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O País – A verdade como notícia

A Indonésia está a enfrentar dezenas de incêndios que se espalham por todo o país e cujo fumo tóxico já se faz sentir em países vizinhos, como a Malásia e a Tailândia.

O arquipélago acumula perto de 200 focos de incêndios considerados críticos, segundo os últimos dados disponibilizados pelo Governo, que atribui o aumento dos incêndios às altas temperaturas durante o pico da estação seca no país e aos incêndios provocados pela agricultura.

Segundo o Notícias ao Minuto, as chamas “ardem sem controlo” em diversas províncias, como Sumatra do Sul, a área indonésia de Kalimantan, na ilha de Bornéu, ou Java Ocidental, a região mais populosa do país.

Devido ao incêndio, as autoridades locais declararam estado de emergência até 13 de outubro.

Enquanto isso, o Ministério do Ambiente da Malásia alertou, neste fim de semana, os moradores de cidades como Kuala Lumpur, Putrajaya e Negeri Sembilan sobre os níveis prejudiciais à saúde das condições do ar e crescentes incêndios florestais na Indonésia e das nuvens de fumo que chegam da ilha de Sumatra.

Da mesma forma, as autoridades tailandesas recomendaram aos residentes das províncias do sul do país que usem máscaras e se preparem para uma onda de poeira fina de partículas, bem como reduzam as suas actividades ao ar livre.

Mais de 2.500 pessoas morreram ou desapareceram no Mediterrâneo enquanto tentavam chegar à Europa nos nove primeiros meses de 2023, informa o  Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

O balanço foi divulgado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, durante uma reuniram em Bruxelas, para discutir como lidar com a migração ilegal no sul da Europa. 

Os dados da entidade indicam que até 24 de Setembro, mais de 2.500 pessoas, só em 2023, foram dadas como mortas ou desaparecidas. Este número representa um aumento de dois terços, em comparação com 1.680 pessoas no mesmo período de 2022.

O ACNUR apela para a criação de um mecanismo regional de desembarque e redistribuição para refugiados e migrantes que chegam à Europa por mar, num espírito de partilha de responsabilidades e solidariedade com os Estados da linha da frente.

O organismo lembra que os migrantes e refugiados correm risco de morte e graves violações dos direitos humanos na travessia.

Cerca de 186 mil migrantes já chegaram à Europa pelo Mar Mediterrâneo partindo do norte de África,  entre Janeiro e 24 de Setembro, de acordo com o ACNUR.

Desse total, 130 mil desembarcaram na Itália, outros na Grécia, Espanha, Chipre e Malta. Quanto à origem dos migrantes, 102 mil cruzaram o Mediterrâneo vindos da Tunísia e 45 mil, da Líbia. Aproximadamente 31 mil foram resgatados no mar ou interceptados e levados para a Tunísia. Outros 10.600 foram desembarcados na Líbia.

O Governo de transição do Burkina Faso, instituído após a tomada do poder pelos militares em Setembro de 2022, denunciou uma tentativa fracassada de golpe de Estado ocorrida na terça-feira no país.

“O Governo de transição informa que uma tentativa comprovada de golpe de Estado foi frustrada em 26 de setembro de 2023 pelos serviços de informação e segurança”, disse o porta-voz do executivo, Jean Emmanuel Ouédraogo, num comunicado citado pela DW.

Segundo o porta-voz, este tipo de acções representam um impedimento para o povo do Burkina Faso alcançar a sua “soberania e a sua libertação total das hordas terroristas que o tentam escravizar”, numa referência à violência ‘jihadista’ que assola o país e a região do Sahel.

A Procuradoria Militar de Ouagadougou, a capital do país, confirmou que quatro soldados foram detidos e dois ainda estavam desaparecidos.

As autoridades revelaram esta informação um dia depois de proibirem a distribuição no país da revista francesa Jeune Afrique, devido à publicação de um artigo que afirmava que as tensões e o descontentamento estão a aumentar no Exército.

O Burkina Faso sofreu dois golpes de Estado no ano passado, um no dia 24 de Janeiro, liderado pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, e outro no dia 30 de Setembro, liderado pelo capitão Ibrahim Traoré, actual Chefe de Estado.

Estes acontecimentos ocorrem após uma série de golpes de Estado que ocorreram nos últimos anos na região ocidental e central de África, sendo os mais recentes no Níger, no dia 26 de Julho, e no Gabão, no dia 30 de Agosto.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu ao secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, mais sistemas de defesa aérea para fazer face aos ataques russos às infra-estruturas energéticas do país previstas para o inverno.

Zelensky fez o pedido, esta quinta-feira, durante a visita feira por Stoltenberg à Ucrânia. 

O presidente ucraniano avançou, de acordo com a imprensa internacional, que entre aos assuntos discutidos durante a visita consta os ataques russos a infraestruturas críticas na Ucrânia e a possibilidade de os países membros fornecerem sistemas de defesa aérea adicionais.

O líder ucraniano disse, igualmente, que o chefe da NATO concordou em juntar-se aos esforços da Ucrânia para mobilizar os Estados membros da NATO para o envio de sistemas de defesa aérea adicionais.

“Temos de atravessar este inverno juntos, para proteger as nossas infraestruturas energéticas e a vida dos nossos concidadãos”, disse Zelensky.

A escalada de Volodymyr Zelensky à Ucrânia acontece  numa altura em que as forças ucranianas têm em curso uma ofensiva contra as tropas russas no sul e no leste da Ucrânia.

 

Decorreu ontem o segundo debate do partido republicano, onde se pretende escolher um candidato para disputar a presidência dos Estados Unidos em 2024 com o democrata Joe Biden. O até então favorito das sondagens, o ex-presidente Donald Trump, não participou das discussões.

Joe Biden, o actual presidente dos Estados Unidos e Donald Trump, o seu antecessor foram alvos de críticas, no segundo debate  das  eleições primárias no Partido Republicano.

É a segunda vez que  Trump não participa do debate e foi acusado de ter medo de defender o seu histórico.

Enquanto decorria o debate, Donald Trump estava no estado de Michigan a prestar apoio aos trabalhadores da indústria automóvel que estão em greve há mais de 10 dias, exigindo aumentos salariais, uma  agenda que  já tinha sido executada por Joe Biden, esta terça-feira, o que gerou mais críticas a Trump.

Já Biden foi criticado em diversas ocasiões e por vários motivos, desde a protecção das fronteiras até à sua política económica. Emprego e ajuda à Ucrânia foram também  temas sonantes nas discussões.

No total, sete pré-candidatos do Partido Republicano enfrentaram-se na noite desta quarta-feira na Biblioteca Presidencial Ronald Reagan, na Califórnia, disputando o título de candidato.

Apesar dos constantes escândalos e processos criminais, Trump segue como favorito do partido Republicano nas sondagens, para enfrentar Biden, do partido Democrata, nas eleições presidenciais de 2024.

Presidente da França reafirmou, ontem, apoio ao Presidente deposto do Níger, Mohamed Bazoum. Emmanuel Macron manifestou a determinação da França em trabalhar com os países vizinhos para devolver Bazoum ao poder.

O Presidente francês Emmanuel Macron manteve, esta quarta-feira, uma conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo deposto, Hassoumi Massaoudou, a quem garantiu que a França continua a trabalhar com os países vizinhos e a comunidade internacional para tentar devolver Mohamed Bazoum ao poder.

De acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, citado pelo Notícias ao Minuto, Emmanuel Macron manifestou “a determinação da França em prosseguir os seus esforços junto dos chefes de Estado da CEDEAO e dos seus parceiros europeus e internacionais para o regresso à ordem constitucional no Níger”.

Segundo a nota, o chefe de Estado francês procurou inteirar-se ainda sobre a situação de Bazoum, mantido refém há dois meses pelos golpistas, a situação no Níger e a deterioração da luta contra o terrorismo no Sahel.

Também esta quarta-feira chegou a Paris o embaixador francês em Niamey, após várias semanas de interrogatório entre Paris e a junta golpista que governa o país africano e que sofreu a expulsão do diplomata pelos golpistas.

Pelo menos 114 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas esta quarta-feira num incêndio que deflagrou numa festa de casamento em Hamdaniyah, uma pequena cidade no norte do Iraque, anunciaram as autoridades sanitárias, citadas pela imprensa internacional.

Segundo a CNN, que cita a agência de notícias oficial iraquiana INA, tudo indica que os noivos estarão entre as vítimas.Num comunicado enviado à imprensa, a Proteção Civil iraquiana disse ter sido “usado fogo de artifício, durante o casamento, o que causou um incêndio no local”.

O Ministério da Saúde do Iraque afirmou que “a situação está sob controlo” e que está a utilizar “todas as suas capacidades” para cuidar dos feridos.

“Todos os esforços estão a ser feitos para prestar socorro às pessoas afetadas pelo acidente”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde do Iraque, Saif al-Badr, citado pelo Observador.

O fogo levou à “queda de partes do teto”, devido à utilização de materiais de construção altamente inflamáveis e que violam as normas de segurança”, le-se na nota de imprensa.

No principal hospital de Hamdaniyah, uma cidade predominantemente cristã, a leste de Mossul e a cerca de 335 quilómetros a noroeste de Bagdade, encontravam-se dezenas de pessoas, entre familiares de vítimas e moradores, para doar sangue.

O governador da província de Nínive, Najim al-Juburi, disse que alguns dos feridos foram transferidos para hospitais regionais e alertou que o número de mortos e feridos ainda pode aumentar.

Na divulgação de um primeiro balanço, que apontava para 100 mortes e mais de 150 feridos, Najim al-Juburi tinha dito que alguns dos feridos foram transferidos para hospitais regionais e alertado que o número de mortos ainda poderia aumentar.

O primeiro-ministro do Iraque, Mohamed Shia al-Sudani, ordenou a mobilização de todos os recursos para ajudar as pessoas afectadas.

No Iraque, as normas de segurança são pouco respeitadas, quer no sector da construção quer no setor dos transportes. O país, com as suas infraestruturas em mau estado após décadas de conflito, é regularmente palco de incêndios ou acidentes domésticos fatais.

A Lusa noticiou que o incêndio foi o mais recente desastre a atingir a minoria cristã do Iraque, que ao longo das últimas duas décadas tem sido alvo de violência por parte de fundamentalistas, primeiro da Al-Qaida e depois do grupo militante Estado Islâmico.

Embora as planícies de Nínive, a pátria histórica dos cristãos do Iraque, tenham sido recuperadas ao grupo Estado Islâmico há seis anos, algumas cidades ainda estão maioritariamente em escombros e carecem de serviços básicos.

Muitos cristãos partiram para a Europa, Austrália ou Estados Unidos. O número de cristãos no Iraque é atualmente estimado em 150 mil, em comparação com 1,5 milhões em 2003. A população total do país é superior a 40 milhões.

A tempestade que se fez sentir na vizinha África do  Sul, no fim-de-semana, causou a destruição de infra-estruturas, deslizamento de terra e encerramento  de várias estradas da cidade de Western Cape.

Em consequência das fortes chuvas que caíram em Western Cape, criando inundações, o que fez com que várias famílias fossem evacuadas para zonas mais seguras.

De acordo com a News24, as pessoas tiveram que ser evacuadas em diferentes áreas por causa das fortes inundações, incluindo seis crianças presas em três casas em Strand.

Uma ponte baixa que leva à pequena cidade de Suurbraak foi inundada, deixando moradores e visitantes sem possibilidade de entrar.

Mais de 56 mil casas em 2.930 localidades no sul de Marrocos foram afectadas pelo terramoto sentido, que causou quase três mil mortes, segundo um relatório do Ministério das Finanças marroquino, citado pela imprensa internacional.

O documento apresentado no sábado, indica que 32% desses imóveis ficaram totalmente destruídos e que o governo vai prestar um apoio às famílias afectadas no valor de 2.760 euros, ao longo de 12 meses.

O relatório acrescenta que as famílias afectadas vão receber, antes do fim de Setembro, uma indemnização de 12.900 euros para a reconstrução das casas que desabaram por completo e 7.360 euros para restaurarem habitações com danos parciais.

O sismo com magnitude entre 6,8 e 7 na escala de Richter causou quase três mil mortes e ainda 5.500 feridos, nas províncias de Marraquexe, Al Haouz, Chichaoua, Taroudant, Ouarzazate e Azilal.

Os estragos atingiram 35% das localidades contabilizadas nessas províncias, administradas por 163 municípios urbanos e rurais, informa ainda o relatório.

Marrocos atribuiu um orçamento de cerca de 11 milhões de euros para reconstruir infraestruturas nos territórios afectados e concretizar um novo plano de desenvolvimento socioeconómico naquela região do país do norte de África.

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