O País – A verdade como notícia

Extraparlamentares dizem que manifestações põem a democracia em risco 

A plataforma dos partidos políticos extraparlamentares convida a Renamo, MDM, PODEMOS e a todos os partidos concorrentes nas eleições gerais de 09 de outubro para privilegiar o diálogo e não as manifestações, porque, no seu entender, minam a democracia, a paz e a unidade nacional. Também, os extraparlamentares repudiam os resultados eleitorais por entenderem que não refletem a verdade. A

A cabeça-de-lista da Frelimo, em Manica, trabalhou na cidade com o mesmo nome, onde, no comício por ela dirigida, pediu votos em troca de melhoria da vida da população. A Renamo, que trabalhou na cidade de Chimoio, prometeu abolir o pagamento de guardas nas escolas, enquanto o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) voltou a prometer emprego para jovens.

Francisca Tomás, cabeça-de-lista da Frelimo, trabalhou no município de Manica, onde prometeu melhorias em várias áreas, caso a lista que encabeça seja a eleita para dirigir os destinos da província de Manica.

Por sua vez, o delegado do partido Renamo, na cidade de Chimoio, fez uma passeata nos bairros 7 de Setembro e Tambara 2. Manuel Macocove quer acabar com cobranças nas escolas.

Enquanto isso, o Movimento Democrático de Moçambique, através do responsável de mobilização, trabalhou no bairro Francisco Manyanga, onde António Cigarreta prometeu emprego.

Francisco Pagula foi, na manhã desta quinta-feira, recebido na vila de Quissico, em Zavala, um distrito que bem conhece, pois foi onde trabalhou por vários anos, como professor.

Os membros e simpatizantes da Frelimo, em Zavala, marcharam por várias artérias da vila de Quissico e foram parar defronte do Mercado Central da Vila, local em que estava previsto um comício popular.

A primeira secretária da Frelimo em Inhambane foi quem apresentou Pagula como cabeça-de-lista da Frelimo à população local.

Dirigindo-se aos presentes, o jovem que concorre para ser governador de Inhambane explicou as razões pelas quais a população iria votar na Frelimo e no seu candidato presidencial, Daniel Chapo.

Entre os principais pontos apresentados por Pagula, o destaque vai para a dinamização da piscicultura naquele distrito, através do incentivo dos jovens para a criação de peixe em cativeiro, e instalação, em Zavala, de um centro de processamento de peixe para posterior venda no mercado nacional e internacional.

Pagula disse, ainda, que a Frelimo pretende valorizar ainda mais a timbila, tida como património cultural da humanidade, fazendo um casamento entre aquele instrumento musical, sua história, hábitos e costumes do povo timbileiro, e o turismo, fazendo com que os turistas do mundo inteiro conheçam a história da timbila e vejam de perto como se produz o instrumento.

Pagula terminou dizendo que, para que todos esses sonhos se tornem realidade, a população deve votar na Frelimo e no seu candidato presidencial, Daniel Chapo.

O candidato presidencial, Venâncio Mondlane, diz não fazer sentido que o distrito de Alto Molócuè, na província da Zambézia, continue a enfrentar problemas de pobreza, mesmo com todo o manancial de recursos minerais e produtos agrícolas que abundam naquele ponto do país. Mondlane assegurou que irá criar condições para que a população possa tirar maior proveito da exploração e extracção de recursos minerais. “Aqui há recursos minerais. Vocês têm turmalite. Porque não podem beneficiar-se dos minérios que são aqui extraídos e dos produtos agrícolas?”, questionou Mondlane.

O candidato presidencial disse, ainda, que “o que nós queremos é que a riqueza deste distrito esteja traduzida nas estradas. O que nós queremos é que a riqueza deste distrito se reflicta nos hospitais e na escola. Queremos que haja riqueza para todos vocês. Não podemos aceitar que haja um punhado de pessoas a beneficiarem-se da riqueza desta terra e da província”, frisou o engenheiro.

Outrossim, garantiu que vai apostar no financiamento de projectos da juventude, até para que esta camada social possa prosperar. “Nós temos, aqui, muitos jovens com energia. Temos jovens capacitados para desenvolver vários projectos. É preciso apostar nos jovens.”

Valorizar os combatentes da Luta de Libertação e os jovens chamados para uma missão em Cabo Delgado, combatendo o terrorismo no teatro operacional Norte, faz parte das promessas de Mondlane, caso seja eleito Presidente.

“Eles lutaram para libertar o país. Quando estávamos a estudar, eles estavam a combater. É preciso que os valorizemos. Os jovens estão a lutar para defender o país. Visamos valorizar isso”, observou Venâncio Mondlane. Abordou, por outro lado, a componente de infra-estruturas. “É estrada aquela que liga Gilé e Alto Molócuè? Os jovens já estão com dores de coluna devido àquela via. Temos que mudar isso.”
Insistiu na necessidade de se separar o partido do Estado, assim como “criação de células” nas instituições. “No Governo de Venâncio Mondlane isso vai acabar. Todos somos iguais, precisamos de ter as mesmas oportunidades. Não se pode exigir certas situações para que as pessoas trabalhem no Estado.”

Falando concretamente de outras forças políticas, mesmo sem indicar a dedo, criticou o facto de, supostamente, se estar a “recrutar pessoas de vários distritos para comícios. Eles obrigam as nossas mães que têm problemas de olho, que têm problemas das pernas, a subirem autocarros para participarem em comícios.”

A esposa do candidato presidencial da Frelimo esteve, hoje, na Matola, onde pediu votos para o seu marido e para o partido em troca de boa educação, saúde e um banco de desenvolvimento. O candidato a governador da Província de Maputo pela Renamo promete emprego para os jovens. Já o MDM diz que vai construir estradas.

A actividade de “caça ao voto” intensifica-se na Província de Maputo e os três principais partidos concorrentes sobem a tónica das suas promessas.

Pela Frelimo, juntou-se à campanha a esposa do candidato presidencial Francisco Chapo, Gueta Chapo, com o objectivo de pedir votos para a formação política do batuque e da maçaroca e para o seu marido.

“Estou a pedir que vote no Chapo e na Frelimo. Chapo é um homem experiente e dinâmico. Ele vai resolver a maioria dos problemas deste país. Mais emprego, água, carteiras nas escolas e, também, vai ter um banco de financiamento. Vocês, negociantes, vão ter onde emprestar dinheiro para aumentarem o vosso negócio”, prometeu Gueta Chapo, esposa do candidato presidencial da Frelimo.

O candidato a governador da Província de Maputo pelo partido Renamo continua a privilegiar o contacto interpessoal com os potenciais eleitores.

“A principal mensagem que levamos aos eleitores é o emprego, que está a fazer muita falta aos jovens, tendo em conta que nós somos a capital industrial, onde a indústria está totalmente destruída. Prometo combater os sequestros para permitir que os empresários possam investir os seus capitais e dêem emprego aos jovens moçambicanos; parar, definitivamente, com o tráfico de drogas na República de Moçambique praticado por altos dirigentes do Governo do dia. Isto é uma vergonha”, acusou António Muchanga, cabeça-de-lista da Renamo.
O MDM esteve em Boquisso, onde, na interação com os residentes daquele bairro, prometeu vias de acesso e não só.

“Os jovens querem fazer mudanças na saúde, em primeiro lugar. Na zona de Boquisso, há problemas graves de infra-estrutura. A estrada foi interrompida em Boquisso, e os outros não pertencem a Moçambique? Não pertencem a Maputo? Nós, como MDM, queremos ter um programa arrojado de infra-estruturas”, prometeu Silvério Ronguane do MDM.

Os candidatos da Frelimo e do MDM a governador da Província de Maputo estão a trabalhar nos distritos de Moamba e Namaacha, respectivamente.

Lutero Simango terminou, esta quinta-feira, a sua campanha na província da Zambézia. A porta de saída do candidato do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) foi a cidade de Gurúè, onde prometeu internacionalizar o chá que é lá produzido.

Esta quinta-feira começou com Lutero Simango na estrada, partindo de Mocuba para a terra do chá, o distrito de Gurúè, numa viagem de cerca de 200 km, que foi registando pequenas interrupções para saudação aos simpatizantes do partido.

Pimeiro, parou na localidade de Ile. Em Invinha e Mempuagiwa, onde marchou e interagiu com a população, fez promessas de mudança, mas porque aquele não era seu destino, 197 quilómetros depois, eis que Lutero Simango chegou à cidade de Gurúè. No seu estilo característico, o candidato do MDM encabeçou o que chamou de marcha da mudança.

Falando às dezenas que o acompanham, Lutero Simango prometeu, também, transformar a cidade de Gurúè num verdadeiro destino turístico, para assim desenvolver a cidade, criar mais postos de emprego e transformar a vida das pessoas.

Gurúè foi o último distrito onde Lutero Simango pediu voto, na província da Zambézia, pelo menos nesta primeira volta, isto porque o candidato presidencial do MDM prometeu regressar a esta província na próxima volta.

O candidato presidencial da Renamo, Ossufo Momade, prometeu, esta quinta-feira, desenvolver Meponda, Posto Administrativo do Distrito de Lichinga, no Niassa, que dista a 60 km da capital provincial, onde as principais actividades são a pesca e agricultura. Mas há desafios que Ossufo Momade promete resolver caso vença as eleições a 9 de Outubro. Ainda no Niassa, o candidato manifestou que pretende renegociar contratos dos megaprojectos, caso seja eleito.

O candidato presidencial da Renamo, Ossufo Momade, falou de alguns aspectos do seu manifesto eleitoral e ainda prometeu renegociar e reanalisar alguns dos contratos de megaprojectos implantados no país.

No comício popular, com o intuito de buscar para si e para a Renamo o voto do eleitorado de uma zona pró-Renamo, Ossufo Momade, aproveitando a sua presença no distrito de Lago, na província de Niassa, mais concretamente no posto administrativo de Meleluca, prometeu que, caso vença a corrida presidencial, vai renegociar os megaprojectos implantados no país.

“Nós, quando chegarmos à presidência, vamos renegociar os megaprojectos para podermos beneficiar os moçambicanos”. E acrescentou: “O gás existente em Inhambane vai à África do Sul, extraído aqui e pouco nos beneficia. Os megaprojectos instalados na província de Cabo Delgado também não beneficiam os moçambicanos. Então, nós vamos mudar isso. Só um punhado de gente enriquece em Moçambique.

nquanto isso, a maioria fica na pobreza. Temos de acabar com isso. Nós prometemos que vamos renegociar os megaprojectos”.

Quanto ao manifesto eleitoral para o quinquénio 2025-2029, Momade disse que é suportado por sete pilares, tendo destacado alguns. Os outros, segundo prometeu, serão descritos nas próximas sessões.

O primeiro pilar apresentado foi “Políticas para promover o desenvolvimento”. Neste, disse que o crescimento e desenvolvimento económico de um país depende, especialmente, das medidas que o seu Governo toma para aumentar a confiança dos diversos actores na economia.

O segundo pilar é a confiança nos sistemas. Neste, disse que o judicial, a segurança, o factor fiscal, monetário e de comunicações são apenas alguns dos condicionantes para se alcançar o crescimento e desenvolvimento do país. Assim, o Governo da Renamo tomará as seguintes medidas: melhorar a qualidade de diálogo com o sector privado, visando atender às suas preocupações e resolver os constrangimentos que os investidores enfrentam; promover um regime fiscal transparente e amigo do investimento; realizar uma política monetária consistente para o investimento e consumo; combater, energicamente, a corrupção em todas as instituições, aprofundando as medidas de transparência para prevenir ou controlar a sua ocorrência; melhorar os salários da Função Pública, introduzindo medidas de actualização permanente do valor dos salários e das pensões; reestruturar o sector empresarial do Estado, privatizando as empresas deficitárias e economicamente inviáveis; promover a estabilidade política e social, bem como a segurança nacional.

Segundo prometeu Ossufo Momade, o Governo da Renamo dará maior primazia à procura de soluções para os crimes de terrorismo, raptos e sequestros que assolam o país.

No sector da saúde, O Governo da Renamo vai investir no fortalecimento do serviço nacional de saúde, aumentando e apetrechando as unidades sanitárias com recursos humanos qualificados, meios materiais e equipamentos necessários para a prestação dos cuidados de saúde; melhorar as condições de trabalho e de remuneração dos médicos, dos enfermeiros, e de todos os profissionais de saúde; alargar as acções de prevenção e combate à malária, tuberculose, cólera, assim como HIV/SIDA e outras doenças crónicas; garantir e promover a saúde materno-infantil, bem como a saúde sexual e reprodutiva; disponibilizar serviços de saúde mental e psicológica de qualidade, para crianças e adultos vítimas de todas as formas de violência, trauma, alargando os centros de acolhimento e de trânsito; melhorar a transparência na adjudicação para importação/aquisição e distribuição de medicamentos e outros materiais de saúde.

Para o sector da agricultura, a Renamo propõe, no seu manifesto, que é necessário assumir que a agricultura, por desvantagem competitiva na alocação de recursos por via dos mercados, necessita de apoios, incentivos, subsídios e que o Estado exerça as suas funções de legislação, regulação, fiscalização, de realização de investigação e extensão rural, assim como da função arbitral para os casos de conflitos de interesses.
Assim, a Renamo, vai dar prioridade para a agricultura familiar, produção alimentar e as pequenas e médias empresas do sector agrário. O desenvolvimento da agricultura deverá ser economicamente inclusivo, o que significa que as políticas públicas, os mercados e as instituições devem favorecer a criação de riqueza de todos os agentes económicos, destacando-se a formação do sector familiar e as pequenas e médias empresas.

Além disso, dar subsídios à agricultura em toda a sua cadeia de valor é uma pretensão da Renamo, pois o partido entende que qualquer actividade agrícola de sucesso no mundo desenvolve-se com subsídios, seja nos EUA ou na Europa. Em Moçambique, disse Momade, as famílias, os pequenos agricultores e os empresários do sector agrário carecem desses subsídios: nas sementes, na irrigação, nos pesticidas e insecticidas, no transporte dos produtos, no armazenamento e na comercialização.

Uma das estratégias da Renamo é fazer a delimitação de territórios com maior potencial agrícola.

Para concentração de recursos financeiros, humanos e materiais e obtenção de maior eficiência e eficácia dos investimentos e das políticas públicas na agricultura, serão delimitados territórios com critérios económicos e de potencial produtivo, do Zumbo ao Índico e do Rovuma ao Maputo, caso a Renamo e o seu candidato vençam as eleições. Nos territórios em causa devem concentrar-se as acções de investigação, extensão e investimento público e privado, comercialização, benefícios fiscais para os investidores e para as comunidades (com ênfase para o empoderamento da mulher e dos jovens) e subsídios, segundo os critérios e prioridades sugeridas.

Momade promete desenvolver Meponda

Ossufo Momade prometeu desenvolver Meponda, Posto Administrativo do Distrito de Lichinga, no Niassa, que dista a 60 km da capital provincial, onde as principais actividades são a pesca e agricultura. Mas há desafios que Ossufo Momade promete resolver caso vença as eleições a 9 de Outubro.

O acesso ao Posto Administrativo de Meponda, a 60 km de Lichinga, é por uma estrada terra batida e com pedras à mistura, caracterizada também por subidas e descidas, curvas e contra curvas acentuadas. O acesso é deficitário. É olhando para essa realidade que Ossufo Momade, nas suas promessas eleitorais, disse que pretende reabilitar a via: “No dia 9 de Outubro vamos todos votar para a mudança, aqui em Meponda. Vamos construir estrada para melhorar o acesso, nesta vila bonita”.

Momade falava perante uma multidão eufórica, uma euforia que esconde problemas preocupantes em Meponda: as uniões prematuras e o abandono à escola. Para uma população na sua maioria jovem, que se dedica principalmente à pesaca e, depois, à agricultura. É para aquela população que Ossufo Momade dirigia a mensagem de “caça ao voto”, prometendo uma vida melhor.

“Nós vamos vencer as eleições, e queremos desenvolver Meponda. Vamos investir na educação, na criação de empregos para que os nossos jovens tenham emprego. Precisámos de melhorar as condições de saúde para a população, construindo melhores hospitais e remunerar bem os nossos enfermeiros e médicos para que a população seja bem atendida”.

Em Meponda, as caravanas da Renamo e da Frelimo cruzaram-se sem registo de incidentes.

O candidato a Presidente da República, pelo partido Frelimo, Daniel Chapo, esteve, esta quinta-feira, no distrito de Gilé, província de Zambézia, onde prometeu a construção de centros de saúde e a melhoria das vias de acesso.

A “caça ao voto” continua para o candidato presidencial do partido Frelimo. No comício, Daniel Chapo disse ao povo que é a escolha certa, pois conta com uma larga experiência de governação. “Fui administrador em dois distritos e governador de uma província. Os outros nunca trabalharam, querem que o primeiro emprego seja logo presidente”, disse.

Daniel Chapo afirmou que está pronto para atender às preocupações dos jovens de Gilé, desde o emprego até à habitação. O candidato prometeu casas para jovens, que poderão ser pagas aos poucos, num período de 10 a 15 anos. Prometeu também centros de formação profissionais, para que os jovens desenvolvam o saber fazer.

“Não basta apenas estudar, vamos também dar, depois da formação, um Kit aos jovens, para que eles possam começar os seus negócios. Vamos também implantar um banco de investimento, para emprestar dinheiro ao povo”.

As promessas não pararam por aí, Daniel Chapo prometeu terrenos parcelados, em zonas com água e energia, para que as pessoas tenham condições mínimas para iniciar as suas vidas.

 

Alto Molócuè, a norte da província da Zambézia, foi o local escolhido por Daniel Chapo para, esta quinta-feira, iniciar o segundo dia do périplo por aquela província. Depois de Alto Molócuè, o candidato presidencial da Frelimo dirigiu-se a Gilé e Pebane, na costa.

Alto Molócuè é uma autarquia governada pela Renamo. Daniel Chapo tentou, no seu comício, convencer os eleitores daquele distrito a mudarem o sentido de voto no dia 9 de Outubro, prometendo fazer uma governação virada para a resolução dos principais problemas que afectam o país e aquele distrito, em particular.

O primeiro problema mencionado pelo candidato é a corrupção, que, na sua opinião, compromete o desenvolvimento de Moçambique, “porque o dinheiro que devia ser usado para construir escolas, estradas, expandir energia eléctrica e água potável, educação e outros serviços essenciais vai para uma ou algumas pessoas, deixando a maioria na miséria, sendo que outros ficam muito ricos”.

No capítulo da corrupção, Daniel Chapo falou das cobranças nos processos de recrutamento de novos funcionários na Função Pública.

“Há coisas que nós não podemos admitir. O jovem sofre para conseguir documentos para emprego e, depois de dar entrada, liga alguém a dizer que, para ser admitido, tem de pagar dinheiro. Temos de acabar com isso, porque se um jovem procura emprego, é porque não tem dinheiro”, disse Daniel Chapo e, de seguida, perguntou como é que alguém tem coragem de cobrar dinheiro a uma pessoa que também está à procura de dinheiro?

O candidato presidencial da Frelimo foi mais fundo ao afirmar que o mesmo problema se replica nas unidades sanitárias do país, nas quais, segundo o candidato presidencial, os diferentes funcionários da saúde cobram dinheiro para dar um melhor atendimento aos pacientes necessitados.

“As mulheres, hoje em dia, quando vão à maternidade e, para dar parto, têm de amarrar alguma coisa. Temos de acabar com isso”, apelou Daniel Chapo.

Ainda assim, Daniel Chapo disse que a maioria dos funcionários públicos moçambicanos são exemplares, embora exista uma minoria que mancha os demais membros da classe.

O candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, propõe como solução para os vários problemas que afectam o distrito de Alto Molócuè a criação de emprego para a juventude, habitação, acesso ao financiamento, de modo a garantir o desenvolvimento do país a partir do distrito. O candidato pretende, ainda, instalar centros de formação técnico-profissional para acelerar a empregabilidade dos jovens.

O candidato da Frelimo prometeu asfaltagem da estrada que liga as vilas sedes distritais de Molócuè e Gilé, a construção da estrada Molócuè-Gurúè, passando por Nawela, bem como atrair investimentos para a reabertura da fábrica de castanha de caju. Daniel Chapo quer, também, construir centros de saúde e expandir a energia eléctrica para locais que actualmente não estão iluminados.

Daniel Chapo disse, ainda, no seu comício, que o partido Frelimo é o único que conhece e consegue resolver os problemas do povo.
Ainda na Província da Zambézia, o candidato presidencial da Frelimo esteve com a população de Pebane, onde prometeu uma fábrica de processamento de castanha de cajú, expandir a electrificação dos bairros do distrito, impulsionar o turismo e gerar mais emprego para os jovens e para as mulheres.

O candidato presidencial da Renamo, Ossufo Momade, falou de alguns aspectos do seu manifesto eleitoral, destacando a reanálise e renegociação de alguns dos contractos de exploração de gás no país.

Ossufo Momade continua a “enamorar o eleitorado”, desta vez no distrito de Lago, na província de Niassa. Num comício popular que tinha como intuito buscar voto para si e para o seu partido, o candidato a Presidente da República prometeu, caso vença as eleições, renegociar os megaprojectos implantados no país.

“Quando chegarmos à presidência, vamos renegociar os megaprojetos para podermos beneficiar aos moçambicanos, é ou não é?”, questionou, acrescentando “o gás que existe em Inhambane vai à África do sul, mas é extraído aqui, e pouco nos beneficia. Os megaprojetos instalados na província de Cabo Delgado também não beneficiam aos moçambicanos, então, nós vamos mudar isso. Só um punhado de gente se enriquece em Moçambique, enquanto isso a maioria fica na pobreza”.

Quanto ao manifesto eleitoral para o quinquénio 2025-2029, Ossufo Momade explicou que este é suportado por sete pilares, alguns deles são: políticas para o desenvolvimento, onde a Renamo pretende promover um regime fiscal transparente e amigo do investimento, realizar uma política consistente para o investimento e consumo, melhorar os salários da função pública.

O outro pilar é o sector de saúde, no qual a Renamo quer investir no fortalecimento dos serviços, aumentando o apetrechamento das unidades sanitárias com recursos humanos qualificados. No mesmo sector, a Renamo pretende alargar as acções de prevenção e combate a malária, tuberculose, cólera e HIV, quer também melhorar as condições de trabalho e remuneração dos profissionais de saúde.

Na agricultura, a perdiz quer subsidiar a agricultura e estudos de extensão rural, dar prioridade para a agricultura familiar, a alimentação familiar e as pequenas e médias empresas do sector agrário.

+ LIDAS

Siga nos