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Extraparlamentares dizem que manifestações põem a democracia em risco 

A plataforma dos partidos políticos extraparlamentares convida a Renamo, MDM, PODEMOS e a todos os partidos concorrentes nas eleições gerais de 09 de outubro para privilegiar o diálogo e não as manifestações, porque, no seu entender, minam a democracia, a paz e a unidade nacional. Também, os extraparlamentares repudiam os resultados eleitorais por entenderem que não refletem a verdade. A

Ossufo Momade diz que a degradação da Estrada Nacional Número 14, que liga Montepuez a Pemba, não se  justifica porque a província de Cabo Delgado tem recursos e tem dinheiro.

Ossufo Momade, candidato presidencial da Renamo iniciou, este domingo, logo ao fim da manhã, a viagem para a capital provincial, Pemba, onde espera realizar um comício popular ainda este domingo.

 ” Estamos de passagem, vamos a Pemba onde vamos realizar um comício. Paramos aqui para dizer esta população que há eleições no dia 9 de Outubro e eles tem que votar no Ossufo Momade e na Renamo para governar este país e mudar Cabo Delgado e Moçambique” disse Momade quando se dirigia aos residentes da localidade de Nanjua, no Distrito de Ancuabe, na província de Cabo Delgado. 

A estrada Nacional número 14 está asfaltada, porém, tem muitos buracos o que torna a transitabilidade deficitária, facto que deixou revolto o candidato presidencial da Renamo, que prometeu mudar o estado das coisas caso venha a ser eleito presidente da República de Moçambique. 

“A província de Cabo Delgado tem recursos, tem dinheiro, não faz sentido que esta estrada esteja assim como está, estamos a viajar nestas condições e não deve ser assim. Nós temos que mudar isto “.

A viagem continua numa comitiva de campanha eleitoral onde continua a atrair curiosos que aparecem à beira da estrada para saudar Ossufo Momade e sua comitiva.

O candidato presidencial, Venâncio Mondlane, queixou-se, sábado, de intolerância política no distrito de Mecanhelas, na província do Niassa. Mondlane já havia manifestado, sexta-feira, indignação perante a actuação da polícia que, segundo disse, tentou impedir o trabalho do PODEMOS em Cuamba.

Venâncio Mondlane escalou, fim-de-semana, a província do Niassa, norte do país, para dar seguimento à campanha eleitoral para as eleições gerais de 9 de Outubro. Entrou pelo Município de Cuamba, na sexta-feira de noite, dirigindo-se ao bairro Aeroporto 5, na zona da Massaniqueira. Naquele local, Mondlane denunciou perseguição da polícia aos membros do PODEMOS. Disse, perante os presentes, que houve uma comunicação prévia sobre as actividades a serem desenvolvidas por si e, claro, pelos membros e simpatizantes do PODEMOS. Tal situação fez com que membros da Frelimo e do PODEMOS partilhassem o mesmo espaço, desenvolvendo  acções num raio próximo, cenário que provocou troca de mimos e intervenção da polícia para evitar o pior. Na sexta-feira, Mondlane disse que uma das suas acções passa por despartidarizar o Estado. Aos jovens, não prometeu emprego directo. Prometeu, isso sim, abrir linhas de financiamento para desenvolverem os seus projectos. 

Vinte e quatro horas depois, ou seja, no sábado, escalou o distrito de Mecanhelas depois de ter mantido contacto com a população de Cuamba e do povoado de Tetemela. 

O seu discurso esteve virado para melhoria das vias de acesso, que as considerou de péssimas e de produção de poeiras. Outrossim, abordou a necessidade de Mecanhelas ter uma cadeia de valores para a valorização da produção local. Para Venâncio Mondlane, as riquezas de Niassa devem beneficiar esta província. 

Aos professores, assegura que vai criar condições dignas de trabalho, recordando que, quando era deputado da Assembleia da República, defendeu um caso de 130 profissionais desta área que foram “, injustiçados”.

Apenas duas formações políticas ainda não levantaram a primeira parte do valor para custear as despesas da campanha eleitoral.  A informação foi partilhada, hoje, pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), que diz que a campanha decorre de forma tranquila, apesar das incidências. 

A campanha eleitoral começou com a distribuição tardia de dinheiro para custear o processo. 

15 dias depois do arranque da “caça ao voto”, a primeira parte dos fundos já chegou a pelo menos 36 formações políticas e aos quatro candidatos presidenciais. 

“A Comissão Nacional de Eleições não tem controle sobre a disponibilização das verbas. Assim que tivemos, a CNE tratou de fazer a distribuição. Até o momento, 36 formações políticas já levantaram a primeira trans, os quatro concorrentes presidenciais também, faltando apenas duas formações políticas. Já estamos a receber justificativas sobre a utilização da primeira trans”, explicou Paulo Cuinica, que falava, este sábado, após uma reunião com os partidos políticos, sobre o balanço das primeiras duas semanas da campanha eleitoral.

Entre as incidências que mais preocupam a CNE estão o envolvimento de menores e a utilização de pessoas embriagadas. 

“Temos assistido a utilização de crianças, adolescentes e jovens embriagados ou sob efeito de drogas psicotrópicas, por isso, queremos apelar aos concorrentes para que não usem essa camada”. 

Apesar das incidências, a CNE faz uma avaliação positiva da campanha eleitoral.

O candidato presidencial da Renamo diz que não vai aceitar resultados fraudulentos nas eleições de 9 de Outubro. Ossufo Momade acrescenta que não vai assinar acordos com nenhuma entidade.

Acompanhado pela esposa, pela cabeça-de-lista que concorre ao cargo de governador, pelo delegado provincial, membros e simpatizantes do partido Renamo, Ossufo Momade chegou, no início da tarde deste sábado, à vila-sede do distrito de Namuno, na província de Cabo Delgado, onde fez a caminhada pela estrada principal que liga Montepuez e Namuno.

No local do comício, falando aos eleitores, o candidato disse, num tom firme, que: “este ano não vou aceitar resultados fraudulentos, não vou aceitar. Este ano, temos que governar e só com o vosso voto vamos chegar lá. Não vou aceitar assinar qualquer acordo que resulte em eleições fraudulentas”.

O candidato presidencial da Renamo prometeu ainda a descentralização na perspectiva de conferir mais poderes aos administradores distritais, assim como aos governadores províncias. No entender de Ossufo Momade não faz sentido “que sejam os governantes, a nível central, a decidirem a vida dos distritos ou das províncias”.

Ao longo do seu discurso, Ossufo Momade criticou o estágio da Educação e da Saúde no país. “Quando chegarmos ao poder, vamos resolver os problemas dos professores, dos enfermeiros e dos médicos”, prometeu.

Momade não deixou de fora a exploração dos recursos naturais em Cabo Delgado, trazendo como exemplo a extracção do gás e de pedras preciosas, que não está a trazer ganhos às comunidades. “Ali no Rovuma há gás, mas vocês sentem o benefício disso? Nós queremos mudar isso, vocês têm direito de beneficiarem-se destes recursos. Este país não é de um punhado de pessoas, é nosso, este país é nosso”.

No comício de Namuno, o presidente da Renamo apresentou, igualmente, a cabeça-de-lista que concorre ao cargo de governador na província de Cabo Delgado.

Lutero Simango iniciou, hoje, a sua campanha na província do Niassa. As primeiras promessas nesta província foram feitas no distrito de Mecanhelas, onde prometeu construir a casa do enfermeiro, montar frigoríficos e mais postos de abastecimento de água. 

Depois de Sofala e Zambézia, Niassa é a província onde Lutero Simango trabalha, desde a manhã desta sexta-feira (6), décimo quarto dia da campanha eleitoral. 

O pontapé de saída foi o distrito de Mecanhelas. Ali, de acordo com a população, falta quase tudo.

“Nós estamos mal aqui. Não temos emprego para os nossos jovens. Há muita pobreza aqui em Insaca”, disse um dos munícipes. 

Numa outra interação Simango ouviu dos potenciais eleitores que “este local nem parece município. Não há nada aqui. Precisamos de ajuda. Apoiar as pessoas que vivem na pobreza”.

O candidato presidencial diz que  conhece essas e várias outras preocupações da população e só com a sua governação é que podem ser ultrapassadas. 

“Nós vamos montar aqui pequenas fábricas de processamento e conservação do pescado. Isso vai ajudar a criar mais empregos. Este peixe não existe em muitos cantos, então nós podemos exportá-lo e assim, vocês terão mais dinehiro”.

Mas o povo diz querer mais.

“Queremos estradas aqui, posto de saúde não ajuda. Fecha cedo”.  

Simango insiste, que tem a fórmula da mudança. 

“Nós sabemos o que fazer para resolver os vossos problemas. Por isso, no dia 9 de outubro votem em mim e no MDM. A nossa governação será centrada no povo, nas preocupações e desejos do povo”, respondeu Lutero SImango, diante de uma multidão que o acompanhava em marcha com cânticos e dança. 

Ao longo da via, uma situação chamou atenção. E que o centro de saúde da vila de Insaca é o único que serve ao  município. O que significa que em caso de necessidade de tratamento especializado a população deve percorrer 91 km para chegar à cidade de Cuamba. Simango diz que quer mudar isso. 

“ O posto de saúde não pode funcionar das 7h30 às 15h30, porque a doença não tem hora. Pode vir de manhã, à noite, até de madrugada. Então, na nossa governação, o centro não vai fechar. Vai funcionar  24 horas por dia. Vamos também construir a casa do enfermeiro, aqui na vossa vila”, prometeu.

Prometeu ainda melhorar a situação das estradas, dos professores e demais funcionários públicos. 

Depois do comício no mercado central da vila de Insaca, Simango rumou para posto administrativo de chamba onde também marchou com a população e não deixou de fazer promessas de resolver o problema da fome, água e também de promover iniciativas de incentivo para que as meninas frequentem a escola e se combata os casamentos prematuros.

“Vocês percorrem longas distâncias para buscar o líquido que é um direito vosso. Nós vamos criar mais postos de fornecimento de água, para também evitar doenças que surgem devido à falta de higiene”.

E foi já no cair da tarde de sexta-feira que Simango encerrou a actividade no povoado Lungue confiante de uma vitória no dia 9 de Outubro. 

 

Ossufo Momade encerrou hoje a sua campanha eleitoral em Niassa onde prometeu construir uma linha férrea que vai partir do Sul até ao Norte, por forma a descongestionar a Estrada Nacional Número 1 (EN1), e permitir maior circulação de pessoas e bens.

A vila autárquica de Marrupa, na província de Niassa foi o ponto escolhido pelo candidato presidencial da Renamo, Ossufo Momade, para encerrar a sua campanha eleitoral naquela parcela do país. “Nós estamos de passagem. Há outras pessoas que nos esperam em Balama, na província de Cabo Delgado” disse Momade, para em seguida, anunciar o encerramento da sua campanha eleitoral naquela província.

Antes do anúncio, para a “alegria” da população que afluiu ao local do comício, o candidato presidencial da Renamo fez uma promessa de construir uma linha-férrea que partirá do sul até ao norte do país.

“Vamos construir uma linha férrea ligando o norte e o sul e também o sul para o norte para descongestionar a estrada nacional número um e garantir segurança também melhor circulação de pessoas e bens. Vamos fazer isso, assim que chegarmos à presidência da república”, prometeu.

Na interação com a população criticou a falta de controlo da circulação de elefantes na vila autárquica de Marrupa e disse, uma vez mais, que “a actual governação não está a trazer soluções para os problemas da população”.

Depois de Niassa, Momade tem como destino o distrito de Balama na província de Cabo Delgado.

A porta de saída de Venâncio Mondlane da província da Zambézia, depois de uma semana de campanha eleitoral, o distrito de Gurué foi o ponto em que o candidato presidencial apresentou, esta sexta-feira, o seu projecto e/ou pensamento político para Moçambique.

Porque o distrito é uma referência na produção de chá,  Venâncio Mondlane começou por dizer que há toda uma necessidade de se revitalizar a indústria de processamento, até porque, defendeu que a mesma perdeu pujança ao longo do tempo. Entende o candidato presidencial não proceder o facto de, hoje, países estrangeiros tomarem à dianteira neste processo. 

Mondlane criticou, numa outra abordagem, a degradação das vias de acesso em Gurué.  Classificou as mesmas como “péssimas”, considerando, ainda, não ajudarem em nada na dinamização do desenvolvimento local. O engenheiro defendeu, perante os presentes no comício, que é chegado o momento do distrito de Gurué dar um salto no processo de desenvolvimento, sendo para tal fulcral que se dê primazia aos conteúdos locais. 

“É importante fazer a renovação das plantações, isto porque as plantas estão velhas. É preciso fazer um investimento financeiro sério, porque a empresa pública Emochá fechou com dívidas por pagar a parte da população daqui. Não há um investimento que se está a fazer”. 

É, neste sentido, que vai priorizar também o agronegócio.

Mondlane denunciou, por outro lado, a  “exploração ilegal” de recursos minerais, prática que garante combater. “Aqui, em Gurué, há pedras preciosas. O filho do governador está a explorar e é protegido pela polícia. Por isso, pergunto, afinal, Gurué é de quem?”, indagou.

Venâncio Mondlane falou, igualmente, de intolerância política em Gurué. “A intolerância política é grave. Hoje mesmo, o nosso delegado político, que coordena a marcha, encontrou o responsável pelo município com uma camiseta da Frelimo. A polícia é usada para pisar e perseguir a oposição”, acusou.

A viagem está a correr tranquilamente no trajecto  de Lichinga para Marrupa, onde está previsto um comício popular que será dirigido por Ossufo Momade. No povoado de Mussa, o candidato presidencial da Renamo para saudar as pessoas que estavam ali para ouvir os planos do candidato, caso vença eleições. 

Dirigindo – se ao povo, Ossufo Momade disse que é chegado o momento de acabar com o sofrimento e a pobreza em Moçambique. “No dia 9 de Outubro, devem votar no Ossufo e na Renamo para desenvolver Moçambique, não devemos continuar na pobreza, temos que votar para a mudança”, disse.

Depois desta curta paragem a comitiva de campanha eleitoral retomou a viagem rumo a Marrupa. Ainda esta sexta-feira, Ossufo Momade vai trabalhar em Balama,  na província de Cabo Delgado

O candidato da Frelimo, Daniel Chapo trabalha, esta sexta-feira, em Mocuba, província da Zambézia. Iniciou o dia com um comício na cidade de Mocuba, no qual prometeu que, caso ganhe as eleições de 9 de Outubro, vai propor a transferência da Assembleia da República para a cidade de Mocuba, pois está situado no centro do país, dai o lema da cidade “Mocuba onde os caminhos se cruzam e Moçambique se abraça”.

É que no entender de Chapo é preciso dividir os poderes por todo o país, e não concentrá-los numa única cidade. Ter a Assembleia da República em Mocuba  vai impulsionar o desenvolvimento daquela cidade, e o Estado vai poupar dinheiro com a movimentação de deputados para Maputo, afinal a maior parte deles provêm das províncias à volta da Zambézia.

Chapo quer ainda que outras cidades do país sejam capitais de alguma coisa, como é o caso do Poder Judiciário, Poder Político noutra cidade, capital económica também em cidade diferente, bem como capital turística noutra. Esta desconcentração e distribuição de poderes por diferentes capitais e/ou cidades do país vai permitir um desenvolvimento equilibrado de todo o país.

O candidato da Frelimo diz que chegou o momento de mudar a forma de governar o país, porque não se pode esperar resultados diferentes se mantemos a mesma atitude. Por isso, promete, no próximo ano, apresentar um plano de governação do país para os próximos 50 anos a ser discutido com todos.

Para o próximo ano, o candidato promete apresentar um plano de governação do país Prometeu infraestruturas diversas para Mocuba, de modo a facilitar o desenvolvimento económico e social daquele distrito. O destaque vai para a materialização do Parque Industrial de Mocuba, a melhoria do abastecimento de água, a construção da barragem de Mugeba no rio Licungo e o hospital Distrital que terá capacidade para produzir oxigênio para abastecer os hospitais de toda a região norte do país. 

 

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