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O País – A verdade como notícia

O Governo do Marrocos anunciou ontem um orçamento de cerca de 11 mil milhões de euros destinados à reconstrução, realojamento e desenvolvimento socioeconómico das zonas afectadas pelo terramoto, que atingiu o país no início de Setembro.

De acordo com um comunicado de imprensa, citado pelo Notícias ao Minuto, a quantia prevista pelas autoridades deverá beneficiar 4,2 milhões de habitantes num período de cinco anos.

“O programa diz respeito em particular ao realojamento das pessoas afectadas, à reconstrução de habitações e à reabilitação de infraestruturas”, especificou a nota, publicada no final de uma reunião presidida pelo monarca Mohammed VI.

Além disso, o programa também vai permitir a “abertura e modernização dos territórios” e pretende encorajar a “actividade económica” nestas regiões largamente desfavorecidas.Desde o sismo, os sobreviventes foram colocados em acampamentos, onde vivem com a ajuda das autoridades e de voluntários.

O número de desalojados resultantes do terramoto ainda é desconhecido. Segundo o mais recente balanço oficial, quase 3.000 pessoas morreram e mais de 5.600 ficaram feridas no terramoto que atingiu a província, loca

O Presidente do Ruanda, Paul Kagame, anunciou que é candidato a um quarto mandato nas eleições de Agosto de 2024, pretendendo prolongar as duas décadas à frente do país.

“Estou satisfeito com a confiança que os ruandeses demonstraram em mim. Servirei enquanto puder. Sim, sou de facto candidato”, disse o Presidente, citado pela DW.

Antecipando-se às críticas internacionais, nomeadamente do Ocidente, Kagame afirmou: “Pessoalmente, não sei quais são os seus valores [do Ocidente]. O que é a democracia? Será que o Ocidente dita aos outros o que devem fazer? Se eles não respeitam os seus próprios valores [democráticos], porque é que os havemos de ouvir?”.

Para Kagame, tentar transferir a democracia para os outros é, por si só, uma violação das normas democráticas. “As pessoas devem ser independentes e ter uma plataforma para fazer o que querem fazer”.

Kagame tornou-se o homem forte do país após o genocídio de 1994, que matou entre 800.000 a um milhão de pessoas, e consolidou o seu domínio seis anos mais tarde, com o início do seu primeiro mandato presidencial.

Foi reeleito, com mais de 90% dos votos, em todas as eleições que se seguiram, a última em 2017, e em 2015, Kagame alterou a Constituição ao ponto de lhe permitir, em teoria, permanecer no poder até 2034, se o povo assim o decidir. 

O Burkina Faso aprovou, esta terça-feira, uma lei que autoriza o envio de um contingente militar por três meses para o vizinho Níger, ameaçado de intervenção armada após um golpe de Estado.

Proposta pelo Governo de transição, a lei foi aprovada por unanimidade pelos 71 membros da assembleia e prevê o envio de um contingente militar por três meses renováveis.

A lei estabelece um quadro jurídico para o envio de um contingente militar do Burkina Faso para o Níger, cuja missão é prestar assistência militar à República do Níger, em caso de uma intervencao externa, mas também para lutar contra o terrorismo.

De acordo com o ministro da Defesa do Burkina Faso, a adopção da lei permitirá ao Burkina Faso dispor de pontos de apoio no Níger para lutar contra os grupos terroristas, que muitas vezes se refugiam no país.

O Burkina Faso, Níger e o Mali partilham a chamada “zona das três fronteiras”, onde os grupos extremistas realizam frequentemente ataques.

Os três países, governados por regimes militares, assinaram uma carta em Bamako, no sábado, estabelecendo uma aliança de defesa colectiva e assistência mútua.

O Níger está ameaçado de intervenção militar pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que exige a restauração da ordem constitucional, após um golpe de Estado que derrubou o Presidente eleito Mohamed Bazoum a 26 de Julho.

Os africanos já não estão disponíveis para suportar o custo do desenvolvimento dos países ocidentais, afirmou o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, na 78.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, que decorre esta semana em Nova Iorque.

“África aquece mais do que qualquer outro continente, 17 dos 20 piores pontos em termos de aquecimento global estão em África; somos os menos responsáveis pelo aquecimento global, mas somos os que carregamos o maior fardo”, disse o chefe de Estado sul-africano.

“Séculos depois dos escravos, décadas depois da exploração colonial, as pessoas do continente africano continuam a suportar o custo da industrialização do norte e do desenvolvimento das nações mais ricas, mas esse é um preço que os africanos já não estão disponíveis para pagar”, acrescentou  Ramaphosa.

Na intervenção, o líder da nação mais industrializada da África subsaariana, citado pelo Notícias ao Minuto, lamentou que muitas nações do norte contém entre os seus activos a riqueza mineral que está debaixo do solo africano, e garantiu que esta riqueza “deve beneficiar os africanos”.

Ramaphosa defendeu também os direitos das mulheres e, salientando a maioria de homens presentes na assembleia, exclamou: “Onde estão as mulheres do mundo? Elas deviam estar aqui, nesta sala, numa posição de liderança”.

Na parte do discurso dedicada ao aquecimento global, um dos principais problemas enfrentados no continente, o chefe de Estado sul-africano vincou, ainda, que é preciso “mais apoio financeiro” e defendeu a necessidade de investir anualmente 500 mil milhões de dólares, quase 470 mil milhões de euros, na mitigação e adaptação às alterações climáticas no continente, sob pena de o mundo falhar os compromissos globais relativos ao ambiente.

Um forte terramoto de magnitude 6,0 na escala de Richter atingiu, esta terça-feira, a Ilha Sul da Nova Zelândia. O fenômeno que ocorreu a uma profundidade de 11 quilómetros foi registado às 09h14 locais e o seu epicentro ocorreu a 124 quilómetros a oeste de Christchurch, escreve o Notícias ao Minuto, que cita o website oficial do Governo do país.

Estes dados, segundo a fonte, foram avançados esta terça-feira pelo site Geonet do Governo neozelandês, que inicialmente indicou uma magnitude de 6.2.

A actividade sísmica na Nova Zelândia é frequente, devido ao seu posicionamento no chamado Anel de Fogo do Pacífico. Ainda na manhã de terça-feira foi registado um sismo de magnitude 2,7 na escala de Richter, 15 quilómetros a leste de Palmerston North.

Os dados divulgados pelo Unicef ​​e Banco Mundial,  revelam que as tendências globais de pobreza monetária infantil, indicam que o Malawi tem a quarta maior percentagem de crianças em pobreza extrema, depois de Madagáscar, Burundi, e Sudão do Sul, escreve a Rádio Moçambique.

A análise surge duas semanas depois de o Instituto Nacional de Estatística ter divulgado o Segundo Relatório do Índice de Pobreza Multidimensional, que revelou um declínio marginal na pobreza do país.

Entre os vizinhos do Malawi, a Zâmbia tem 66,7 por cento, a Tanzânia 48,6 por cento e o Zimbabwe 48 por cento.

De acordo com a análise, estima-se que 333 milhões de crianças em todo o mundo, ou uma em cada seis menores, vivem em extrema pobreza.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 membros da União Europeia (UE) vão reunir-se brevemente em Kiev, capital da Ucrânia, anunciou esta segunda-feira o Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell.

Sobre o acordo de cereais e de paz, de acordo com a SIC Notícias, o chefe da diplomacia europeia definiu a posição comum europeia como a procura de “uma paz, mas uma paz justa” para a Ucrânia, baseada no plano de paz do próprio Presidente, Volodymyr Zelensky. Borrell espera que “o maior número possível de Estados-Membros” apoie o plano durante esta semana.

O acordo sobre os cereais, que permitia a exportação de cereais ucranianos e fertilizantes russos através do mar Negro, foi considerado morto por Borrell: “Acredito que, no fundo, a Rússia não quer este acordo; já não se trata de levantar restrições ou sanções, uma vez que estas não afetam as exportações russas (…), são desculpas ou argumentos falsos”.

Na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Nova Iorque, o Sahel ocupou uma grande parte dos debates, explicou Borrell.

A instabilidade política nesta região, com golpes de Estado e conflitos civis, não pode ser explicada por uma única causa, uma vez que “cada país é diferente e isso exige abordagens diferentes, sem que isso signifique dois pesos e duas medidas”, disse.

Pelo menos 20 pessoas morreram, este domingo, na província de Limpopo, na África do Sul, na sequência da colisão de um autocarro que transportava mineiros da mina Venetia, uma das maiores minas de diamantes do país, e um veículo pesado de mercadorias.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita o site de notícias sul-africano News24, o acidente ocorreu por volta das 16h00 (hora local), na estrada R572, no norte do país. Segundo a fonte, o autocarro que se deslocava entre Musina e Alldayz e que transportava trabalhadores da mina de diamantes Venetia chocou com o camião.

As autoridades dizem que ainda são desconhecidas as causas do sinistro. Contudo, o porta-voz do Departamento de Transportes e Segurança de Limpopo, Florence Radzilani, confirmou as informações, acrescentando que vão ser divulgados mais detalhes após terminarem as “investigações” que ainda decorrem.

A mina Venetia, situada na zona de fronteira com o Botsuana e o Zimbabué, extrai mais de 40% da produção anual de diamantes da África do Sul e é propriedade da companhia De Beers.

Dois terços dos indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento (ODS) de 2030 relacionados com os direitos e bem-estar das crianças estão atrasados, colocando em risco 1,9 mil milhões de menores em 140 países, alertou ontem o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), no seu mais recente relatório, divulgado nas vésperas da Cimeira dos ODS, que se inicia na segunda-feira, em Nova Iorque.

O documento, intitulado “Progressos no bem-estar das crianças: Centrar os direitos da criança na Agenda 2030”, indica a necessidade de “uma aceleração histórica” para cumprir os ODS, “só possível se o mundo colocar as crianças no centro das agendas nacionais”.

Segundo o UNICEF, até à data apenas 6% da população infantil em 11 países têm contempladas 50% das metas, o que corresponde ao nível mais alto de realização a nível global.

O relatório adverte que “se os progressos previstos se mantiverem, apenas um total de 60 países, que abrigam apenas 25% da população infantil, terão alcançado as suas metas até 2030, deixando para trás cerca de 1,9 mil milhões de crianças em 140 países”.

Os critérios dos ODS foram adoptados pelos estados-membros da ONU em 2015 com o objectivo de acabar com a pobreza, reduzir as desigualdades e construir sociedades mais pacíficas e prósperas até 2030, mas, no capítulo destinado às crianças, a análise a mais de vinte anos de dados mostra “um cenário variado de progressos e retrocessos”.

Os objetivos relacionados com a protecção, aprendizagem e uma vida sem pobreza são os mais distantes das suas metas, indica o relatório, recordando a interrupção ou reversão de anos de progressos devido aos efeitos de crises como a pandemia de COVID-19, que contribuiu directamente para uma quebra histórica nos serviços de imunização e na aprendizagem nos países de baixo rendimento, as alterações climáticas e crises económicas.

Para a directora-executiva do UNICEF, Catherine Russell, a meio da Agenda 2030, o mundo está a ficar “sem tempo para transformar a promessa dos ODS em realidade” e as consequências do incumprimento dos objectivos “serão medidas na vida das crianças e na sustentabilidade do planeta”.

Vários países de baixo e médio-baixo rendimento mostraram porém que “o desenvolvimento acelerado é possível com um forte compromisso nacional, políticas eficazes e financiamento adequado”, caso do Camboja, Índia, Marrocos, Ruanda e Uganda.

Mesmo assim, prossegue, “estes países ainda têm muito caminho a percorrer para alcançar as metas e devem manter o seu ritmo ou acelerar ainda mais”.

O relatório, citado pelo Notícias ao Minuto, deixa claro que, para alcançar as metas de 2030, os países atrasados terão de acelerar o progresso para níveis “historicamente sem precedentes”.

“Os dados mostram que investir nos direitos das crianças impulsiona e sustenta resultados para todas as sociedades, pessoas e planeta, uma vez que as intervenções nos primeiros anos de vida das crianças são as que mais contribuem para erradicar a fome, pobreza, falta de saúde e desigualdades”, observa.

Em concreto, o UNICEF elenca, no caminho do cumprimento da Agenda 2030, compromissos políticos e aumento significativo da despesa em áreas como a saúde, a educação e a proteção social, metas ambiciosas, realistas e adaptadas aos contextos locais, prioridade ao conhecimento e estabelecimento de parcerias sólidas.

A organização aponta ainda o investimento na mitigação das alterações climáticas e construção de um planeta habitável e inovação em opções inovadoras em sistemas financeiros que funcionem.

“Muito pode acontecer em sete anos”, sustenta Catherine Russell, mas, para o conseguir, “os líderes mundiais têm de se tornar defensores das crianças e colocar os direitos da criança no centro das suas agendas políticas e orçamentais nacionais”.

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