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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 21 pessoas morreram e 11 ficaram feridas, num ataque de grupos armados na localidade de Yarou, no centro do Mali. Há ainda várias casas incendiadas.

Segundo a imprensa internacional, o ataque ocorreu, na sexta-feira, quando os assaltantes invadiram a localidade de Yarou e atiraram contra os moradores, além de terem roubado gado e outros bens.

O centro do Mali é palco há anos de ataques de grupos fundamentalistas islâmicos, mas também de conflitos interétnicos e confrontos entre grupos armados rivais que disputam território e poder.

Nos últimos dias, grupos armados impuseram ainda um bloqueio a Douentza e à autoestrada RN16, que liga a cidade ao norte do Mali.

O Mali vive uma profunda crise política e de segurança desde 2012, quando grupos rebeldes e fundamentalistas islâmicos assumiram o controlo do norte do país, expandindo a sua área de influência para os vizinhos Burkina Faso e Níger.

A situação agravou-se após dois golpes de Estado em agosto de 2020 e maio de 2021.

A junta militar fez da soberania o seu lema desde que tomou o poder no Mali, rompendo a aliança com a França e os seus parceiros contra o terrorismo, para se voltar militar e politicamente para a Rússia. A Missão das Nações Unidas no Mali está a retirar, até 31 de dezembro, cerca de 11.600 soldados e 1.500 polícias de dezenas de nacionalidades, que estiveram presentes no norte do Mali, a pedido da Junta Militar.

Um comandante da Polícia Militar brasileira foi preso ontem, acusado de omissão de informação durante os tumultos e invasão de edifícios públicos em Janeiro deste ano, por apoiantes do ex-Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

Chama-se Klepter Rosa e é acusado de tentar prejudicar a investigação sobre os actos criminosos de 8 de Janeiro, na capital Brasília.

Além dele, é também alvo de mandado de prisão o ex-comandante e coronel Fábio Vieira e mais cinco policiais militares.

A Procuradoria-Geral da República do Brasil explica que as detenções, rusgas e apreensões têm por objetivo reunir novas provas das condutas alegadamente ilegais praticadas por algumas autoridades em Janeiro, quando apoiantes do ex-Presidente, Jair Bolsonaro invadiram e vandalizaram as sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e do Palácio do Planalto, em Brasília, obrigando à intervenção policial para repor a ordem.

A invasão começou, lembre-se, depois que militantes da extrema-direita brasileira apoiantes do anterior Presidente, derrotado por Lula da Silva, nas eleições de Outubro passado, terem convocado um protesto para a Esplanada dos Ministérios para tentar derrubar o novo Governo.

Os chefes militares da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental asseguram que se as opções pacíficas fracassarem, optarão por uma intervenção militar contra a junta militar no poder no Níger.

A CEDEAO avisa que se todas as opções políticas fracassarem, irá optar por uma solução militar, que será cirúrgica e de curta duração.

Apesar da decisão, a CEDEAO continua a privilegiar o caminho do diálogo. Segundo o comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança do bloco, Abdel-Fatau Musah, todos os países, excepto os que estão sob domínio militar, Burkina Faso, Mali e Guiné-Conacri estão determinados a participar numa eventual intervenção militar.

O comissário transmitiu esta mensagem à margem da reunião de dois dias dos chefes de Estado-Maior dos países da CEDEAO, que teve início este sábado, em Acra, capital do Gana.

Esta é a segunda reunião do género em que os chefes militares do bloco regional continuam a discutir e a elaborar um plano para o eventual recurso à força para resolver a crise no Níger, na sequência do golpe de Estado de 26 de Julho.

Mais de 2.400 pessoas morreram desde o início do ano com o aumento da violência protagonizada por grupos armados no Haiti. Os dados são da Organização das Nações Unidas, que avançam que nos últimos meses, registou-se um aumento dos movimentos de justiça popular e dos grupos de auto-defesa, em resposta à violência de gangues e insegurança generalizada que persiste no país.

Cerca de 80 por cento da capital haitiana, Port-au-Prince, é controlada por bandos armados. A criminalidade é uma constante. O país vive mergulhado há vários anos numa crise económica, política e de segurança, que levou ao reforço do domínio dos bandos.

Desde o início da semana que os ataques constantes contra os habitantes de um bairro de Port-au-Prince fizeram 30 mortos, entre os quais dois polícias, e mais de uma dezena de feridos. Pelo menos quatro pessoas estão desaparecidas, de acordo com um balanço provisório de uma organização de defesa dos Direitos Humanos.

Taipé detetou hoje a presença de 42 aviões militares chineses nas imediações da ilha, horas após a China ter anunciado o arranque de exercícios militares marítimos e aéreos em torno de Taiwan.

Ministério da Defesa taiwanês disse que entre os aviões detetados estavam caças J-10 e J-11, sendo que 26 das 42 aeronaves atravessaram a linha mediana que separa a ilha da China continental.

As autoridades de Taiwan responderam com o destacamento de aviões e navios e com a ativação de sistemas de mísseis terrestres, indicou o comunicado.

Horas antes, o exército da China tinha anunciado o arranque de exercícios militares marítimos e aéreos em torno de Taiwan, num “sério aviso” aos “grupos separatistas” da ilha e às “forças externas” que os apoiam.

Em reação, o Ministério da Defesa de Taipé disse num comunicado que “condena veementemente este comportamento irracional e provocativo e enviará as forças adequadas em resposta (…) a fim de defender a liberdade, a democracia e a soberania de Taiwan”.

O Supremo Tribunal Federal brasileiro autorizou a polícia a levantar o sigilo bancário e fiscal do ex-presidente Jair Bolsonaro na investigação à apropriação e venda de jóias recebidas durante o seu mandato.

A decisão foi tomada na quinta-feira à noite pelo magistrado Alexandre de Moraes e é extensiva à mulher do ex-presidente, Michelle Bolsonaro.

As autoridades brasileiras estão a tentar desvendar uma trama em torno de uma série de jóias e objectos de grande valor que o chefe de Estado brasileiro, quando ainda estava no poder, recebeu durante as suas viagens ao estrangeiro como presentes e que legalmente tinha de entregar aos cofres do Estado quando deixou o cargo.

No entanto, de acordo com as investigações, Bolsonaro manteve vários desses presentes de luxo e, através de intermediários, vendeu parte deles nos Estados Unidos, embora alguns dos seus colaboradores os tenham comprado de volta mais tarde quando o Estado exigiu a sua devolução.

A decisão do juiz surge em resposta a um pedido da Polícia Federal, que quer investigar as contas de Bolsonaro e da sua mulher em busca de transacções suspeitas e, em última análise, saber se o dinheiro obtido com a venda destas jóias chegou ao ex-chefe de Estado, que nega qualquer tipo de irregularidade.

Pascale Ferrier, a mulher canadiana que enviou uma carta com ricina a Donald Trump, em 2020, foi condenada a 262 meses (praticamente 22 anos) de prisão efectiva.

O caso remonta a 2020, quando Trump ainda era presidente dos Estados Unidos. A carta acabaria, no entanto, interceptada antes de chegar à Casa Branca, escreve o Notícias ao minuto, que cita a BBC.

A mulher declarou-se culpada em Janeiro deste ano.

“Quero encontrar meios pacíficos para atingir os meus objectivos”, disse, lamentando “não ter conseguido parar Trump”.

Na carta, em que a canadiana tentava dissuadir o então presidente dos EUA de se recandidatar ao lugar, dizia: “Encontrei um novo nome para si: ‘O Palhaço Tirano e Feio’.”

A Missão das Nações Unidas no Mali (Minusma) concluiu ontem a retirada de duas bases militares na região de Timbuktu, norte do país, no âmbito das tensões entre a antiga rebelião tuaregue e a junta militar no poder, escreve o Notícias ao minuto.

“A devolução formal das bases ao Estado do Mali simboliza o fim da presença da Minusma nas áreas em questão e das responsabilidades que lhe cabiam até agora”, adiantou a missão das Nações Unidas, tendo justificado a saída com a deterioração da segurança na região.

A missão esclareceu ainda que cerca de 200 militares do Burquina Faso ocupavam a base de Ber, enquanto uma companhia da Costa do Marfim e uma unidade policial de 140 efectivos do Bangladesh estavam em Goundam.

A Minusma espera ainda deixar a base de Ménaka, no final do mês, numa operação que vai assinalar o fim da primeira fase de retirada, no âmbito da decisão de pôr fim imediato à missão destacada desde 2013, aprovada no final de Junho pelo Conselho de Segurança da ONU, a pedido da junta militar que assumiu o poder pela força, no âmbito de um golpe de estado em 2020.

As Nações Unidas pediram, esta quinta-feira, a suspensão das sanções e do encerramento das fronteiras no Níger. De acordo como organismo, a crise política pode agravar a insegurança alimentar no país e causar uma catástrofe.

Mesmo antes do golpe de Estado, mais de três milhões de pessoas no Níger já sofriam de insegurança alimentar aguda. Entretanto, o cenário pode piorar com as sanções impostas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, e pelo ocidente, de acordo com as Nações Unidas.

Por sua vez, o programa Mundial para alimentação garantiu ao Níger que continuará a prestar ajuda, apesar da actual crise política.

A agência afirmou que, na primeira semana de Agosto, tinha fornecido alimentos a 140.000 pessoas no país e tratamento vital para a desnutrição a 74.000 crianças.

Contudo, o PMA também alertou para o facto de as sanções regionais e o encerramento das fronteiras estarem a afectar grandemente o fornecimento de alimentos e medicamentos ao Níger.

O chefe da Guarda Presidencial do Níger anunciou, no dia 26 de Julho, a deposição de Mohamed Bazoum por via de golpe de Estado e o encerramento das fronteiras terrestres, num contexto em que o país africano vem vivendo uma profunda crise económica e de segurança no país.

O Níger é o quarto país da África Ocidental a ser liderado por uma junta militar, depois do Mali, da Guiné-Conacri e do Burkina Faso, que também tiveram golpes de Estado entre 2020 e 2022.

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