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Extraparlamentares dizem que manifestações põem a democracia em risco 

A plataforma dos partidos políticos extraparlamentares convida a Renamo, MDM, PODEMOS e a todos os partidos concorrentes nas eleições gerais de 09 de outubro para privilegiar o diálogo e não as manifestações, porque, no seu entender, minam a democracia, a paz e a unidade nacional. Também, os extraparlamentares repudiam os resultados eleitorais por entenderem que não refletem a verdade. A

No 12º dia da campanha eleitoral, o candidato presidencial do MDM pediu votos em Namacurra, na Zambézia. Lutero Simango prometeu criar indústria de processamento da madeira, para dar emprego aos jovens.

No segundo dia da “caça ao voto”, na província da Zambézia, Simango pediu votos no distrito de Namacurra, um distrito que se destaca pela produção de arroz, castanha de caju e lagosta.

Por isso, o presidente do Movimento Democrático de Moçambique prometeu acabar com a pobreza, através do fomento da produção agrícola.

“Vocês produzem arroz, feijão e tantos outros produtos, mas onde estão os resultados dessa produção? Nós vamos criar um fundo para adquirir os produtos agrícolas produzidos pela população. Quem produzir mais terá mais dinheiro.”

Prometeu, também, criar indústria de processamento da madeira, para dar emprego aos jovens.

O candidato disse, ainda, que o projecto da sua governação, caso seja eleito presidente da República, será acabar com a exportação da madeira bruta. Para ele, é preciso qua a população usufrua dos recursos da sua terra.

De Namacurra, o candidato seguiu para o distrito de Mocuba, onde também prometeu transformar a vida desta população, caso vença as eleições.

“Vocês aqui têm problemas de emprego para os jovens. Nós vamos introduzir uma cota obrigatória de emprego nas empresas públicas e privadas, bem como eliminar a exigência de experiência de cinco anos para acesso a emprego.”

Mocuba foi o quarto distrito onde Simango pediu votos, em dois dias que trabalha na populosa província da Zambézia, no 12º dia da campanha eleitoral.

 

Ossufo Momade promete reabilitar a estrada que liga o Posto Administrativo de Meleluca à vila de Metangula, Distrito de Lago, na província de Niassa, onde também o candidato presidencial da Renamo prometeu canalizar água às populações, investir na industrialização da pesca e prover condições de desenvolvimento, caso seja eleito Presidente da República.

Em mais um dia de campanha eleitoral, o candidato presidencial da Renamo trabalhou no posto administrativo de Meleluca, no Distrito de Lago, na província de Niassa.

A viagem de Ossufo Momade, que iniciou na capital provincial Lichinga, teve duas interrupções. Os populares saíam à rua e “obrigavam” a paragem da caravana. Mas sempre a viagem proseguia.

Chegado a Meleluca, Ossufo Momade interagiu com a autoridade local. E no comício popular, Ossufo Momade prometeu reabilitar a estrada que liga Metangula à localidade de Meleluca. “Sabemos que a estrada não está boa, vocês passam mal, quando querem viajar à vila. Nós vamos reabilitar esta estrada. Vamos também canalizar água, não faz sentido que, tendo água aqui perto, não tenham água nos vossos quintais. Nós vamos canalizar água aqui, seis meses depois de conquistarmos o poder”.

Momade interagia com populares que acorreram ao local do comício, onde também pediram a construção de escola secundária. Pediram, igualmente, a construção de uma unidade sanitária.

O candidato presidencial da Renamo diz que vai trabalhar para resolver os problemas levantados pela população.

A Frelimo, na província de Maputo, pede votos aos eleitores para que continue a desenvolver o país e garantir a paz. Já o cabeça-de-lista da Renamo para governador promete uma justiça igual para todos. O MDM sublinha que, caso vença as eleições, vai reduzir os impostos. 

A partir de várias frentes, a Frelimo foi à rua, no décimo segundo dia da campanha eleitoral, para pedir votos com discursos de desenvolvimento. “Estamos a pedir o vosso voto para o partido Frelimo e para o candidato Daniel Francisco Chapo, para continuarmos com Moçambique cheio de esperança. Temos uma mensagem muito forte para a malta jovem, em relação ao emprego, habitação e, sobretudo, queremos ir avante com o projecto de desenvolvimento, e manter o país a paz”, disse Júlio Parruque, membro do partido Frelimo e presidente do Município da Matola.  

Por outro lado, a Renamo, também, intensifica a sua caça ao voto. Entre abraços e apertos de mãos, António Muchanga, interagia com os munícipes da Matola e deixava promessas. A justiça é uma delas. 

“Nós queremos fazer justiça no país. Queremos acabar com o tráfico de drogas. Queremos acabar com a candonga. Queremos acabar com o roubo do dinheiro do Estado. Queremos acabar com a impunidade. A justiça que está a ser feita, é selectiva. Nós queremos fazer justiça para todos os moçambicanos”, prometeu António Muchanga, cabeça-de-lista a governador da província de Maputo pela Renamo. 

Aos vendedores do mercado da Machava, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) prometeu reduzir impostos e taxas em troca de votos. “Há uma necessidade de facilitar os negócios porque o papá foi buscar coco em Inhambane, mas as margens de lucro são tão baixas que nem dá para viver. Então, o que nós estamos a dizer, por exemplo, é que há necessidade de baixar os impostos. Baixar aquilo que é cobrado no mercado, e quando traz a mercadoria até ao destino final”, sublinhou a promessa Silvério Ronguane, membro do MDM e deputado na Assembleia da República.  

Na província de Maputo, os partidos políticos têm priorizado o contacto interpessoal para transmitir os seus manifestos eleitorais. 

Uma viatura usada pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM) para trabalhos ligados à campanha eleitoral, no distrito de Búzi, em Sofala, foi supostamente incendiada na madrugada de hoje, por indivíduos ainda desconhecidos e não houve vítimas humanas.

Uma brigada provincial do MDM, que está no distrito de Búzi a apoiar os membros desta formação política na disseminação do seu manifesto eleitoral, no âmbito da campanha eleitoral, foi surpreendida por volta das duas horas da madrugada desta quarta-feira com um incêndio, que estava a consumir uma viatura usada por este partido para a campanha eleitoral.

Os membros do MDM souberam do incêndio depois de ouvirem gritos de socorro de uma senhora, vizinha da casa onde estavam alojados, a pedir socorro, após ver a viatura em chamas.

Na altura, o fogo não era intenso. Estavam apenas a arder as partes laterais da viatura, com claros indícios de fogo posto, segundo um dos membros do MDM. Contudo, a falta de meios para debelar o incêndio contribuiu para o fogo se alastrar.

O caso foi participado às autoridades policiais e já foi aberto um auto. A Polícia em Sofala confirmou a ocorrência do crime e a investigação do mesmo.

O Movimento Democrático de Moçambique, sem gravar entrevista, referiu que este caso é resultado de intolerância política e que, em Sofala, há registo de outros casos, indicando que, no distrito de Dondo, dois membros deste partido foram feridos com gravidade, sendo que a um foi amputado um dedo da mão e outro foi ferido no pé, com recurso a uma catana, enquanto colavam panfletos. O autor dos crimes fugiu.

O MDM garantiu que está a reunir outros dados sobre intolerância política, desde o início da campanha eleitoral e que, nesta quinta-feira, falará à imprensa.

O candidato da Frelimo iniciou, esta quarta-feira, um périplo pela província da Zambézia, que partiu no distrito de Morrumbala e escalou, sucessivamente, Milange e Gurué.

Em Murrumbala, Daniel Chapo prometeu a asfaltagem da estrada que liga a região de Ndzero, na Estrada Nacional Número Um, à vila sede daquele distrito, uma preocupação de há anos da população local. Mas também prometeu alocar um batelão e ou mesmo construir uma ponte sobre o Rio Chire, para poder ligar Morrumbala, na Zambézia, e Mutarara em Tete, o que encurtaria bastante o acesso aquele distrito da província de Tete e melhoraria a comunicação entre ambas regiões.

Chapo prometeu outras infra-estructuras sociais e económicas assim como atrair investimentos para a reabertura da fábrica de processamento de algodão, que está encerrada há anos, deixado milhares de produtores do sector familiar sem renda.

A seguir, partiu para o distrito de Milange, que, a par de Morrumbala, é um dos mais populosos e importantes círculos eleitorais, sabido que é onde residem a maior parte dos eleitores que fazem da Zambézia o segundo maior circulo eleitoral do pais.

Em Milange, que é igualmente um importante centro de produção agrícola, prometeu aumentar a atracção de investimentos para explorarem a potencialidade daquele distrito e tornarem a agricultura feita localmente em comercial assim como atracção de investidores para instalação de fábricas de agro-processamento. Estas são as soluções que Daniel Chapo apresenta como viáveis para resolver o problema da falta de emprego para jovens naquela região.

Por outro lado, prometeu a conclusão de obras de estradas que interligam o distrito, mas também a importante estrada que vai ligar Milange a Mulumbo. Esta última estrada é importante para tirar do isolamento o distrito de Mulumbo.

Chapo terminou o dia em Gurué. Terra mais conhecida por ser produtora de chá, também prometeu terminar a asfaltagem da estrada Nampevo-Mutuali-Gurué. A expansão da rede sanitária, rede eléctrica.

Venâncio Mondlane defende que os recursos florestais e potencial agrícola de Mocuba, na Zambézia, devem beneficiar a população. Mondlane diz ainda que a polícia deve estar ao serviço da população e não de partidos políticos.

Mocuba, movimentado distrito que carrega o epíteto de “onde os caminhos se cruzam e Moçambique se abraça”, testemunhou, hoje, com os termómetros elevados, o apelo ao voto do candidato presidencial Venâncio Mondlane e do partido PODEMOS. Mondlane, ao ritmo de cânticos a soarem de colunas improvisadas numa camioneta, abraçou, primeiro, a ideia de fazer uma passeata por algumas artérias, acompanhado por membros do PODEMOS e da CAD. Chegados a um dos mais movimentados mercados locais, um momento de pausa foi observado para dar lugar à transmissão de ideias de governação. Interrompido, por vezes, pelo “calar” do microfone, Venâncio Mondlane apontou a potenciação das riquezas locais como solução para o desenvolvimento do distrito.

“Aquilo que Mocuba produz deve beneficiar a população de Mocuba ou outras províncias. Seja madeira, sejam materiais preciosos ou agricultura. Este é o compromisso que nós assumimos.”

Sustentou, no mesmo diapasão, “que não queremos ouvir mais que uma província com muita madeira, muito ouro e outras riquezas esteja na miséria ou pobreza. Nós queremos ser os pais de Mocuba e os pais da Zambézia”.

Uma pausa, durante o comício, para questionar aos presentes: “Os comerciantes de Mocuba estão ou não falidos? Não têm muita madeira aqui?”

Combate à criminalidade é outra acção que Venâncio Mondlane se predispõe a levar cabo. Entende, o engenheiro, que, para tal, é fundamental que a polícia “esteja ao serviço da população”.

Para Mondlane, o “Governo actual não consegue dar segurança à população.”

Para “inverter” a situação, assegurou, “no governo de Mondlane a polícia não irá pertencer a partidos, mas, sim, vai trabalhar para a população.”

Insistindo em questões de ordem e segurança, denunciou aquilo que chama de conivência, em alguns casos, de agentes em casos de crime. “Significa que aquilo que é crime é feito com conhecimento da polícia. A nossa polícia não pode maltratar o povo”.

Com tem sido de praxe, explicou aos eleitores a sua posição no boletim de voto, assim como do PODEMOS. Não terminou sem antes apresentar o cabeça-de-lista do PODEMOS para o cargo de governador na Zambézia, Abraão Massete. Natural de Macuzi, garantiu ser a solução para a Zambézia.

Na província de Inhambane, o cabeça-de-lista da Frelimo trabalhou na cidade da Maxixe, onde prometeu concluir as obras do hospital distrital local e reabilitar vias de acesso. Os partidos Renamo e MDM trabalharam em diversos bairros daquela cidade para “caçar votos” de casa em casa.

A chamada capital económica da província de Inhambane foi a escolha do cabeça-de- lista da Frelimo para fazer a campanha eleitoral, no décimo primeiro dia.

Num comício por si orientado, Francisco Pagula apresentou à população local o projecto de governação da Frelimo.

Os bairros periféricos da cidade de Maxixe foram os escolhidos por Gania Mussagy, membro da Comissão Nacional da Renamo, que abordava eleitores, prometendo acabar com a corrupção.

Com trajes característicos do partido, os membros do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) também escolheram bairros periféricos para “caçar votos”, fazendo promessas.

Na província de Sofala, a Frelimo pediu votos, esta terça-feira, com promessas de requalificar infra-estruturas no distrito de Chemba. A Renamo prometeu emprego para jovens, caso vença as eleições. O MDM também garantiu que, se vencer, irá reabilitar todas as infra-estruturas importantes ora danificadas supostamente por negligência.

“Queremos requalificar e ampliar o hospital de Catulene, aqui, em Chemba, de modo a que o mesmo possa prover serviços mais alargados de saúde, incluindo internamento. Isso só poderá ser realizado votando neste jovem candidato da Frelimo, no dia 9 de Outubro”, Luís Nhanzozo, primeiro secretário da Frelimo em Sofala.

Naquele posto administrativo, a brigada da Frelimo orientou um comício popular, onde, sempre recorrendo à língua local, fez campanha de Educação Cívica.

“No dia 9 de Outubro, nas mesas de votação, receberão três boletins desta natureza. Nos boletins, o nosso candidato estará em segundo lugar.”

Lutero Simango iniciou, hoje, a caça ao voto no distrito de Morrumbala, na província da Zambézia. Simango promete fomentar a produção do algodão, por forma a revitalizar a fábrica de algodão de Morrumbala, encerrada por falta de matéria-prima.

Morrumbala foi a porta de entrada de Lutero Simango na província da Zambézia, nesta terça-feira (3), a segunda cidade mais populosa do país, depois de Nampula, com mais de 5 milhões de habitantes, onde Lutero Simango deverá namorar o eleitorado por forma a ter o seu voto, no dia 9 de Outubro.

Após a recepção, Simango marchou com as dezenas de simpatizantes do MDM e apoiantes da sua candidatura, interagindo com os possíveis eleitores, que bem conhecem os seus desafios.

“Nós queremos emprego em Morrumbala. ‘e preciso acabar com a burlas na zona, queremos mais estradas, energia elétrica e outros”, disse um dos espectadores a Lutero Simango, que ouviu atentamente, para depois prometer:

“Nós vamos fazer tudo isso e muito mais. Aqui em Morrumbala, nós queremos melhorar a vida”, disse.

Depois da marcha, já na vila sede de Morrumbala, Simango percorreu algumas ruas até à delegação do partido, para falar às dezenas sobre o propósito da sua visita.

“Nós vamos reabrir a Fábrica de Algodão. Para isso temos que aumentar a produção de algodão, que depois vai ser absorvida pela fábrica. Assim vão ter, todos, muito dinheiro, pois irão vender a produção a bom preço. Com a Fábrica haverá mais postos de trabalho para os jovens de Morrumbala”, disse.

O candidato presidencial diz que Morrumbala não pode continuar pobre, pelo potencial agrícola que possui.

“Aqui em Morrumbala produzem algodão, feijão e outros produtos que, bem geridos podem potenciar negócios, criar postos de emprego e melhorar a vossa vida. O projecto de governação do MDM é de devolver o poder de compra aos moçambicanos, baixando o custo de vida”, prometeu.

e mais:

A fábrica “vai produzir tecidos para as fábricas têxteis em Moçambique, uma vez que a indústria têxtil Moçambicana é dependente da importação e isso encarece os produtos. Vamos instalar, também, uma pequena fábrica para produzir algodão medicinal para reduzir a sua falta no sistema nacional de saúde”.

No décimo primeiro dia da campanha, Lutero Simango falou ainda da falta de livros, na educação, crise de medicamentos, na saúde, estradas esburacadas, como alguns dos problemas que Simango se propõe a resolver, caso seja eleito.

Simango diz que diferentemente dos “outros” está a fazer campanha terra a terra, interagir com a população, ouvindo os seus problemas porque não teme a população.

Simango usou a oportunidade para apresentar Bruno Dramusse, candidato a governador da Zambézia, que também deixou promessas de criar matadouros no distrito e fábrica para processamento da madeira, por forma a promover mais postos de trabalho.

No décimo segundo dia, Simango irá trabalhar na capital da Zambézia, Quelimane.

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