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CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) denunciou, hoje, nas suas instalações em Maputo, a existência de falsos inspectores que se dirigem a unidades económicas e cobram valores monetários para que a inspecção não ocorra. As cobranças ilícitas aconteceram semana passada, na Machava e cidade da Matola, província de Maputo.

Para reverter o cenário, a INAE revelou que, quando os seus inspectores se dirigem a estabelecimentos comerciais vão trajados de coletes, contendo o timbre da instituição e credencial.

 

O Banco de Moçambique decidiu reduzir as taxas de juro de política monetária em 1.5 pontos percentuais para 19,5%. O Banco Central reduziu também as taxas de facilidade permanente de cedência e de facilidade permanente de depósito.

A autoridade monetária justifica a medida com as projecções de melhoria da inflação, nos próximos tempos, e abre espaço para a redução do custo do dinheiro no mercado no contexto de financiamento a economia.

O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique considera que a melhoria nas projecções de economia para os próximos anos mostram adequado reduzir, com prudência, a restrição na política monetária, numa altura em que o Governo lançou a racionalização da despesa pública.

Empresários de Cabo Delgado exigem ao Governo o pagamento das dívidas resultantes da prestação de serviços e fornecimento de bens às instituições do Estado.

A situação é considerada crítica e muitas empresas poderão fechar as portas caso a situação não seja regularizada.

O problema foi apresentado ao governador da província, Júlio Parruque, pelo Conselho Empresarial Provincial durante a reunião de diálogo público-privado.

Júlio Parruque não avançou datas para amortização da dívida, mas garantiu que todas empresas serão pagas.
Durante a reunião, ninguém divulgou o valor global da dívida que o Estado tem de pagar às empresas que operam em Cabo Delgado.

A Electricidade de Moçambique (EDM) investiu, nos últimos dois anos, cerca de 750 milhões de dólares norte-americanos em projectos de reabilitação e construção de infra-estruturas, segundo AIM.

De acordo com a fonte, falando, hoje, na cidade da Matola, em conferência de imprensa que serviu para dar a conhecer o nível de preparação da empresa para responder às necessidades de consumo de energia durante a quadra festiva, Carlos Yum, administrador da EDM, disse que a empresa vai precisar de investir, nos próximos tempos, cerca de 350 milhões de dólares anualmente para responder à demanda.

A componente de infra-estruturas, segundo a fonte citada pela AIM, contempla vertentes tais como a reabilitação, e construção de outras. Alguns dos projectos estão em curso no Sul, Centro e Norte, como são os casos da central térmica de Maputo.

Quanto à quadra festiva, Carlos Yum disse que antes, nestas alturas, a EDM precisava de solicitar que a indústria reduzisse o consumo facto que doravante não vai acontecer devido ao investimento em curso, escreve AIM.

Cooperativistas moçambicanas participam, desde terça-feira, num curso de capacitação que decorre sob o lema “Educação Financeira e Empresarial – conhecer os seus números”. Com o curso, pretende-se que os cooperativistas melhorem as suas habilidades, o modo de agir como empreendedores, aprender os principios básicos de contabilidade financeira, e aplicar esse conhecimento alcançado na identificação de oportunidades, desafios, bem como formas de resolver problemas que possam surgir ao desenvolver um determinado negócio.

Joaquim Mondlane, participante no curso, defende que “é sempre útil angariar mais conhecimento, tendo em conta que, actualmente o nosso país exige mais de nós, na aplicabilidade de ideias,  assim como na organização, atendimento, interação e no melhoramento de resultados na compra e venda de produtos”.

Por seu turno, Laurinda Nhatumbo, também afirmou que o curso serve para desenhar um esqueleto e saber lidar com o negócio desde o fernecedor até ao investimento, apartando a ganância, aplicando preços justos, servir melhor os seus associados em todos os âmbitos, com conteúdos dinâmicos em função do funcionamento da nossa sociedade.

Ercia Bila, ministrando o curso, advogou que, “tratando-se de cooperativistas, é imperioso que tenham conhecimento de como funciona um negócio e previligiar sempre os fornecedores e compradores, bem como ter domínio de como superar uma queda”.

O evento que decorre na sede da Associação Moçambicana para Promoçãao do Cooperativismo tem apoio de SBFIC.

A empresa alemã Oiltanking passou a dispor de um novo terminal de armazenamento na Matola e expandiu os investimentos nos portos da Matola e da Beira através do aumento de 60% para 80% da participação directa na Oiltanking Mozambique, informou a empresa com sede em Hamburgo, subsidiária do grupo Marquard & Bahls AG, citada pelo Macauhub.

A empresa informou ainda em comunicado que o terminal da Matola recebeu o primeiro navio em Novembro último, sendo que a presente capacidade de armazenamento de 58 600 metros cúbicos pode vir a ser alargada, atendendo a que existe terreno para garantir a sua expansão.

O terminal tem um molhe com capacidade para receber navios com um calado máximo de 11,5 metros e dispõe ainda de instalações para carregamento de composições ferroviárias e de camiões, a fim de servir a região sul do país, os países vizinhos Swazilândia, Zimbabwé e Botswana e as províncias norte da África do Sul.

“Moçambique é uma das principais plataformas de trânsito de produtos petrolíferos da costa oriental de África”, disse Lo Vanhaelen, director-geral da Oiltanking Matola.

A empresa está também a estudar a construção de mais um terminal no porto da Beira, a fim de facilitar a importação de produtos petrolíferos para abastecer tanto a região central de Moçambique como o Zimbabué, Malaui, Zâmbia e República Democrática do Congo.

A Oiltanking possui e opera 80 terminais de 24 países com uma capacidade de armazenamento combinada de 21 milhões de metros cúbicos.

 

O sector privado quer que se reforcem as medidas de combate às pragas e doenças que afectam a produção agrícola e pecuária no país. A posição foi manifestada, hoje, depois de um encontro entre o Conselho directivo da Confederação das Associações Económicas (CTA) e o recém-empossado ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino Marrule.

Na sua primeira actuação como ministro do MASA, Marrule ouviu as preocupações do sector privado, com destaque para a vulnerabilidade que o país apresenta para as pragas e doenças agropecuárias. A CTA não avançou números, mas diz que a situação é preocupante.

Quanto ao financiamento aos agricultores o ministro disse que as duas instituições vão trabalhar em conjunto

A visita à CTA está enquadrada na parceria existente entre o Sector público e privado.

Depois de o Presidente da República, Filipe Nyusi, ter anunciado, ontem, o pagamento na totalidade do 13º salário aos funcionários públicos, o ministro da Economia e Finanças esclareceu, hoje, que o mesmo está previsto no Orçamento do Estado de 2018.

“Está no Orçamento de 2018, está lá previsto o 13º, estão previstas as admissões, estão previstas as promoções”, disse.

Maleiane confirma ainda o fim de suspensão dos actos administrativos no aparelho do Estado, facto que poderá possibilitar aos funcionários a melhoria no pagamento de alguns subsídios. Contudo, o dirigente adverte que nada será de forma automática.

“Vamos revisitar os subsídios. Pensamos que já é altura de pôr o funcionário a ser bem avaliado, premiar os que são bons. É este processo que está a ser feito e que o Presidente da República anunciou”.

De um modo geral, a economia moçambicana, durante o terceiro trimestre de 2017, face ao período homólogo do ano anterior, foi caracterizada por um crescimento lento do PIB em cerca de 2,9%, portanto, bastante abaixo das taxas de crescimento dos últimos anos.

O dinamismo económico do período em análise é, essencialmente, atribuído ao sector de agricultura, que, representando um peso de cerca de um quarto do valor do Produto Interno Bruto (PIB – valor de todos os bens e serviços produzidos no país em um ano), teve um aumento que se fixou em 6,4%. Destacaram-se, igualmente, os sectores de transportes e comunicações, comércio e serviços e indústria extractiva e mineração, que cresceram em 6,7%, 2,2% e 19,4%, respectivamente.

Diferença entre exportações e importações diminuiu

Dados provisórios sobre o comércio externo (importações e exportações) indicam que no terceiro trimestre de 2017, o défice da balança comercial de bens (diferença entre as exportações e importações, neste caso as importações são superiores) fixou-se em cerca de 58,21 Milhões de dólares americanos, sendo a taxa de cobertura de 95,1%.

Tanto as exportações como as importações aumentaram em 58,07% e 7,1%, respectivamente, quando comparado com o trimestre homólogo de 2016. O défice da balança comercial de bens reduziu em 86,6%. A redução deste défice é positiva para a economia moçambicana, visto que mais exportações e menos importações promovem o emprego e a produção em Moçambique.

No Trimestre em análise, as exportações atingiram cerca de 1.252.205,17 milhões de dólares norte-americanos. Entre os principais produtos exportados no trimestre, destaque vai para o carvão mineral (coque e semi-coque) com um peso sobre o total das exportações de 27,6%, Barras e perfis de alumínio (produzidos pela Mozal) com 20,7%, Energia eléctrica com 7,1%, Carvão mineral (hulha) com 7,0% e Gás natural com 5,48%.

Já as importações absorveram cerca de 1 310 420,08 milhões de dólares. Dos produtos que mais se destacaram com peso importante sobre as importações totais contam maquinarias com peso de 18,3%, o gasóleo com 7,7%, cereais (6,2%), automóveis (4,7%) e energia eléctrica (4,7%).

Aumento de preços desacelerou

Durante o terceiro trimestre, a inflação acumulada (aumento do nível geral de preços desde o início do ano até Setembro) cresceu lentamente, com uma variação máxima rondando nos 3,5%, menos 12 pp (pontos percentuais), comparativamente ao nível de 2016.

De acordo com os dados do INE, a dinâmica da inflação foi, fortemente, influenciada pela subida de preços de bens primários e combustíveis, lembrando que a suspensão dos subsídios aos combustíveis pelo Governo este ano resultou no ajuste mensal do preço, de acordo com a actualização feita no mercado internacional.

Juros mais altos e taxas de câmbio estáveis

Elevado preço do dinheiro é preocupação permanente para os agentes económicos em Moçambique. De acordo com o INE, os parâmetros de pagamento apontam uma tendência de evolução das taxas praticadas nas transações bancárias, sendo que a taxa trimestral das operações activas (pagas pelos clientes das instituições financeiras pelos créditos contraídos), apesar de se ter mantido constante em relação ao trimestre passado, passou de 23,7% para 28,1%, entre os dois trimestres homólogos de 2016 e 2017.

A taxa média trimestral de juro das operações passivas (remuneração dos depósitos por parte das instituições de crédito) elevou-se ao passar de 11,3% para 18%, do terceiro trimestre de 2016 para o mesmo período de 2017.

As elevadas taxas de juro tem sido tema de discussão e uma preocupação do Banco Central, que este ano decidiu introduzir um indexante único (a taxa MIMO), que deve ser utilizada por todos os bancos comerciais na definição das taxas de juro. A ideia é trazer transparência nos processos de definição destas taxas.

No mercado cambial, de Junho a Setembro, o metical manteve a sua tendência de desvalorização face às principais moedas de referência para o país, nomeadamente, o dólar americano, o Euro e o rand sul-africano, contrariando os esforços do Banco Central na redução dos níveis de desvalorização do metical face àquelas, sustentada pelas variações de -14,2% em relação ao dólar, -9,7% em relação ao euro e -8,6% face ao rand, em comparação com o mesmo período de 2016.

A depreciação do metical gera pressão para a subida de preços internamente, visto que para a realização de importações passa a demandar mais meticais para as mesmas quantidades de moeda externa.

 

 

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