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O País – A verdade como notícia

O presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, garantiu esta terça-feira que o país “pode e tem condições” para exercer a próxima presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Umaro Embaló regressou ontem a Bissau depois de alguns dias de férias fora do país, interrompidas para participar na 14ª cimeira da CPLP, que decorreu no domingo, em São Tomé e Príncipe, e na qual ficou decidido que a próxima presidência será assumida pela Guiné-Bissau, dentro de dois anos.

Em julho, o presidente chegou a admitir que a Guiné-Bissau podia abdicar da presidência e a dúvida manteve-se até ao final da cimeira de domingo, em que foi confirmada a escolha.

À chegada no aeroporto de Bissau, segundo o Notícias ao Minuto, o Chefe do Estado afirmou aos jornalistas que nunca assumiu “essa posição de não assumir a presidência da CPLP”.

“Penso que é importante assumirmos depois de ser avaliado pelos meus pares em São Tomé, no entanto, não há uma diplomacia fixa, tem que se saber também ceder, tomar e dar. Portugal, Angola, todos eles entenderam que é a vez da Guiné-Bissau e, portanto, é a Guiné-Bissau, porque é o país que assume, não é pessoa”, acrescentou.

Sissoco garantiu que a Guiné-Bissau “pode e tem condições” para esta tarefa e lembrou outros compromissos do país na sub-região africana, nomeadamente a troika que forma com a Nigéria e o Benim na CEDEAO ( Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental).

Vincou ainda que a Guiné-Bissau posiciona-se “como futuro presidente da União Económico e Monetária do Oeste Africana (UEMOA)”.

O presidente da Guiné-Bissau disse ainda que nos últimos dias em que esteve ausente do país foi também ao Senegal onde trocou impressões com o homólogo Macky Sal, nomeadamente sobre a instabilidade política no Níger, consequência do golpe militar que derrubou o presidente Mohamed Bazoum a 26 de Julho.

No Gabão, militares dizem que estão a tomar o poder, declaram o anulamento das eleições gerais de 26 de agosto e o encerramento de fronteiras “até nova ordem”. A Agêcia France Press fala numa dezena de militares como estando à frente deste golpe militar.

Em comunicado, citado pela imprensa internacional, as auto intituladas Forças de Defesa e de Segurança, afirmavam que “a organização das eleições, ditas gerais de 26 de Agosto de 2023, não reuniu as condições para um escrutínio transparente, credível e inclusivo, tão esperado pelo povo gabonês”.

O presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, está no poder há 14 anos e foi reeleito com cerca de 64% dos votos para um terceiro mandato, segundo a autoridade eleitoral do país.

O Presidente russo, Vladimir Putin, não vai participar na cimeira do G20, na Índia, no próximo mês. Em vez disso, enviará o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, informou o gabinete do primeiro-ministro, Narendra Modi, esta segunda-feira.

O gabinete de Modi, citado pela Reuters, revelou ainda que o Primeiro-Ministro falou com Putin por telefone, “expressando compreensão” pela sua decisão de não participar na cimeira de 9 a 10 de Setembro.

“Ao expressar compreensão pela decisão da Rússia, o Primeiro-Ministro agradeceu ao Presidente Putin pelo apoio consistente da Rússia a todas as iniciativas sob a presidência indiana do G20”, informou o governo indiano.

Recorde-se que, na semana passada, os dois líderes participaram na cimeira dos BRICS na África do Sul, embora o líder russo tenha comparecido apenas através de videoconferência devido a um mandado de detenção do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra ele por alegados crimes de guerra na Ucrânia.

Cinco crianças morreram na madrugada de domingo na cidade de Pretória, a capital administrativa da África do Sul, num bairro de lata nas imediações da cidade, depois das mães as deixarem sozinhas para irem para um bar.

Segundo contaram às autoridades à imprensa local, citada pela BBC, os restos mortais das crianças foram encontrados debaixo dos escombros, depois dos bombeiros apagarem as chamas que consumiram a barraca, utilizada como habitação improvisada, escreve o Notícias ao minuto.

São desconhecidas as causas que levaram ao início do incêndio. O incidente ocorreu em Tshwane, um município na área metropolitana de Pretória.

As crianças eram três rapazes e duas meninas, com idades compreendidas entre os 12 meses e os sete anos de idade.

O ex-presidente norte-americano Donald Trump e outros 18 réus indiciados de participar num esquema para anular os resultados eleitorais de 2020 têm a primeira audiência em tribunal marcada para 06 de Setembro no estado da Geórgia.

Segundo a imprensa internacional, os indiciados responderão às acusações que enfrentam e poderão apresentar as alegações relativas ao caso. Trump apresentou-se na cadeia na quinta-feira e alega inocência em todas as acusações. O ex-presidente norte-americano disse que as investigações têm motivação política e são uma tentativa de interferência para o impedir de regressar à Casa Branca.

À excepção de Harrison William Prescott Floyd, acusado de assediar um funcionário eleitoral do condado de Fulton, os outros aceitaram o valor e as condições da fiança apresentados pelo promotor distrital do condado de Fulton, Fani Willis, e saíram da cadeia em liberdade.

Harrison William Prescott Floyd, segundo o Notícias ao Minuto, não negociou a fiança com antecedência e permaneceu na prisão depois de se entregar na quinta-feira.

Após o processo de rendição, espera-se que o juiz do Tribunal Superior do Condado de Fulton, Scott McAfee, estabeleça acusações para cada um dos réus nas próximas semanas.

O caso é extenso e a logística para o levar a julgamento será provavelmente complicada. As manobras legais por parte de vários dos acusados já começaram.

Três deles, o ex-chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, o ex-funcionário do Departamento de Justiça Jeffrey Clark e o ex-presidente do Partido Republicano da Geórgia, David Shafer, estão a tentar levar os seus casos para um tribunal federal.

A acusação no condado de Fulton é o quarto processo criminal contra Trump desde Março, quando se tornou o primeiro ex-presidente na história dos Estados Unidos a ser acusado judicialmente.

Donald Trump é uma das 19 pessoas acusadas na Geórgia por tentativa de reverter os resultados das eleições presidenciais de 2020, nas quais o Republicano perdeu para o atual Presidente, o Democrata Joe Biden, por uma margem estreita.

Esta acusação criminal teve origem numa chamada telefónica, data de Janeiro de 2021, quando o ex-presidente pediu ao secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, que lhe conseguisse votos suficientes para vencer no estado.

O Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, diz-se satisfeito por continuar à frente de uma democracia madura. Emmerson Mnangagwa falava um dia depois do anúncio da sua reeleição.

Num discurso proferido no palácio presidencial da capital do Zimbabwe, Harare, o recém-reeleito Presidente disse ter orgulho da nação independente e soberana que dirige.

Emmerson Mnangagwa considerou que as missões de observação testemunharam o processo eleitoral “sem preconceitos” e por isso agradeceu.

No início da semana, observadores da União Europeia, da África Austral e dos países da Commonwealth denunciaram irregularidades na votação.

Os zimbabweanos foram às urnas na quarta e na quinta-feira, para escolher o seu Presidente e deputados.

A votação, que deveria encerrar na noite de quarta-feira, teve de ser prolongada até ao dia seguinte, devido a falhas, incluindo a falta de boletins de voto especialmente em Harare.

De acordo com os resultados oficiais anunciados na noite de sábado, Mnangagwa obteve 52,6% dos votos, contra 44% a favor de Nelson Chamisa, o seu principal rival à frente do primeiro partido da oposição Coligação de Cidadãos pela Mudança,

A oposição recusou-se a aceitar os resultados, alegando que a contagem foi feita à pressa e sem a devida verificação.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou ontem preocupação face aos relatos de ameaças e intimidações de eleitores durante as eleições presidenciais de quarta-feira no Zimbabwe, que resultaram na reeleição de Emmerson Mnangagwa.

“O secretário-geral está preocupado com a detenção de observadores e relatos de intimidação de eleitores, ameaças de violência, assédio e coerção”, lamentou a porta-voz adjunta, Florencia Soto Niño-Martínez.

A mesma fonte, citada pelo Notícias ao minuto, refere que o  secretário-geral apela a todos os líderes políticos e aos seus apoiantes para que rejeitem toda a violência e resolvam os seus conflitos pacificamente através dos canais legais.

Observadores da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) consideram que as eleições, apesar do seu pacífico desenvolvimento, “não alcançaram os requisitos estabelecidos pela Constituição do Zimbabwe, na Lei Eleitoral”, nem nos princípios da organização regional africana em vários aspectos, incluindo dificuldades no pagamento do preço do registo de candidaturas, falta de material eleitoral ou atrasos na abertura das urnas.

A reacção do Governo ao relatório inicial da SADC foi forte ao ponto de Mnangagwa ter dedicado parte do seu discurso triunfante no sábado à noite a defender-se contra as críticas.

Emmerson Mnangagwa, foi reeleito para um segundo e último mandato, com os resultados anunciados mais cedo do que o esperado e a oposição já veio dizer que rejeita.

A Guiné-Bissau vai assumir a próxima presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre 2025 e 2027, sucedendo a São Tomé e Príncipe, que assumiu este domingo a liderança da organização.

O anúncio foi feito pelo Presidente da República de São Tomé, Carlos Vila Nova, na 14.º conferência de chefes de Estado e de Governo, que decorreu ontem naquele país.

Centenas de manifestantes do Níger queimaram, hoje, a bandeira francesa num protesto perto da base militar francesa em Niamey, para exigir a retirada daquelas tropas do país.

Segundo a imprensa internacional, os manifestantes, na sua maioria jovens, concentraram-se perto da base aérea 101, nas imediações do aeroporto de Diori Hamani, onde a força aérea francesa está instalada, desde 2013.

Os manifestantes exigiram a retirada “imediata” das tropas francesas do país e a expulsão do embaixador francês em Niamey, Sylvain Itté, poucas horas antes do final do período de dois dias concedido ao diplomata para deixar o território.

Os manifestantes também entoaram palavras de ordem contra a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que impôs duras sanções económicas contra o Níger e ameaça com acção militar contra os líderes do golpe, caso se recusem a restaurar a ordem constitucional.

Um forte dispositivo de segurança foi implantado no local, há várias semanas, e as tropas do Níger impediram vários manifestantes que tentavam escalar os muros para aceder ao complexo militar.

A França tem interesses económicos no país africano e destacou 1.500 soldados no âmbito da cooperação antiterrorista entre os dois países.

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