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O País – A verdade como notícia

Subiu para 220 o número de  reféns feitos pelo grupo islamita Hamas. Entre os reféns há um grande número de estrangeiros. O anúncio foi feito pelo exército de Israel.

O porta-voz do exército israelita disse que as autoridades conseguiram, até agora, confirmar o rapto de 222 pessoas, incluindo soldados capturados durante a ofensiva do Hamas, cujas famílias foram notificadas.

Da mesma forma, o número de soldados mortos durante o ataque do grupo aumentou para 308, segundo um comunicado publicado pelas Forças de Defesa de Israel.

Entre os reféns há um número significativo de estrangeiros. O porta-voz garantiu que o exército israelita está a tentar, de todas as formas, libertar os reféns.

O ministro da Defesa israelita afirmou, na noite de domingo, que uma ofensiva terrestre em Gaza poderá durar vários meses, já que visa eliminar o grupo armado.

Os ataques do exército israelita a Gaza após o ataque do Hamas fizeram quase 4.700 mortos e cerca de 14.000 feridos.

Além disso, cerca de 1,4 milhões de palestinos fugiram e estão deslocados, de acordo com o último balanço da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos no Médio Oriente (UNRWA).

Ivo Garrido, membro da Associação de Amizade e Solidariedade com a Palestina (ASP) diz que é preciso parar de chamar de conflito entre Israel e Palestina o que está a acontecer no médio oriente, pois se trata da maior colonização dos tempos modernos, onde Israel é o opressor e a Palestina o oprimido.

Para Garrido, é muito grave, mil vezes pior do que aconteceu em Moçambique durante a colonização portuguesa, ou até na África do Sul, com o Apartheid.

“O povo palestino é maltratado todos os dias nos últimos 75 anos. Morrem todos os dias há 75 anos e são humilhados todos os dias. Para eles saírem de casa, devem passar por um posto de controlo israelita e mostrarem o seu bilhete de identidade. Quando voltam para casa é a mesma coisa, e em cada posto de controlo eles podem ficar duas ou três horas, os guardas a jogarem cartas. Quando terminam é que atendem”, narrou Ivo Garrido.

O membro da ASP condena o facto de Moçambique estar em silêncio, de ter despertado com o que está a acontecer depois do ataque de 7 de Outubro, em Israel, quando o grupo Hamas assassinou mais de 1400 pessoas.

“É muito raro encontrar um moçambicano que perceba o que se está a passar lá, as pessoas até comentam que eles sofrem e por aí, mas ninguém tem a real noção do sofrimento deles, nós só reagimos como o patrão do colono (os europeus e EUA) estalam os dedos, como no dia sete morreram muitos israelitas, estamos atentos, mas antes já tínhamos palestinos mortos diariamente e ninguém falou, só reagimos quando a CNN, a RTP e a Euronews falam, não estamos a perceber que estamos a ser joguetes deles”, criticou.

Garrido falava este domingo, numa palestra organizada pelo Conselho Islâmico de Moçambique, intitulada “Palestina somos todos nós”, onde esteve presente, também,  Sheik Saide Habibo que, na ocasião deu nome aos acontecimentos e disse tratar-se de terrorismo e genocídio que Israel está a fazer contra a Palestina. Segundo Habibo, o desentendimento entre os dois povos dura há mais de 100 anos, fomentado por alguns países Europeus.

Apesar das divergências, vários acordos entre as partes foram assinados, mas Israel nunca respeitou e, por isso, agora, cansado de sofrer, o povo palestino decidiu retaliar e, em troca, são chamados terroistas.

“Quando os soldados israelenses morrem dizem que foram mortos por terroristas, o grupo Hamas, e, quando os palestinos morrem, simplesmente são pessoas que morreram. Israel não está a atacar militares, está a atacar inocentes, crianças, mulheres indefesas, que nada têm haver com o conflito, isto é uma barbaridade”, lamentou o Sheik.

Habibo disse mais, que Israel está a cometer um crime contra a humanidade, mas não será sancionado. É como se ninguém estivesse a ver. Mas se fosse o contrário, já haveria pessoas a responderem no Tribunal Penal Internacional.

O embaixador da Palestina, Faez Jawad, que participou na palestra, criticou mais uma vez a comunidade internacional, que para ele está a apoiar e é cúmplice do extermínio dos palestinos, por isso, apelou para cumprirem os seus deveres e trabalharem para o fim da guerra “suja”.

“Apelamos, também, para que ajudem a fornecer corredores seguros para a chegada de ajuda médica e alimentar e que forneçam energia, água, gás e energia ao nosso povo sitiado por causa de israel”, instou Jawad.

Ataques aéreos do exército israelita provocaram mais de 60 mortos durante a noite na Faixa de Gaza, informou hoje o governo do grupo islamita palestiniano Hamas.

“Mais de 60 mártires caíram nos ataques”, disse o gabinete de imprensa do Hamas, segundo a agência francesa AFP.

Um dos ataques matou 17 pessoas numa casa em Jabaliya, no norte do território, referiu a mesma fonte, citada pelo Notícias ao minuto.

Israel mantém a Faixa de Gaza sob bombardeamentos constantes desde 07 de Outubro, quando comandos do Hamas fizeram uma incursão sem precedentes no país e mataram cerca de 1.400 pessoas, segundo as autoridades de Telavive.

O Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, convocou, sexta-feira, eleições para o dia 9 de Dezembro deste ano, para preencher nove lugares no Parlamento, que tinham ficado vagos após a destituição, há duas semanas, de 15 deputados da Coligação de Cidadãos para a Mudança (CCC).

A Coligação de Cidadãos para a Mudança (CCC, na sigla em inglês), principal formação da oposição, está a atravessar uma crise interna, pela sua derrota nas eleições presidenciais e legislativas de Agosto, apesar das acusações de fraude eleitoral.

Esta nova chamada às urnas segue-se à destituição de cerca de 15 dos seus deputados, anunciada pelo chamado secretário-geral interino do partido, Sengezo Tshabangu, embora os afectados tenham recorrido para o Supremo Tribunal para contestar a decisão. De acordo com este grupo de deputados, o CCC não tem secretário-geral interino e, por conseguinte, Tshabangu não tem autoridade para tomar tal decisão.

O líder da CCC, Nelson Chamisa, é da mesma opinião e sublinhou que Tshabangu não tem qualquer legitimidade no seio da formação. Estas novas eleições realizar-se-ão em nove círculos eleitorais, a maior parte dos quais em Bulawayo, a segunda maior cidade do país e um bastião da oposição.

 

O actual ministro da economia da Argentina, Sergio Massa, venceu a primeira volta das eleições presidenciais de domingo e vai disputar a segunda volta com o economista ultraliberal Javier Milei.

Com 86% das mesas contabilizadas, Massa obteve 36,2%, seguido por Milei, com 30,3%, e pela candidata da coligação de centro-direita Juntos pela Mudança, Patricia Bullrich, a maior derrotada do dia, que somou 23,71%, escreve a imprensa internacional.

Os resultados provisórios foram celebrados em clima de festa, com a presença massiva de militantes, sindicalistas e membros de organizações sociais, na sede do movimento União pela Pátria, que apoia Sergio Massa, de 51 anos.

Isto porque as sondagens tinham previsto que o candidato “antissistema” Javier Milei iria voltar a ser o mais votado na primeira volta das presidenciais, repetindo a vitória conquistada nas primárias de 13 de Agosto.

O Papa Francisco lamentou hoje a grave situação humanitária na Faixa de Gaza, devido aos confrontos entre Israel e o grupo islamita Hamas, e denunciou o bombardeamento do hospital anglicano e de uma igreja ortodoxa.

“Mais uma vez o meu pensamento está com o que está a acontecer em Israel e na Palestina. Estou muito preocupado e magoado, a minha oração e a minha proximidade são para todos aqueles que sofrem: reféns, vítimas, feridos e suas famílias”, declarou, após rezar o Angelus da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, o líder da Igreja Católica Francisco apelou ainda para um dia de jejum, oração e penitência na sexta-feira, 27 de Outubro, para rezar pela paz no mundo, ao qual presidirá a partir da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

O grupo islamita Hamas lançou em 07 de Outubro em curso um ataque surpresa contra Israel, com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo duas centenas de reféns.

Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

O conflito já provocou milhares de mortos e feridos, entre militares e civis, nos dois territórios.

Líderes da Junta Militar do Níger dizem ter impedido uma tentativa do Presidente deposto, Mohamed Bazoum, de escapar à sua detenção na quinta-feira.

De acordo com o governo militar, um grupo não identificado de mercenários infiltrou-se em Niamey na madrugada do dia 19 de Outubro e tentou retirar Bazoum, juntamente com a sua família, cozinheiros e guardas.

O Conselho Militar do Níger afirmou ter conhecimento da tentativa de fuga e foi realizada uma operação em Niamey para interceptar e prender todos os envolvidos.

O porta-voz da Junta Militar acrescentou que os principais autores e alguns dos seus cúmplices foram detidos sob supervisão do Ministério Público, que abriu uma investigação sobre o sucedido.

Desde o passado dia 26 de Julho, o Níger tem vindo a sofrer uma crise política, mas também social e económica, como resultado das sanções económicas dos seus vizinhos da África Ocidental, com cortes contínuos de electricidade e aumento dos preços dos alimentos, que exigem que a Junta Militar liberte Bazoum e restaurar a ordem constitucional

Milhares de pessoas manifestam-se hoje em solidariedade com os palestinianos na Faixa de Gaza. Os protestos ocorrem, sobretudo, em países muçulmanos, como Egipto, Marrocos, Iraque, Jordânia, Turquia, Indonésia, Malásia, mas também na África do Sul.

Os manifestantes pedem o fim dos bloqueios e dos ataques aéreos de Israel à Faixa de Gaza, após a brutal ofensiva de militantes do Hamas no Sul de Israel.

A explosão ocorrida na terça-feira num hospital na Faixa de Gaza, que socorria palestinianos feridos e residentes em busca de abrigo, é um dos temas mais invocados nas diferentes manifestações.

As causas da explosão no hospital não foram determinadas, uma avaliação da inteligência militar francesa indica que a causa mais provável foi um foguete palestiniano falhado.

O cerco israelita ao território palestiniano e os ataques aéreos foram também o foco de outras manifestações durante esta semana em universidades egípcias, no interior do Congresso em Washington, em frente à embaixada de Israel na Colômbia e junto à embaixada dos EUA no Líbano.

Segundo o ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, quase 6.000 pessoas foram mortas e 13.000 ficaram feridas na Faixa de Gaza e em Israel, desde o início da guerra, e outras 200 feitas reféns.

Muitas pessoas em Gaza aguardam desesperadamente pela ajuda, após terem de reduzir a sua alimentação para uma refeição diária e ficarem sem água para beber. Neste momento, mais de 200 camiões com cerca de 3.000 toneladas de bens para auxílio à população continuam posicionados junto à fronteira do Egpito com a Faixa de Gaza, enquanto aguardam por autorização para entrar em Gaza.

A Rússia está a utilizar a sua rede de espiões, os meios de comunicação social estatais e redes sociais para minar a credibilidade das eleições a nível mundial, segundo um relatório dos serviços secretos dos EUA, citado pela imprensa internacional.

“Este é um fenómeno global. As nossas informações indicam que altos funcionários do governo russo, incluindo os do Kremlin, dão crédito a este tipo de operação de influência e consideram-nas eficazes”, sustenta-se no relatório.

O documento, enviado por telegrama diplomático às embaixadas de uma centena de países de África, Ásia, Europa e América do Norte, surge numa altura em que as tensões entre Moscovo e Washington já são elevadas devido à invasão russa da Ucrânia.

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