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O País – A verdade como notícia

Mais de 700 palestinos, a maioria mulheres e crianças, foram mortos por ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, afirmou o Ministério da Saúde controlado pelo movimento islamita Hamas.

Num comunicado, citado pela BBC News Brasil, o ministério disse que os ataques causaram o desabamento de prédios residenciais, causando em alguns casos a morte de dezenas de moradores.

Já os militares de Israel alegam que atingiram 400 “alvos terroristas” e mataram vários comandantes do Hamas no mesmo período. O exército israelense declarou também que não vai reduzir seus ataques, apesar da libertação de mais dois reféns pelo Hamas.

Entretanto, as agências de ajuda da Organização das Nações Unidas (ONU) apelaram a um corredor humanitário seguro.

Um terço dos hospitais em Gaza já não funciona devido à escassez de electricidade, medicamentos e profissionais, e a falta de água potável também é crítica.

Israel lançou a sua campanha de bombardeios contra o Hamas, que Israel, o Reino Unido, os Estados Unidos classificam como uma organização terrorista, em resposta ao ataque sem precedentes do grupo islâmico, a 7 de Outubro, quando pelo menos 1,4 mil pessoas foram mortas e outras 222 foram feitas reféns.

As Forças de Defesa de Israel anunciaram, esta terça-feira, que realizaram cerca de 400 bombardeamentos contra alvos militares do Hamas  nas últimas 24 horas, tendo matado três líderes do grupo.

O exército israelita garantiu que os ataques causaram a morte dos vice-comandantes dos batalhões Nuseirat, Shati e Alfurqan, todos eles membros do movimento islamita Hamas, escreve o Notícias ao Minuto.

Por sua vez, o movimento islamita também falou da existência de centenas de feridos e dezenas de casas destruídas.

Mais de 5.100 palestinos morreram na Faixa de Gaza, desde o início dos bombardeamentos israelitas em retaliação pelo massacre de 07 de Outubro, referiu o Hamas.

O escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários anunciou esta madrugada a morte de seis funcionários da Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), o principal organismo de ajuda humanitária que ainda pode trabalhar em Gaza. Isto eleva para 35 o número de funcionários da UNRWA mortos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 07 de Outubro.

Os hospitais na Faixa de Gaza estão “à beira do colapso”, segundo alertou, ontem, o Ministério da Saúde do grupo islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, citado pela RTP.

De acordo com a fonte, o sistema de saúde do enclave “atingiu a pior fase da sua história devido ao bloqueio imposto por Israel”.

O Ministério da Saúde avisou que os hospitais estão a ficar sem recursos, incluindo reservas de combustível, pelo que vão ficar sem energia e com as instalações sobrelotadas devido ao elevado número de mortos e feridos.

Pelo menos 57 palestinianos morreram esta terça-feira de manhã, na sequência de novos bombardeamentos das Forças de Defesa de Israel contra as cidades de Khan Younis e Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

Os ataques a residências e a um posto de gasolina em Khan Yunis deixaram até agora 23 mortos e 80 feridos, indicou a agência de notícias palestiniana Wafa.

Em Rafah, 30 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas depois de o exército israelita ter bombardeado edifícios residenciais, de acordo com fontes palestinianas, estando ainda a decorrer operações de resgate.

Também em Gaza, um jornalista palestiniano morreu num ataque israelita a um local perto da sua casa, no bairro de Sheikh Radwan, elevando para 20 o número de jornalistas mortos desde o início da guerra, em 7 de outubro.

Pouco depois, o jornal palestiniano Filastin, ligado ao Hamas, anunciou a recuperação de dois corpos dos escombros de Khan Yunis e de três em Rafah.

Entretanto, o escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários anunciou esta madrugada a morte de seis funcionários da Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), o principal organismo de ajuda humanitária que ainda pode trabalhar em Gaza.

Isto eleva para 35 o número de funcionários da UNRWA mortos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou estas mortes e disse estar ao lado dos funcionários “que estão a fazer tudo o que podem para ajudar quem mais necessita”.

Subiu para 220 o número de  reféns feitos pelo grupo islamita Hamas. Entre os reféns há um grande número de estrangeiros. O anúncio foi feito pelo exército de Israel.

O porta-voz do exército israelita disse que as autoridades conseguiram, até agora, confirmar o rapto de 222 pessoas, incluindo soldados capturados durante a ofensiva do Hamas, cujas famílias foram notificadas.

Da mesma forma, o número de soldados mortos durante o ataque do grupo aumentou para 308, segundo um comunicado publicado pelas Forças de Defesa de Israel.

Entre os reféns há um número significativo de estrangeiros. O porta-voz garantiu que o exército israelita está a tentar, de todas as formas, libertar os reféns.

O ministro da Defesa israelita afirmou, na noite de domingo, que uma ofensiva terrestre em Gaza poderá durar vários meses, já que visa eliminar o grupo armado.

Os ataques do exército israelita a Gaza após o ataque do Hamas fizeram quase 4.700 mortos e cerca de 14.000 feridos.

Além disso, cerca de 1,4 milhões de palestinos fugiram e estão deslocados, de acordo com o último balanço da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos no Médio Oriente (UNRWA).

Ivo Garrido, membro da Associação de Amizade e Solidariedade com a Palestina (ASP) diz que é preciso parar de chamar de conflito entre Israel e Palestina o que está a acontecer no médio oriente, pois se trata da maior colonização dos tempos modernos, onde Israel é o opressor e a Palestina o oprimido.

Para Garrido, é muito grave, mil vezes pior do que aconteceu em Moçambique durante a colonização portuguesa, ou até na África do Sul, com o Apartheid.

“O povo palestino é maltratado todos os dias nos últimos 75 anos. Morrem todos os dias há 75 anos e são humilhados todos os dias. Para eles saírem de casa, devem passar por um posto de controlo israelita e mostrarem o seu bilhete de identidade. Quando voltam para casa é a mesma coisa, e em cada posto de controlo eles podem ficar duas ou três horas, os guardas a jogarem cartas. Quando terminam é que atendem”, narrou Ivo Garrido.

O membro da ASP condena o facto de Moçambique estar em silêncio, de ter despertado com o que está a acontecer depois do ataque de 7 de Outubro, em Israel, quando o grupo Hamas assassinou mais de 1400 pessoas.

“É muito raro encontrar um moçambicano que perceba o que se está a passar lá, as pessoas até comentam que eles sofrem e por aí, mas ninguém tem a real noção do sofrimento deles, nós só reagimos como o patrão do colono (os europeus e EUA) estalam os dedos, como no dia sete morreram muitos israelitas, estamos atentos, mas antes já tínhamos palestinos mortos diariamente e ninguém falou, só reagimos quando a CNN, a RTP e a Euronews falam, não estamos a perceber que estamos a ser joguetes deles”, criticou.

Garrido falava este domingo, numa palestra organizada pelo Conselho Islâmico de Moçambique, intitulada “Palestina somos todos nós”, onde esteve presente, também,  Sheik Saide Habibo que, na ocasião deu nome aos acontecimentos e disse tratar-se de terrorismo e genocídio que Israel está a fazer contra a Palestina. Segundo Habibo, o desentendimento entre os dois povos dura há mais de 100 anos, fomentado por alguns países Europeus.

Apesar das divergências, vários acordos entre as partes foram assinados, mas Israel nunca respeitou e, por isso, agora, cansado de sofrer, o povo palestino decidiu retaliar e, em troca, são chamados terroistas.

“Quando os soldados israelenses morrem dizem que foram mortos por terroristas, o grupo Hamas, e, quando os palestinos morrem, simplesmente são pessoas que morreram. Israel não está a atacar militares, está a atacar inocentes, crianças, mulheres indefesas, que nada têm haver com o conflito, isto é uma barbaridade”, lamentou o Sheik.

Habibo disse mais, que Israel está a cometer um crime contra a humanidade, mas não será sancionado. É como se ninguém estivesse a ver. Mas se fosse o contrário, já haveria pessoas a responderem no Tribunal Penal Internacional.

O embaixador da Palestina, Faez Jawad, que participou na palestra, criticou mais uma vez a comunidade internacional, que para ele está a apoiar e é cúmplice do extermínio dos palestinos, por isso, apelou para cumprirem os seus deveres e trabalharem para o fim da guerra “suja”.

“Apelamos, também, para que ajudem a fornecer corredores seguros para a chegada de ajuda médica e alimentar e que forneçam energia, água, gás e energia ao nosso povo sitiado por causa de israel”, instou Jawad.

Ataques aéreos do exército israelita provocaram mais de 60 mortos durante a noite na Faixa de Gaza, informou hoje o governo do grupo islamita palestiniano Hamas.

“Mais de 60 mártires caíram nos ataques”, disse o gabinete de imprensa do Hamas, segundo a agência francesa AFP.

Um dos ataques matou 17 pessoas numa casa em Jabaliya, no norte do território, referiu a mesma fonte, citada pelo Notícias ao minuto.

Israel mantém a Faixa de Gaza sob bombardeamentos constantes desde 07 de Outubro, quando comandos do Hamas fizeram uma incursão sem precedentes no país e mataram cerca de 1.400 pessoas, segundo as autoridades de Telavive.

O Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, convocou, sexta-feira, eleições para o dia 9 de Dezembro deste ano, para preencher nove lugares no Parlamento, que tinham ficado vagos após a destituição, há duas semanas, de 15 deputados da Coligação de Cidadãos para a Mudança (CCC).

A Coligação de Cidadãos para a Mudança (CCC, na sigla em inglês), principal formação da oposição, está a atravessar uma crise interna, pela sua derrota nas eleições presidenciais e legislativas de Agosto, apesar das acusações de fraude eleitoral.

Esta nova chamada às urnas segue-se à destituição de cerca de 15 dos seus deputados, anunciada pelo chamado secretário-geral interino do partido, Sengezo Tshabangu, embora os afectados tenham recorrido para o Supremo Tribunal para contestar a decisão. De acordo com este grupo de deputados, o CCC não tem secretário-geral interino e, por conseguinte, Tshabangu não tem autoridade para tomar tal decisão.

O líder da CCC, Nelson Chamisa, é da mesma opinião e sublinhou que Tshabangu não tem qualquer legitimidade no seio da formação. Estas novas eleições realizar-se-ão em nove círculos eleitorais, a maior parte dos quais em Bulawayo, a segunda maior cidade do país e um bastião da oposição.

 

O actual ministro da economia da Argentina, Sergio Massa, venceu a primeira volta das eleições presidenciais de domingo e vai disputar a segunda volta com o economista ultraliberal Javier Milei.

Com 86% das mesas contabilizadas, Massa obteve 36,2%, seguido por Milei, com 30,3%, e pela candidata da coligação de centro-direita Juntos pela Mudança, Patricia Bullrich, a maior derrotada do dia, que somou 23,71%, escreve a imprensa internacional.

Os resultados provisórios foram celebrados em clima de festa, com a presença massiva de militantes, sindicalistas e membros de organizações sociais, na sede do movimento União pela Pátria, que apoia Sergio Massa, de 51 anos.

Isto porque as sondagens tinham previsto que o candidato “antissistema” Javier Milei iria voltar a ser o mais votado na primeira volta das presidenciais, repetindo a vitória conquistada nas primárias de 13 de Agosto.

O Papa Francisco lamentou hoje a grave situação humanitária na Faixa de Gaza, devido aos confrontos entre Israel e o grupo islamita Hamas, e denunciou o bombardeamento do hospital anglicano e de uma igreja ortodoxa.

“Mais uma vez o meu pensamento está com o que está a acontecer em Israel e na Palestina. Estou muito preocupado e magoado, a minha oração e a minha proximidade são para todos aqueles que sofrem: reféns, vítimas, feridos e suas famílias”, declarou, após rezar o Angelus da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, o líder da Igreja Católica Francisco apelou ainda para um dia de jejum, oração e penitência na sexta-feira, 27 de Outubro, para rezar pela paz no mundo, ao qual presidirá a partir da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

O grupo islamita Hamas lançou em 07 de Outubro em curso um ataque surpresa contra Israel, com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo duas centenas de reféns.

Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

O conflito já provocou milhares de mortos e feridos, entre militares e civis, nos dois territórios.

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