O País – A verdade como notícia

O Presidente da República, Filipe Nyusi, vai inaugurar, sexta-feira, na Zambézia, o primeiro sistema que levará energia solar a 1.8 milhão de moçambicanos.

As instalações do referido sistema foram construídas na localidade de Moiane, distrito de Gilé. Na primeira fase, o empreendimento vai beneficiar 300 mil lares.

O projecto insere-se na Estratégia Nacional de Energia (ENE), do Governo de Moçambique, através do Programa Nacional de Energia para Todos até 2030, lançado em Novembro de 2018 pelo Presidente da República.

A Estratégia Nacional de Energia eléctrica tem como objectivo levar electricidade a todo o país, principalmente a locais de difícil acesso. A ideia é expandir a Rede Nacional com recurso a energias renováveis, sobretudo a solar.

Fruto de uma parceria entre o Governo de Moçambique, através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), e o Fundo Nacional de Energia (FUNAE), implementado pela Ignite Moçambique, o projecto conta com apoio e investimento da Source Capital, uma instituição independente de serviços de gestão de património privado e investimentos, com foco específico em serviços financeiros, imobiliário e energia.

No evento de sexta-feira, participarão diversas personalidades e entidades ligadas ao sector de energia, além de parceiros de cooperação que declararam total apoio ao programa.

 

A África precisa construir economias mais resilientes se quiser ter os recursos para cumprir suas metas e metas de desenvolvimento nas próximas décadas. Isso requer que o continente priorize os esforços de mobilização da receita interna e triplique as taxas actuais de crescimento.
Estas foram algumas das conclusões da Conferência dos Ministros da Comissão Económica para África (CEA), que foi concluída ontem em Marraquexe.

A conferência de uma semana juntou criadores de políticas de quase todo o continente que também foram desafiados a acelerar a digitalização de suas economias como meio de melhorar a eficiência, criar empregos e modernizar sistemas e instituições. 

 Um aumento de 12-20% na arrecadação de impostos pode elevar até US $ 400 biliões e cobrir um longo caminho no financiamento de US $ 600 biliões que a África enfrenta. Mas isso também exigirá prudência fiscal para fortalecer um pacto social entre o governo e seu povo, de acordo com o site de notícias malawiano Zodiakmalawi. 

  Embora a conferência tenha concordado que a digitalização oferece uma oportunidade para aumentar os impostos, bem como maior transparência e melhor governação, eles também foram cautelosos quanto aos seus desafios, em termos de impostos, tornando mais fácil mudar os lucros e converter a perda estimada de US $ 50 bilhões que o continente enfrenta dos fluxos financeiros ilícitos.

A Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA) também foi um tema central de discussão, com a iniciativa agora à beira de ser operacionalizada. Isso exige que 22 países ratifiquem o acordo e, durante o evento, a Etiópia o ratificou, elevando o número total para 21 países. 

Recorde-se que Moçambique aderiu à iniciativa no ano passado, quando o Presidente da República esteve em Kigali, na cimeira extraordinária da União Africana.

"O AfCFTA é uma grande oportunidade para acelerar o que tem sido feito bilateralmente com alguns países africanos. Isso ajudará a levar o crescimento a um nível mais alto em uma abordagem de co-desenvolvimento", disse o ministro da Economia e Finanças do Marrocos, Mohamed Benchaaboun, que poderia ser um dos maiores do mundo.   

No entanto, a enormidade dos desafios da implementação do acordo não deve ser subestimada, alertaram os palestrantes.  

A conferência reúne Ministros Africanos das Finanças, Planejamento e Desenvolvimento Econômico ou seus representantes. Este ano foi realizado sob o tema – Política fiscal, comércio e setor privado na era digital: Uma estratégia para a África.

 

 

Com a Decisão Final de Investimento (DFI) no gás do Rovuma à passos largos da sua concretização, o Executivo de Maputo já se posiciona para melhor gestão dos ganhos da exploração de hidrocarbonetos.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, lançou hoje, em Maputo, a discussão sobre o modelo do Fundo Soberano na indústria extractiva, a ser implementado no país, resultante do início da exploração do Gás Natural Liquefeito (GNL) na bacia do Rovuma, em meados de 2022.

“O Fundo Soberano deverá funcionar de forma independente, financeira e operacionalmente, com transparência, previsibilidade e no mais restrito cumprimento da lei”, disse o Chefe de Estado.

Lembrando a experiência colhida na recente visita à Noruega e às Maurícias, cujos modelos deste tipo de fundo revelam-se viáveis no que toca a poupança das receitas de exploração de recursos naturais e benefícios para a população.

“Não vai ser mais um problema provocar um fundo para depois mandar vir o Gabinete Central de Combate à Corrupção para recolher pessoas? Qual é o melhor esquema de fiscalização desse sistema, para ter certeza de que isto atinja o cidadão e não simplesmente o gestor?”, questionou Nyusi.

Realçando, no entanto, ser “crucial” a definição de uma proporção fixa da receita a ser canalizada anualmente ao Orçamento do Estado (OE), porque permite “garantir a realização dos investimentos necessários para reduzir o actual défice de infra-estruturas e melhorar as condições de visa das populações na componente social e de desenvolvimento humano”.

Sobre absorção de fundos externos para o Estado, Filipe Nyusi apelou “cautelas”, alegando que “a injecção de recursos financeiros de uma única vez pode ser prejudicial à economia”.

O estadista moçambicano reiterou na abertura do seminário sobre Fundo Soberano, organizado pelo Banco Central e Fundo Monetário Internacional (FMI), que a diversificação da economia será o mecanismo para assegurar que não haja total dependência dos hidrocarbonetos.

BENEFÍCIOS DOS RECURSOS NATURAIS
Com a Decisão Final de Investimento (DFI) nas áreas 1 e 4 da bacia do Rovuma, com vista ao início da exploração do gás e petróleo dentro do cronograma definido, o Presidente da República afirmou que é “momento oportuno para se iniciar uma reflexão profunda” sobre os ganhos dessa indústria.

“Não queremos que Moçambique entre na lista daqueles países que, estando a explorar abundantemente os seus recursos minerais, os níveis de pobreza da população continuam elevados”, apontou Nyusi.

Acrescentando, que é preciso colocar “o país em primeiro lugar, os moçambicanos em primeiro lugar”, bem como manter a “prontidão para enfrentar os desafios” da indústria extractiva.

Refira-se, que a bacia do Rovuma possui reservas em torno de 270 triliões de metros cúbicos de gás natural, uma das maiores reservas mundiais. A partir deste ano, o consórcio liderado pela Eni e ExxonMobil na área 4, da bacia do Rovuma, e Anadarko na área 1, deverão aprovar o DFI que irá viabilizar o bilionário projecto de GNL, cuja exploração está prevista para 2022.

O Estado moçambicano prevê em receitas conjuntas de exploração nestas duas áreas, valores próximos dos 500 milhões de dólares norte-americanos por ano até 2027, com possibilidade de chegar a fasquia mais altas nos anos subsequentes.

Nas projecções mais ambiciosas, o Executivo de Maputo espera encaixar receitas em torno de 2.7 biliões de dólares norte-americanos, uma década após o arranque da exploração do Gás Natural Liquefeito.

 

Acusada de divulgar falsas informações sobre a proteção ambiental, a petrolífera norte americana ExxonMobil, não compareceu à primeira audiência sobre a negação da mudança climática e por essa razão, poderá perder o direito de lobbying no Parlamento Europeu.

A perda do direito de lobbying (uma actividade de pressão a grupos, cujo objetivo é interferir em suas decisões), poderá ocorrer se for aprovada a moção apresentada pelo grupo dos “Verdes”, cuja votação está prevista para finais de Abril, escreve a versão online do jornal inglês “The Guardian.

Apesar de dizer que apoia o Acordo de Paris sobre política para travar as alterações climáticas, a empresa é acusada por vários cientistas e activistas pela defesa do meio-ambiente de divulgar informações falsas.

O pedido de proibição está sendo submetido pelo deputado europeu Molly Scott Cato. De acordo com este deputado, citado pelo The Guardian, “esta é uma empresa que negou a ciência, apesar de saber o estrago que a exploração de petróleo estava a causar, que financiou campanhas para bloquear a acção climática e agora se recusa a enfrentar seus crimes ambientais comparecendo à audiência”.

Em resposta, a gigante petrolífera disse aos organizadores que foi impedida de participar da audiência por “litígios em andamento relacionados à mudança climática nos EUA”.

A ExxonMobil, num comunicado citado pelo jornal inglês, disse que rejeita a alegação de que suprimiu a pesquisa científica sobre a mudança climática. “Notícias que afirmam que chegamos a conclusões definitivas sobre a ciência da mudança climática décadas antes que os especialistas do mundo são imprecisas e há muito tempo foram desmascaradas”.

Recorde-se que a ExxonMobil  Moçambique esta envolvida na construção e operação do Gás Natural Liquefeito (GNL) e instalações relacionadas para a área 4 enquanto, e a sua parceira, a Eni, lidera o projecto de GNL flutuante da Coral e todas as operações upstream.

O bloco das águas profundas da área 4 contém mais de 85 triliões de pés cúbicos de gás natural, o que irá fornecer recursos para o projecto de GNL de classe mundial.

 

 

2019, é o ano das grandes decisões na indústria do gás e petróleo, nas áreas 1 e 4 da bacia do Rovuma, com investimentos na casa dos 30 biliões de dólares. Diante desse boom, o economista-chefe da Universidade das Nações Unidas UNU-WIDER lança alguns alertas.
 
Nos próximos meses, os consórcios liderados pelas gigantes petrolíferas Anadarko e ExxonMobil, nas áreas 1 e 4 da bacia do Rovuma, preparam-se para aprovação das respectivas Decisões Finais de Investimento (DFI), que irão viabilizar o projecto de exploração do Gás Natural Liquefeito (GNL) em Moçambique.

Na lupa da investida das petrolíferas, o professor e economista-chefe da Universidade das Nações Unidas UNU-WIDER, Tony Addison, defendeu esta terça-feira, em Maputo, o uso racional dos hidrocarbonetos, com vista a evitar a chamada “doença holandesa”, também conhecida por “maldição dos recursos naturais”.

Para o acadêmico, que proferia uma aula de sapiência na Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a solução passa pela diversificação das fontes da economia, criação de empregos seguros e introdução de um sistema de governação mais inclusivo.

“Moçambique tem um tremendo potencial de desenvolvimento em várias áreas, sendo que o gás e petróleo assumem um papel preponderante rumo a economia robusta”, indicou Tony Addison.

Alertando, que a maldição dos recursos naturais é uma realidade, pelo que o Executivo de Maputo deve-se inspirar nos melhores modelos de exploração dos hidrocarbonetos.

A apresentação do professor e economista-chefe da Universidade das Nações Unidas UNU-WIDER, foi baseada na mais recente obra Extractive industries: The management of resources as a driver of sustainable.

Tony Addison fez ainda uma apresentação focalizada no crescente papel e importância do petróleo, gás e mineração em países em desenvolvimento, como também nos riscos e incertezas associados a essa tendência.

O seminário reuniu académicos nacionais e internacionais, decisores políticos, membros do Governo e parceiros de desenvolvimento para discutir o papel de desenvolvimento da indústria extractiva e partilhar ideias sobre como as descobertas do gás natural podem levar ao crescimento inclusivo.

Para evitar a “doença holandesa”, o Executivo e a UEM uniram forças com duas instituições com larga experiência e extensas redes internacionais, a UNU-WIDER e a Universidade de Copenhaga.

Ao abrigo dessa parceria, deverão ser formuladas políticas eficazes, visando a criação de

Capacidades de gestão sustentável dos recursos.
 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, dirige amanhã, no auditório do Banco de Moçambique, a abertura do seminário de alto nível sobre fundos soberanos, sob o lema “Preparando Moçambique para a Era do Gás Natural”.

Organizado pelo Banco de Moçambique, em parceria com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o seminário tem como objectivo colher experiências internacionais sobre várias opções de política no domínio do uso das receitas resultantes da exploração do gás natural.

O fundo soberano é um instrumento financeiro adoptado por alguns países para administrar o dinheiro proveniente da exploração de recursos naturais, com destaque para petróleo e gás.

Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que as detenções relacionadas com as dívidas ocultas não influenciam “muito” para a retoma de apoio ao Orçamento do Estado. Aliás, o FMI diz que agora o impasse é a insustentabilidade da dívida pública de Moçambique.

Uma das condições para que os credores retomassem o apoio directo ao Orçamento do Estado era que houvesse responsabilização dos envolvidos nas chamadas “dívidas ocultas”. Desde o início do ano que há sinais dessa responsabilização, com as detenções de pelo menos nove acusados de envolvimento no escândalo financeiro de mais de dois mil milhões de dólares.

Entretanto o FMI, um dos maiores credores de Moçambique, disse, ontem, que esse não é o maior dos problemas “até porque todos aqueles detidos são presumivelmente inocentes”. A verdadeira barreira para a retoma do programa de apoio ao Orçamento tem a ver com o facto de a dívida de Moçambique ser insustentável.

“Aqui a relação sempre foi no sentido de que o FMI não pode emprestar país cuja dívida é insustentável. Obviamente é importante melhorar a transparência, melhorar a responsabilização, mas não há um condicionante dizendo havendo responsabilização já podemos retomar”, disse o chefe da missão do FMI, Ricardo Velloso.

Aliás, o FIM diz que neste momento já nem há sequer condições para que se entre em conversações para retoma ou introdução de um novo programa. A missão diz que tal só será possível depois da eleições que, até aqui, se prevê que tenham lugar a 10 de Outubro.

A justificação é que depois disso o novo Governo poderá apresentar suas novas políticas monetárias e a sua orientação para a governação do país sob ponto de vista económico.

Sobre o estágio actual da economia de Moçambique, a missão do Fundo elogia os esforços das autoridades governamentais em Moçambique pelas medidas que têm vindo a tomar nos últimos dois anos.

“O esforço da política fiscal foi significativo em 2017/18. Os subsídios aos combustíveis e ao trigo foram eliminados, foi adoptado um mecanismo de ajustamento automático do preço dos combustíveis, e foram ajustadas as tarifas da electricidade e dos transportes públicos, colocando estes preços mais próximos dos níveis da recuperação de custos. Apesar destes esforços, o défice fiscal global em 2018 permaneceu relativamente elevado”.

E para o futuro, há recomendações que o FMI faz e considera que serão vitais para a recuperação da economia de Moçambique.

“Será essencial a consolidação fiscal a médio prazo para assegurar que os rácios de dívida sobre PIB se mantêm numa trajectória claramente descendente e, dada a situação de sobreendividamento público, o financiamento orçamental deve contar, no nível máximo possível, com donativos e créditos altamente concessionais”, explicou sublinhando “sublinha também a importância de obter um alívio significativo da dívida e do reforço da fiscalização de toda a carteira de dívida do sector público, de modo a trazer os indicadores da dívida para níveis mais seguros”.

ECONOMIA VAI SE RESSENTIR DO “IDAI”

Quanto aos efeitos do ciclone IDAi o FMI considera muito prematuro avançar dados, mas adianta que, de qualquer das formas, a direcção da macroeconomia moçambicana vai ser negativa.

“A inflacção vai ser um pouco mais alta do que seria sem este evento, obviamente não é uma inflacção que vá demandar o Banco de Moçambique a aumentar as taxas de juros”, explicou Velloso comentando também que, devido à baixa produção na região central do país, as importações poderão disparar. “Embora seja ainda cedo para serem avaliados, os efeitos macroeconómicos do Ciclone Idai e os custos de reconstrução serão muito significativos”, disse o chefe da missão, Recardo Velloso, acrescentando que “a comunidade internacional terá de continuar a desempenhar um papel vital na prestação de assistência a Moçambique”.

 

Pequenos empresários de Cabo Delgado sentem-se excluídos da exploração do gás do Rovuma. Como prova disso, os empresários dizem os seus serviços têm espaço nos mega-projectos. 

Esta não é uma reclamação de hoje e até parece consensual entre os empresários moçambicanos. Desta vez surgiram em encontros que o empresários mantiveram em mais um Conselho Empresarial de Cabo Delgado, nos distritos de Palma, Mocímboa da Praia, Mueda e Macomia.

Os pequenos empresários locais dizem que têm vindo a melhorar os seus serviços para que sejam elegíveis, mas nem com isso o destino muda: é para todo o lado, menos para os mega-projectos de exploração de gás natural na Bacia do Rovuma.

Mamudo Irage, por exemplo, presta serviços de moageira e, aliás, garante que há outros empreendedores que fazem o mesmo no distrito de Macomia. “O distrito tem moageiras, que produzem farinha, mas nós simplesmente consumimos localmente esta nossa farinha porque não conseguimos mandar para estas grandes empresas de hidrocarbonetos”.

Os empresários afirmam que não têm informação de quando ir vender os seus produtos aos mega-projectos. Aliás, dizem não entender o motivo por que os mega-projectos preferem ir comprar fora da zona onde estão instalados.

Entretanto, assumem que entre eles e os mega-projectos “dificilmente” poderia ser alcançada qualquer solução. “O sector privado por si só não terá capacidade de ultrapassar estas dificuldades”, disse Cheia Inglês em representação do Conselho Empresarial Provincial de Cabo Delgado, para, adiante, acrescentar que há necessidade de que este assunto seja tratado com a “devida seriedade e responsabilidade” e que só assim “vai-se ultrapassar o problema”.

LEI DE CONTEÚDO LOCAL: UMA SOLUÇÃO?

Numa altura em que as multinacionais de exploração dos hidrocarbonetos esperam anunciar a Decisão Final de Investimento, os empresários temem que até a Lei do Conteúdo Local não esteja aprovada e que, por isso, as multinacionais poderiam excluí-los definitivamente deste negócio.

Neste momento decorrem as últimas conversações entre o Governo e o Sector Privado sobre a proposta da Lei de Conteúdo Local. Por um lado o Governo quer garantir que as empresas não entrem em grandes negócios sem fundos para o efeito e, por outro, os empresários dizem que só lidando com estes negócios é que podem ganhar experiência e robustez para prestar serviços aos mega-projectos.

O Ministério da Economia e Finanças, que está em frente da criação da Lei, espera que a proposta possa ser aprovada ainda este semestre, embora assuma que há maior probabilidade de que o Parlamento não.

Ao todo serão 1840 apartamentos tipo 2 e tipo 3, a serem construídos no distrito de Marracuene, província de Maputo, num investimento de aproximadamente 92 milhões de dólares norte-americanos.

Trata-se do projecto Zintava II, cujas obras terão a duração de três anos, segundo revelou ao "O País", o director de marketing da construtora CCM, Leonel Tembe.

"Este projecto vai beneficiar, numa primeira fase, jovens e funcionários públicos, sendo que a posterior poderá ser alargado ao público em geral", disse.

Os apartamentos do tipo 2, a renda mensal será de 15 mil meticais e os do tipo 3, 20 mil meticais.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra do projecto Zintava II será presidida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

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