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O País – A verdade como notícia

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, ontem, por maioria, um pedido de trégua humanitária na Faixa de Gaza. A resolução foi formulada por 120 países da ONU, que pedem também o fim da deslocação forçada de palestinianos.

O projecto de resolução apresentado pela Jordânia, e co-patrocinado por mais de 40 Estados-membros da ONU, obteve 120 votos a favor, 14 contra e 45 abstenções dos 193 países-membros da ONU.

Votaram contra este texto países como Israel, Estados Unidos, Áustria ou Hungria e entre os países que se abstiveram estão Ucrânia, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Iraque, Albânia e Cabo Verde.

Com exceção de Cabo Verde, que se absteve, e São Tomé e Príncipe, que não registou o seu voto, todos os restantes países lusófonos, incluindo Moçambique, votaram a favor desta resolução.

Apesar de não ter caráter vinculativo, esta resolução carrega um peso político e mostra o posicionamento da comunidade internacional em relação à forma como Israel está a conduzir a sua guerra contra o grupo islamita Hamas.

O Hamas saudou a aprovação e relatou esta sexta-feira ter estado em violentos combates na Faixa de Gaza com as forças israelitas, que terão feito incursões terrestres em dois sectores do território.

Incursões que terão levado à morte do chefe do comando aéreo do Hamas, que terá participado no planeamento do ataque de 07 de Outubro, avança o exército de Israel.

Este conflito já fez mais de 1.400 mortos e cerca de 5.000 feridos, em Israel. Já no território palestiniano provocou a morte de mais de 7.300 pessoas e pouco mais de 19.000 feridos.

O Conselho Europeu quer que os activos russos congelados sejam usados para apoiar a Ucrânia na guerra contra a Rússia. Para o efeito, o conselho pediu à Comissão Europeia e ao chefe da diplomacia da União Europeia para que avancem propostas.

O Conselho Europeu entende que com os activos russos o bloco teria mais alternativas para obter receitas para prestar apoio a curto prazo à Ucrânia.

O líder do Conselho Europeu garantiu que a União Europeia mantém como prioritária a ajuda à Ucrânia.

Os Estados Unidos impuseram hoje novas sanções ao grupo islamita Hamas, incluindo redes financeiras da organização e funcionários iranianos que treinaram os seus combatentes.

As sanções impostas, esta sexta-feira, pelo Departamento do Tesouro sucedem às que o Governo norte-americano anunciou no dia 18 de do mês em curso contra o Hamas, após o ataque a Israel, no início deste mês.

O pacote de sanções anunciado inclui empresas de um dos financiadores do Hamas baseado no Sudão e um cidadão jordaniano que reside em Teerão como representante do grupo no Irão.

O Departamento do Tesouro também incluiu nas sanções a Associação de Caridade Al-Ansar, organização ligada à Jihad Islâmica que recebe dinheiro do Irão para ajudar as famílias de militantes de organizações islâmicas de Gaza.
Ainda esta sexta-feira, o Hamas recusou libertar os cerca de 230 reféns israelitas e disse que só o fará assim que houver um cessar-fogo.

Pelo menos 37 pessoas foram mortas durante a campanha para as eleições de domingo, onde os colombianos vão eleger diversos cargos de poder local, denunciou hoje a Fundação Paz e Reconciliação (Pares).

No seu “Quinto relatório de violência político-eleitoral (29 de Outubro 2022-25 Outubro 2023), a Pares indica que registou 325 vítimas de violência eleitoral em 262 ocorrências, escreve o Notícias ao minuto.

“Do total de vítimas, 37 foram assassinadas, 51 sofreram atentado e 236 foram ameaçadas”, detalham as informações da Fundação.

Em comparação com o relatório anterior, que abrange o período entre 29 de Outubro de 2022 e 29 de Agosto de 2023, houve um aumento de 8,82% no número de assassinatos e de 62,5% no número de ataques.

A Pares alerta ainda que “até 29 de Outubro de 2023 , no quadro da Paz Total, os diferentes grupos armados que mantêm diálogos com o Governo devem dar prioridade às garantias de participação política porque, embora não sendo os principais perpetradores, são responsáveis por 24% dos eventos registados”.

Retoma, hoje, o julgamento do caso de corrupção, que envolve o antigo Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e uma empresa francesa. As audições decorrem no Tribunal Superior de Pietermaritzburg, na província de Kwazulu-Natal.

O julgamento retoma depois de, recentemente, o Supremo Tribunal de Apelação ter rejeitado a tentativa de Zuma de  anular a invalidação do processo particular que pretendia mover contra o procurador Billy Downer e uma jornalista sul-africana.

A manutenção do processo implicaria o adiamento do reinício do julgamento do caso de corrupção que envolve o ex-presidente e uma empresa francesa de armamento, Thales.

O Ministério Público sul-africano diz que vai pressionar para que o julgamento prossiga, depois de tantos adiamentos, causados por inúmeros recursos interpostos por Jacob Zuma.

No início do julgamento, em Maio de 2021, Jacob Zuma e a empresa francesa de armamento declararam-se inocentes das acusações de extorsão, fraude, evasão fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção.

Segundo a acusação, Jacob Zuma recebeu cerca de oitocentas transacções financeiras, entre 1995 e 2004, totalizando mais de quatro milhões de rands, o equivalente a mais de 13 milhões de meticais

Zuma e a empresa Thales enfrentam mais de dezasseis acusações relacionadas com o negócio de compra de armas, em 1999. Na altura, Jacob Zuma era vice-presidente da África do Sul.

A Human Rights Watch e a Amnistia Internacional pediram, hoje, a libertação imediata das pessoas detidas no Níger pelo regime militar, após o golpe de 26 de Julho. As organizações denunciaram também a repressão contra jornalistas e opositores ao poder.

O regime militar deve “fazer cumprir os direitos humanos e garantir a liberdade de imprensa”, declarou a investigadora da Humans Rights Watch (HRW) Ilaria Allegrozzi, citada pelo Notícias ao Minuto.

As duas ONG recordam que desde o golpe de Estado, o Presidente Mohamed Bazoum está detido na sua residência com a sua mulher e filho e que vários ministros do regime estão em diferentes prisões do país. A Amnistia Internacional e a Human Rights Watch consideram as detenções arbitrárias porque têm motivações políticas.

As ONG afirmam também que “as autoridades ameaçaram, assediaram, intimidaram e prenderam arbitrariamente jornalistas, jovens e suspeitos de opositores políticos, bem como pessoas que expressavam opiniões críticas”, escreve  o Notícias ao Minuto.

As ONG denunciam, ainda, violência física cometida por apoiantes do regime nas ruas de Niamey.

O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, pediu ontem o levantamento “imediato e incondicional” das sanções da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos contra o Zimbabwe porque afectam o crescimento do país.

“Mahamat renova mais uma vez o pedido de longa data da União Africana para o levantamento imediato e incondicional das sanções impostas contra instituições e indivíduos da República do Zimbabwe”, declarou em comunicado a comissão (secretariado) da organização pan-africana, citado pela ANGOP.

A Comissão da UA, que tem sede em Adis Abeba, acrescentou que “o Mahamat continua profundamente preocupado com o impacto negativo que as sanções continuam a ter no desenvolvimento socioeconómico do Zimbabwe, no meio da actual crise alimentar e energética mundial”.

O presidente da Comissão da UA fez as observações no chamado Dia Anti-Sanções, que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) celebra todos os anos em 25 de Outubro desde 2019.

O líder da oposição senegalesa, Ousmane Sonko, que iniciou mais uma greve de fome na semana passada, entrou em coma na segunda-feira, e o seu estado de saúde “está a agravar-se de forma preocupante”, confirmou ontem o seu partido.

“O imprevisível pode acontecer a qualquer momento, pois pode apanhar de surpresa o serviço de vigilância e de cuidados hospitalares”, declarou hoje na rede social X (antigo Twitter), El Malick Ndiaye, porta-voz do partido Patriotas Senegaleses do Trabalho, da Ética e da Fraternidade (Pastef, no acrónimo em francês), escreve a ANGOP.

“Apelo solenemente ao Presidente da República e à ministra da Justiça, que têm o poder de activar mecanismos que não ponham em causa a separação de poderes e que sejam coerentes com os direitos cívicos individuais, garantidos e protegidos pelos instrumentos internacionais dos direitos humanos”, acrescentou.

Em 17 de Outubro, Sonko anunciou que tinha iniciado uma nova greve de fome para protestar contra a sua detenção e a de alguns dos seus apoiantes, depois de ter sido hospitalizado em Agosto devido a uma primeira greve de fome.

Sete pessoas suspeitas de serem criminosas foram mortas a tiros, na zona de KwaMashu, na cidade sul-africana de Durban, na província de Kwazulu-Natal.

A Polícia diz que encontrou os corpos, na noite desta segunda-feira, sob uma ponte ferroviária, com sinais de ferimentos nas cabeças, refere a Rádio Moçambique.

As vítimas são moradores de rua, que supostamente estavam envolvidos em actividades criminosas.

As autoridades policiais dizem que estão a investigar o incidente.

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