1 de Janeiro de 2024.

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