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O País – A verdade como notícia

A sexta edição do Moztech, na Arena 3D, trouxe uma "boa nova" para os clientes das telefonias móveis em Moçambique. Trata-se da expansão do serviço M-pesa, da Vodacom.

Foi no painel, "Mobile Money: Um contributo para a bancarização", que o director-geral da Vodacom M-pesa em Moçambique, Gulamo Nabi, anunciou o projecto de expansão deste serviço para clientes de outras operadoras.

Para o efeito, a operadora já está a trabalhar a entidade das telecomunicações, com vista a viabilizar o projecto.
 

Sao necessarios mentores de referência na sociedade para desenvolver o empreendedorismo, essa foi uma das ideias defendidas por Mariam Umarji, presidente da Femme, no último painel do terceiro e último dia da maior feira de tecnologias Moztech. Umarji disse ainda que o ecossistema deve ser uma aposta como estratégia do desenvolvimento do país.

“Nem todos somos empreendedores, nem sempre quem investe ee empreendedor, é preciso um equilíbrio para ser empreendedor”, disse Umarji.

Umarji defendeu ainda que o gênero importa pouco no empreendedorismo, o que importa é a ideia que a pessoa tem.

Para Mélio Tinga, Co fundador da Design Talk, qualquer decisão para iniciar um negócio é sempre arriscada. “Ser empreendedor é sair da zona de conforto, o conceito de negócio é servir as pessoa”, afirmou Tinga.

“O financiamento é um dos grandes problemas do empreendedorismo em Moçambique”, afirmou o representante da Ernest and Young, Bruno Dias, acrescentando que é por aí onde deve se começar a rever o problema.

Os oradores defenderam que é preciso equilibrar os riscos e potenciar os ganhos para  alavancar o empreendedorismo em Moçambique, e que o tempo e idade não são factores determinantes.

O empreendedor deve procurar resolver problemas concretos através das tecnologias, defendeu o Co fundador da Design Talk.

“Se queremos ser empreendedores temos que estar preparados para correr, a universidade não forma empreendedores, tem que ver com a atitude”, disse.

 

A co-fundadora da Go Global Business School, Joanna Krawczyk, defende que Moçambique não está mau no seu desenvolvimento tecnológico e que devia capitalizar a experiência de outros países para viver num mundo digital. Krawczyk foi oradora do tema “E-residency: A cidadania do futuro”, o primeiro tema a ser discutido no segundo dia da feira Moztech. Explicou que o e-residency é um programa apoiado pelo Estado da Estónia, no qual a vida de um Estado, de uma sociedade, é feita no sistema virtual. 

“Moçambique é um país que não está mau no seu desenvolvimento e a experiência da e-residency deve inspirar”, disse a oradora, tendo explicado que com o e-residency, as empresas, por exemplo, têm um registo virtual, os impostos são comprados no sistema virtual e estas operam sem fronteiras. Assim, explica a oradora, as pessoas iriam exercer a sua cidadania num mundo digital.

Refere que o e-residency, tal como outras plataformas, pode ser rejeitado em alguns Estados, entretanto considera que tem mercado para os países que queiram migrar para o digital.

Especialistas defenderam na Feira Moztech de hoje que ferramentas tecnológicas, como é o caso de BlockChain e Machine Learning têm estado a ajudar as sociedades nos diferentes trabalhos que desenvolvem e facilitam as operações, reduzindo o custo do tempo. 

O Machine Learning é até uma tecnologia da inteligência artificial que foi usada no recente censo da população em Moçambique, no processamento de dados que foram necessários  digitalizar após o trabalho dos recenseadores. 

O Machine Learning foi usado como um forma de confirmar o que se pretendia registar como informação recolhida verdadeira e o que os recenseadores tinham o escrito durante o seu trabalho, o que facilitou em grande o trabalho da digitalização dos dados pela primeira vez. 

Por outro lado, os presentes ficaram a saber que a tecnologia Blockchain está presente nas transações financeiras que efectuam, sendo uma ferramenta que garante o reconhecimento das operações financeiras efectuadas e a respectiva segurança. 

Portanto, o Blockchain é um tipo de Base de Dados Distribuída que guarda um registo de transacções permanente e à prova de violação. A base de dados Blockchain consiste em dois tipos de registros: transacções individuais e blocos.
Neste painel, designado "O que está a mudar o Mundo? Blockchain, Machine Learning e Inteligência Artificial"  fizeram parte, Orquídea Santos,  Business Analyst da Novabase, como oradora principal, João Gonçalves, Director da Asseco PST, Adelina Moura, Business Analyst da Axians e Emerson Mussá, Consultor da NovaBase, como oradores.  O tema foi moderado pela Directora de Informação do Grupo Soico, Olívia Massango.

Pedro Rodrigues e Francisco Serzedello directores da Desafio Global partilharam ferramentas para o uso de tecnologias em apresentações e eventos, para captar a atenção do público, no segundo dia de debates da Moztech.

Segundo os oradores, eventos são instrumentos que servem como ferramenta de comunicação e marketing para passar mensagens aos participantes. Através da internet é possível ter acesso a informação em qualquer lugar do mundo. 

Outra ideia defendida pelos oradores é o uso do conceito das marcas na criação de ambientes para comunicar novos produtos. Estratégia esta que envolve as pessoas e da dinâmica aos eventos.

Os oradores argumentaram que é sempre importante adequar a tecnologia a realidade do lugar.

"O uso de tecnologias nos eventos deve ser justificado pela magnitude do próprio evento devido ao custo dos equipamentos tecnológicos", defenderam os oradores. 

Rodrigues e Serzedello defenderam que o maior desafio enfrentado na organização de eventos está relacionado ao tempo que os clientes pedem na hora de fazer os projectos.

A "batalha de ideias" rumo a digitalização iniciou ontem, na Arena 3D, na KaTembe.

Na tarde desta quinta-feira, foram selecionados os cinco finalistas do Business Challenge. Ainda esta noite serão conhecidos os três vencedores.

Dos apurados a fase final, destaque para uma startup feminina, que encantou o corpo de júri com o projecto de desenvolvimento de um aplicativo de jogo "Txuva" para o telemóvel.

Ao todo foram 30 startups, que durante a sexta edição da maior feira de tecnologias de Moçambique, Moztech,  apresentaram ideias inovadoras.

 

As startups Xipalapala, Bacelapp e Umbrella foram os grandes vencedores do concurso Moztech Bussiness Challangue 2019. Os três projectos vencedores foram anunciados na noite desta quinta-feira durante a Gala Moztech Awards, realizada no âmbito da sexta edição a maior feira de tecnologia de Moçambique.

A Xipalapala, o grande vencedor, recebeu um cheque no valor de 50 mil meticais, um computador e um sistema de gestão e contabilidade e formação para os membros da companhia sobre o mesmo.

Trata-se de um aplicativo de congrega cerca de 30 rádios comunitárias e cria facilidades para que empresas que queiram inserir anúncios, garantindo que ao partilhar o áudio na plataforma, esteja disponível para todas as rádios com a possibilidade de tradução para várias línguas nacionais.

Em segundo lugar ficou a Bacelapp, um aplicativo que lhe oferece aos seus usuários descontos directos de até 30% em vários estabelecimentos, de diversos sectores como saúde, entretimento, vestuário, alimentação, entre outros. O aplicativo está dividido em 4 sectores, gastronomia, produtos, serviços e eventos e tem desconto em todos os estabelecimentos parceiros inscritos no aplicativo.

Recebeu um cheque no valor de 25 mil meticais, um computador oferecido pela Nova Base e, também, um sistema de gestão e contabilidade e formação para os membros.

Já o terceiro classificado foi a Umbrella, um aplicativo que actua no mercado de seguros e que permite, através de um smartphone, aceder a uma seguradora e solicitar assistência na via pública.

Ainda na gala Moztech Awards foi lançado o projecto pelo Ministério dos Transportes e Comunicações em parceria com o Banco Mundial o projecto Hack4Moz, um evento que visa reunir programadores com o objectivo de desenvolver projectos tecnológicos, de moçambicanos para moçambicanos.

O Presidente do Conselho Executivo da Moztech, Daniel David prometeu na ocasião muitas surpresas e inovação na próxima edição da Expo Digital de Moçambique. 
 

Iniciou hoje a sexta edição da maior feira de tecnologia de Moçambique, Moztech, que decorre na Arena 3D da Katembe. Coube ao PCA do Grupo Soico Daniel David fazer o discurso de abertura. O PCA desafiou aos participantes a apostar na nova era das tecnologias.

"A tecnologia é uma plataforma importante para enfrentar os desafios do futuro, a tecnologia não tem espirito e não tem alma o grande desafio para os estudantes é acreditar que o futuro deste país depende deles", disse o PCA.

Já a Confederação das Associações Económicas de Moçambique espera que a sexta edição da Moztech contribua com os seus debates para a identificação de caminhos e oportunidades para o desenvolvimento da economia, através da criação de pequenas e médias empresas.

“Que este evento sirva como uma verdadeira plataforma de oferece um leque de oportunidades para o desenvolvimento de novos negócios e de pequenas e médias empresas”, disse o vice-Presidente da CTA, Álvaro Massingue.

Um dos parceiros da Moztech, a CTA espera que as próximas edições possam chegar a outras províncias do país e dessa forma possa facilitar a criação de oportunidades para o desenvolvimento. “Gostávamos de ver esta iniciativa replicada em outras províncias do país”, terminou.

A embaixada de Suécia é uma das parceiras da sexta edição. Na sua intervenção olhou para a história da Suécia como exemplo de um país que transformou-se digitalmente.

Na suécia, as universidades são financiados com fundos públicos e são chave para a aliança tripla que contribuiu para o desenvolvimento da suécia. Disse que o país tinha um grande sector industrial mas com o passar do tempo essas empresas deixaram de ser lucrativas, deixando várias pessoas no desemprego.

“Hoje na suécia usamos a palavra digitalização quando olhamos para os nossos serviços, como por exemplo os serviços de compras por internet”, disse a embaixadora, Maria da Cruz, exemplificando que há 50 anos o rato era um simples rato mas agora pode ser usado como uma ferramenta importante para a facilitação de vários serviços.  

“O governo sueco trabalha para a digitalização sustentável. Não deixamos grupos ou segmentos da população fora do processo de digitalização. Neste momento o Governo está a trabalhar arduamente para expandir o acesso a banda larga”, acrescentou. 

 

 

Com o tema “Transformação digital: onde estamos e para onde vamos”, quatro painelistas da feira Moztech juntaram-se no primeiro painel que abriu o ciclo de debates sobre a transformação digital.

Suzana Veloso, oradora vinda do Brasil e que trabalha há 15 anos na área digital, defende que a transformação digital veio trazer mudanças em várias áreas da vida, particularmente na área do trabalho, onde aposta-se mais nas tecnologias de comunicação e informação.

Entretanto, a oradora diz que tal não deve ser encarrado como ameaça ao emprego, porque apesar dessa revolução, haverá sempre tarefas que exigem presença física. Veloso vai mais longe ao dizer que a transformação digital veio abrir horizontes para as pessoas, porque estas vivem num mundo global, sem fronteiras e que tal acontece até para o mercado de trabalho. Já Jorge Octávio, do Millenium BIM, diz que a estratégia de contratação mudou no mercado de trabalho e a aposta vai para pessoas que tenham pensamento digital. Contudo, alinha na ideia de que o ser humano terá sempre o seu espaço em meio a transformação digital, particularmente no mercado de trabalho.

José Nunes, por sua vez, membro executivo do Conselho de Administração da Assecu PST, defende, por sua vez, a busca de valor acrescentado no uso das plataformas digitais para que estas possam, de facto, ser úteis à sociedade.

Entretanto, para a Autoridade Reguladora das Comunicações (ARECOM) em Moçambique, falta no país uma estratégia de transformação digital, que deve prever o investimento nas infra-estruturas e o incentivo para o uso das novas plataformas. Tuaha Mote, engenheiro da ARECOM diz esperar que o próximo ciclo de governação apresente uma estratégia de transformação digital.

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