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O País – A verdade como notícia

Subiu de 235 para 929, entre esta sexta-feira e sábado, o número de mortos em resultado dos sismos que atingiram a Venezuela. As autoridades alertam que os números continuarao a subir. Há mais de 50 mil desaparecidos.

As operações de busca e salvamento continuam na Venezuela, depois dos sismos de  magnitude 7,2 e 7,5 terem atingido o país, na última quarta-feira.

Enquanto isso, os números de vítimas mortais e de feridos também continuam a subir, de acordo com os últimos dados apresentados pelo presidente da Assembleia Nacional Venezuelana, Jorge Rodríguez. 

Equipes de resgate formadas por venezuelanos e estrangeiros correm contra o tempo para encontrar sobreviventes sob os escombros.

Centenas de edifícios ruíram, outros ficaram gravemente danificados. 

Em algumas regiões começaram a registar-se saques em vários estabelecimentos, onde pessoas procuram levar alimentos, medicamentos e eletrodomésticos.   

Na sexta-feira, o governo daquele país restringiu o acesso ao estado de La Guaira, o mais atingido pelos sismos, e anunciou sua militarização. 

Segundo a imprensa local, desde a quarta-feira já se registaram mais de 300 réplicas de tremores de terra, embora de menor intensidade. 

O número de vítimas mortais provocadas pelos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela continua a aumentar. O mais recente balanço, divulgado na noite de quinta-feira, aponta para pelo menos 235 mortos e mais de 4.300 feridos, enquanto as operações de busca e salvamento prosseguem nas zonas mais afectadas.

Entre as vítimas encontram-se seis membros da comunidade portuguesa: dois cidadãos portugueses e quatro luso-descendentes, segundo a informação confirmada pelas autoridades. Permanecem ainda 56 pessoas por localizar, mantendo-se a incerteza quanto ao seu paradeiro.

Perante a dimensão da tragédia, Portugal disponibilizou uma equipa de emergência da Protecção Civil composta por 50 operacionais, oferta que foi aceite pelas autoridades venezuelanas. A missão portuguesa deverá apoiar as operações de busca, salvamento e assistência às populações afectadas.

As autoridades venezuelanas admitem que o número de vítimas poderá continuar a aumentar à medida que as equipas de socorro alcançam áreas ainda isoladas pelos danos provocados pelos dois fortes abalos sísmicos.

Um terramoto de magnitude 7,2 seguido, menos de um minuto depois, por um tremor de magnitude 7,5 causou  164 mortos e milhares de feridos, na venezuela, segundo escreve o Jornal Observador. Autoridades e cidadãos tentam resgatar sobreviventes.

Os sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, com epicentro a oeste da localidade de Morón, na costa caraibenha do país, cerca de 168 quilómetros a oeste de Caracas. O sismo ocorreu a uma profundidade de 22 quilómetros.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, avançou que se registaram pelo menos 164 mortos e mais de 971 feridos, até ao momento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), através do ‘cluster’ de saúde, precisa de 21,5 milhões de dólares para apoiar os quase 539 mil afectados pelas recentes chuvas no Sul e Centro de Moçambique. 

Moçambique continua a enfrentar uma complexa crise humanitária caracterizada pelos impactos sobrepostos dos choques climáticos e dos conflitos armados, que afectam significativamente a saúde e o bem-estar das populações vulneráveis”, lê-se num boletim do ‘Cluster’ de Saúde de Moçambique, liderado por aquela organização das Nações Unidas, citado pela Lusa.

De acordo com a mesma publicação,  em 2026 as cheias nas províncias do Centro e do Sul resultaram na deslocação de populações, danos nas infra-estruturas de saúde e um aumento do risco de surtos de doenças transmitidas pela água, interrompendo a continuidade dos serviços de saúde essenciais.

O `cluster´ de saúde estima que cerca de 619 627 pessoas afectadas pelos eventos climáticos extremos em Moçambique precisem de ajuda, daí que, avançou, foi lançado um plano de resposta humanitária às cheias que prevê apoiar quase 539 mil pessoas mediante um financiamento de cerca de 21,5 milhões de dólares.

“Para a adenda ao plano de resposta humanitária às cheias de 2026, o núcleo da saúde responderá a três objectivos e, a partir destes, serão monitorizados 15 indicadores que reflectem as actividades que, até ao fim do ano, abrangerão um total de 538 725 beneficiários, de um total de 619 627 pessoas carenciadas, em 18 distritos de Gaza, Sofala, Maputo e na Cidade de Maputo”, explica-se.

Além da crise climática, aquele organismo humanitário internacional alerta ainda que Moçambique enfrenta, ao mesmo tempo, a insegurança armada na província de Cabo Delgado, Norte do País, que continua a provocar deslocações e a exercer uma pressão adicional sobre sistemas de saúde “já frágeis”.

De acordo com o documento, em Cabo Delgado, província rica em gás e alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado a 05 de outubro de 2017, as necessidades humanitárias mantêm-se elevadas, sendo prioritária a prestação de cuidados de saúde primários, serviços de emergência, apoio à saúde mental e assistência às populações deslocadas e às comunidades de acolhimento.

“Neste contexto, os parceiros do `cluster´ da Saúde mantiveram uma resposta coordenada para garantir a prestação de serviços de saúde essenciais, com foco em abordagens integradas, incluindo clínicas móveis, resposta a surtos, serviços de saúde sexual e reprodutiva, água, saneamento e intervenções de higiene”, explica-se, alertando-se, no entanto, que persistem ainda “desafios significativos” no apoio humanitário, particularmente no acesso e disponibilidade de recursos, além da necessidade de reforçar os mecanismos de monitorização e notificação das crises.

A 2 de Abril, a OMS, através do ‘cluster’, avançou precisar de 16 milhões de dólares neste ano, para apoiar um total de 409 968 pessoas no Norte de Moçambique.

Num boletim divulgado na altura referia-se que entre os principais indicadores para o Plano de Resposta Humanitária da organização para o país se espera alcançar até ao fim do ano, 409 968 beneficiários, do total de 488 967 pessoas carenciadas em 18 distritos das províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado, no Norte do País.

O número de mortos na actual época das chuvas em Moçambique subiu para 289, passando ainda um milhão de pessoas afectadas, desde Outubro, segundo nova actualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Só as cheias de Janeiro provocaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afectando globalmente 715 716 pessoas. Já a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, a 13 e 14 de Fevereiro, causou mais quatro mortos e afectou 9040 pessoas, segundo dados do INGD.

O primeiro caso positivo de infecção pelo vírus Ébola foi registado em França, segundo anunciou o Ministério da Saúde daquele país, esta quarta-feira. O paciente é um médico humanitário, que regressava da República Democrática do Congo.

O Ministério da Saúde francês revelou que o paciente é um médico humanitário que esteve em uma das áreas afectadas pela doença, na República Democrática do Congo.

O mesmo meio assinalou que o profissional de saúde foi levado para uma unidade especializada e encontra-se em condição estável.

Recorde-se que o governo da República Democrática do Congo elevou o número de mortes devido ao vírus de Ébola para 254, estando incluídas nos 1003 casos confirmados, na epidemia que foi declarada em 15 de Maio no leste do país.

A Organização Mundial da Saúde estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração do surto e classificou a epidemia em 17 de Maio como uma emergência de saúde pública de importância internacional.

O vírus Ébola transmite-se por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.

O impacto das tensões e dos conflitos internacionais nas comunidades católicas vai dominar o segundo consistório extraordinário do pontificado de Leão XIV, que decorre sexta-feira e sábado.

As iniciativas que a Igreja Católica pode promover para favorecer a reconciliação, a convivência e a paz estarão igualmente em destaque no encontro de dois dias que reúne o Papa e cardeais de todo o mundo.

O consistório dá continuidade à intenção manifestada por Leão XIV de convocar um encontro extraordinário anual para aprofundar a colegialidade, a escuta mútua e a participação na tomada de decisões da Igreja.

Os trabalhos têm início na sexta-feira com uma missa na Basílica de São Pedro, presidida pelo Papa.

O principal bloco dedicado à situação internacional realiza-se durante a tarde, sob o tema “A cultura do poder e a civilização do amor”, com introdução do cardeal argentino Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé.

Com base num capítulo da primeira encíclica de Leão XIV, Magnifica Humanitas, os cardeais irão analisar de que forma as tensões e os conflitos afectam as Igrejas e os povos, bem como as linguagens, atitudes e práticas que podem contribuir para a reconciliação e a paz.

No sábado, a reflexão social prossegue com a sessão “Construir o bem: as oficinas do nosso tempo”, apresentada pelo cardeal sul-africano Stephen Brislin.

Na última sessão do consistório será abordado o processo de implementação do Sínodo. Na ocasião, o cardeal maltês Mario Grech apresentará o documento preparatório das assembleias sinodais previstas para 2027 e 2028.

O consistório encerra no sábado à tarde, na Nova Sala do Sínodo, com um diálogo directo, à porta fechada, com Leão XIV, durante o qual os cardeais poderão intervir livremente por um período máximo de três minutos cada.

Como encerramento definitivo da agenda oficial, na segunda-feira, 29 de Junho, solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa presidirá à tradicional missa na Basílica de São Pedro.

Leão XIV realizou o primeiro consistório ordinário do seu pontificado a 13 de Junho de 2025.

O encontro extraordinário de Janeiro foi o primeiro do género desde o convocado pelo então Papa Francisco, em Agosto de 2022, que se centrou na reforma da Cúria Romana e na nomeação de novos cardeais.

O vice-presidente dos Estados Unidos da América (EUA), JD Vance, afirmou, esta segunda-feira, que as negociações mantidas com responsáveis iranianos, na Suíça, estabeleceram uma base sólida para a concretização de um acordo de paz definitivo, apesar das tensões em torno do Estreito de Ormuz e da situação no Líbano.

Vance e outros responsáveis norte-americanos referiram que foram registados progressos em várias frentes, incluindo a criação de mecanismos destinados a garantir que o Estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica para o transporte mundial de energia, permaneça aberto, bem como a travar os confrontos entre Israel e os militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irão, no sul do Líbano, onde o cessar-fogo aparentava manter-se.

O acordo provisório para pôr termo aos combates no Irão, assinado na semana passada pelos Presidentes dos EUA e do Irão, estabelece um prazo de 60 dias para a negociação de questões fundamentais, incluindo o futuro do programa nuclear de Teerão. Persistem receios de que o país pretenda utilizar o programa para fins militares, alegação que as autoridades iranianas rejeitam.

As partes chegaram igualmente a um entendimento sobre um mecanismo destinado a pôr fim aos confrontos no Líbano entre Israel, aliado dos EUA, e o Hezbollah. Foi ainda criada uma linha de comunicação para ajudar a garantir a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital para o abastecimento mundial de petróleo.

JD Vance procurou minimizar as tensões geradas pela ameaça feita, no domingo, pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, de retomar a guerra caso o Irão voltasse a encerrar o Estreito de Ormuz, alegando o fracasso de Washington em travar os combates no Líbano.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou esta segunda-feira a sua demissão do cargo e da liderança do Partido Trabalhista, pondo fim a um mandato de menos de dois anos à frente do Governo britânico. Starmer permanecerá em funções até à escolha de um sucessor, que deverá ocorrer antes do regresso do Parlamento, em Setembro.

Num discurso marcado pela emoção, proferido à porta da residência oficial em Downing Street, o chefe do Governo afirmou que todas as decisões tomadas durante o seu mandato tiveram como prioridade o interesse nacional.

“Todas as decisões que tomei foram para colocar o país que amo em primeiro lugar. É por isso que me vou demitir da liderança do Partido Trabalhista”, declarou.

Starmer recordou o processo de recuperação do Partido Trabalhista, que, segundo afirmou, se encontrava numa situação de fragilidade política, financeira e moral quando assumiu a liderança. O governante destacou a vitória expressiva alcançada nas eleições gerais de 2024, mas reconheceu que o partido passou a questionar a sua capacidade para conduzi-lo ao próximo escrutínio eleitoral.

O líder trabalhista revelou ter informado o Rei Carlos III da sua decisão e anunciou que o processo de escolha do novo líder terá início a 9 de Julho. Caso haja disputa interna, o sucessor deverá ser conhecido antes do final do Verão parlamentar, garantindo uma transição ordeira no Governo.

Durante a intervenção, Starmer comprometeu-se a apoiar integralmente quem vier a sucedê-lo, defendendo que deixará um país mais preparado para enfrentar os desafios futuros do que aquele que encontrou quando assumiu o cargo.

Nos últimos meses, o primeiro-ministro enfrentava forte pressão interna devido à queda da popularidade do Governo, aos maus resultados obtidos pelo Partido Trabalhista nas eleições locais e regionais e a várias controvérsias políticas que alimentaram o descontentamento dentro da formação governamental.

Segundo a tradição constitucional britânica, o novo líder do Partido Trabalhista será convidado a formar Governo, uma vez que o partido mantém a maioria parlamentar, não sendo necessária a realização de eleições legislativas antecipadas.

A Coreia do Sul anunciou hoje que dois navios operados por companhias de navegação sul-coreanas atravessaram o estreito de Ormuz, numa altura em que decorriam negociações entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão.

“Dois navios operados por companhias de navegação sul-coreanas, que aguardavam no interior do estreito de Ormuz, atravessaram a passagem e estão a navegar normalmente”, afirmou o Ministério dos Oceanos da Coreia do Sul, em comunicado.

O ministério não especificou a hora exacta da travessia, embora tenha advertido que os navios “ainda não atravessaram completamente a zona de perigo”, sem fornecer mais pormenores sobre o trânsito, as companhias de navegação ou os nomes das embarcações, alegando razões de segurança.

A mesma fonte esclareceu que não há tripulantes sul-coreanos a bordo dos navios e que o destino final das embarcações não é a Coreia do Sul.

Esta é a primeira travessia de navios sul-coreanos desde a assinatura do memorando de entendimento entre os EUA e o Irão, a 15 de Junho, com o objectivo de pôr termo à guerra iniciada por Israel e Washington a 28 de Fevereiro.

Antes da assinatura do acordo, dois navios sul-coreanos — um transportador de gás natural liquefeito e um petroleiro — já tinham atravessado o estreito.

O ministério confirmou ainda que 22 navios operados pela Coreia do Sul permanecem no estreito de Ormuz, juntamente com 135 tripulantes sul-coreanos, dos quais 102 se encontram em navios sul-coreanos e os restantes em embarcações estrangeiras.

O anúncio surge horas depois de Teerão e Washington terem acordado a criação de uma “linha de comunicação” para garantir a segurança da passagem de embarcações comerciais pelo estreito de Ormuz, uma importante via marítima para o comércio mundial de petróleo.

“Foi estabelecida uma linha de comunicação entre as partes (…), a fim de evitar incidentes e falhas de comunicação, com o objectivo de garantir a passagem segura dos navios comerciais pelo estreito de Ormuz”, explicaram os mediadores paquistaneses e cataris.

Teerão e Washington iniciaram, no domingo, as primeiras conversações na Suíça, mediadas pelo Paquistão e pelo Qatar, desde a assinatura, na semana passada, de um memorando de entendimento destinado a assegurar um fim duradouro das hostilidades no Médio Oriente.

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