O País – A verdade como notícia

A Turquia diz que pretende ajudar o Níger a reforçar a sua independência, depois de Niamey ter anunciado a sua retirada da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO. O governo turco garante igualmente o reforço do comércio com o país africano.

Depois de a milícia que governa o Níger ter decidido pela sua retirada da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, devido às críticas ao golpe de Estado, o Governo da Turquia anunciou que vai apoiar o país a resgatar a democracia e a reforçar a independência.

Turquia diz querer impulsionar o comércio com o Níger, que anunciou na terça-feira – depois do Mali e do Burkina Faso – a sua retirada da CEDEAO, uma decisão com consequências potencialmente profundas para a sua economia e estabilidade política.

A CEDEAO tem tentado fazer com que os civis regressem ao poder o mais rapidamente possível em Niamey, Bamako e Ouagadougou, onde golpes de Estado derrubaram presidentes eleitos e expulsaram tropas estrangeiras de manutenção da paz.

O ex-presidente da Zâmbia, Edgar Lungu, pediu aos cidadãos para que exijam a realização de eleições antecipadas, alegando que o seu sucessor, Hakainde Hichilema está a gerir mal a economia do país.

Edgar Lungu também critica também  o actual Presidente do país pela forma como lidou com o surto de cólera, que matou cerca de 600 pessoas desde Outubro passado.

Lungu enfatizou a necessidade de os zambianos exercerem pressão sobre o Presidente Hichilema, afirmando que eleições antecipadas são “imperativas”. 

Em reacção às declarações de Lungu, o porta-voz do governo, Cornelius Mweetwa, rejeitou as acusações, instando os zambianos a darem ao presidente tempo suficiente para cumprir as suas promessas de campanha. Mweetwa também acusou o ex-presidente de prejudicar a economia do país durante o seu mandato de seis anos.

De acordo com a imprensa internacional, Lungu, que anunciou o seu regresso político em Outubro, enfrentou a consequência de o governo retirar os seus benefícios de reforma. 

Depois de se ter retirado da política em 2021, após uma derrota significativa nas eleições presidenciais, o regresso de Lungu prepara o terreno para uma corrida presidencial potencialmente controversa em 2026.

Pelo menos 32 pessoas foram mortas, no nordeste da República Democrática do Congo, desde o último sábado, em resultado de ataques terroristas, atribuídos às Forças Democráticas Aliadas.

Cinco das 32 pessoas já mortas na República Democrática do Congo foram decapitadas numa igreja.

As autoridades congolesas atribuem os ataques às Forças Democráticas Aliadas, um grupo rebelde do Uganda.

Na segunda-feira, pelo menos 11 aldeões foram mortos nas aldeias de Matadi e Kangayi, no território de Beni, para além de dezenas que foram raptadas pelo grupo.

A sociedade civil, que se juntou para contestar os ataques, exige do Governo Congolês e do vizinho Uganda, que desde Novembro de 2021 têm uma operação militar conjunta em curso, que ponham fim às acções rebeldes.

O leste da República Democrática do Congo, país que faz fronteira com Angola, está mergulhado num conflito alimentado por milícias rebeldes e pelo exército, desde 1998, apesar da presença da missão de paz das Nações Unidas.

Uma delegação do movimento islamita palestiniano Hamas, liderada pelo chefe do seu gabinete político, Ismail Haniyeh, chegou ao Cairo para discutir com altos responsáveis dos serviços secretos egípcios uma possível trégua em Gaza e uma troca de prisioneiros.

De acordo com fontes próximas das conversações, citadas pela agência de notícias espanhola Efe, a delegação do Hamas reunir-se-á em breve com o chefe dos serviços secretos egípcios, Abbas Kamel, para discutir um possível acordo de trégua que conduza à libertação dos reféns mantidos pelo movimento islamita na Faixa de Gaza.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, nas reuniões, será debatida a proposta de acordo apresentada pelo Qatar para um novo cessar-fogo e uma troca de reféns por prisioneiros palestinianos que se encontram em prisões israelitas, que Haniyeh afirmou na terça-feira que o movimento “está a analisar”.

Enquanto isso, o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, regressará em breve ao Médio Oriente, numa altura em que os mediadores se esforçam por alcançar uma nova trégua na guerra entre Israel e o Hamas.

Blinken, que já se deslocou quatro vezes à região desde o início da guerra, a 07 de Outubro, partirá nos próximos dias, segundo declarou um responsável norte-americano citado pelo Notícias ao Minuto.

O Presidente interino da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau, Npabi Cabi, disse, esta quarta-feira, que o Presidente Umaro Sissoco Embaló quer que as eleições legislativas se realizem até 31 de Março.

Em declarações à imprensa, após uma audiência com o Presidente da República, Npabi Cabi considerou que, “tendo fundos”, a CNE tem condições técnicas para realizar o escrutínio. No entanto, alertou para a importância da actualização dos cadernos eleitorais.

Por sua vez, o presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, afirma que o Presidente da República é um factor de instabilidade democrática . Domingos Simões Pereira reitera que “o povo guineense pronunciou-se e é uma obrigação de todos os atores respeitarem essa vontade expressa”.

No início de Dezembro, o Presidente dissolveu o Parlamento, depois de consultar o Conselho de Estado, quando a Constituição definiu que só o poderia fazer 12 meses após as eleições. 

Cerca de 400 pessoas morreram de fome nas regiões de Tigray e Amhara, na Etiópia, nos últimos seis meses. 20.1 milhões de etíopes precisam de ajuda humanitária urgente. A informação foi confirmada pelo Provedor de Justiça daquele país.

A crise humanitária que se vive no Tigray e Amhara, provocada pela guerra e a falta de chuva, já causou centenas de mortes.
Nesta terça-feira, o Provedor de Justiça etíope confirmou a morte de 351 pessoas no Tigray nos últimos seis meses e outras 44 em Amhara.

Segundo escreve a imprensa internacional, apenas uma pequena fracção das pessoas necessitadas em Tigray recebem ajuda alimentar, mais de um mês depois de as agências de ajuda terem retomado o apoio, após uma longa pausa devido ao roubo de cereais destinados às populações.

Cerca de 20.1 milhões de pessoas em toda a Etiópia precisam de ajuda alimentar humanitária devido à seca, aos conflitos e à economia em recessão.

Tigray, onde vivem 5.5 milhões de pessoas, foi o centro de uma guerra civil devastadora de dois anos que matou centenas de milhares de pessoas e se espalhou pelas regiões vizinhas.

O líder máximo da Igreja Católica, Papa Francisco, admitiu, esta segunda-feira, que há uma resistência particular em África à bênção de casais do mesmo sexo, por questões culturais, mas diz confiar que, “pouco a pouco”, todos se apercebam da importância da inclusão e não haja um cisma.

A benção a uniões de pessoas homossexuais continua a levantar debates acesos em todo o mundo.

Esta segunda-feira, o Papa Francisco disse acreditar que, pouco a pouco, as pessoas vão perceber o espírito da sua declaração, que autorizava os sacerdotes católicos a abençoarem uniões de pessoas do mesmo sexo.

De acordo com o sumo pontífice, “os que protestam com veemência pertencem a pequenos grupos ideológicos. Um exemplo são os africanos: para eles, a homossexualidade é culturalmente ‘feio’, não a toleram”.

Questionado em concreto sobre a bênção a “casais irregulares e do mesmo sexo”, que sugeriu no ano passado, o Papa Francisco confirmou que lhe perguntam “como é possível”, ao que responde que “o Evangelho é para santificar toda a gente, desde que haja, claro, boa vontade”, sublinhando que “não se abençoa a união, mas as pessoas”.

Morreu Iskandar Safa, fundador da Privinvest Group, empresa envolvida no escândalo das Dívidas Ocultas, contraídas  pelo Estado moçambicano.

O magnata dos estaleiros franco-libaneses Iskandar Safa, proprietário do semanário de extrema direita “Valeurs Acteurs” (Valores Correntes), e principal mentor do calote de 2 mil milhões de USD contra Moçambique, morreu nesta segunda-feira, 29 de Janeiro, vítima de cancro, segundo anunciou o director editorial da revista conservadora Valeurs nationaux.

Iskandar Safa, que foi citados várias vezes na tenda da B.O,  que julgava o caso das Dívidas Ocultas, morre sem  o desfecho do processo que Moçambique, através da Procuradoria-Geral da República, pede no Tribunal Comercial de Londres, no Reino Unido, 3,1 mil milhões de dólares ao grupo Naval Privinvest, por danos, compensação e indemnização.

Iskandar Safa era proprietário dos títulos do grupo Valmonde, do qual faz parte Valeurs Actuelles. 

Ele também esteve à frente de uma empresa imobiliária e hoteleira no sul da França, ao mesmo tempo que se especializou em construção naval e armamentos ao longo dos anos. 

Nascido em 1955, numa família cristã, o empresário foi um dos negociadores da libertação, em 1988, de reféns franceses no Líbano.

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