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O País – A verdade como notícia

O Papa Leão XIV manifestou, este domingo, solidariedade para com o povo venezuelano afectado pelos recentes sismos, garantindo que continua a rezar pelas vítimas e por todos os que enfrentam as consequências da tragédia.

A mensagem foi proferida após a recitação da oração dominical do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano, onde o Sumo Pontífice recordou as vítimas do desastre e deixou palavras de esperança à população venezuelana.

“Recordo sempre nas minhas orações às vítimas do terramoto e a todo  o povo venezuelano. Que o Senhor o sustente neste momento tão difícil”, afirmou Leão XIV, em espanhol, depois de saudar um grupo do coro da Universidade Métrica da Venezuela.

Na sequência da tragédia, vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, destacaram equipas de busca e salvamento para apoiar as operações de socorro.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, os dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, tendo sido seguidos por centenas de réplicas.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que até 6,76 milhões de pessoas possam ter sido afectadas pelo desastre, agravando a situação humanitária no país.

Subiu para quase 3 mil o número de mortes provocadas pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela, recentemente. Dez dias após a tragédia, as equipas internacionais de resgate começam a encerrar as operações de busca por sobreviventes.

Milhares de pessoas continuam desalojadas e dezenas de milhares permanecem desaparecidas, numa das maiores tragédias sísmicas da história recente da América Latina, na Venezuela.

Segundo o balanço, das autoridades este sábado, em menos de 24 horas, o número de mortes subiu de 2.654 para  2.954. 

A região de La Guaira, no norte do país, foi a mais afectada pelos abalos de magnitude 7,2 e 7,5, que destruíram bairros inteiros e reduziram edifícios residenciais a escombros. Muitas famílias continuam à procura dos corpos dos seus familiares, enquanto as operações de emergência entram na fase final.

As autoridades explicam que as probabilidades de encontrar sobreviventes diminuem significativamente após as primeiras 72 horas, embora alguns resgates tenham sido registados nos últimos dias, alimentando a esperança entre as equipas de socorro e os familiares das vítimas.

Além das perdas humanas, os terremotos deixaram mais de 16 mil pessoas sem habitação, aumentaram a pressão sobre os hospitais e agravam os riscos de surtos de doenças, numa altura em que as autoridades concentram esforços na assistência humanitária e na recuperação das áreas devastadas.

O surto de ébola continua a agravar-se na República Democrática do Congo, onde as autoridades sanitárias já confirmaram mais 1500 casos da doença e mais de 430 mortes. Nesta altura, o país regista uma expansão da epidemia para novas regiões.

Os dados foram divulgados, este sábado, pelo Instituto Nacional de Saúde Pública.

São 1.502 casos confirmados e pelo menos 438 mortes, desde a declaração oficial da epidemia, a 15 de Maio. 

O epicentro do surto permanece na província de Ituri, junto às fronteiras com Uganda e Sudão do Sul, mas a doença já se estendeu às províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul e, mais recentemente, Tshopo.

As autoridades sanitárias alertam que os corpos das vítimas continuam altamente contagiosos, tornando os funerais tradicionais um dos principais factores de propagação da doença.

O Instituto Nacional de Saúde Pública da RDC alerta para a expansão da epidemia em mais regiões, nos últimos dias, agravando desafios relacionados com os cuidados de prevenção ou o acesso aos serviços de saúde, bem como a detecção de possíveis novos casos provenientes de zonas de saúde não identificadas. 

As autoridades garantem que, nesta altura, equipas médicas preparam ensaios clínicos para avaliar possíveis alternativas terapêuticas, enquanto prosseguem os esforços para conter a transmissão.

O Governo sul-africano mobilizou mais de três mil militares para reforçar a segurança em várias regiões do país, em resposta ao recrudescimento dos protestos contra imigrantes em situação irregular e aos episódios de violência registados nos últimos dias.

A decisão foi autorizada pelo Presidente Cyril Ramaphosa, que determinou o destacamento de 3 405 efectivos das Forças de Defesa Nacional para apoiar a Polícia. A operação teve início a 28 de Junho e deverá representar um custo de cerca de 54 milhões de rands, mantendo os militares em prontidão para responder a eventuais novos incidentes.

Na última semana, milhares de manifestantes saíram às ruas de diversas cidades para exigir o endurecimento das políticas migratórias. Embora algumas marchas tenham decorrido de forma pacífica, outras degeneraram em actos de violência, pilhagens e destruição de estabelecimentos comerciais.

A Polícia anunciou a detenção de mais de 900 pessoas por diversos crimes, entre os quais violações da legislação migratória, violência pública, roubos e auxílio à permanência de imigrantes em situação irregular. Um dos principais pontos de reforço militar é um distrito de Joanesburgo onde reside uma numerosa comunidade de migrantes.

Os organizadores prometeram manter manifestações semanais para pressionar o Governo. Enquanto os manifestantes acusam os imigrantes de disputar postos de trabalho e de sobrecarregar os serviços públicos, especialistas sustentam que tais alegações não encontram suporte nos dados officiaes, os quais indicam que os estrangeiros representam apenas uma pequena percentagem da população sul-africana e têm um impacto limitado no mercado de trabalho e na prestação de serviços públicos.

O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil decidiu, na noite de sexta-feira, manter a prisão domiciliária humanitária do ex-Presidente Jair Bolsonaro, alegando que continuam a verificar-se as razões médicas que justificam a medida. Na mesma decisão, o tribunal determinou a apreensão de todas as armas de fogo registadas em nome do antigo Chefe de Estado.

Bolsonaro encontra-se em prisão domiciliária desde 27 de Março, depois de ter permanecido internado num hospital de Brasília para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana. Durante os cerca de três meses em que cumpre a medida, foi ainda submetido a uma cirurgia ao ombro e realizou sessões de fisioterapia no âmbito do processo de recuperação.

O juiz Alexandre de Moraes concluiu que persistem os fundamentos humanitários que sustentam a prisão domiciliária, mantendo inalteradas todas as condições anteriormente impostas. Desta vez, contudo, a decisão não estabelece um prazo para a reapreciação da medida.

No mesmo despacho, Alexandre de Moraes revogou o porte de arma de Jair Bolsonaro, anulando igualmente o seu registo de Coleccionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). O ex-Presidente dispõe de 48 horas para entregar todas as armas de fogo registadas em seu nome.

A decisão surge semanas depois de um elemento da equipa de segurança de Bolsonaro ter sido intercetado pela polícia durante uma operação de fiscalização rodoviária, transportando uma pistola registada em nome do antigo governante.

Chamado a prestar esclarecimentos às autoridades judiciais, Bolsonaro afirmou que mantinha a arma em casa por razões de segurança e que a entregou ao militar para que fosse submetida a reparação.

Os Estados Unidos da América anunciaram que vão impedir que as Nações Unidas financiem a Missão de Apoio e Estabilização da União Africana na Somália (AUSSOM), numa decisão que poderá comprometer o futuro da força de paz destacada naquele país.

De acordo com uma nota diplomática enviada à União Africana e consultada pela Reuters, Washington manifestou a intenção de bloquear qualquer utilização de fundos das Nações Unidas para apoiar a missão.

No ano passado, o orçamento da AUSSOM ascendeu a cerca de 190 milhões de dólares norte-americanos. Contudo, o financiamento tem-se tornado cada vez mais difícil, originando um défice significativo de recursos.

Os Estados Unidos são um dos principais financiadores do Escritório de Apoio das Nações Unidas na Somália (UNSOS), cujo orçamento total deverá ultrapassar os 500 milhões de dólares este ano.

A missão da União Africana integra militares do Uganda, Quénia, Etiópia e de outros países africanos, estando destacada na Somália desde 2009 para apoiar o Governo Federal no combate à instabilidade e às ameaças à segurança.

A força depende em grande medida do apoio logístico das Nações Unidas, que asseguram serviços como transporte de tropas, assistência médica e logística operacional.

Na sequência da decisão norte-americana, a União Africana informou os membros do seu Conselho de Paz e Segurança, alertando que a posição de Washington poderá ter implicações significativas para a continuidade da missão.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem adoptado uma posição cada vez mais crítica em relação à Somália, responsabilizando o Governo somali pela presença de imigrantes daquele país em território norte-americano e impondo uma proibição de viagens aos cidadãos somalis.

A intensificação dos ataques contra imigrantes na África do Sul começa a produzir efeitos que ultrapassam a esfera social e política, alimentando preocupações quanto ao impacto sobre o ambiente de negócios, a confiança dos investidores e a capacidade da maior economia africana de atrair capital estrangeiro.

Numa conjuntura marcada por crescimento económico moderado, elevado desemprego, limitações fiscais e necessidade de maior investimento privado, analistas alertam que a deterioração do ambiente de segurança pode agravar a percepção de risco do mercado sul-africano.

Segundo a agência Reuters, economistas e analistas de mercado defendem que a sucessão de manifestações e episódios de violência contra cidadãos estrangeiros poderá reduzir o apetite dos investidores internacionais, sobretudo daqueles que avaliam novos projectos de investimento directo estrangeiro no país.

A consultora sul-africana ETM Analytics advertiu, citada pela Reuters, que os protestos contra imigrantes representam “o principal risco de curto prazo” para os mercados financeiros do país. A instituição considera que a evolução da crise poderá influenciar o comportamento do rand, aumentar a volatilidade dos activos financeiros e afectar as expectativas dos agentes económicos.

O receio surge numa altura em que a África do Sul procura recuperar o dinamismo económico. O país continua a enfrentar uma das mais elevadas taxas de desemprego do mundo, crescimento económico inferior ao potencial e uma necessidade crescente de mobilizar investimento privado para expandir a capacidade produtiva, modernizar infra-estruturas e estimular a criação de emprego.

O investimento directo estrangeiro desempenha um papel estratégico neste processo. Além da entrada de capitais, contribui para a transferência de tecnologia, desenvolvimento de competências, aumento da produtividade e integração das empresas sul-africanas nas cadeias globais de valor.

Entretanto, os sucessivos episódios de violência contra comerciantes e trabalhadores estrangeiros podem afectar um dos factores mais valorizados pelos investidores: a previsibilidade do ambiente de negócios.

A própria reputação internacional da África do Sul começa a sofrer desgaste. De acordo com a Reuters, membros do Governo sul-africano reconhecem que os ataques xenófobos podem comprometer a imagem do país, afectar empresas nacionais que operam noutros mercados africanos e reduzir o seu poder de influência económica no continente.

O Presidente Cyril Ramaphosa condenou os actos de violência e afirmou que “não permitiremos que grupos utilizem as legítimas preocupações da população para promover a violência e a ilegalidade”, reiterando que a aplicação das leis migratórias compete exclusivamente às instituições do Estado.

Embora os mercados financeiros ainda não tenham registado uma reacção expressiva, economistas consideram que a persistência da violência poderá reflectir-se no custo do financiamento, no comportamento da moeda sul-africana e nas decisões de investimento de empresas multinacionais.

A preocupação estende-se igualmente ao comércio regional. A África do Sul é o maior parceiro económico de vários países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), incluindo Moçambique. Qualquer deterioração do seu ambiente económico pode repercutir-se sobre o comércio transfronteiriço, os fluxos de investimento, as remessas dos trabalhadores migrantes e a integração económica regional.

Os dois sismos que atingiram a Venezuela na passada quarta-feira provocaram, segundo o mais recente balanço oficial das autoridades venezuelanas, 1943 mortos e 10 571 feridos. De acordo com estimativas das Nações Unidas (ONU), cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas.

As equipas de busca e salvamento prosseguem as operações nas zonas mais afectadas, numa altura em que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas, segundo estimativas das Nações Unidas.

Os dados oficiais indicam igualmente que mais de 15 mil pessoas ficaram desalojadas em consequência da tragédia, enquanto 6 461 sobreviventes foram resgatados desde o início das operações de socorro.

Entretanto, cresce a preocupação com a situação humanitária dos sobreviventes. As Nações Unidas alertam para o agravamento das condições de vida nas áreas afectadas, onde começam a surgir conflitos motivados pela escassez de alimentos, água potável e outros bens essenciais.

Os prejuízos materiais são igualmente avultados. Uma avaliação preliminar efectuada com recurso a imagens de satélite pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estima em cerca de 6,7 mil milhões de dólares norte-americanos os danos causados pelos sismos em habitações, viaturas, infra-estruturas e empresas.

As autoridades venezuelanas e as organizações internacionais continuam a mobilizar recursos para responder à emergência humanitária e apoiar as populações afectadas por uma das mais graves catástrofes naturais da história recente do país.

Pelo menos 283 cidadãos moçambicanos foram afectados pelos actos de violência e intimidação registados durante as manifestações anti-imigrantes ocorridas na terça-feira, em diferentes províncias da África do Sul, segundo informou o Gabinete de Informação (GABINFO).

De acordo com um comunicado de imprensa, a situação mais grave foi registada em Mamelodi, nos arredores de Pretória, onde 194 cidadãos moçambicanos perderam as suas residências, incendiadas por manifestantes.

As vítimas, entre homens, mulheres e crianças, encontram-se sob assistência do Alto Comissariado de Moçambique em Pretória, que está a garantir apoio básico de alimentação, estando igualmente em curso os preparativos para o seu repatriamento.

Na província de KwaZulu-Natal, concretamente em Clermont, na região de Pinetown, 38 cidadãos moçambicanos foram agredidos e obrigados a abandonar as suas residências. Entre os afectados encontram-se mulheres, incluindo uma grávida, bem como menores de idade.

Segundo o GABINFO, o grupo encontra-se sob protecção policial, enquanto decorrem diligências para assegurar o respectivo regresso ao País.

Entretanto, na província de Limpopo, 51 cidadãos moçambicanos procuraram refúgio num centro comunitário de gestão de desastres, após terem sido alvo de ataques e actos de intimidação. As autoridades moçambicanas estão igualmente a acompanhar a situação, prestando assistência e organizando o seu repatriamento.

Na província de Mpumalanga, o Consulado-Geral de Moçambique em Mbombela continua a apurar a eventual existência de cidadãos nacionais afectados por incidentes reportados na localidade de Malahleni.

O comunicado refere que as missões diplomáticas e consulares de Moçambique na África do Sul mantêm um acompanhamento permanente da situação e continuam a prestar assistência e protecção consular aos cidadãos moçambicanos afectados pela vaga de violência xenófoba.

Os recentes episódios de hostilidade contra imigrantes ocorreram na sequência de manifestações promovidas por grupos anti-imigrantes em várias regiões da África do Sul, situação que tem gerado preocupação entre os países da região da África Austral devido ao impacto sobre comunidades migrantes, incluindo a moçambicana.

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