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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 11 cidadãos malawianos perderam a vida e vários outros ficaram feridos na sequência de um acidente de autocarro ocorrido na província de Limpopo, no norte da África do Sul, segundo avançou a emissora pública sul-africana SABC.

As autoridades indicam que o acidente envolveu um autocarro que transportava passageiros malawianos, tendo as equipas de emergência sido mobilizadas para prestar assistência aos sobreviventes e proceder às operações de resgate. As causas do sinistro ainda estão sob investigação.

O Governo do Malawi manifestou consternação perante a tragédia e acompanha a situação dos sobreviventes, bem como os procedimentos para a identificação e eventual repatriação das vítimas mortais.

As autoridades sul-africanas prometeram divulgar mais detalhes assim que forem concluídas as investigações preliminares sobre as circunstâncias do desastre.

As marchas convocadas para esta terça-feira, em várias províncias da África do Sul, contra a imigração ilegal decorreram, em grande parte, de forma pacífica, sem registo de incidentes graves, saques ou actos de vandalismo, segundo informações avançadas pelo portal sul-africano News24.

No Cabo Oriental, o comissário provincial da Polícia, tenente-general Vuyisile Ncata, afirmou que não foram reportados incidentes relacionados com danos materiais ou saques durante a manhã. Segundo o responsável, as forças policiais encontravam-se totalmente preparadas para monitorizar os protestos em toda a província.

Na Cidade do Cabo, as autoridades municipais indicaram igualmente que a situação permanecia calma. A Polícia Metropolitana acompanhava apenas pequenas concentrações de manifestantes em Bloekombos e na Grand Parade, além de uma tentativa isolada de saque numa loja em Gugulethu.

Em Mitchells Plain, uma das áreas apontadas como potencial foco de tensão, o ambiente manteve-se tranquilo, embora vários estabelecimentos pertencentes a estrangeiros tenham permanecido encerrados por precaução. A polícia reforçou a sua presença e efectuou patrulhas regulares na região.

Em Daveyton, no município de Ekurhuleni, um grupo de manifestantes concentrou-se diante de uma residência onde alegadamente se encontrava escondido o proprietário de uma mercearia. Os participantes tentaram abrir a porta da garagem, mas não conseguiram aceder ao imóvel.

Entretanto, em Soweto, os organizadores da marcha realizada no Parque Thokoza apelaram aos partidos políticos para que não distribuíssem camisetas nem material de propaganda durante a manifestação.

“Esta marcha não tem a ver com política. Tem a ver com a África do Sul”, declararam os organizadores.

IMIGRANTES PROCURAM APOIO JUNTO DOS CONSULADOS

Enquanto decorriam os protestos, dezenas de cidadãos estrangeiros procuravam assistência junto dos seus consulados. Em Bedfordview, diante do Consulado do Zimbabwe, homens, mulheres e crianças passaram a noite ao relento à espera de transporte para regressarem ao seu país.

Equipas do Exército da Salvação prestaram assistência humanitária aos migrantes, distribuindo alimentos e apoio básico. Um assistente social da organização relatou as condições difíceis enfrentadas por várias famílias, sobretudo crianças que passaram a noite nas ruas em pleno Inverno.

De acordo com informações recolhidas pela News24, vários autocarros partiram do local transportando cidadãos zimbabweanos em direcção à fronteira de Beitbridge.

Entre os que aguardavam transporte encontrava-se um cidadão do Malawi, residente há sete anos na África do Sul, que afirmou ter sido obrigado a abandonar a sua residência pelo proprietário do imóvel.

“Foi muito difícil porque todos os meus pertences ficaram lá. Não esperava que as coisas acontecessem desta forma. Agora vou regressar ao meu país e tentar reconstruir a minha vida”, declarou.

LÍDERES DA MARCHA REUNIRAM-SE COM RAMAPHOSA

Segundo a News24, os líderes associados ao movimento que promoveu as manifestações reuniram-se, na noite de domingo, com o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, antes da realização dos protestos.

Durante o encontro, o Chefe de Estado terá apelado para que as manifestações decorressem de forma pacífica e dentro da legalidade. A Presidência sul-africana indicou que os representantes do movimento garantiram que os protestos seriam conduzidos de forma ordeira.

Apesar do ambiente geralmente pacífico registado ao longo do dia, jornalistas locais observaram que alguns participantes entoavam cânticos contendo expressões depreciativas dirigidas a cidadãos estrangeiros, enquanto defendiam a saída de imigrantes indocumentados do país.

Um dos organizadores, Lindokwakhe Mkhize, mostrou-se satisfeito com o comportamento dos manifestantes.

“O nosso povo ouviu. Fizeram exactamente aquilo que pedimos, de forma ordeira e respeitosa, do princípio ao fim”, afirmou.

As manifestações ocorrem num contexto de crescente debate sobre imigração, desemprego e criminalidade na África do Sul, temas que têm alimentado tensões sociais e provocado preocupação entre comunidades migrantes e organizações de direitos humanos.

 

Milhares de migrantes oriundos de vários países africanos continuam a abandonar a África do Sul nesta segunda-feira, 30 de Junho, data fixada por grupos anti-imigração para a saída de estrangeiros em situação irregular do país.

A medida, que não possui carácter oficial, segundo o African News,  surge após várias semanas marcadas por manifestações, intimidações e episódios de violência dirigidos contra cidadãos estrangeiros. O clima de insegurança levou milhares de migrantes a procurar refúgio temporário em acampamentos improvisados ou a iniciar o regresso voluntário aos seus países de origem.

De acordo com informações divulgadas por organizações de apoio aos migrantes, pelo menos três cidadãos estrangeiros — dois moçambicanos e um malawiano — perderam a vida em incidentes associados à crescente tensão anti-imigração, aumentando o receio entre as comunidades migrantes.

Muitos estrangeiros afirmam estar a deixar o território sul-africano por temerem pela sua segurança. Um migrante, apesar de possuir documentação regularizada, revelou ter decidido regressar ao seu país depois de receber ameaças constantes de residentes da sua comunidade.

Outros relatam situações familiares difíceis provocadas pela crise. Alguns foram obrigados a separar-se dos seus familiares e a abandonar bens e actividades económicas construídas ao longo de vários anos de permanência na África do Sul.

Perante o agravamento da situação, diversos países africanos, entre os quais Malawi, Zimbabwe, Moçambique, Gana, Nigéria, Quénia e República Democrática do Congo, intensificaram operações de repatriamento voluntário para apoiar os seus cidadãos que pretendem regressar aos respectivos países.

Entretanto, o Governo sul-africano voltou a condenar os actos de violência e de intimidação contra estrangeiros. As autoridades garantem que as forças de segurança permanecem em prontidão para prevenir confrontos durante as marchas previstas para hoje e advertiram que qualquer tentativa de incitar à violência ou de fazer justiça pelas próprias mãos será severamente punida nos termos da lei.

A situação continua a ser acompanhada com preocupação por organizações de defesa dos direitos humanos, que apelam ao respeito pelos direitos dos migrantes e à manutenção da ordem pública em todo o território sul-africano.

 

A oposição acusa a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental de “inadmissível ingerência” nos assuntos internos da Guiné-Bissau ao pronunciar-se sobre a possibilidade de referendo sobre a nova Constituição.

Num comunicado divulgado pela comunicação social guineense, a diretoria da candidatura de Fernando Dias da Costa, que reclama a vitória nas eleições presidenciais de 23 de novembro passado, manifesta a “sua mais profunda indignação e o seu firme repudio” pelas declarações do chefe da diplomacia da Serra-Leoa, no âmbito de uma missão da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) a Bissau.

Timothy Kabba anunciou, no passado dia 26 e citando as autoridades de transição guineense, que a nova Constituição do país, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão que substitui o parlamento, será submetida a referendo, sem mais pormenores.

“É politicamente inaceitável que um representante de um estado irmão da sub-região se tenha arrogado a iniciativa de anunciar a realização de um referendo para a aprovação de uma Constituição promovida pelas atuais autoridades de transição, assumindo um papel que não lhe pertence e que constitui uma inadmissível ingerência num assunto que diz exclusivamente respeito ao povo guineense”, lê-se no comunicado.

A diretora da campanha de Fernando Dias da Costa considera aquelas declarações do emissário da CEDEAO “incompatíveis com os princípios democráticos proclamados” pela organização e que “contradizem frontalmente” as decisões da cimeira de chefes de Estado e de governo de dezembro passado, em relação ao golpe de Estado na Guiné-Bissau.

“A soberania da Guiné-Bissau não se negoceia, não se delega e não pode ser substituída pela vontade de qualquer emissário estrangeiro. Nenhum representante internacional detém legitimidade para anunciar ou validar processos constitucionais em nome do povo guineense”, critica ainda a oposição.

Faltando apenas um dia para o prazo não oficial de 30 de junho para todos os migrantes em situacao ilegal deixarem a África do Sul, milhares de malawianos, permanecem presos em acampamentos improvisados, na esperança de retornar para casa em segurança.

O prazo promovido por grupos anti-imigração para a retirada dos estrangeiros em situação ilegal, termina esta terça-feira, após semanas de protestos, intimidação e violência contra estrangeiros. Só em Moçambique, as autoridades falam de pelo menos nove pessoas que perderam a vida no contexto das manifestações, o que intimidou milhares de migrantes.

O ultimato levou milhares de cidadãos estrangeiros a regressar aos países de origem por repetidas ameaças de vizinhos, que avisaram que matariam os migrantes assim que o prazo chegasse. 

A menos de 24 horas, reportou-se aglomerações de cidadãos em em campos abertos, onde aguardavam pelo repatriamento, com destaque para Malawianos.

As autoridades sul-africanas têm condenado publicamente a violência e para lidar com ameaça esta reforçar a segurança principalmente na cidade portuária de Durban.

Estados Unidos da América e Irão acordaram nesta segunda-feira  suspender  temporariamente os ataques militares e vão realizar conversações de alto nível no Qatar na terça-feira, numa tentativa urgente de salvar o frágil acordo de paz. A informação foi avançada pelo portal de notícias norte-americano Axios.

Na tentativa de resolver os diferendos em torno do estreito de Ormuz,  Teerão e Estados Unidos aceitaram suspender qualquer ataque e planeiam reunir-se no Qatar.

O avanço surge após vários dias de escalada de trocas militares que ameaçavam comprometer um memorando de entendimento provisório assinado em 17 de junho, destinado a pôr fim ao conflito iniciado no final de fevereiro e que perturbou o tráfego  na via marítima vital.

Nos termos deste acordo, Teerão comprometeu-se a garantir passagem segura a navios comerciais pelo estreito de Ormuz, enquanto Washington aceitou levantar o bloqueio aos portos iranianos.

Segundo meios de comunicação norte-americanos que citam altos responsáveis dos EUA,  no sábado o presidente norte-americano Donald Trump repetiu os avisos de ação militar total se os ataques iranianos contra navios forem retomados.

Segundo fontes diplomáticas, a reunião de terça-feira estava inicialmente prevista para a Suíça, para abordar questões mais amplas, incluindo o programa nuclear iraniano. 

Porém, após o aumento dos confrontos militares no fim de semana, o local foi transferido para o Qatar e a agenda foi reduzida especificamente ao impasse no estreito de Ormuz.

Há mais 20 vítimas mortais dos sismos registados na Venezuela. O número de óbitos subiu de 1430 para 1450, nas últimas 24 horas. O governo venezuelano anunciou que foram, até o momento, resgatadas com vida 33 pessoas que estavam soterradas

Cerca de 3 mil socorristas internacionais participam nas operações de busca e salvamento das vítimas dos sismos mortais registados na Venezuela, há cinco dias. 

Informações actulizadas apontam para o aumento de óbitos e feridos. 

As autoridades temem que milhões de pessoas fiquem sem saneamento e outros bens básicos na sequência deste que é considerado um dos mais devastadores desastres provocados por terremotos na América Latina. 

Dados preliminares do parlamento venezuelano apontam que os terramotos afectaram perto de 13 mil famílias, 774 edifícios ficaram danificados, alguns dos quais ruíram, incluindo hospitais e centros comerciais.

Entretanto, as Nações Unidas avaliam que os danos possam ser bem maiores, levando em conta a força dos sismos, a falta de estrutura e as áreas densamente populosas que foram atingidas. 

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão promete tomar medidas decisivas em resposta ao que chamou de agressão dos Estados Unidos.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão alerta que suas forças navais e aéreas utilizaram mísseis e drones para destruir oito infra-estruturas militares estratégicas dos EUA no Kuwait e no Bahrein.

Tal acção, é resposta ao que chamou de agressões dos Estados Unidos da América. Os EUA terão atacado cinco postos costeiros iranianos sob o pretexto de uma interceptação, realizada pelo grupo, de uma embarcação infratora.

Segundo o Memorando de Entendimento de Islamabad, o controle da navegação
no Estreito de Ormuz é responsabilidade do Irã, e o país lidará com embarcações infratoras de forma mais contundente no futuro, afirmou o grupo.

No sábado, o Comando Central dos Estados Unidos da Anérica informou que caças americanos realizaram ataques contra 10 alvos militares iranianos dentro e nas imediações do Estreito de Ormuz.

O comando declarou que a operação dos EUA foi uma resposta directa a um ataque com drone iraniano que atingiu um navio-tanque de bandeira do Panamá, o qual navegava próximo ao Estreito de Ormuz.

Os alvos incluíam instalações de vigilância militar, sistemas de comunicação, locais de defesa aérea e instalações de armazenamento de drones. As partes acusam-se mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo.

A junta militar que governa Burkina Faso rompeu relações diplomáticas com a França, antiga potência colonial, acusando Paris de agir persistentemente contra seus interesses. O regime militar liderado pelo capitão Ibrahim Traoré, no poder desde um golpe de Estado em setembro de 2022, adota uma política repressiva contra vozes críticas e hostil aos ocidentais, em particular à França.
“O governo de Burkina Faso informa a comunidade nacional e internacional que decidiu romper relações diplomáticas com a França a partir de hoje, 26 de junho de 2026”, anunciou em comunicado lido na televisão nacional do país da África Ocidental.
A junta também acusou a França de abrigar “ambições neocoloniais, evidenciadas pelo seu apoio ativo a redes subversivas e aos terroristas que estão mergulhando nosso país e o Sahel em luto”.

A França classificou a decisão como “hostil e sem fundamento” e disse que “ilustra a preocupante deriva das autoridades burquinenses”, acrescentando que “as medidas recíprocas necessárias estão sendo analisadas”. Burkina Faso, assim como vários de seus vizinhos, sofre há uma década com a violência mortal perpetrada por jihadistas ligados à Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico.
Segundo o comunicado, esta decisão “diz respeito exclusivamente ao quadro institucional das relações entre os dois Estados a nível diplomático”.

“Em nada põe em causa os laços históricos, humanos, culturais e sociais que unem os povos do Burkina Faso e da França”, afirmou o governo. O sentimento antifrancês é forte em algumas antigas colônias africanas, à medida que o continente se torna um novo campo de batalha diplomático, com a crescente influência russa e chinesa.

Outrora senhora de vastas extensões do norte, centro e oeste da África, a França desempenhou um papel crucial na história pós-colonial do continente, intervindo militarmente repetidas vezes desde o início da década de 1960.

A França prometeu abandonar a chamada estratégia “Francafrique”, através da qual Paris procurou manter a África francófona sob seu controle por meio de conluio político, acesso exclusivo para empresas francesas e acordos financeiros obscuros, incluindo corrupção.

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