Skip to main content

O País – A verdade como notícia

"Poucas mulheres têm acesso a educação técnica no mundo das tecnologias", disse Mariam Umarji sobre O papel da mulher na era digital, segundo tema de debate da VI edição da Moztech.

Para as cinco painelistas que falavam no debate é preciso entender onde está o problema do acesso a tecnologias, elaborar estratégias de criação de programas que incluam a mulher e reforçar a importância da inclusão da mesma em programas tecnológicos.

A representante da Girl Move Academy, Sónia Catingue, diz que é importante que as mulheres tenham acesso as tecnologias para que elas possam ser de certa forma independentes.

Para Mariam Umarji, moderadora do debate, a inclusão da mulher na era digital deve ser por mérito e não por tratamento especial." É preciso reconhecer que quando as mulheres estão no ramo da tecnologia podem fazer a diferença", disse.

Um mercado em expansão. Essa é a realidade das Fintech, ou por outras, provedores de plataformas de pagamentos electrónicos, mas que no entanto, traz consigo alguns desafios para o país.

A sexta edição do Moztech, que decorre na Arena 3D, na KaTembe, juntou um painel com os 'players' deste sector, que discutiu a Sustentabilidade das Fintech: Que desafios para o Crescimento.

Coube a João Gaspar, líder da Associação Moçambicana de Fintech, dar o pontapé de saída no debate, que chamou atenção para a necessidade da aprovação de uma legislação que regule esse mercado.

"Há pelo menos 10 milhões de moçambicanos que não usam esse tipo de tecnologias. O mercado está a crescer, mas há que regular", disse Gaspar.

Acrescentado, que "em Moçambique há um paradoxo. O que não está legislado é proibido".

A mesma ideia foi defendida por José Samo Gudo, director-geral da Tablu Tecnologia, para quem "a regulamentação é um elemento importante para o crescimento das Fintech".

Para Dianora Covane, chefe do retalho da Société Générale Moçambique, outra das limitações para o crescimento desse tipo de mercado prende-se com o financiamento.

O Bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, Flávio Menete, diz ser urgente a criação de uma Unidade de Recuperação de Activos (URA) em Moçambique.

Para Menete, é esta unidade que se deverá responsabilizar por identificar onde são depositados os activos "saqueados" dos cofres do Estado, recuperá-los e devolver ao Estado.

Para isso, "não podem ser integrantes da URA quaisquer pessoas, devem vir das entidades que lidam com o assunto dos activos", nomeadamente, a Autoridade  Tributária, a Polícia, os Tribunais, bem como a própria Assembleia da República.

Menete falava numa conferência organizada pelo Centro de Integridade Pública, onde deu exemplo dos recentes casos em que foram confiscados bens de alguns antigos dirigentes indiciados de envolvimento em grandes casos de corrupção, como é o caso da ex-ministra do trabalho,  Maria Helena Taipo.  Segundo ele, "as esquadras estão  a ser verdadeiros cemitérios desses bens", isto porque não se sabe qual destino se deve dar aos mesmos e, por isso, os bens continuam lá.

Fizeram parte do painel do evento o jurista norte-americano Richard Messeik e o economista Joseph Hanlon.

Messeik sugeriu que Moçambique recorra à Convenção da Organização das Nações Unidas sobre a corrupção que permitem que um Estado vá ao outro para recuperar seus activos, bem como pedir que seja paga uma indemnização pelos danos que a falta daqueles activos causou ao Estado.

Já, Joseph Hanlon, sendo mais específico ao caso das dívidas ocultas de Moçambique, sugeriu que o Estado proponha a Manuel Chang que dê toda a informação relacionada com os activos tirados do Estado e deixá-lo livre do julgamento.

Projecções do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Moçambique (BM) apontam para uma revisão em alta do indicador de custo de vida em 2019, contrariamente as previsões iniciais avançadas em Fevereiro (cerca de 6%). Sem, no entanto, avançar números, este departamento do Banco Central apenas adianta que a inflação manter-se-á em um dígito (3,5% em 2018), mais os choques internos e externos vão agravar às perspectivas.

O agravamento deste indicador decorre do aumento do preço do petróleo no mercado internacional, choque de oferta causado pelos recentes desastres naturais (ciclones Idai e Kenneth), contínua tendência de depreciação da taxa de câmbio como resultado do aumento das importações de bens para assegurar a reconstrução de infra-estruturas nas zonas afectadas pelos desastres naturais, bem como o financiamento da economia em geral. 

“Os riscos associados às perspectivas de inflação mantêm-se, em geral, negativos. A nível interno, a principal fonte de risco é a sustentabilidade da dívida pública no contexto das incertezas quanto ao financiamento do défice das eleições de 2019, à qual se acresce a necessidade de assistência humanitária, reconstrução das infra-estruturas e perda da receita pública na região centro e norte”, realça o BM.

Sublinhando, que a nível externo, subsistem riscos significativos de refreamento do crescimento mundial em face da continuação da tensão comercial entre as principais economias (EUA e China), com impacto nos fluxos de comércio externo e na volatilidade dos preços internacionais das mercadorias. Com o agravamento do custo de vida a economia no seu todo, paga a “factura final”. A desaceleração da actividade económica resulta da perspectiva de queda acentuada da produção nos sectores da agricultura, comércio e transportes devido ao efeito do Idai e Kenneth.

Semana passada, o Governo reviu em baixa o crescimento económico para este ano, com as novas projecções a apontarem para um incremento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2 e 2.5 por cento, contra a previsão inicial de 4.7 por cento.

 

Banco de Moçambique prevê um aumento do crédito ao sector empresarial nos próximos meses.
O crédito ao sector privado mostra uma tendência para a recuperação este ano, contrariando a trajectória negativa de 2018, ano marcado por um grande volume de emissões de títulos de dívida pública, com a vista ao financiamento do défice das contas do Estado.

Nos primeiros dois meses do ano, o crédito concedido às empresas públicas e privadas foi de cerca de 3.7 biliões de meticais, com o endividamento do sector privado a situar-se nos 2.5 biliões de meticais, um incremento em 1.3 por cento, e o ramo empresarial públicos não financeiro a registar um fluxo de 1.2 bilião de meticais, mais 8 por cento que o registo anterior.

O Banco de Moçambique refere que a melhoria deste indicador reflecte a redução das taxas de juro dos empréstimos e o aumento da confiança do sector empresarial, motivado pela postura do Estado em honrar os seus compromissos, com a efectivação do pagamento atrasados.  

No entanto, e segundo ainda o Banco Central, o crédito às famílias continua desfavorável ao aumento do consumo, a avaliar pelo seu elevado grau de endividamento e pelos níveis das taxas de juro de empréstimos. Concretamente, entre Janeiro e Fevereiro, o crédito bancário às famílias foi de apenas 295 milhões de meticais.

 

A empresa provedora de software, Bassela vai participar pela primeira vez da feira de tecnologias Moztech para apresentar a eficiência dos seus serviços para as empresas nacionais.

Trata-se do software Quick books, uma ferramenta que dinamiza o sector empresarial com objectivo de prestar serviços de contabilidade aos seus clientes. Aliás, desde a sua criação, vários foram os clientes que tiraram experiencias positivas.

Desde 2002 que a Bassela agrega um histórico de boas experiências e desta vez, vai, pela primeira fazer participar na feira Moztech.

A Moztech é uma oportunidade para divulgar serviços de tecnologia. A feira contribuiu, desde a sua criação,112 para impulsionar a divulgação de grandes marcas e das starups.

A Bassela espera que, na sua primeira vez, na moztech consiga mostrar ao mercado o melhor dos seus produtos e serviços.

 

 

A empresa de tecnologia Sendit, uma Plataforma para gerir as suas campanhas de SMS de forma autónoma, eficaz e profissional vai mais uma vez participar na feira de tecnologias Moztech como forma de conquistar cada vez mais o mercado moçambicano.

Sendit, uma plataforma de envio de SMS em massa, que permite controlar o investimento através do sistema de créditos, gerir as listas de contactos e medir o retorno. É uma empresa portuguesa que desde 2017 entrou no mercado moçambicano. E foi através da Moztech que ganhou mais impulso.

Com os seus produtos no mercado, a Sendit já agrega expectativas para a 6ª edição da Moztech.

Para a Sendit, o tema “Transformação digital: Os desafios da nova era” faz parte dos seus ideais. É já a partir desta 4ª feira, que Moçambique acolhe a maior feira de tecnologias do país.

 

Uma semana após a aprovação do Plano de Desenvolvimento do projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) na Área 4, da bacia do Rovuma, do consórcio liderado pela ExxonMobil, o Conselho de Ministros aprovou esta terça-feira, o decreto que aprova os termos e condições para a viabilização do projecto.

Trata-se de um decreto que determina o limite e/ou partilha dos depósitos de gás e petróleo nas áreas 1 e 4. “O objectivo é permitir a construção, instalação e utilização de poços submarinos, sistema de produção e controlo submarinos e linhas de escoamento e tratamento terrestre do gás natural”, explicou Ana Comoane, porta-voz da 16ª sessão ordinária do Conselho de Ministros.

O armazenamento e carregamento do GNL referente a produção inicial autónomo e coordenado de 12 triliões de pés cúbicos (TCF) de gás natural da Área 4, figuram do leque com vista a viabilização deste projecto.

“Essencialmente este decreto visa fazer ajustamentos, uma vez que o contrato de concessão foi aprovado em 2006 e a Lei de Petróleos em 2014, com o respectivo decreto. Pelo que há que uma necessidade de fazer ajustamento”, acrescentou Comoane. Com estas acções, o Governo entende que estão criadas as condições para o financiamento e desenvolvimento de empreendimentos na Área 4, da bacia do Rovuma, em linha com os planos aprovados.

O consórcio da Área 4 prevê um investimento de cerca de 23 biliões de dólares norte-americanos, sendo que à boleia deste bilionário projecto de GNL, com a produção prevista para entre 2023 e 2024, o Governo espera encaixar perto de 46 biliões de dólares norte-americanos em receitas.

Ainda na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou a resolução que viabiliza o acordo de unificação e operações da unidade, celebrado entre as concessionárias da Área 1 e da Área 4, na bacia do Rovuma, a 23 de Novembro de 2015.

“A vantagem deste acordo é que poderá maximizar a eficiência tecnológica das operações a serem desenvolvidas. Permitir a racionalização dos custos e potenciar a partilha equitativa da produção, bem como reduzir a área necessária para implantação do projecto”, apontou Ana Comoane.

Refira-se, que neste acordo de unificação, determinou-se ainda o fornecimento de 500 milhões de pés cúbicos de gás natural para o mercado doméstico.

 

Mais uma vez, o Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças (CEDSIF) vai juntar-se a maior feira de tecnologias Moztech para divulgar os mecanismos de gestão e interação do Estado com o sector empresarial.

O CEDSIF tem como atribuição a prestação de serviços de consultoria de gestão estratégica e modernização das Finanças Públicas bem como o desenvolvimento e operacionalização de soluções informáticas. Desde a criação da instituição, o país registou vários avanços no que diz respeito a a transparência na Gestão das Finanças Públicas.

Mais do que reconhecer que a feira Moztech é uma plataforma de comunicação com alto poder de aceitação, o CEDSIF pretende partilhar os mecanismos de gestão e interação do Estado com o sector empresarial.

Para o CEDSIF, a Moztech é um mecanismo que pode flexibilizar e contribuir para impulsionar o Estado a se adequar ao ritmo das exigências do sector empresarial.

 

 

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE