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O País – A verdade como notícia

Líderes da Junta Militar do Níger dizem ter impedido uma tentativa do Presidente deposto, Mohamed Bazoum, de escapar à sua detenção na quinta-feira.

De acordo com o governo militar, um grupo não identificado de mercenários infiltrou-se em Niamey na madrugada do dia 19 de Outubro e tentou retirar Bazoum, juntamente com a sua família, cozinheiros e guardas.

O Conselho Militar do Níger afirmou ter conhecimento da tentativa de fuga e foi realizada uma operação em Niamey para interceptar e prender todos os envolvidos.

O porta-voz da Junta Militar acrescentou que os principais autores e alguns dos seus cúmplices foram detidos sob supervisão do Ministério Público, que abriu uma investigação sobre o sucedido.

Desde o passado dia 26 de Julho, o Níger tem vindo a sofrer uma crise política, mas também social e económica, como resultado das sanções económicas dos seus vizinhos da África Ocidental, com cortes contínuos de electricidade e aumento dos preços dos alimentos, que exigem que a Junta Militar liberte Bazoum e restaurar a ordem constitucional

Milhares de pessoas manifestam-se hoje em solidariedade com os palestinianos na Faixa de Gaza. Os protestos ocorrem, sobretudo, em países muçulmanos, como Egipto, Marrocos, Iraque, Jordânia, Turquia, Indonésia, Malásia, mas também na África do Sul.

Os manifestantes pedem o fim dos bloqueios e dos ataques aéreos de Israel à Faixa de Gaza, após a brutal ofensiva de militantes do Hamas no Sul de Israel.

A explosão ocorrida na terça-feira num hospital na Faixa de Gaza, que socorria palestinianos feridos e residentes em busca de abrigo, é um dos temas mais invocados nas diferentes manifestações.

As causas da explosão no hospital não foram determinadas, uma avaliação da inteligência militar francesa indica que a causa mais provável foi um foguete palestiniano falhado.

O cerco israelita ao território palestiniano e os ataques aéreos foram também o foco de outras manifestações durante esta semana em universidades egípcias, no interior do Congresso em Washington, em frente à embaixada de Israel na Colômbia e junto à embaixada dos EUA no Líbano.

Segundo o ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, quase 6.000 pessoas foram mortas e 13.000 ficaram feridas na Faixa de Gaza e em Israel, desde o início da guerra, e outras 200 feitas reféns.

Muitas pessoas em Gaza aguardam desesperadamente pela ajuda, após terem de reduzir a sua alimentação para uma refeição diária e ficarem sem água para beber. Neste momento, mais de 200 camiões com cerca de 3.000 toneladas de bens para auxílio à população continuam posicionados junto à fronteira do Egpito com a Faixa de Gaza, enquanto aguardam por autorização para entrar em Gaza.

A Rússia está a utilizar a sua rede de espiões, os meios de comunicação social estatais e redes sociais para minar a credibilidade das eleições a nível mundial, segundo um relatório dos serviços secretos dos EUA, citado pela imprensa internacional.

“Este é um fenómeno global. As nossas informações indicam que altos funcionários do governo russo, incluindo os do Kremlin, dão crédito a este tipo de operação de influência e consideram-nas eficazes”, sustenta-se no relatório.

O documento, enviado por telegrama diplomático às embaixadas de uma centena de países de África, Ásia, Europa e América do Norte, surge numa altura em que as tensões entre Moscovo e Washington já são elevadas devido à invasão russa da Ucrânia.

A ONU afirmou hoje que aviões israelitas atacaram na quinta-feira às imediações de duas padarias, onde palestinianos estavam em filas à espera de pão, provocando a morte de vinte pessoas em Gaza e outras cinco no campo de An Nussairat.

No dia anterior, uma das seis padarias contratadas pelo Programa Alimentar Mundial da ONU e que forneciam pão a 12 mil pessoas foi danificada e deixou de funcionar, referiu o relatório diário sobre a situação em Gaza publicado pelo Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA), citado pela Lusa.

Agora, a grande maioria das padarias não está a funcionar devido à escassez de ingredientes essenciais, especialmente a farinha de trigo, que deverá estar completamente esgotada em menos de uma semana, escreve o Notícias ao minuto.

O secretário-geral da ONU defendeu ontem no Cairo um acesso rápido e sem obstáculos para a ajuda humanitária a Gaza, apelando também a um cessar-fogo humanitário imediato.

“Temos necessidade imediata de alimentos, de água, de combustível, de medicamentos, são muito necessários e de uma forma duradoura”, referiu António Guterres, na capital egípcia, escreve a Angop.

“É necessária não uma pequena operação, mas um esforço prolongado. Os trabalhadores humanitários devem conseguir fazer entrar a ajuda e distribui-la com toda a segurança” na Faixa de Gaza, acrescentou o representante, durante uma conferência de imprensa na capital egípcia.

Guterres manteve uma reunião com o chefe da diplomacia egípcia, Sameh Shukri, na qual foram abordados aspectos da coordenação para permitir a entrada urgente de ajuda humanitária na Faixa de Gaza que deverá iniciar-se na sexta-feira de acordo com a imprensa egípcia.

Pelo menos 500 pessoas morreram num ataque aéreo a um hospital onde se encontravam civis feridos, na faixa de Gaza. Militares israelitas negam envolvimento nos bombardeamentos.

O ataque ao hospital Al-Ahli na cidade de Gaza, na Palestina, é o mais mortífero resultante de bombardeamento aéreo nas cinco guerras que foram travadas desde 2008.

As imagens do hospital Al-Ahli mostram um enorme incêndio, vidros partidos e corpos espalhados por todo o lado.

Diversos hospitais da cidade de Gaza tornaram-se local de refúgio para centenas de pessoas, na esperança de serem poupadas de contínuos bombardeamentos, após Israel ter ordenado a todos os residentes da cidade e áreas próximas que se retirassem para o sul da Faixa de Gaza.

Militares israelitas negam o envolvimento no ataque ao hospital e afirmam que a explosão foi causada por um ‘rocket’ palestiano.

A Organização Mundial da Saúde, as Nações Unidas e vários lideres mundiais condenaram o ataque mortal e exigiram a protecção imediata de civis.

Milhares de manifestantes saíram às ruas no Médio Oriente, bem como em outros países, para protestar contra o bombardeamento.

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto.

Esta quarta-feira, o Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, viaja para Israel, onde deverá manter conversações com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu e expressar o seu apoio no conflito.

Dados recentes indicam que  mais de 4 mil pessoas morreram entre palestinianos e israelitas e mais de 15 mil ficaram feridas desde a retoma do conflito, após o ataque do grupo Hamas.

A situação em Gaza está “a ficar fora de controlo” devido à falta de ajuda humanitária imediata, disse hoje o director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) na rede social X (antigo Twitter).

“A cada segundo que esperamos para dar ajuda médica, perdemos vidas”, lamentou Tedros Adhanom Ghebreyesus, sublinhando que os produtos médicos ficaram bloqueados durante quatro dias na fronteira entre Egipto e Gaza.

“Precisamos de acesso imediato para começar a fornecer estes produtos vitais”, insistiu, apelando à abertura do posto fronteiriço de Rafah.

Durante dias, toneladas de ajuda foram bloqueadas no deserto egípcio do Sinai, enquanto Rafah está fechada no lado palestiniano, após quatro atentados esta semana.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, é esperado em Israel na quarta-feira, antes de viajar para a Jordânia, para se encontrar com líderes árabes, anunciou hoje o secretário de Estado, Antony Blinken.

Segundo um porta-voz da Casa Branca, no final da visita a Israel, Joe Biden desloca-se a Amã, na Jordânia, para se encontrar com o rei Abdullah II, o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, e o líder da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.

Por seu turno, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, disse que o Presidente “irá reiterar a nossa convicção de que o Hamas não representa a grande maioria do povo palestiniano, que também é vítima”.

Ontem, o secretário de Estado anunciou que os Estados Unidos tinham igualmente obtido garantias de Israel relativamente à entrega de ajuda humanitária estrangeira à Faixa de Gaza bloqueada, numa altura em que Israel prepara uma ofensiva terrestre contra o território governado pelo movimento islamita Hamas.

 

O Presidente russo, Vladimir Putin, aterrou hoje em Pequim, onde vai reunir-se com o homólogo chinês, Xi Jinping, e participar no 3.º Fórum da Faixa e Rota, informou a agência noticiosa oficial Xinhua, citada pelo Notícias ao Minuto.

O líder russo vai encontrar-se com Xi para trocar pontos de vista sobre as relações bilaterais, que “estão a crescer”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, na segunda-feira, em Pequim, após reunir-se com o homólogo chinês, Wang Yi.

Durante o encontro, que vai decorrer no dia 18, os dois líderes vão discutir questões bilaterais e internacionais num diálogo “amigável e franco”, de acordo com o Kremlin.

O conselheiro da Presidência russa, Yuri Ushakov, recordou, na segunda-feira, que Putin vai participar no 3.º Fórum da Faixa Rota como “convidado principal” e discursar no evento logo após o anfitrião, Xi Jinping.

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