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A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) distinguiu  com o prémio formiga 2019, o Presidente da República, Filipe Nyusi, pelo seu empenho e dedicação para a melhoria do ambiente de negócio em Moçambique.

“O conselho directivo da CTA atribuiu o prémio para o impulsionador do diálogo público privado”, disse Agostinho Vuma, presidente da CTA.

Vuma disse que graças ao cometimento do chefe do Estado para a melhoria do ambiente de negócios, Moçambique tem sido um exemplo de como liderar o diálogo público-privado.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, fez a abertura oficial da Conferência Anual do Sector Privado (CASP). Durante o seu discurso, Nyusi falou das calamidades naturais que estão a afectar o centro e norte do país e apelou ao sector privado a incluir esta problemática na sua agenda.

“A situação das cheias no país está a afectar o sector produtivo, empresarial e a população que tem poucos recursos”, disse o PR.

Nyusi disse que a XVI Conferência decorre num momento decisivo para a economia do país e que o Governo está empenhado na estabilização da macroeconomia.

“O Governo continuará a fazer a sua parte. Estamos preocupados com a nossa banca comercial que continua com mais exportações que importações, e quem pode contribuir é o sector privado”, afirmou acrescentando que o sector privado deve contribuir no aumento da produção e da produtividade.

O estadista disse ainda que o agronegócio e a agricultura tem tudo para ser os catalisadores da economia  rumo a prosperidade e que apesar das adversidades económicas e financeiras, tensão militar e calamidades o país está no caminho certo para ter uma classe empresarial mais ampla e robusta.

“O meu Governo vai assumir-se como parceiro, temos consciência que não fizemos muito e queremos fazer muito mais”.

Nyusi defende que o Governo e sector privado devem partilhar responsabilidades e que um dos objectivos do Governo é concluir o processo da Lei de conteúdo local.

“Queremos Reduzir a carga tributária e a carga do IRPC. Rever a lei de electricidade pode garantir fornecimento da energia eléctrica. Não é bem verdade que a energia em Moçambique é cara”, disse.

 

O tema sobre o Ambiente de Negócios para a Agricultura em Moçambique, na XVI Conferência Anual do Sector Privado, foi dirigido pelo presidente da República,  Filipe Nyusi. Respondendo às diversas inquietações levantadas pelos participantes, PR disse que em Moçambique há mercado para colocar o milho e a mandioca e que as empresas têm que ter capacidade para transformar o milho em riqueza.

“Não tenhamos medo, o mercado está aberto e podemos produzir mais. No Quénia precisam do milho, o milho tem muito mercado”, sublinhou

Um dos intervenientes propôs ao Chefe do Estado a necessidade de se realizar mais encontros com o sector da agricultura. Nyusi disse que a ideia é bem vinda e que aliás, foi num encontro com empresários na cidade da Beira que se abordou a questão da importação dos carros com volante esquerdo.

Sobre a gestão das empresas públicas no sector da agricultura, o estadista disse que tem que se pensar qual é o papel dessas empresas.

Nyusi chamou a atenção aos empresários quanto ao assunto dos reassentamentos, para que os mesmos não politizem este assunto. O PR disse que pequenos empresários não devem pensar que esse problema de reassentamento só abrange aos mega projectos

“Vocês que são empresários pequenos e médios pensam que não vão encontrar esses problemas quando estiverem num nível muito alto”, disse

Filipe Nyusi disse que não se pode parar o desenvolvimento do país por conta das pessoas que se acham donas das coisas e que não facilitam o desenvolvimento da economia do país. As populações se beneficiam quando tem infraestruturas no terreno.

Iniciou hoje a XVI Conferência Anual do Sector Privado (CASP) sob o lema “Melhorar o ambiente de negócios para acelerar a recuperação económica: Agronegócio como acelerador”. Coube a Eneas Comiche, Presidente do Conselho Municipal de Maputo, dar as boas vindas aos participantes da conferência.

No seu discurso Comiche disse que pretende fazer de Maputo um destino preferencial do investimento privado nacional e estrangeiro, apoiar as PME, divulgar oportunidades de negócio e promover a participação do sector privado em concursos municipais.

“Propomo-nos a incentivar o estabelecimento do Centro Municipal de promoção da mulher empreendedora e continuar a fortalecer parcerias público privadas ao nível local”, disse Comiche.

O Presidente do Conselho Municipal acrescentou ainda que o Governo vai promover a criação de parques tecnológicos, facilitar o estabelecimento de novas empresas e simplificar procedimentos para atribuição de DUATs em áreas industriais.

Apoio ao associativismo de agricultores e pescadores no acesso a recursos técnicos e financeiros, faz parte do leque dos objectivos apontados pelo Presidente do CM para o aumento da produção e produtividade e para o crescimento económico.

“Vamos igualmente promover a criação de associações de comerciantes informais tais como de frutas, engraxadores, polidores de carros, vendedores de créditos, incentivando e apoiando a sua formalização”, informou.

Comiche desafiou os empresários a desenharem projectos para tornar Ka Tembe um centro de desenvolvimento social, económico, industrial e de turismo.

Por outro lado, Agostinho Vuma, Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) disse na sua intervenção que Moçambique possui potencial para o desenvolvimento da agricultura e agronegócio, uma vez que a agricultura é a principal actividade económica com um peso de 23 por cento e emprega mais de dois terços da população activa.

Vuma destacou igualmente o sector do  turismo dizendo que “Moçambique torna-se progressivamente num destino cada vez mais dinâmico e atractivo, absorvendo mais de 600 milhões de dólares norte-americanos devidos às condições naturais favoráveis”.

O Presidente da CTA disse que Moçambique tem o potencial para se tornar num grande gerador de energia eléctrica em África uma vez que possui um grande potencial de recursos naturais com destaque para  os minerais como gás e carvão.

“O gás e o carvão mineral assumem primazia, uma vez que se estima um potencial de reservas de gás acima de 200 trilhões de pés cúbicos e jazigos de carvão na ordem de 20 biliões de toneladas métricas, o que coloca o país na rota dos maiores produtores destes recursos”, sublinhou Vuma.

 

Filipe Nyusi chegou logo as primeiras horas desta quarta-feira a Bobole para inaugurar um empreendimento cuja construção foi acordada em Maio de 2017 a quando da sua visita a Holanda.

Desceriu a lápide e cortou a fita que marca a abertura oficial da fabrica do grupo Heineken Moçambique, um investimento de 100 milhões de dólares, que vai produzir 800 mil litros de cerveja por ano.

A fábrica está dotada de uma das mais recentes tecnologias da área e vai usar matéria-prima nacional, com destaque para milho produzido por mais de 1000 agricultores da Vila de Catandica, Distrito de Barué, província de Manica. Perante cerca de 500 convidados, entre membros do Governo e dirigentes de empresas públicas e privadas, a PCA do Grupo explicou as razões da escolha do mercado nacional.

O Presidente da República recordou que mais de 90 por cento do sector industrial é composto por pequenas e médias empresas e referiu que a abertura desta fábrica reforça o investimento directo estrangeiro.

E o Presidente tem interesse em ver o grupo Heineken a apoiar o campeonato nacional de futebol.

A construção da fábrica durou 12 meses e criou 200 postos de trabalho directos e outros indirectos. A unidade fabril vai produzir cinco marcas com destaque para a Txilar, Heineken, Asmter Lite e Lager, Sagres e Strongbow Apple e berries.

 

O vice-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Mateus Magala, disse que o BAD é a resposta que se requer no financiamento do sector privado em África. Magala falava no âmbito da XVI Conferência Anual do Sector Privado.

“Para o Banco Africano do Desenvolvimento a nossa prestação em Moçambique deve ser estruturada de forma a servir esses objectivos”, disse Magala acrescentando que a visão do Banco é de uma industrialização de agricultura moçambicana através do desenvolvimento de zonas especiais e económicas de agricultura.

O vice-presidente informou que o banco já disponibilizou 400 milhões de euros, no âmbito do Compacto Lusófono para o desenvolvimento dos países lusófonos. O valor vai incidir sobre 25 projectos já apresentados pelo Gabinete de Apoio empresarial da Confederação das Associações Económicas, nas áreas de educação, turismo, energia, agricultura e infra-estruturas.

“O Banco está a promover com os cinco Países Africanos da Língua Portuguesa, Guiné-equatorial e Portugal uma nova plataforma para canalizar investimentos em projectos estruturantes privados e de parceria público-privado”, disse Magala

O Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento promoveu uma iniciativa para estabelecer e promover o fórum de investimento africano, como forma de criar uma plataforma continental e mercado de investimentos e transações em África.

O primeiro painel da Conferência Anual do Sector Privado, falou sobre a indústria agro-alimentar-a alavanca para o agronegócio.

Hugo Gomes, administrador da Cervejas de Moçambique, disse que o agronegócio e a agricultura são os sectores chave para o desenvolvimento da economia e do sector empresarial moçambicano.

“A agricultura é responsável por 23 a 25 por cento do PIB do nosso país, ela absorve cerca de 72 por cento da mão-de-obra activa e cerca de 16 por cento de exportação”, informou Gomes.

Gomes disse que o consumo per capita da cerveja em Moçambique é bastante reduzido se comparado com a realidade da região.

“Temos um elevado consumo de bebida de fermentação caseira, bebidas espirituosas de alto teor alcoólico”, disse

O administrador falou do lançamento da cerveja feita à base de mandioca como um dos ganhos que a CDM teve, pois o objectivo era encontrar uma matéria prima que não fosse abundante e não pusesse em causa a segurança alimentar.

“Em 2011 lançamos a primeira cerveja no mundo feita a base de mandioca, o objectivo era encontrar uma cerveja manufaturada a partir da matéria prima local e nos orgulhamos por ser a segunda maior marca de cerveja em Moçambique”

Por outro lado, Américo Marques da Higest Moçambique centrou sua apresentação na produção e consumo do frango em Moçambique, Marques começou por dizer que a maioria do frango consumido em Moçambique é produzido localmente.

No âmbito do acordo assinado com o grupo italiano ENI o grupo Qatar Petroleum vai adquirir uma participação de 25.5 por cento no bloco A5-A, no mar de Moçambique

De acordo com o grupo italiano ENI o bloco de águas profundas, que fica localizado na bacia do Zambeze, foi atribuído ao Qatar Petroleum no âmbito do 5.º concurso de licenciamento lançado pelo Governo.

O grupo ENI é o operador do consórcio deste bloco, com uma participação de 59,5%, controlada através da sua subsidiária ENI Mozambico, que ficará reduzida a 34%, uma vez o negócio seja aprovado pelas autoridades moçambicanas, escreveu o Macauhub citando um comunicado.

Os restantes parceiros do consórcio são o grupo sul-africano Sasol com 25,5% e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com os restantes 15%.

O grupo ENI lidera outro consórcio em Moçambique, em parceria com o grupo americano ExxonMobil, que vai iniciar a extracção de gás natural no bloco Área 4 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique.

Portugal, Moçambique e o Banco de Desenvolvimento Africano assinam um memorando de entendimento no âmbito da iniciativa Compacto Lusófono

A assinatura daquele documento decorrerá no âmbito da visita oficial da secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro, a Moçambique, iniciada domingo.

A visita de Teresa Ribeiro a Moçambique é também para preparar a quarta cimeira entre os dois países e abordar os respectivos aprofundamentos da cooperação nas diferentes áreas contempladas no programa estratégico de cooperação entre Portugal e Moçambique.

A Câmara de Comércio Moçambique-Portugal vai organizar um jantar-debate dedicado ao tema do financiamento do desenvolvimento e o papel do investimento privado.

Para além de Maputo a secretaria de estado irá deslocar-se a Nampula onde irá visitar um conjunto de projectos financiados pela cooperação portuguesa, designadamente os programas desenvolvidos pela Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM), em Monapo, nas áreas da Educação, Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar, escreve o jornal online Macauhub.

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