O País – A verdade como notícia

O Presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, disse estar preocupado com o adiamento das eleições presidenciais no Senegal e apelou às forças políticas e sociais para que resolvam “qualquer conflito político através de consulta, compreensão e diálogo civilizado

Foi através de um comunicado de imprensa que Faki Mahamat manifestou o seu descontentamento com o adiamento das eleições Senegal.

“O Presidente da Comissão da União Africana (CUA) (…) tomou conhecimento do adiamento das eleições presidenciais na República do Senegal com preocupação sobre a situação política neste país, onde o modelo de democracia sempre foi saudado com grande apreço, e que não pode deixar nenhum africano indiferente”, lê-se num comunicado divulgado pela organização.

No documento Mahamat convida as autoridades nacionais competentes a organizarem as eleições o mais rapidamente possível, com transparência, paz e harmonia nacional.

Refira-se que o presidente do Senegal anunciou, no sábado, a revogação do decreto que convocava as eleições presidenciais para 25 de Fevereiro.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Europeia e o Governo Francês apelam para a realização das presidenciais no Senegal o mais rápido possível. As reacções ocorrem após o anúncio do adiamento “sine die” das eleições. 

Em comunicado, citado pela DW, a “CEDEAO manifesta a sua preocupação com as situações que levaram ao adiamento das eleições e pede às autoridades competentes que acelerem os diferentes processos para estabelecer uma nova informação”.

O bloco regional, composto por 15 países, também apelou a “toda a classe política [senegalesa] para dar prioridade ao diálogo e à colaboração para a realização de eleições transparentes, inclusivas e livres”.

Em comunicado, a União Europeia diz que “apoia a posição expressa pela CEDEAO e apela a todas as partes interessadas para que trabalhem, num clima pacífico, para realizar eleições transparentes, inclusivas e credíveis, o mais rapidamente possível e com respeito pelo Estado de direito , a fim de preservar a longa tradição de estabilidade e democracia no Senegal”.

De acordo com a DW, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da França também defende que o Senegal deve realizar eleições “o mais rápido possível”.

A suspensão eleitoral é motivada por um conflito aberto no contexto de um alegado caso de corrupção de juízes, segundo referiu o Presidente do Senegal, Macky Sall, numa declaração televisiva. 

Vários líderes africanos lamentaram, esta tarde, a morte do Presidente da Namíbia, Hage Geingob, que perdeu a vida vítima de doença.

Na mensagem do Presidente Angolano, João Lourenço, Hage Geingob é descrito como um “lutador incansável pela liberdade de África” ​​e alguém que “soube desde muito jovem se dedicou à causa do resgate da dignidade dos povos africanos, da autodeterminação, da independência e da soberania dos países” do continente africano.

“Perdemos uma figura ímpar da história contemporânea do povo namibiano, que deixa um vazio de se preencher”, destaca o Chefe do Estado angolano e presidente em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)

Segundo escreve a DW, os líderes da Zâmbia, Zimbabwe, Quénia, Tanzânia, Somália e Burundi destacam a liderança do ex-Presidente da Namíbia.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, recordou-o como “um patriota”, que teve um papel importante na libertação da “irmã Namíbia” do “colonialismo e apartheid”.

O director da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, sublinhou a “valentia” de Hage Geingob, que classificou como “um visionário”, e a sua “dedicação para melhorar as vidas e a saúde dos namibianos”. 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de França disse, hoje, que o Senegal deve realizar eleições “o mais rápido possível”, clarificando as incertezas que pairam sobre o processo eleitoral, que foi adiado.

“Apelamos às autoridades para que eliminem as incertezas relativas ao calendário eleitoral para que as eleições possam ser realizadas o mais rápido possível, respeitando as regras da democracia senegalesa”, disse, em o executivo francês, citado pela Lusa.

O Presidente do Senegal, Macky Sall, anunciou, no sábado, a revogação do decreto que convoca as eleições presidenciais, marcadas para 25 de Fevereiro. Na sequência desta revogação, o processo eleitoral foi adiado por tempo indeterminado, face à polémica levantada em torno da lista final de candidatos.

O Presidente, que já disse não se candidatar a um novo mandato, garantiu que vai iniciar um “diálogo nacional aberto”, de modo a reunir as condições para que as eleições decorram de forma livre, transparente e inclusiva, escreve o Notícias ao Minuto.

O Presidente do Senegal, Macky Sall, adiou, por tempo indeterminado, as eleições presidenciais marcadas para o dia 25 de Fevereiro. Macky Sall diz que as disputas sobre o processo eleitoral podem comprometer a credibilidade do voto. 

É a primeira vez que uma eleição presidencial por sufrágio universal directo é adiada no Senegal. A  decisão do presidente daquele país, Macky Sall, foi anunciada horas antes do início da campanha eleitoral, este sábado.  

Em discurso à nação, o estadista explicou que o adiamento surge na sequência de questionamentos sobre a integridade de dois juízes do Conselho Constitucional.  

Por outro lado, o Partido Senegalês Democrático da oposição, cujo candidato foi impedido de concorrer, também formulou um pedido formal de adiamento, depois de descontentamentos.

Macky Sall explicou que a situação eleitoral, que considera “perturbada”, poderia comprometer a credibilidade do voto, semeando disputas pré e pós-eleitorais.

O anúncio do adiamento foi feito quando faltam menos de três semanas para a data ora prevista para as eleições presidenciais.

O presidente senegalês não avançou uma nova data para as eleições mas disse que haverá um diálogo nacional para garantir que as eleições serão livres, justas e transparentes.

Morreu, na madrugada de hoje, o Presidente da Namíbia, Hage Geingob, que estava a receber tratamento devido a um cancro. O anúncio foi feito hoje pela Presidência do país africano.

No comunicado, citado pela Lusa, lê-se que o Presidente interino da Namíbia, Nangolo Mbumba, disse que Geingob morreu pouco depois da meia-noite no hospital privado Lady Pohamba, na capital Windhoek.

O comunicado sublinhou que, apesar “dos esforços enérgicos” da equipa médica, o Presidente faleceu, na presença da primeira-dama, Mônica Geingos, e dos filhos.

“A nação da Namíbia perdeu um ilustre servidor do povo, um ícone da luta pela libertação, o principal arquiteto da nossa constituição e o pilar da casa da Namíbia”, disse Nangolo Mbuma, citado pelo Notícias ao Minuto.

O Presidente interino pediu à população que permaneça calma e serena enquanto o Governo cuida de todos os preparativos e demais protocolos estaduais necessários e prometeu que o executivo irá reunir-se com efeito imediato para “tomar as providências necessárias”.

As eleições presidenciais e para a Assembleia Nacional da Namíbia estavam previstas para finais de 2024.

Hage Geingob tomou posse como Presidente em 2015 e foi o principal responsável pelo início das conversações com a Alemanha, sobre a revisão das atrocidades cometidas pelo Império Alemão durante o período colonial e possíveis compensações.

Mais de 7.1 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária no Mali, devido à seca, aos conflitos e à recessão económica. Só esta semana houve mais de quatro mil deslocados para a região de Menakas, em busca de acolhimento.

As condições humanitárias estão a piorar a cada dia no Mali, com a população a necessitar de ajuda humanitária urgente.

Desde o golpe de Estado, a crise política no Mali provocou a movimentação de pessoas, internamente, principalmente para a região de Menaka, norte do Mali, onde na última semana foram registadas 4.690 novas pessoas deslocadas.

O Comité Internacional de Resgate indicou que há, em todo o país, 7.1 milhões de pessoas, ou seja, cerca de 32% da população, precisando de assistência humanitária.

Através de um comunicado, a organização não governamental avançou que a pressão do aumento de pessoas deslocadas agrava a falta de comida em Menaka desde Dezembro de 2023 e faltam voos que transportem medicamentos e alimentos para aquela região.

Prevê-se ainda dias piores para o país que, mergulhado numa crise política, decidiu sair da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, alegadamente por ingerência dos países membros.

Os grupos militares palestinianos Hamas e Jihad aceitaram assinar o acordo com Israel, para pôr fim ao confronto na Faixa de Gaza. A primeira fase do acordo prevê trégua de 45 dias. Para além da retirada das tropas Israelitas de Gaza, a Palestina exige a libertação de alguns criminosos condenados em Israel.

O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, apelou sexta-feira, após dias de negociações, à cessação total dos combates na Faixa de Gaza, em troca da libertação de reféns, e garantiu que o grupo Jihad Islâmica Palestiniana também o exige.

Afirmando ter mantido uma conversa telefónica com o secretário do Jihad, Haniyeh lembrou também sobre a necessidade de reconstruir a Faixa de Gaza e garantir um acordo “sério” de troca de reféns por prisioneiros palestinianos.

Israel já tinha aceitado o acordo proposto pelos mediadores do conflito, sendo que esta sexta-feira foi a vez dos grupos palestinianos dizerem sim, embora ainda falte a assinatura do entendimento.

A proposta de acordo que tem aceitação das partes prevê num primeiro momento a libertação de 35 civis sequestrados pelo Hamas em troca da cessação total, por 45 dias, das ações israelitas.

O anúncio oficial do grupo islamita palestiniano sobre aceitação do acordo acontece cerca de cinco dias depois das reuniões realizadas em Paris com mediadores, Estados Unidos da América, Egito e Qatar, para analisar uma proposta de tréguas e de libertação de reféns aprovada por Israel e sobre a qual o Qatar tinha garantido que o Hamas também tinha aprovado.

Pelo menos 18 membros de milícias pró-Irão morreram, ontem, numa série de bombardeamentos norte-americanos contra diferentes pontos da Síria e Iraque. Os ataques são uma resposta dos Estados Unidos à morte de três soldados na Jordânia.

Prometeu e já está a cumprir.

O Presidente dos Estados Unidos da América teria prometido responder com máxima força o ataque à sua base militar na Jordânia, onde foram mortos três dos seus soldados.

Na noite desta sexta-feira, uma série de ataques foram lançados contra diferentes pontos da Síria e Iraque, onde pelo menos 18 membros de milícias pró-Irão foram mortos.

Do lado sírio, os ataques aéreos mataram 13 militantes e destruíram 17 posições de grupos armados apoiados por Teerão na província oriental de Deir al Zur, segundo um comunicado da organização não-governamental Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado no Reino Unido.

O porta-voz militar do primeiro-ministro iraquiano frisou, em comunicado, que os ataques norte-americanos constituem uma “violação da soberania iraquiana”, apontando para consequências desastrosas para a segurança e estabilidade do Iraque e da região.

Os Estados Unidos anunciaram o bombardeamento de mais de 85 alvos e instalações ligadas à Guarda Revolucionária do Irão e a grupos pró-iranianos no Iraque e na Síria e garantem que as acções vão continuar.

“Os EUA não querem conflitos no Médio Oriente ou em qualquer outro lugar do mundo. Mas que aqueles que nos querem prejudicar saibam bem disto: se tocarem num americano, nós responderemos”, garantiu o Presidente norte-americano”, Joe Biden..

+ LIDAS

Siga nos