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O País – A verdade como notícia

Já está tudo aposto para o arranque da 6ª edição da feira de tecnologias Moztech.

E para chegar a arena 3D, na KaTembe, há transporte garantido. O transporte começa a circular as 7 horas e 30 minutos e os participantes terão acesso mediante a apresentação do bilhete, do crachá ou do comprovativo de inscrição online.

Os 44 oradores da feira vão partilhar as tendências da transformação digital e os desafios da nova era. O cenário, o som e todos os testes de luz foram ajustados para garantir todas as condições para um debate de qualidade e interativo.

E os stands foram preparados ao detalhe. Afinal, os expositores sabem que a Moztech é também um espaço para a promoção de marcas e exposição da inovação tecnológica em diversos sectores.

 

Com as condições praticamente prontas para o arranque da maior feira de tecnologias, Suzany Veloso, uma das renomadas oradoras, vinda do Brasil, disse estar expectante para os temas que serão debatidos nesta sexta edição da Moztech.

“Eta é a minha primeira vez em Moçambique e estou muito impressionada com a linda organização”, afirmou Suzany.
Para Suzany Veloso o evento é um momento de partilha de experiências sobre um factor que impacta na vida dos cidadãos, a tecnologia.

“Espero que este seja um momento de debate sobre as vantagens das tecnologias no dia-a-dia das pessoas, no desenvolvimento da humanidade e do nosso meio”, acrescentou Veloso.

Ansiedade foi também visível nos estudantes que decidiram visitar o espaço Arena 3D, no distrito municipal da Katembe, local que acolhe o evento. Idos de várias instituições de ensino, alguns jovens acertavam detalhe para as suas exibições tecnológicas, enquanto outros confirmavam sua presença no sistema de registo dos participantes.

Na sala já pronta e com o palco montado, o grupo EMTPM, o coral que vai abrilhantar a cerimónia de abertura da sexta edição da Moztech, deu hoje os seus últimos retoques nos ensaios.

Os integrantes do grupo EMTPM disseram ser uma honra fazer parte da cerimónia e garantiram dar o seu melhor para que o evento seja de facto um sucesso.

 

O preço de algodão poderá conhecer um crescimento na ordem de 1.30 por cento, passando dos actuais 23 para 23.30 meticais, segundo a proposta avançada na última sexta-feira em Tete durante um encontro que juntou o governo, produtores e comerciantes.

Foram cerca de cinco horas ininterruptas em que o governo, produtores e compradores de algodão estiveram envolvidos na discussão da nova tabela a afixar-se na comercialização daquele produto de geração de rendimentos. Depois, veio através do ministro da Agricultura e Segurança alimentar, o anúncio do preço a vigorar na presente campanha.

Higino de Marule, reconheceu na ocasião que a proposta do preço não compensa o esforço dos produtores, mas garantiu que um diálogo permanente entre os intervenientes da cadeia de valor de algodão, tal como aconteceu em Tete, pode vir a satisfazer os homens que trabalham a terra.

“A presente proposta de preços ainda longe de ser a ideal constitui uma base sólida para o equilíbrio do interesse das partes intervenientes e sustentabilidade do negócio ao longo da cadeia de valores do algodão”, disse de Marule.

O preço cuja proposta foi apresentada na última sexta-feira em Tete, é sujeito a aprovação pelo governo.

O anúncio foi feito hoje pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, na abertura do Fórum dos Portos e Caminhos de Ferro da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que decorre em Maputo.

Cada um dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral tem a sua função e a de Moçambique é garantir o fluxo dos transportes e Comunicações na região. Isto devido à sua localização costeira, o que permite instalar vários portos ao longo do país.

Razão, para Carlos Mesquita, mais que suficiente para que Moçambique tome a posição dianteira no que diz respeito aos Portos e Caminhos de Ferro a nível da SADC. E para isso têm vindo a ser levada a cabo várias reformas, entre elas a criação da primeira lei portuária do país que está para breve.

Segundo o ministro, o processo ainda não está muito avançado, sendo que o ante-projecto está em fase de “auscultação junto dos principais intervenientes deste ramo”.

“Do trabalho já realizado no quadro da elaboração e harmonização da referida lei portuária, constatámos ser consensual a pertinência deste instrumento, para ajustar o quadro legal em vigor aos actuais desafios caracterizados pelo aumento de investimentos e diversidade de operadores portuários no país”, destacou o dirigente quando proferia o seu discurso de abertura do Fórum.

E porque o evento junta os responsáveis pela administração do sector portuário e ferroviário da região, Mesquita fez questão de recordar que são eles que devem tomar a dianteira na melhoria dos processos na região e usou o que Moçambique tem vindo a fazer como exemplo.

“Temos envidado esforços para a criação de fronteiras únicas, capazes de operar 24 horas, por forma a acompanhar o funcionamento de outras operações terrestres e marítimas, bem como promover o alinhamento de outras entidades importantes na cadeia logística, que possam trazer ganhos de eficiência”, disse.

Entretanto este tipo de iniciativa só poderá ter sucesso se houver maior coordenação entre os países, diz Mesquita, garantindo que Moçambique tem vindo a tomar iniciativa de aproximação aos governos dos outros países da região.

Mas, “para além da harmonização com os governos dos países vizinhos para o reajustamento dos horários de fronteira, o Governo moçambicano está comprometido com a redução da burocracia e simplificação de procedimentos, para tornar os nossos corredores de transporte mais competitivos e eficientes”.

Para Carlos Mesquita, só assim é que se pode lograr sucesso neste e noutros sectores económicos dos país que dependem do fluxo portuário. Até porque os operadores “precisam de exportar ou importar as suas mercadorias a um tempo razoável e a preços competitivos. Esta deve ser a nossa visão como operadores de infra-estruturas e meios de transporte”.

E para reflexão durante os dois dias do Fórum, Mesquita lançou um desafio. “Os nossos portos precisam de consolidar a sua posição de uma das principais fontes de captação de divisas para financiar a economia nacional, bem como melhorar a balança comercial e o Producto Interno Bruto”.

A petrolífera norte-americana, Anadarko, que lidera o consórcio da Área 1 da bacia do Rovuma, anunciou esta segunda-feira a assinatura de mais um Contrato de Compra e Venda (CCV) do Gás Natural Liquefeito (GNL) ao grupo japonês JERA e à petrolífera CPC, de Taiwan.

Em comunicado da companhia, a que “O País” teve acesso, a Anadarko informa que vai fornecer 1.6 milhão de toneladas por ano (MTPA) por um período de 17 anos. O CCV será em regime ex-Ship, ou seja, o vendedor (neste caso Anadarko) será o responsável por levar a mercadoria de navio até o porto do país desejado pelo comprador.

Com este contrato, o portefólio de vendas de longo prazo da Mozambique LNG inclui agora quatro dos cinco principais mercados de importação de GNL do mundo. Assim, com este contrato, eleva para 11.1 MTPA.

“Este acordo de compra conjunta com a JERA e a CPC reúne dois proeminentes clientes âncora asiáticos e garantirá um fornecimento fiável de energia mais limpa para responder às crescentes procuras do Japão e de Taiwan”, disse Mitch Ingram, Vice-presidente executivo da Anadarko para a Área Internacional, Águas Profundas e Pesquisa.

Acrescentando, que “estamos entusiasmados em dar o próximo passo com a previsão do anúncio da Decisão Final de Investimento (DFI) para o Projecto Mozambique LNG, no dia 18 de Junho, enquanto continuamos no caminho certo para concluir o processo de financiamento do projecto e assegurar as aprovações finais”.

A Anadarko está a desenvolver as primeiras instalações de GNL onshore em Moçambique, inicialmente compostas por dois módulos de GNL com capacidade total de 12,88 MTPA para apoiar o desenvolvimento dos campos Golfinho/Atum localizados integralmente na Área 1 offshore.

Refira-se, que a Anadarko Moçambique Área 1, Lda, subsidiária integral da Anadarko Petroleum Corporation opera a Área 1 offshore com uma participação de 26,5%. Os co-investidores incluem a ENH Rovuma Área Um, S.A. (15 por cento), Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20 por cento), ONGC Videsh Ltd. (10 2 por cento), Beas Rovuma Energy Moçambique Limitada (10 percent), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10 por cento), PTTEP Mozambique Area 1 Limitada (8,5%).
 

 

É já quarta-feira que arranca a sexta edição da Moztech. Serão mais de cinquenta empresas que estarão a expor os seus produtos e serviços tecnológicos.

No local, equipas desdobram-se para garantir que o evento decorra com sucesso.

E porque a maior feira de tecnologias será acompanhada de debates em painéis que vão abordar diferentes temas, a sala para o efeito está a ser montada ao detalhe. Som, luz e palco, são elementos que estão a ser acautelados por uma vasta equipa de profissionais.

 

A empresa tecnológica provedora de serviços de facilitação do comércio, MCNet vai este ano participar da feira Moztech com grandes novidades. O objectivo é promover as startups nacionais como forma de contribuir para o desenvolvimento em diversos sectores da tecnologia.

Mozambique Community Network ou MCNet,SA é uma plataforma que tem como objectivo prover às Alfândegas de Moçambique ferramentas para facilitar o comércio e melhorar o ambiente de negócios com soluções tecnológicas inovadoras concebidas para facilitar e tornar acessível o comércio internacional, através da Janela Única Electrónica.

Este ano, vai, mais uma vez fazer parte da 6ª edição da feira de tecnologias, Moztech. Até porque não faltam razões. Para o Presidente do Conselho de Administração da MCNet a Moztech é uma plataforma bastante importante. “Olhando para o que a plataforma Moztech oferece, achamos que é uma solução bastante crítica, porque nos permite, não só interagirmos com aqueles que são os contribuintes, mas também aqueles que vão se tornar futuros contribuintes”.

Samo Gudo referiu ainda que, uma outra razão forte para se juntar a Moztech é que as TIC’s fomentam-se e que é preciso desenvolver a cadeia inteira. “Apesar de as TIC’s serem um enorme potencial é preciso que se fomentem para desenvolver a cadeia toda. Muitas vezes pensamos que as TIC’s são a solução da reforma dos serviços públicos, mas não é como tal”.

Para Samo Gudo as tecnologias representam 20% e os restantes 80% é todo um conceito que precisa ser discutido e amadurecido para que o projecto, de facto, possa ser um sucesso. A plataforma Moztech é um espaço propício para tal.
Neste ano a MCNet participa na Moztech de uma forma diferente. E destaca uma das suas maiores novidades.

“Nós como parceiro platina teremos um starup corner, que são micro, pequenas e médias empresas, queremos poder interagir com elas e também ajudar a expor as boas ideias e iniciativas, que achamos que podem contribuir, de certa forma para melhorar aquilo que é o desafio que temos no mercado, em termos de serviços”.

Essa abordagem da MCNet é motivada pelo facto de as startups terem um papel importante na área das tecnologias. “ O nosso objectivo não é só nos fazermos conhecer, porque o nosso mercado já está ciente daquilo que é o nosso produto, mas queremos criar espaço e oportunidades para que projectos que nós acreditamos neles sejam visíveis, não só no segmento em que actuamos”.

Samo Gudo espera que se criem soluções em diversos sectores. “ Esperamos que sejam projecto que podem criar soluções no mercado, dentro do sector da saúde, educação, agricultura, no acesso a água, entre outros sectores”.

A MCNet,SA, parceiro estratégico da maior feira digital, faz menção a sua participação no evento aliado a temática deste ano: “Transformação digital: Desafios da nova era”.

“A Plataforma Janela Única Electrónica é uma plataforma baseada nos processos de digitalização, o que quer dizer que saímos dos processos manuais para digitais, por tanto é um processo que queremos que seja replicado em todo o país”, disse.

    

 

O volume de negócios no sector de alojamento, restauração e similares abrandou no fecho do primeiro trimestre deste ano, em causa a quebra de confiança da classe empresarial deste ramo de actividade.

Entre Janeiro e Março de 2019, o indicador de confiança do sector de turismo em Moçambique registou uma queda ligeira, interrompendo assim o perfil favorável dos últimos dois trimestres. Este comportamento desfavorável da conjuntura do sector em análise foi influenciado pela diminuição do saldo de resposta extremo de todas variáveis componentes do indicador síntese do sector, com maior destaque para o volume de negócios que registou uma queda substancial no trimestre de referência, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em linha com o indicador síntese do sector, a perspectiva da capacidade hoteleira, para um futuro a curto prazo, diminuiu ligeiramente, facto acompanhado pela quebra da perspectiva de preços. “Esta tendência negativa do sector pode estar relacionada com as intempéries que o país sofreu no mês de Março”, refere o INE.

Cerca de 35% das empresas deste sector enfrentaram alguma limitação de actividade no primeiro trimestre, o que representou um aumento de 3% de empresas com constrangimentos face ao trimestre anterior, facto que esteve em linha com o indicador sectorial.

Os principais factores referidos pelos agentes económicos do sector foram, a baixa procura (40%), a concorrência (20%) e a falta de acesso ao crédito (13%) e os outros factores não especificados (12%) em ordem de importância.
No geral, e de acordo ainda com INE, em média, 30% das empresas inquiridas enfrentaram algum obstáculo no primeiro trimestre de 2019, o que representou um aumento de 3% de empresas com limitação de actividade face ao trimestre anterior, facto que esteve em linha com o indicador de confiança empresarial que diminuiu no período em análise.

Essa situação foi influenciada, principalmente, pelo aumento de empresas com dificuldades nos sectores de transportes (51%), alojamento, restauração e similares (35%), de outros serviços não financeiros (22%), bem como o sector de comércio (22%) que registaram um aumento da frequência relativa de empresas com algum obstáculo no seu desempenho no período de referência.

Em contrapartida, os sectores da construção (38%) assim como a produção industrial (32%) registaram uma redução de empresas com alguma limitação no seu desempenho normal.

 

 

 

A startup Ethale Publishion mostra entusiasmo por participar da feira Moztech, por ser um espaço de aprendizado e poder mostrar o seu projecto para conseguir novas e futuras parcerias.

Mais uma ideia inovadora vai juntar-se à feira de tecnologias Moztech. Trata-se de uma plataforma de venda de livros africanos online. Um diferencial que teve um ponto de partida.
“Seria uma editora que ia tentar aparecer no mercado moçambicano com duas perspectivas diferentes: seria uma editora que ia explorar os livros clássicos africanos, aqueles que não existem em português, traduziríamos para que passassem a existir, falo de livros em francês e inglês”, explicou Jessemusse Cacinda.

Mais do que isso, a Ethale aposta na reedição de alguns livros clássicos moçambicanos e ser uma editora que aposte muito na literatura africana, dado que não existe um aplicativo de venda ou que disponibilize livros meramente africanos. “Iriamos recuperar alguns clássicos moçambicanos e apostar em novas vozes para a literatura africana”.

A Ethale Publishing vai pela primeira vez juntar-se à feira de tecnologias Moztech para apresentar o seu produto. “Vamos para a Moztech apresentar um protótipo de um aplicativo, que também tem o histórico da nossa existência como editora. Editamos dois livros e ensaiamos colocá-los em plataformas digitais como o Amazon e o WorldReader”.

A primeira publicação da Ethale, submetida no All The Reader teve muitos acessos, facto que fez com que a empresa fizesse mais pesquisas e constatou que não existem aplicativos que agregam a literatura africana. “Achamos que era uma oportunidade e investimos na criação de um aplicativo e agora estamos a buscar financiamento para a materialização”.

Segundo o director da startup, Jessemusse Cacinda, o aplicativo estará disponível para download em várias plataformas como android, IOS, assim como no website. Fez saber que o aplicativo vai compreender uma variedade de línguas, onde o utilizador tem opções. “O utilizador poderá selecionar a língua, porque numa fase final poderemos ter livros em português, inglês e Swahili e depois vai encontrar os títulos que teremos disponíveis e comprar o livro electronicamente”.

A ideia é revolucionar a indústria do livro digital em Moçambique, porque a capacidade de compra do livro físico é um desafio para muitos moçambicanos. E a Moztech vai ser um espaço adequado para divulgar, aprender e um caminho para encontrar parcerias com outros expositores e participantes.

“O nosso objectivo é por um lado aprender, porque o evento Moztech vai reunir stakeholders na área das tecnologias de informação e comunicação, apresentar o protótipo do nosso aplicativo, o Ethale Books, o produto que vamos apresentar e por essa via encontrar parcerias e sinergias de como é que esse aplicativo pode ser materializado”, concluiu.

 

 

 

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