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O País – A verdade como notícia

O Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, garantiu um segundo mandato com 52,6% dos votos nas eleições presidenciais e legislativas da última semana. Entretanto, o seu partido, Zanu-PF, não conseguiu garantir uma maioria de dois terços no Parlamento.

Seu rival mais próximo, Nelson Chamisa, da Coligação Cidadãos para a Mudança (CCC), recebeu 44% dos votos.

Na eleição parlamentar, o Zanu-PF garantiu 136 assentos e o CCC 73, com um resultado eleitoral pendente na casa de 210 lugares, de acordo com os dados da Comissão Nacional de Eleições. 

Esses números representam uma ligeira subida para Mnangagwa – acima de 51,44% – e uma ligeira descida para Chamisa – abaixo de 45,07% – em comparação com os resultados de 2018.

A oposição rejeitou os resultados eleitorais, alegando que os votos foram calculados  de forma apressada e sem verificação.

Observadores internacionais denunciaram irregularidades e erros logísticos por parte da Comissão Eleitoral do Zimbábue (ZEC), além de suposta intimidação de eleitores por meio de uma afiliada do Zanu-PF, a Forever Associate Zimbabwe (FAZ).

Onze soldados sírios foram mortos e 20 outros ficaram feridos num ataque perpetrado, este sábado, por dois grupos jihadistas no noroeste da Síria. A informação foi revelada pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

De acordo com a ONG britânica OSDH, citada pelo Notícias ao Minuto, a incursão aconteceu em resposta aos mortíferos ataques russos de quinta-feira em Jesr el-Shughour, perto da região Idleb, onde estão presentes muitos combatentes do Partido Islâmico do Turquestão (TIP).

Apesar de não ter sido noticiado pelos meios de comunicação oficiais do país, o director da organização, Rami Abdel Rahmane, que dispõe de uma vasta rede de fontes na Síria, confirmou o ataque, escreve o Notícias ao Minuto.

A junta militar no poder no Níger autorizou os aliados Mali e Burkina Faso, que são igualmente governados por militares, a invadirem o território nigerino caso a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental use a força para impor que a ordem democrática seja restabelecida.

A junta militar do Níger, liderada pelo general Abdourahamane Tchiani, está disposta a sustentar o novo regime, apesar das frequentes ameaças lançadas pela CEDEAO, desde 30 de Julho, para a reposição do Governo democrático do Presidente deposto, Mohamed Bazoum.

Com efeito, a junta assinou duas ordens, autorizando as Forças de Defesa e Segurança do Burkina Faso e do Mali a intervirem no território nigerino, em caso de invasão armada pela CEDEAO.

No início deste mês, em comunicado conjunto, o Mali e o Burquina Faso alertaram que qualquer intervenção em território nigerino seria considerada “uma declaração de guerra” também contra esses dois países.

Embora CEDEAO e o Níger digam que uma solução pacífica é a prioridade, a acção militar é uma alternativa real. O bloco argumenta que, se a tomada de poder no Níger for bem-sucedida, outras poderiam ocorrer em África, levando a uma sucessão de golpes de Estado que, de certa forma, já estão em curso e se alastrariam ainda mais. Argumentam, ainda, que o golpe tende a prejudicar os esforços regionais de combate ao terrorismo islâmico.

Entretanto, pesa contra a invasão a possibilidade de ela gerar um conflito de maior amplitude, com o envolvimento inclusive de superpotências, como a Rússia.

Esta sexta-feira, o Níger expulsou embaixadores dos EUA, França, Alemanha e Nigéria, tendo até ao final de domingo para deixar o país.

O ministro das Relações Exteriores equato-guineense, Simeón Esono Angue, afirmou hoje que o seu país quer presidir à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), considerando que a Guiné Equatorial é da organização.

Em entrevista, à margem da cimeira da organização, que decorre em São Tomé, Simeón Esono Angue, afirmou que “a Guiné Equatorial é estado-membro de pleno direito dos países de língua portuguesa e também podemos acolher a presidência da CPLP porque somos estados-membros”.

“Estamos prontos para acolher a presidência. Eu creio que depois de São Tomé e Príncipe, a Guiné Equatorial deve acolher a presidência da CPLP”, acrescentou o chefe da diplomacia equato-guineense.

O país que vai suceder a São Tomé e Príncipe na presidência da CPLP será aprovado no domingo pelos chefes de Estado e de Governo dos países-membros e existem dúvidas sobre qual será o eleito.

A Guiné-Bissau, que se havia disponibilizado na cimeira de Luanda, recuou nas suas intenções e, até ao momento, apenas a Guiné Equatorial manifestou público interesse.

“O país está a participar nesta cimeira com muita honra e muito orgulho porque a Guiné Equatorial concluiu a fase de integração, iniciando uma nova fase de cooperação. Estamos prontos para enfrentar os novos desafios e assumir os papéis na nossa comunidade como qualquer outro estado-membro”, afirmou Simeón Esono Angue, recordando que foi cumprido o roteiro de adesão, em 2014.

A entrada do país na CPLP foi muito criticada por activistas e políticos da organização. A Guiné Equatorial está referenciada por várias organizações internacionais como um país onde os direitos humanos não são cumpridos, a oposição não tem representatividade dos órgãos eleitos e existe nepotismo na gestão dos bens públicos, com vários filhos do Presidente, Teodoro Obiang, em cargos de poder, entre os quais a vice-presidência.

No entanto, o ministro das Relações Exteriores rejeita essas acusações.

“A Guiné Equatorial não tem problemas de direitos humanos, e essas críticas são apenas um pretexto de alguns países que são inimigos”, afirmou.

“Temos a nossa consciência tranquila com o tema dos direitos humanos. A democracia está a funcionar, as instituições funcionam perfeitamente e a Guiné Equatorial é um país democrático de excelência, acrescentou Simeón Esono Angue.

Simeón recordou que todas as exigências feitas para a integração do país na CPLP foram cumpridas, como refere um parecer aprovado na sexta-feira pelo Conselho de Ministros.

O Presidente da República portuguesa considerou, esta quinta-feira, a morte do líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, “completamente irrelevante” para a guerra na Ucrânia, ou seja, não interfere no cenário do conflito.

Para Marcelo Rebelo de Sousa que falava no âmbito da sua visita a Ucrânia defendeu que o importante é perceber como é que o país invadido pode atingir os seus objectivos.

Prigozhin terá morrido na queda do jato privado em que seguia na quarta-feira e que fazia a ligação entre Moscovo e São Petersburgo.

No fim-de-semana, o Chefe de Estado e o primeiro-ministro estarão em São Tomé e Príncipe para a cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Em Kiev, o Presidente da República antecipou que iria reescrever a sua intervenção na cimeira para incluir a Ucrânia e a questão do apoio ao país invadido. O assunto fez parte do encontro entre Volodymyr Zelensky e Marcelo Rebelo de Sousa, pela posição privilegiada que Portugal tem no contacto com os países de África.

Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que há países do continente africano que mantêm uma posição neutra ou ambígua em relação à invasão russa e outros que alinham com a narrativa de Moscovo.

O presidente do Zimbabwe estendeu para hoje a realização do processo de votação para dar oportunidade aos que não puderam votar ontem. Emmerson Mnangagwa, que procura renovar o seu mandato, justificou a medida apontando a demora na abertura das urnas na quarta-feira.

Os zimbabweanos que não conseguiram votar esta quarta-feira tiveram mais uma oportunidade esta quinta-feira.

A decisão da extensão do período de votação foi tomada pelo Presidente Emmerson Mnangagwa, que luta pelo segundo mandato.

As eleições, de acordo com a imprensa internacional, estão a decorrer num ambiente calmo, embora haja queixas de tentativa de manipulação de votos pelo partido no poder.

Alguns eleitores denunciaram o envio de mensagem nos seus celulares, pelo partido no poder, apontando Mnangagwa como melhor candidato a ser votado.

A polícia zimbabweana anunciou a detenção de 39 observadores eleitorais e membros de duas organizações cívicas, que trabalham nas eleições presidenciais e legislativas.

Na sua posse, estavam computadores e telemóveis supostamente usados para coordenar a publicação de resultados eleitorais por certas organizações cívicas

 

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, entregou-se às autoridades na prisão do condado de Fulton, em Atlanta, no âmbito de um processo em que é acusado de tentar falsificar os resultados das eleições presidenciais de 2020. Meia hora depois foi libertado sob pagamento de uma fiança de 200 mil dólares, escreve a imprensa internacional.

O antigo chefe de Estado dirigiu-se à prisão do condado de Fulton, na cidade norte-americana de Atlanta, esta quinta-feira, para tirar as suas impressões digitais e uma fotografia para o seu processo judicial, e foi posteriormente libertado sob fiança de 200 mil dólares.

As condições da sua fiança proíbem-no de intimidar co-réus, testemunhas ou vítimas do caso, inclusive nas redes sociais. O Republicano, segundo a SIC Notícias, tem um histórico de atacar os procuradores que lideram os casos contra si, incluindo a procuradora distrital responsável por este caso, Fani Willis.

A acusação no condado de Fulton é o quarto processo criminal contra Trump desde Março, quando se tornou o primeiro ex-presidente na história dos Estados Unidos a ser acusado.

Donald Trump é uma das 19 pessoas acusadas na Geórgia por tentativa de falsificar os resultados das eleições presidenciais de 2020, nas quais o republicano perdeu para o actual Presidente, o democrata Joe Biden, por uma margem estreita.

Esta acusação criminal teve origem numa chamada telefónica, data de janeiro de 2021, quando o ex-presidente pediu ao secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, que lhe conseguisse votos suficientes para vencer no estado.

O grupo de economias emergentes (BRICS) anunciou, esta quinta-feira, a adesão da Argentina, Egipto, Etiópia, Irão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

“Decidimos convidar a República da Argentina, a República Árabe do Egito, a República Federal da Etiópia, a República Islâmica do Irão, o Reino da Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, para serem membros de pleno direito, efectivo a partir de 01 de Janeiro de 2024”, disse o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Cyril Ramaphosa falava falava em conferência de imprensa sobre o resultado das deliberações da 15.ª cimeira de Chefes de Estado e de Governo do BRICS, que termina hoje em Joanesburgo.

Com a entrada da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Irão, o bloco de economias emergentes passa também a representar seis dos nove maiores produtores de petróleo do mundo, juntamente com a Rússia, China e Brasil.

A Arábia Saudita é o segundo maior produtor de petróleo do mundo, depois dos Estados Unidos, com uma produção média diária estimada em 11 milhões de barris e 17% das reservas mundiais, segundo dados divulgados em julho por operadores ligados ao sector.

O bloco BRICS representa actualmente mais de 42% da produção mundial e deve mudar a economia mundial até 2030, sendo os maiores parceiros comerciais de África.

Na cimeira dos BRICS, que decorreu de 22 a 24 de Agosto, Brasil, Índia e África do Sul estiveram representados pelos respectivos Chefes de Estado. A Rússia, que também faz parte do grupo, esteve representada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov.

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