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O País – A verdade como notícia

O Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK) lançou, na segunda-feira, em Tete, a segunda edição do Programa de Estágios Profissionais destinado a jovens moçambicanos recém-graduados.

A iniciativa enquadra-se na política de responsabilidade social e de conteúdo local do projecto e pretende preparar novos quadros para participarem na implementação de grandes projectos, através de formação prática e contacto com especialistas nacionais e internacionais.

Segundo o Director Técnico do GMNK, Jorge Muianga, os estagiários terão a oportunidade de acompanhar diferentes fases do desenho e da implementação do Projecto Mphanda Nkuwa, sob supervisão dos gestores do Gabinete e em contacto directo com consultores nacionais e internacionais.

O programa pretende, desta forma, proporcionar aos jovens conhecimentos técnicos e experiência prática na gestão e implementação de grandes projectos.

Na primeira edição, lançada em 2023, foram seleccionados 11 candidatos. Após dois anos de estágio, formação e desenvolvimento profissional, nove foram integrados no Gabinete de Implementação do Projecto Mphanda Nkuwa, enquanto os outros dois foram integrados na Electricidade de Moçambique.

Para a segunda edição, o programa estabelece como meta alcançar uma participação feminina de 50 por cento. As candidaturas serão submetidas a um processo competitivo, que inclui uma fase de triagem, testes escritos e entrevistas, antes da selecção final dos candidatos.

Os empresários da província de Tete defendem o reforço da participação das empresas locais nos grandes projectos em curso na província e no país. A preocupação foi apresentada ao presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Álvaro Massingue, durante um encontro com o sector privado.

Durante a reunião, os empresários apontaram as dificuldades de acesso às oportunidades no âmbito do conteúdo local como um dos principais constrangimentos que afectam o crescimento das empresas nacionais. 

Segundo o sector privado, apesar de o conteúdo local representar uma oportunidade para a expansão dos negócios moçambicanos, persistem desafios relacionados com a capacidade de resposta das empresas locais às exigências dos grandes projectos.

Os empresários defenderam, por isso, a criação de melhores condições para que as empresas de Tete possam participar de forma mais efectiva nas cadeias de fornecimento e prestação de serviços às grandes empresas que operam na província.

Outra preocupação apresentada está relacionada com as demoras nos pagamentos por parte do Estado. Os empresários afirmam que os atrasos no pagamento de serviços prestados às instituições públicas afectam a capacidade financeira das empresas e condicionam o normal funcionamento das suas actividades.

Na ocasião, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, defendeu que o fortalecimento do conteúdo local deve ser acompanhado por acções de formação e capacitação das empresas moçambicanas, de modo a permitir que estas estejam preparadas para cumprir os padrões e requisitos exigidos pelos grandes projectos.

Massingue abordou ainda os efeitos da decisão de passar a tratar, na África do Sul, os pedidos de vistos para os Estados Unidos da América. Segundo o presidente da CTA, a medida começa a criar constrangimentos para empresários moçambicanos que necessitam de se deslocar aos Estados Unidos por razões de negócios.

O encontro entre a CTA e os empresários de Tete serviu para recolher as principais preocupações do sector privado e identificar matérias que poderão ser levadas à discussão com o Governo, com vista à melhoria do ambiente de negócios e ao reforço da participação das empresas nacionais na economia.

Moçambique e Brasil assinaram um Memorando de Entendimento que estabelece as bases para o reforço da cooperação técnica e institucional entre o Ministério das Finanças da República de Moçambique e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos da República Federativa do Brasil.

O acordo tem como objectivo promover a troca de conhecimentos e experiências entre os dois países, com vista ao aprimoramento da gestão pública e à implementação de reformas administrativas.

Em representação do Governo moçambicano, a Ministra das Finanças, Carla Loveira, destacou a importância da formação contínua dos funcionários públicos para o fortalecimento das instituições.

Segundo a governante, a melhoria da qualidade dos serviços prestados pela Administração Pública exige funcionários motivados, comprometidos e devidamente capacitados, razão pela qual a formação contínua deve ocupar um lugar central no processo de fortalecimento institucional.

“Estamos convictos de que a vasta experiência dos especialistas brasileiros, aliada à disponibilidade e ao empenho dos nossos quadros em aprender, produzirá resultados muito positivos”, afirmou a Ministra.

A assinatura do Memorando de Entendimento surge no âmbito da agenda transformacional que Moçambique tem vindo a implementar, com o propósito de remover barreiras administrativas e melhorar a prestação de serviços públicos.

A simplificação de procedimentos e a progressiva digitalização dos serviços públicos constituem, neste contexto, factores determinantes para uma Administração Pública mais transparente, previsível e inovadora.

Por seu lado, o Secretário Executivo do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Brasil defendeu que Moçambique e Brasil devem trabalhar na criação de Estados mais eficientes, capazes de assegurar a prestação dos bens e serviços necessários ao desenvolvimento socioeconómico das respectivas sociedades.

“Com essa assinatura, abre-se mais um capítulo na história dos dois países; estamos a imaginar o futuro dos nossos povos”, afirmou o Secretário Executivo.

A escolha do Brasil enquadra-se nos esforços de operacionalização da cooperação Sul-Sul e está alinhada com as excelentes relações políticas existentes entre os dois países.

Moçambique e a Coreia do Sul reforçaram a cooperação bilateral no sector energético, através da assinatura de um Memorando de Entendimento sobre políticas de cooperação e partilha de conhecimentos no sector dos recursos naturais e nas áreas industriais relacionadas.

A assinatura do memorando teve lugar no dia 10 de Setembro de 2026, no quadro da 8.ª Conferência Ministerial de Cooperação Económica, que reuniu representantes de vários países africanos, parceiros internacionais, sector privado e especialistas sul-coreanos.

O acordo foi assinado pelo Secretário de Estado do Tesouro e Orçamento de Moçambique, Amílcar Tivane, e pelo 2.º Vice-Ministro das Finanças e Economia da República da Coreia, Huh Chang.

O memorando enquadra-se no reforço da cooperação entre os dois países, que, nos últimos anos, tem registado avanços através da implementação de vários projectos no sector energético e noutras áreas estratégicas, com vista a promover o desenvolvimento económico e industrial sustentável.

À margem da conferência, o Secretário de Estado do Tesouro e Orçamento participou igualmente num evento subordinado ao tema da Inteligência Artificial e das Infra-estruturas Digitais para a Transformação de África.

No encontro, a Coreia do Sul destacou a aposta na Inteligência Artificial e nas infra-estruturas digitais como motores da transformação económica, inovação, produtividade, desenvolvimento sustentável e desenvolvimento de competências digitais.

A iniciativa prevê igualmente o reforço da aplicação da Inteligência Artificial em sectores estratégicos, nomeadamente Agricultura, Saúde, Educação, Finanças e Administração Pública.

O evento constituiu uma oportunidade para a partilha de experiências da Coreia do Sul no domínio da transformação digital e para analisar de que forma esse conhecimento e experiência podem contribuir para as prioridades de desenvolvimento de África, em particular de Moçambique.

A 8.ª Conferência Ministerial de Cooperação Económica contou com a participação de representantes de 45 países africanos, incluindo Ministros das Finanças, parceiros internacionais, representantes do sector privado e especialistas sul-coreanos em Inteligência Artificial.

 

Os preços em Moçambique voltaram a diminuir em Agosto, com uma variação mensal negativa de 0,28% face a Julho, enquanto a inflação homóloga desacelerou de 7,48% para 6,45%, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o Índice de Preços no Consumidor (IPC) referente a Agosto, a economia moçambicana registou uma deflação mensal de 0,28%, ligeiramente acima da queda de 0,26% verificada em Julho. A maior contribuição para esta redução veio da divisão de Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas, que teve um impacto negativo de 0,33 pontos percentuais.

Entre os produtos que mais influenciaram a descida dos preços encontram-se o tomate, cujo preço caiu 16,3%, a alface, com uma redução de 9,8%, a cebola, que baixou 2,8%, o feijão-manteiga, com menos 1,6%, e o repolho, que registou uma queda de 6,7%.

Também contribuíram para a redução dos preços o carapau, com uma descida de 0,6%, e as refeições completas em restaurantes, que ficaram 0,3% mais baratas. No conjunto, estes produtos retiraram aproximadamente 0,38 pontos percentuais à variação mensal do IPC.

Em sentido contrário, alguns produtos registaram aumentos de preços durante o mês. O cimento subiu 3,1%, enquanto a manga seca teve um aumento de 53,0%. A galinha viva encareceu 1,4%, o milho em grão aumentou 3,1%, o peixe seco 0,5%, o peixe fresco 0,6% e o camarão seco 3,3%. No total, estes produtos acrescentaram cerca de 0,14 pontos percentuais à inflação mensal.

Os dados do INE mostram ainda que a inflação acumulada desde o início do ano passou de 5,12%, em Julho, para 4,83%, em Agosto. No mesmo período, a inflação homóloga recuou de 7,48% para 6,45%, acompanhando a segunda queda mensal consecutiva dos preços.

Os Transportes e a Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas continuam a destacar-se entre as divisões que exercem maior pressão sobre os preços. Na inflação acumulada, os Transportes contribuíram com 2,05 pontos percentuais e a Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas com 1,52 pontos percentuais. Na comparação homóloga, estas duas divisões registaram aumentos de preços de 14,77% e 8,91%, respectivamente.

No período de Janeiro a Agosto, os principais contributos para a inflação acumulada vieram do gasóleo, dos transportes semicolectivos urbanos e suburbanos de passageiros, do peixe fresco, da gasolina, dos serviços de táxi, da couve e do peixe seco. Em conjunto, estes produtos e serviços foram responsáveis por cerca de 2,82 pontos percentuais da inflação acumulada.

A análise por cidades revela que todos os centros de recolha considerados pelo INE registaram deflação em Agosto. Xai-Xai apresentou a maior redução, com uma queda dos preços de 1,21%, seguindo-se a Beira, com 0,51%, Nampula, com 0,32%, e Tete, com 0,29%. Maputo e Quelimane registaram ambas uma descida de 0,12%.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, Tete continua a apresentar a taxa de inflação mais elevada, situada em 10,71%. Seguem-se a província de Inhambane, com 8,32%, e Chimoio, com 8,25%. Maputo apresenta a menor taxa de inflação homóloga, de 4,08%.

Os dados anteriores do INE indicam que os preços em Moçambique aumentaram 3,23% ao longo de 2025. Já a inflação acumulada em 2024 foi de 4,15%, abaixo dos 5,3% registados em 2023 e do máximo de quase 13% atingido em Julho de 2022.

Entretanto, o Banco de Moçambique manteve, em Julho, a taxa de juro de referência em 9,25%. A instituição reconheceu a existência de pressões inflacionistas no curto prazo, mas prevê que a inflação permaneça em níveis de um dígito no médio prazo.

O Ministério das Finanças apresentou, esta quinta-feira, dados relativos à conjuntura económica e às condições de financiamento às pequenas e médias empresas, no encerramento da 22.ª edição do Economic Briefing 2026, realizada em Maputo.

De acordo com a Secretária Permanente do Ministério das Finanças, os dados mais recentes indicam que o Produto Interno Bruto cresceu 1,7% no segundo trimestre de 2026 e 0,9%, em média, no primeiro semestre, em termos homólogos.

Trata-se de uma inversão das contracções observadas em 2025, mas ainda insuficiente para uma recuperação robusta.

Segundo a Secretária Permanente, a previsão actual para 2026 é de 0,6%, abaixo dos 2,8% inicialmente inscritos no PESOE, o que recomenda prudência e exige converter a retoma em investimento, emprego e rendimento.

Contudo, há oportunidades no turismo, na energia e nos serviços, embora persistam dificuldades de acesso a insumos e divisas, custos logísticos e fraca procura industrial.

O Governo considera prioritário ampliar a participação competitiva das empresas nacionais nos grandes projectos, incluindo os de gás natural liquefeito, disse Albertina Fruquia.

A Secretária Permanente reafirmou a abertura para ouvir os problemas apresentados pela CTA e pela parte do sector empresarial, esperando o cumprimento das obrigações fiscais, investimento na produtividade e participação responsável na criação de emprego.

A Cimentos de Moçambique está a investir cerca de 150 milhões de dólares na modernização e expansão da capacidade produtiva das suas fábricas de Nacala, Dondo e Matola. Os investimentos incluem a reabilitação e instalação de novos fornos e deverão reforçar a produção nacional de clínquer, reduzindo a necessidade de importações e, consequentemente, a saída de divisas do país.

Segundo o Director Comercial da Cimentos de Moçambique, Ailton Novele, os investimentos fazem parte de um processo de transformação da base industrial da empresa, que actualmente conta com quatro fábricas no país.

Em Nacala, a empresa concluiu recentemente um projecto de remodelação que envolveu praticamente a construção de uma nova unidade de produção. O novo forno tem capacidade para produzir três mil toneladas de clínquer por dia e foi inaugurado pelo Presidente da República no mês passado.

No Dondo, a Cimentos de Moçambique também colocou em funcionamento um forno com capacidade para três mil toneladas de clínquer por dia, enquanto na Matola foi reabilitado e comissionado um forno com capacidade de duas mil toneladas diárias.

“Estamos a falar de investimentos grandes, que directamente têm um impacto enorme na economia, concretamente no que concerne à poupança de divisas”, explica Ailton Novele.

A aposta na produção local de clínquer surge num contexto em que a indústria cimenteira moçambicana tem recorrido à importação desta matéria-prima para responder às necessidades do mercado. Com o reforço da capacidade instalada, a Cimentos de Moçambique pretende reduzir progressivamente essa dependência e libertar recursos em moeda estrangeira para outros sectores da economia.

A estratégia tem também uma componente de geração de emprego. Só a unidade de Nacala deverá criar cerca de 150 postos de trabalho directos e indirectos, enquanto a empresa prevê alcançar números semelhantes com o reforço das operações no Dondo e na Matola.

A criação de oportunidades tem ocorrido igualmente durante as fases de construção e reabilitação das unidades industriais. A empresa diz estar a privilegiar a contratação de mão-de-obra local, incluindo jovens, tanto nas obras das fábricas como nas intervenções realizadas nas pedreiras.

“Em Nacala foi a mesma coisa, tanto na fase de construção como na fase de implementação haverá oportunidades para mais jovens moçambicanos”, afirma o Director Comercial.

Para além dos investimentos nas três fábricas, a Cimentos de Moçambique está a intervir também na sua cadeia de fornecimento de matérias-primas. Em Mwanza, por exemplo, decorrem trabalhos de remodelação da pedreira, envolvendo igualmente a contratação da população local.

A empresa considera que o reforço da produção nacional pode contribuir para tornar a indústria cimenteira mais robusta e reduzir a exposição do sector às necessidades de importação.

Foi neste contexto que a Cimentos de Moçambique participou na 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo, FACIM, onde apresentou parte da sua actividade industrial e os investimentos realizados no país.

A empresa levou para a feira uma exposição destinada a mostrar o seu contributo para a economia nacional e aproximar-se de potenciais parceiros, fornecedores e investidores. A participação teve ainda como objectivo despertar o interesse dos jovens pelas áreas de engenharia e produção industrial.

Com mais de três mil empresas presentes na FACIM, a Cimentos de Moçambique esperava aproveitar o evento para estabelecer novas parcerias comerciais, identificar fornecedores e explorar oportunidades de negócio, mantendo também o apoio à iniciativa do Governo de promoção do investimento e do sector privado nacional.

A Movitel apresentou recentemente, na FACIM 2026, um conjunto de soluções digitais que exploram o potencial da tecnologia 5G para responder às necessidades de empresas e instituições públicas em Moçambique. A participação da operadora destacou aplicações que vão do acesso à Internet de banda larga à gestão inteligente de infra-estruturas, transportes e operações industriais.

Entre as soluções apresentadas estiveram o Acesso Fixo sem Fios (FWA), as redes 5G privadas, as câmaras com Inteligência Artificial, os Sistemas Inteligentes de Transporte, os Centros de Operações Inteligentes, a gestão portuária e os sistemas de simulação e treino.

Com esta oferta, a operadoral procura aproximar a conectividade das necessidades concretas de funcionamento das organizações. O enfoque está na utilização da tecnologia para facilitar o acesso à informação, acompanhar operações e apoiar decisões com base em dados.

DA CONECTIVIDADE ÀS APLICAÇÕES PRÁTICAS

O FWA permite disponibilizar Internet de banda larga através da rede móvel, reduzindo a dependência de uma ligação por cabo até às instalações do utilizador. A solução constitui uma alternativa para empresas e instituições que necessitam de acesso à Internet sem depender exclusivamente da expansão da rede fixa.

As redes 5G privadas, por sua vez, destinam-se a ambientes como empresas, fábricas e parques industriais, onde a conectividade pode ser adaptada às exigências de cada operação. Estas redes permitem maior controlo sobre o acesso e a utilização dos recursos de comunicação.

Segundo a abordagem apresentada pela Movitel, o potencial do 5G vai além do aumento da velocidade. A baixa latência e a capacidade de ligação de múltiplos dispositivos podem apoiar aplicações que exigem comunicação rápida entre equipamentos e sistemas de processamento de dados.

SOLUÇÕES PARA EMPRESAS E SERVIÇOS PÚBLICOS

Na área da análise de imagens, as câmaras com Inteligência Artificial permitem identificar eventos e apoiar a monitorização de espaços e infra-estruturas. Nos transportes, os sistemas inteligentes podem contribuir para acompanhar o tráfego e melhorar a gestão da circulação.

Os Centros de Operações Inteligentes reúnem informações de diferentes sistemas numa plataforma de acompanhamento, permitindo uma visão integrada das operações e apoiando a resposta a ocorrências.

A oferta inclui igualmente soluções de gestão portuária, destinadas à coordenação das actividades e dos fluxos de mercadorias, bem como sistemas de simulação e treino, orientados para a preparação de profissionais em ambientes virtuais e controlados.

O 5G surge, neste contexto, como uma infraestrutura de conectividade que pode apoiar a integração destas aplicações, em articulação com plataformas digitais e ferramentas de análise de dados.

Implementação gradual

 

A Movitel prevê avançar, num futuro próximo, com testes e implementação gradual das soluções baseadas em 5G. A prioridade deverá incidir nas zonas urbanas, nas empresas, nas instituições públicas e nos sectores com maior procura por ligações de alta velocidade.

A apresentação na FACIM permitiu dar a conhecer estas possibilidades de utilização, sem representar a disponibilização imediata de todas as soluções em todo o território nacional.

Ao reunir serviços de conectividade e aplicações digitais, a operadora apresentou uma perspectiva de evolução tecnológica centrada na sua utilidade: facilitar o trabalho das organizações, melhorar a gestão de recursos e ampliar o acesso a serviços digitais em Moçambique.

Os oradores brasileiros Alexandre Kleppa e Paulo Rosseto mantiveram encontro com membros do Clube NexusOne, onde partilharam experiências e reflexões sobre os desafios do empreendedorismo, gestão, posicionamento e inovação nos negócios.

A iniciativa antecede a primeira edição do Makagui Summit e permitiu uma interação directa entre os convidados internacionais e empresários moçambicanos, num momento marcado pela troca de conhecimentos e experiências.

Durante a sua intervenção, Alexandre Kleppa abordou os desafios enfrentados pelas empresas no processo de transformação e adopção de novas ferramentas. O orador defendeu que muitas organizações reconhecem a necessidade de mudar, mas ainda enfrentam dificuldades para encontrar caminhos concretos para implementar essa transformação.

Kleppa disse ter identificado semelhanças entre os empreendedores moçambicanos e o público com quem trabalha no Brasil, destacando a vontade de crescer e de fazer acontecer.

Segundo o orador, a implementação de novas soluções exige mais do que acesso à tecnologia ou recursos financeiros. “Implementar da maneira certa exige esforço e exige inteligência”, afirmou, explicando que apresentou aos participantes um método desenvolvido ao longo do último ano para orientar empresários na utilização mais estratégica das novas ferramentas.

Paulo Rosseto também levou ao palco a sua experiência, com uma intervenção centrada na reputação, no posicionamento e na importância de colocar o conhecimento ao serviço dos outros.

Para o especialista, a reputação não serve apenas para atrair clientes, mas também para aproximar pessoas e criar relações. Rosseto disse ter saído do encontro com um sentimento de gratidão pela oportunidade de conhecer novos profissionais e partilhar conhecimentos com empresários moçambicanos.

O orador destacou ainda a importância de cada profissional reconhecer aquilo que a sua própria experiência pode oferecer aos outros.

Ao lado dos convidados brasileiros esteve Daniel David, mentor e dinamizador do movimento Makagui. Na sua intervenção, defendeu a necessidade de criar padrões e processos organizacionais que garantam maior consistência e impacto nas actividades desenvolvidas pela comunidade.

Daniel David explicou que o encontro abordou temas ligados ao posicionamento, imagem, mercado e ao papel crescente da inteligência artificial no mundo dos negócios.

Segundo o organizador, a aproximação entre os oradores e os membros do NexusOne representa também uma preparação para o Makagui Summit, que deverá reunir cerca de 200 participantes.

Durante os dois dias do evento serão debatidos temas como inteligência artificial, modelos de negócio, marketing e vendas, considerados pelo mentor como algumas das principais alavancas para o crescimento das empresas e dos empreendedores.

Para os membros do Clube NexusOne, a transformação é mais do que uma palavra de ordem. É um dos principais objectivos de uma comunidade que procura crescer através da aprendizagem, da partilha de experiências e do desenvolvimento colectivo.

Os participantes ouvidos durante o encontro dizem esperar sair do Makagui Summit com novos conhecimentos, ideias e ferramentas que possam ser aplicadas nas suas vidas e negócios.

Um dos participantes afirmou esperar que os próximos dias tragam “mais insights” e que os membros possam sair do encontro transformados. Outro destacou a importância de manter uma postura aberta à aprendizagem e absorver os conhecimentos partilhados pelos diferentes oradores.

A expectativa é que a mentoria e as experiências apresentadas contribuam para fortalecer os negócios dos participantes e ampliar a sua visão sobre os desafios do mercado.

O encontro com Alexandre Kleppa, Paulo Rosseto e Daniel David funcionou, assim, como uma antevisão do que será discutido no Makagui Summit.

A primeira edição do evento vai decorrer nos dias 10 e 11 de Setembro, na Arena 3D, na Katembe, reunindo participantes e oradores para dois dias de debates, aprendizagem e networking em torno da inteligência artificial, modelos de negócio, marketing e vendas.

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