O País – A verdade como notícia

Alguns concursos públicos para fornecimento de bens e prestação de serviços na construção da fábrica de exploração de gás da bacia do Rovuma serão lançados ainda este ano. De acordo com a CCS JV, consórcio que vai liderar o processo, os preparativos estão na fase final.

A informação foi anunciada no seminário de oportunidades locais, realizado em Pemba, capital de Cabo Delgado.

A notícia do lançamento do concurso para prestação de bens e serviços para a indústria de óleo e gás, reanimou os empresários de Cabo Delgado, que já haviam perdido esperanças com a relativa demora do início das obras na bacia do Rovuma.

Além de anunciar datas para lançamentos de concurso para o fornecimento de bens e serviços, o seminário serviu igualmente para actualizar aos empresários locais, as oportunidades de negócio na bacia do Rovuma, onde segundo previsões, estão disponíveis cerca de 2.5 mil milhões de dólares para as empresas moçambicanas.

O custo de vida acelerou 0,11% no mês de Agosto passado, contrariando a tendência de deflação (queda de preços) registada nos dois meses anteriores (Julho e Julho), indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A divisão de restaurantes, hotéis, cafés e similares foi a que influenciou a subida geral de preços, ao contribuir no total da inflação mensal com aproximadamente 0,08 pontos percentuais (pp) positivos.

Da análise da variação mensal por produto, destaca-se a subida de preços das refeições completas em restaurantes (1,1%), do peixe seco (3,5%), do peixe fresco (1,8%), do feijão manteiga em grão seco (3,6%), dos veículos automóveis ligeiros novos (0,8%), do pão de trigo (0,5%) e da batata-doce (11,2%).

Este agrupamento, segundo o INE, contribuiu no total da inflação mensal com cerca de 0,27pp positivos.

Entretanto, alguns produtos com destaque para a cebola (12,6%), tomate (5,9%), açúcar castanho (2,8%), gasolina (0,3%), alface (4,8%), carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (1,8%) e couve (2,9%) contrariaram a tendência de subida de preços, ao contribuírem com cerca de 0,28pp negativos.

Relativamente a igual período do ano passado, ou seja, Agosto de 2018, consta que o país registou uma subida de preços na ordem de 2,02%, com as divisões de educação e de saúde, em termos homólogos, a registarem maior variação de preços com 4,38% e 4,33%, respectivamente.
 
INFLAÇÃO ACUMULADA
A poucos meses do fim do ano, o objectivo da inflação anual na casa de um dígito é cada vez mais tangível.

De Janeiro a Agosto de 2019, o país registou uma subida de preços na ordem de 1,18%, com as divisões de restaurantes, hotéis, cafés e similares e de alimentação e bebidas não alcoólicas a serem responsáveis pela tendência geral de subida de preços ao contribuir respectivamente com aproximadamente 0,34pp e 0,32pp positivos.

Desagregando a inflação acumulada por produto, merece destaque a subida dos preços do Pão de trigo, das Refeições completas em restaurantes, de Veículos automóveis ligeiros novos, do Consumo de electricidade, do Feijão manteiga, da Cebola e de Hambúrgueres, pregos, bifanas, cachorros e similares. Estes comparticiparam com 1,00pp positivos no total da inflação acumulada.

Desagregando a variação mensal pelos três centros de recolha que servem de referência para a inflação do país, concluiu-se que a cidade de Nampula teve no período em análise uma variação mensal mais elevada (0,65%), seguida da Beira (0,21%) e Maputo (-0,19%).

Em relação a variação acumulada, a cidade da Beira foi a que teve a maior subida do nível geral de preços com 2,52%, seguida de Nampula com 2,12% e de Maputo com 0,28%.

Já em termos homólogos, a cidade da Beira liderou a tendência de subida do nível geral de preços com 3,98%, seguida de Nampula com 3,55% e por último Maputo com 0,62%.

Há um novo apagão no sistema de transações electrónicas da SIMO rede. O problema começou no final da tarde de ontem e está a afectar o levantamento de dinheiro tanto nas ATM quanto ao sistema de pagamentos via POS.

 Esperar, esperar e esperar. É o pedido que aparece no ecrã das caixas automáticas. Mas é uma espera que nunca termina desde o fim da tarde de ontem. Nesta manhã foram vários os cidadãos que ficaram desiludidos a cada vez que chegassem a um ponto de ATM.

É a segunda vez que os moçambicanos ficam sem acesso às suas contas em menos de um ano. O primeiro apagão foi em Novembro último e era devido a problemas de pagamentos com a provedora portuguesa Bizfirst. Uma confusão que culminou com a contratação de novo provedor, a Euronet que até aqui ainda não entrou em funcionamento. A SIMO rede ainda não se mostrou disponível a esclarecer este apagão no sistema.

Em contacto com a Associação Moçambicana dos Bancos, “O País” ficou a saber que já houve interacção entre as duas instituições, sendo que não se explicou a real causa do apagão.

Entretanto, segundo uma fonte da AMB, a Simo rede está já a resolver o problema.  

 

O projecto Mozambique LNG, liderado pela Anadarko, realizou hoje na cidade de Pemba, um seminário para apresentação a fornecedores locais das oportunidades de contratação no projecto.

Trata-se de mais uma iniciativa visando “maximizar a participação do conteúdo local no projecto e que vai ser replicada, ainda no corrente mês, na cidade de Maputo”.

Na ocasião, a CCS JV, o consórcio contratado para Engenharia, Procurement e Construção no âmbito do projecto Mozambique LNG, apresentou detalhadamente diversas oportunidades de contratação, incluindo os valores estimados de contrato e o horizonte temporal, nas áreas de agricultura e pecuária, serviços administrativos, equipamentos capitais, obras e instalações temporárias, comunicações, consumíveis para construção, gestão de acampamento, materiais de construção brutos e manufacturados, equipamento de protecção individual, serviços especializados e transporte.

Por sua vez, o IPEME apresentou, entre outros, o seu papel como promotor de oportunidades do projecto Mozambique LNG e o INNOQ o seu papel na certificação.

“Este seminário é parte do trabalho conjunto contínuo que temos vindo a realizar com o Governo de Moçambique e parceiros relevantes, para maximizar a participação do conteúdo local no projecto Mozambique LNG” explicou Dayne Kells, Gestor da Anadarko para a Industrialização do Norte, frisando que “hoje, o nosso foco é apresentar uma actualização das oportunidades disponíveis no Plano Prospectivo de Aquisições”.  

Dayne Kells considera que “o desenvolvimento de fornecedores locais é estratégico para o Projecto Mozambique LNG, pois isso permite-nos contribuir para o desenvolvimento sustentável de Moçambique e, ao mesmo tempo, trazer benefícios aos nossos accionistas”.

De acordo com dados oficiais, o projecto Mozambique LNG espera gastar cerca de USD 2,5 mil milhões com empresas moçambicanas ou registadas em Moçambique ao longo dos cerca de cinco anos que vai durar a fase da construção das instalações de GNL.

 

O ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, assegurou esta quinta-feira, em Maputo, que o Governo tudo fará para chegar ao acordo de retoma de financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI), o “mais rápido possível”.

Privado de fundos externos directos ao Orçamento do Estado (OE) desde Abril de 2016, na sequência do escândalo da dívida pública, o Governo moçambicano quer entrar no próximo ciclo governamental de “cara lavada”, ou seja, com a situação desbloqueada.
“Não temos vergonha de assumirmos isso (dívidas ocultas). Vamos honrar com os nossos compromissos e esperamos o mais rápido possível a retoma do financiamento do Fundo Monetário Internacional. Estamos a trabalhar nisso”, disse Ragendra de Sousa, aquando do lançamento da 17ª Conferencia Anual do Sector Privado (CASP) 2020.

Sobre a CASP, a decorrer em finais de Maio do próximo ano, o ministro da Indústria e Comércio defendeu que é uma plataforma apropriada na qual o Governo e o sector privado aprofundam a análise do decurso do diálogo público/privado para a materialização de reformas legais e administrativas para a melhoria do ambiente de negócios no país.

“Todos temos hoje a consciência e clareza dos desafios que o nosso país enfrenta, sobretudo com o advento da indústria de petróleo e gás que desponta no país, o que requer a adopção de mecanismos flexíveis e criativos para dar respostas a estes desafios nas mais variadas frentes”, disse.

Alertando, de seguida, para a necessidade da certificação das empresas moçambicanas para agarrarem as oportunidades de negócios fornecidas pela bilionária indústria do gás e petróleo.
“A certificação não deve ser vista como uma mania das multinacionais, mas sim, como requisito imprescindível para a prestação de serviços à esta indústria muito exigente. Não se pode ir contra a regra do mercado”, apontou.

Lembrando, que ainda esta semana, foi lançado o Programa Nacional de Certificação Empresarial (PRONACER), com vista a suprir um dos desafios do mercado, que se apresentam cada vez mais exigentes, pois a certificação constitui uma visão e decisão estratégica que permite dar resposta às necessidades de competitividades e desenvolvimento sustentável das empresas.

 

DOIS MIL HOMENS DE NEGÓCIOS

Sob o lema, “Criando um ambiente de negócios para a diversificação da economia”, a CASP-2020 vai reunir cerca de dois mil empresários moçambicanos e do resto do mundo, com a finalidade de se debruçar sobre o ambiente de negócios, promover investimentos e parcerias em prol do desenvolvimento económico de Moçambique.  

“Tratar-se-á do momento mais alto do diálogo e parceria entre o Governo e o sector privado, o primeiro do ciclo governativo que se aproxima, e consistirá de três principais componentes, nomeadamente, o diálogo público/privado, Mozambique Business and Investment Summit e a Expo CASP”, referiu Agostinho Vuma, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Acrescentando, que um dos principais marcos da 17ª edição da CASP assentará sobre as expectativas que o futuro da economia moçambicana representa para o desenvolvimento de África e de todo o mundo, numa era de grandes investimentos que irão catapultar o crescimento económico de Moçambique.

 

UM BILIÃO DE DÓLARES EM JOGO NA CASP-2020

A 17ª edição CASP irá decorrer, portanto, num ano que marcará novas dinâmicas que se manifestarão ao longo de toda a década e que necessitarão de um ambiente de negócios específico para poder-se absorver e gerar benefícios para todos, particularmente as pequenas e médias empresas, gerando-se um crescimento inclusivo e diversificado para o nosso país.

Em termos de projectos de investimentos, a CTA espera a participação de mais de 20 instituições financeiras de desenvolvimento, com as quais serão discutidos projectos que ascenderão a um bilião de dólares norte-americanos em valor dos negócios.

Segundo projecções de diversas entidades, prevê-se que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) atinja cifras exponenciais, saindo de cerca de 17 biliões de dólares norte-americanos para cerca de 50 biliões de dólares, de 2020 a 2030, portanto, uma previsão de aumento de cerca de 300% do PIB do país.

 

 

A empresa pública Correios de Moçambique obteve prejuízos no valor de cerca de 10 milhões de meticais no fecho de exercício económico do ano passado, ou seja, as receitas foram inferiores que os custos operacionais.

Dívida de mais de 50 milhões de meticais com os trabalhadores, entre outras obrigações em atraso, colocam as contas da empresa pública Correios de Moçambique “no vermelho”.

As contas de 2018 compiladas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), consultadas esta terça-feira, pelo “O País”, revelam prejuízos na ordem de 10 milhões de meticais, ou seja, as receitas da empresa no valor de 187 milhões de meticais, não cobriram os custos operacionais que se situaram nos 197 milhões de meticais.

Em termos de comparação custo-receitas nos últimos três anos, 2018 foi o único ano em que houve prejuízos nessa vertente.

Em 2017, as receitas desta empresa foram no valor de aproximadamente 392.9 milhões de meticais, enquanto os custos operacionais situaram-se 385.2 milhões de meticais. Já no ano anterior, ou seja, em 2016, os ganhos foram de 333.8 milhões, contra custos de 314.9 milhões de meticais.  

Esse resultado negativo, segundo dados compilados pelo Instituto Nacional de Estatística, acontecem num período em que actividade dos correios tem vindo a registar melhorias significativas.

Concretamente, os correios registaram em 2018, mais de 132 mil correspondências nacionais e internacionais, bem como cerca de 80 mil encomendas em 93 estações postais.

Sabe-se que, o Conselho de Administração dos Correios de Moçambique iniciou com a reestruturação da empresa, que definiu como uma das saídas da crise, a redução do efectivo, venda de alguns imóveis e privatização através da venda de quase metade das acções.

GREVE DE ABRIL

Em dificuldades financeiras, meia centena de trabalhadores da empresa Correios de Moçambique entraram em greve, em causa o atraso de pagamento de salários, subsídios de férias, bem como do décimo terceiro salário de 2017 e 2018.
Na altura, o patronato reconheceu o problema e anunciou que vai despedir quase metade dos trabalhadores por forma a fazer face a crise. A polícia foi chamada ao local para amainar os ânimos dos grevistas à entrada do edifício-sede.

A Correios de Moçambique, E. P. é uma empresa pública, dotada de personalidade jurídica e com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, que exerce a sua actividade subordinada ao Ministério dos Transportes e Comunicações.

 

No ano passado, o Governo moçambicano abriu o espaço aéreo doméstico para mais companhias estrangeiras, nomeadamente a Fastjet e Ethiopian Mozambique Airlines.

A entrada destas novas companhias que ditou o fim do monopólio das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) nos voos domésticos, contribuiu para o crescimento do tráfego global de passageiros no país.

Concretamente, e segundo dados compilados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a que “O País” teve acesso, o volume de tráfego de passageiros em Moçambique registou um crescimento na ordem de 9,3% em 2018, comparativamente ao ano anterior. A mesma tendência verificou-se no transporte de carga.

Ao todo, foram transportados mais de 58 mil passageiros por quilómetro no ano passado, contra cerca de 53,2 mil em 2017. O volume de carga situou-se nos cerca de 19 mil toneladas por quilómetro em 2018, contra 17,6 mil no ano anterior.

Este crescimento deveu-se ao comportamento positivo dos sectores rodoviários, ferroviários, marítimos e aéreos, que observaram subidas na ordem de 8,9%, 7,3%, 4,5% e 16%, respectivamente.

No sector rodoviário, que detém maior peso, o INE refere que o crescimento deveu-se à aquisição e entrada de novos autocarros para transporte público de passageiros, aliada a introdução do projecto Metro Bus nas cidades da Matola e Maputo.

 

Os investimentos substanciais nos sectores de carvão e gás de Moçambique irão ajudar a manter a economia no “bom caminho” este ano, apesar do efeito dos dois ciclones que o país sofreu em Março e Abril.

Uma análise do First National Bank (FNB) tornada pública esta terça-feira, prevê que Moçambique cresça mais rapidamente do que os seus vizinhos, embora admita que “levará tempo para avaliar o impacto global dos ciclones Idai e Kenneth”.

A equipa de pesquisa de mercados globais do FirstRand, o maior grupo financeiro em África por capitalização bolsista, do qual o FNB Moçambique faz parte, espera que o crescimento de 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB) registado no primeiro semestre deste ano se mantenha até ao final do ano.

Para a economista Celeste Fauconnier, economista do RMB (braço do Grupo FirstRand) para a África Subsaariana, refere que a médio e longo prazo, a economia moçambicana irá beneficiar dos investimentos no sector de hidrocarbonetos e pelo início das exportações de gás em 2023.

Já o administrador-delegado adjunto do FNB Moçambique, Paulo Pereira, sublinha o forte compromisso e confiança do FirstRand em relação à economia moçambicana, através do forte investimento que os accionistas estão a fazer num ambicioso plano de transformação e reposicionamento no mercado, envolvendo um alinhamento de toda a sua estrutura e competências, sistemas, processos críticos e rede de distribuição.

Lembrando, que em meados de Maio, o Executivo de Maputo aprovou o desenvolvimento do projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Bacia do Rovuma, liderado pela Eni e pela Exxon Mobil, que irá gerar USD 46 biliões.

Uma vez tomada a Decisão Final de Investimento prevista para o final do ano na Área 4 do Rovuma, o trabalho na fábrica irá começar. Em Junho, a Anadarko decidiu prosseguir com a construção de um terminal de liquefacção e exportação de gás para explorar um dos campos offshore (mar) de GNL na Área 1 da Bacia do Rovuma, um projecto avaliado em USD 25 biliões.

Como resultado desses desenvolvimentos, a taxa de crescimento do PIB de Moçambique irá chegar a dois dígitos até 2023-24 e, nos próximos cinco anos, espera-se que ultrapasse de longe a taxa de crescimento anual média da África Subsaariana de 3,9%.
Este potencial irá apoiar a atractividade dos activos moçambicanos e do metical a longo prazo.

 

DANOS CAUSADOS PELO CICLONE

Escrevendo no último informe semestral para África Subsaariana do RMB, Fauconnier diz que os ciclones recentes afectaram principalmente o sector agrícola de Moçambique, porque as culturas e a infra-estrutura necessária para o transporte de produtos agrícolas foram danificadas.

O ciclone atingiu na véspera de uma colheita crítica de milho do país, causando estragos em milhares de hectares de colheitas.
A agricultura é o maior empregador do país, portanto, a demanda do consumidor também será afectada negativamente.

“Os danos nas estradas, pontes e casas ao redor da Beira, causados pelo ciclone Idai, aumentaram a pressão sobre os preços, principalmente nos alimentos, que têm a maior ponderação no índice de custo de vida”, realçou a economista.

Acrescentando, que é provável que isso leve a inflação de seu nível baixo actual de 3,9% em 2018 para uma média de cerca de 6% este ano.

Em 2020 e 2021, a expectativa das equipes de pesquisa de mercados globais do FNB e RMB é que  a depreciação do metical, os efeitos de base e um sector agrícola fraco contribuam para que se mantenham as pressões inflacionárias, ainda que com efeitos contidos.

 

POLÍTICAS DE INTERVENÇÃO

O Banco de Moçambique reduziu a taxa básica de juros para 12,25% em Agosto, em resposta à desaceleração da inflação e à procura pouco acentuada, elevando os cortes acumulados para 900 pontos base desde 2017.

Isso, segundo ainda os economistas deste departamento, ajudou a apoiar o crescimento da procura de financiamento.
No entanto “o espaço para novos cortes nas taxas de juros é limitado. É improvável que a política monetária seja mais restringida nos próximos dois anos, para evitar que o crescimento económico seja prejudicado”.

Na ausência de apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI), e como o Governo moçambicano enfrenta a necessidade de gastar em reconstrução, espera-se que o défice fiscal atinja 6,5% do PIB em 2019 e 6% em 2020. Deverá diminuir até 2023, com base nas receitas do sector de petróleo e gás.

TENDÊNCIAS DA MOEDA

As equipas de pesquisa de mercados globais do FNB e RMB acreditam que o potencial de longo prazo de Moçambique como exportador de gás irá ajudar a mitigar a desvalorização do metical, com alguma pressão de curto prazo podendo ser gerida por via da utilização das reservas estrangeiras.

Recentemente, o metical valorizou-se devido à redução da demanda em dólares, reflectindo as intervenções políticas, as conversões de investidores e doadores, e o facto de os importadores terem adiado as compras de divisas antecipando uma taxa mais favorável.

Embora haja alguma fraqueza na moeda a curto prazo, quando a produção e as exportações de gás começarem em 2023, a expectativa do FNB e RMB é que o metical se fortaleça.

 

 

 

Carlos Agostinho do Rosário empossou, na manhã de hoje, Silvina António De Abreu, ao cargo de administradora do Banco Central, a quem desafiou a dar o seu contributo para que o Banco cumpra cabalmente com a sua missão de preservar o valor da moeda nacional.
Silvina António De Abreu não é nova no Banco de Moçambique e por isso, no ano passado foi nomeada directora do Gabinete de Comunicação da instituição. Por isso, o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário acredita ter sido uma boa aposta numa altura em que o maior desafio é a consolidação da estabilidade macroeconómica do país.

“Estamos em crer que a administradora ora empossada, com larga experiência profissional ao serviço do Banco de Moçambique, dará o seu contributo para que esta instituição cumpra cabalmente com a sua missão nobre de preservar o valor da nossa moeda nacional, o metical”, referiu Carlos Agostinho do Rosário após conferir posse a Silvina De Abreu.

Outra coisa que Carlos Agostinho Do Rosário acredita que De Abreu vai fazer, com a sua experiência, é “conjuntamente com outros quadros da instituição, participar activamente na implementação da Política Monetária, bem como no ajustamento dos instrumentos de gestão macroeconómica de modo a responder aos desafios do momento decorrentes da conjuntura interna e externa”.

Um desafio que foi acolhido pela empossada que se disse feliz com a nomeação e espera “contribuir para que o Banco de Moçambique possa cumprir com o seu mandato principal, que é o de manter a inflação de Moçambique em níveis estáveis e baixos. Espero ainda contribuir, nesta posição que a passo a ocupar, para garantir que o sistema financeiro continue robusto, sólido e cada vez mais inclusivo na medida em que tenhamos cada vez mais pessoas incluídas no sistema financeiro”, revelou.

Silvina De Abreu tem um sonho: “Gostaria de poder contribuir para que tivéssemos um sistema de pagamentos moçambicano, que funcionasse de uma forma plena, segura e eficiente”, finalizou.
Ainda ontem o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho Do Rosário, conferiu posse aos novos membros do Instituto Superior Politécnico de Gaza, nomeadamente; director-geral e dois directores-adjuntos, Mário Matangue, Albino Simione e Carlos Balate.

A estes, Do Rosário começou por recordar o objectivo do Governo ao criar Institutos Superiores Politécnicos em todo o país. O objectivo era o de “assegurar que maior número de moçambicanos tenha acesso à formação especializada que favoreça a empregabilidade e estimule o espírito empreendedor sobretudo para a camada jovem”.

Ora, segundo o primeiro-ministro, “a nova direcção desta instituição do ensino superior deve priorizar o trabalho em equipa, envolvendo os docentes, corpo técnico-administrativo e estudantes na vida da instituição”.

E esse tipo de gestão deve “ser alargado para as comunidades e parceiros-chave da instituição através de um diálogo permanente na busca de soluções para o cumprimento integral da missão de formar o homem do amanhã”.

Uma missão que o novo director-geral quer abraçar, mas com ambições maiores: tornar o Instituto Superior Politécnico de Gaza em uma instituição internacional em termos de qualidade.

“Nós temos o padrão de qualidade do Conselho Nacional de Qualidade, onde tem os indicadores, então aqui a matriz nossa basearmo-nos nos indicadores e levar a instituição para o mais alto patamar de qualidade”.

 

 

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