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O País – A verdade como notícia

Pelo menos seis pessoas morreram e 13 continuam desaparecidas em Guatemala, depois de um rio ter arrastado seis bairros de lata na capital após fortes chuvas, anunciaram esta segunda-feira as autoridades de protecção civil.

Segundo o secretário-adjunto da Coordenação Nacional para a Redução de Desastres, Walter Monroy, citado pelo Notícias ao Minuto, a inundação do rio arrastou as casas do bairro Dios Es Fiel, situado sob a ponte El Naranjo.

A subida repentina do nível da água resultou num reservatório de água que se formou na sequência de um deslizamento de terras a montante.

Centenas de equipas de salvação estão a participar nas buscas, que foram suspensas na segunda-feira devido à chuva e serão retomadas hoje, de acordo com o porta-voz dos bombeiros voluntários, Bayron Morales.

Apesar de ilegais, centenas de habitações improvisadas foram construídas nas margens do rio Naranjo, que recebe grande parte das águas residuais da capital.

Milhares de pessoas na Guatemala, onde 59% da população de 17,7 milhões de habitantes vive na pobreza, foram obrigadas a construir casas em zonas de risco, devido à falta de habitação.

De acordo com a Câmara Guatemalteca da Construção e a Associação Nacional de Construtores de Habitações, o país sofre de uma escassez de cerca de dois milhões de casas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre o aumento do surto de cólera no mundo desde o ano passado e sobre a necessidade de controlar os episódios que afetam, até agora, 24 países, escreve o Notícias ao Minuto.

A entidade informou que, no ano passado, o número de casos notificados dobrou em relação a 2021. Em 2022, 44 países tiveram registos, um aumento de 25% nas localidades com episódios em relação ao ano anterior.

Países como o Afeganistão, Camarões, República Democrática do Congo (RDCongo), Malawi, Nigéria, Somália e Síria registaram, cada um, mais de 10.000 casos suspeitos e confirmados, representando um aumento tanto nos surtos como na sua dimensão.

A doença é uma infecção intestinal que se espalha através de água e alimentos contaminados com fezes e está intimamente relacionada com o subdesenvolvimento devido à falta de água potável e de instalações sanitárias, condições que são agravadas por eventos climáticos extremos, como inundações, secas ou ciclones.

Segundo a OMS, o crescimento de surtos está ligado ainda a eventos climáticos extremos, como secas, inundações e ciclones. Para este ano, os dados preliminares indicam que a doença continua a avançar com surtos ativos em 24 países.

No ano passado, foram registados 472.697 casos nos continentes africano, asiático e europeu, neste último, os episódios foram importados. Houve registos também na Oceania. Não houve notificações nas Américas. Ao todo, 2.349 pessoas morreram.

A OMS solicitou também 160,4 milhões de dólares ao plano estratégico global de preparação e resposta, além de libertar 16,6 milhões de dólares do Fundo de Contingência da Organização Mundial da Saúde para Emergências.

Mais de 100.000 pessoas manifestaram-se, este domingo, em Israel, na 38.ª semana consecutiva de protestos no país contra a reforma judicial do Governo de Benjamin Netanyahu.

De acordo com estimativas dos órgãos de comunicação social locais, só em Telavive o protesto mobilizou cerca de 100.000 pessoas, a que se juntaram milhares de manifestantes noutras localidades do país, escreve o Notícias ao Minuto.

Os protestos têm acontecido desde Janeiro, depois de o Governo israelita ter aprovado um plano de reforma que pretende conferir mais poder ao executivo em detrimento do poder judicial; uma decisão que os críticos consideram que põe em causa a democracia e independência desses poderes.

O número de mortos devido às inundações na Líbia já ultrapassou  3.800. O novo balanço foi divulgado este domingo.

A passagem da tempestade, na noite de 10 para 11 de Setembro, provocou inundações e a destruição de duas barragens, criando uma onda de água parecida com um ‘tsunami’, que inundou e destruiu a cidade de Derna, no leste da Líbia.

O novo balanço provisório aponta para pelo menos 3.845 mortos, segundo anunciou hoje o porta-voz de um comité de supervisão da ajuda humanitária, formado pelo governo de leste, Mohamed Eljarh, citado pela Agência France Presse.

O número, que inclui apenas os corpos enterrados e registados pelo ministério da Saúde, prevê-se que aumente diariamente.

As autoridades dizem estar a trabalhar para identificar as vítimas enterradas sem identificação, bem como os desaparecidos, cujo número aumentou para mais de 10 mil, segundo estimativas das autoridades e de organizações humanitárias internacionais.

Continuam as buscas para encontrar corpos sob os escombros e no mar. Pelo menos nove equipas estrangeiras continuam a participar nas buscas.

Mais de 43 mil pessoas foram deslocadas devido às inundações, de acordo com os dados mais recentes da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O Ministério Público líbio abriu há uma semana uma investigação sobre a rutura das duas barragens, construídas na década de 1970, e sobre a atribuição de verbas para a sua manutenção.

As autoridades portuárias de Sebastopol, base da frota russa do Mar Negro, suspenderam, hoje, o transporte marítimo após um novo ataque com mísseis realizado pelo exército ucraniano.

A Ucrânia reivindicou o “ataque conseguido” à sede da frota russa na Crimeia. O Ministério da Defesa russo tinha declarado que o quartel-general da Frota do Mar Negro em Sebastopol havia sido atacado por um míssil ucraniano. 

Foi divulgado um vídeo que mostrava colunas de fumo sobre o edifício. Segundo as declarações iniciais, um militar terá sido morto.

De acordo com o governador russo de Sebastopol, Mikhail Razvozhayev, não há feridos a registar nas imediações do quartel-general, para onde acorreram bombeiros e equipas de emergência.

O Ministério da Defesa disse ainda que cinco mísseis foram abatidos pelos sistemas de defesa aérea russos. 

Chegou a ser lançado um alerta para que a população local permanecesse em casa. Agora as autoridades aconselham apenas os habitantes a não se deslocarem ao centro da cidade. A cidade portuária de Sebastopol é a principal base da frota russa do Mar Negro.

Numa visita a Marselha, Papa criticou o “fanatismo e a indiferença” para com os migrantes que chegam à Europa em busca de uma vida melhor.

O Papa Francisco chegou esta sexta-feira à cidade francesa de Marselha para uma visita de dois dias.

No início da visita, Francisco presidiu a um momento de oração num memorial dedicado a marinheiros e migrantes que morreram no mar, rodeado de líderes religiosos locais e organizações de resgate de migrantes.

“Não podemos resignar-nos a ver seres humanos tratados como moeda de troca, aprisionados e torturados de forma atroz. Não podemos continuar a assistir ao drama dos naufrágios, causados pelo tráfico cruel e pelo fanatismo da indiferença”, afirmou o líder da Igreja Católica.

Na viagem de avião para Marselha, o Papa já tinha lamentado a “crueldade e a falta de humanidade” com que a Europa está a tratar o drama dos migrantes que chegam à ilha italiana de Lampedusa.

O Papa disse que é um “dever da humanidade” ajudar quem atravessa o mar para a Europa e apelou a uma nova atitude perante este flagelo.

Um incêndio numa fábrica de bolas de golfe no sul de Taiwan causou pelo menos cinco mortos e mais de uma centena de feridos, estando ainda cinco pessoas desaparecidas.
Oincêndio começou na sexta-feira à noite na fábrica na região de Pingtung e durou toda a noite. As autoridades deram conta de que os socorristas ainda estão à procura de quatro trabalhadores da fábrica e de um bombeiro, que permanecem desaparecidos.

Mais de 100 pessoas foram levadas para o hospital com ferimentos.

A causa do incêndio está a ser investigada, afirmou o magistrado local Chou Chun-mi, numa publicação na rede social Facebook.

Mais uma vez, o Papa Francisco fez um apelo em defesa da África. Esta quarta-feira, o sumo pontífice disse que o colonialismo “não é coisa do passado” e apelou ao fim do “sufocamento de África”, porque o continente “não é uma mina para explorar nem uma terra para pilhar”.

“Na África tão querida, hoje dilacerada por numerosos conflitos, depois do político, desencadeou-se um colonialismo económico, igualmente escravizante”, acrescentou o Papa, durante a audiência geral realizada na Praça de São Pedro perante milhares de pessoas.

Segundo o Notícias ao Minuto , Francisco denunciou o “drama perante o qual o mundo economicamente mais avançada fecha muitas vezes os olhos, os ouvidos e a boca”, e recordou, a este respeito,

O apelo que fez no discurso que dirigiu às autoridades durante a sua viagem a Kinshasa, a 31 de Janeiro de 2023: “Parem de sufocar a África: não é uma mina a explorar nem uma terra a pilhar”.

No início dessa viagem à RDC, Francisco apelou a que a África fosse “protagonista do seu próprio destino”.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, aterrou na noite desta quinta-feira no aeroporto de Otava, no Canadá, onde foi recebido pelo primeiro-Ministro, Justin Trudeau. É a primeira visita ao país desde o início da guerra.

A chegada de Zelensky à capital do Canadá tinha sido anunciada pelo primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, numa mensagem que divulgou através da conta oficial na rede social X (antigo Twitter).

Segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro canadiano, citado pela imprensa internacional,  Zelensky vai discursar no parlamento de Otava e desloca-se a Toronto onde vai reunir-se com representantes do sector privado para promover o investimento na reconstrução da Ucrânia, país invadido pela Rússia.

Zelensky vai também participar num encontro com a comunidade ucraniana no Canadá.

Nos Estados Unidos, onde decorre a 78ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas,  Zelensky reuniu-se com o presidente Joe Biden e líderes do Congresso.

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