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O País – A verdade como notícia

O fundo português de apoio ao investimento em Moçambique (Investimoz) formalizou na passada quinta-feira, duas linhas de financiamento no valor de 15 milhões de euros para as Pequenas e Médias Empresas moçambicanas.

O protocolo foi rubricado pela SOFID, entidade gestora do Investimoz, e dois bancos moçambicanos, entre os quais o BCI, representado pelo respectivo coordenador da Comissão Executiva, José Furtado.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, disse que por meio dos contratos rubricados, os bancos têm acesso até um total de 15 milhões de euros para financiar PME moçambicanas, que tenham visto a sua actividade atingida por calamidades naturais.

A cerimónia de assinatura dos contratos contou ainda com a presença do Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, da embaixadora de Portugal em Moçambique, Maria Amélia Paiva, da Secretária Permanente do Ministério da Indústria e Comércio de Moçambique, Maria Ribeiro Pinto, do presidente da Associação Moçambicana de Bancos (AMB), Teotónio Comiche, entre outras personalidades.   

Recorde-se que em 2015, o BCI, o Instituto da Cooperação e da Língua, o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) e a AMB assinaram, um contrato de prestação de apoio financeiro, que estabelecia os termos e condições do apoio financeiro a prestar pelo Fundo Empresarial de Cooperação Portuguesa (FECOP) e que tinha em vista a colocação de Crédito a Micro, Pequenas e Médias Empresas, Associações e Cooperativas de variados ramos de actividade.

 

 

A consultora EXX Africa classificou Moçambique como o melhor destino de investimento na África subsaariana este ano, seguido da vizinha África do Sul.

Ultrapassados os problemas do colapso cambial (forte depreciação do Metical face às principais moedas de circulação no mercado), dívida pública e fraca governação, a consultora EXX Africa conclui que Moçambique virou a página no panorama internacional e é o melhor destino para investimento na África subsaariana este ano.

Intitulado, “Vencedores e Perdedores Africanos em 2020”, o mais recente relatório da EXX Africa aponta a vizinha África do Sul como o segundo melhor classificado a nível da região.

“Quando começarem avultados investimentos estrangeiros na indústria do gás natural e possível apoio do Fundo Monetário Internacional, melhor desempenho do sector bancário e o resultado de processos legais internacionais no escândalo de dívidas ocultas serão indicadores-chave para nossa projecção optimista”, escreve a consultora.

E acrescentam, que as eleições gerais do ano passado, não provocaram distúrbios em massa e o Governo moçambicano tem um forte mandato para implementar melhorias regulatórias e legislativas no sector de gás.

Sobre os ataques dos insurgentes no norte do país, a EXX Africa refere que a incursão fracassou na sua missão de impedir a entrada de investimento estrangeiro nos projectos do gás. Entretanto, é preciso que haja monitoria da situação nos próximos anos”.

O relatório sobre 2020, que retira Angola da lista dos melhores destinos de investimento, identifica cinco riscos principais para o continente africano este ano: A implementação do acordo de livre comércio, as revoltas populares, as eleições, a nova moeda Eco na África Ocidental e mudanças climáticas.

 

 

 

No discurso de 15 de Janeiro alusivo à sua tomada de posse para o segundo mandato como Presidente da República, Filipe Nyusi discursou em quase 60 minutos e uma das abordagens feitas pelo chefe do Estado foi sobre a melhoria do ambiente de negócios.

A Confederação das Associações Económicas (CTA) diz que “acompanhou atentamente e que também apreciou de forma positiva a visão do chefe do Estado”, sobretudo para três grandes aspectos.

 

MELHORIA AO FINANCIAMENTO DO SECTOR PRODUTIVO

“Na abordagem de melhoria ao acesso ao financiamento para o sector produtivo, a CTA comunga com a necessidade de criação de Instituição Financeira de Desenvolvimento virada para viabilizar negócios nos sectores produtivos e não apenas para financiamento.

Por isso, será importante olhar e avaliar o papel das instituições já existentes com papel similar”, destacou Álvaro Massinga, vice-presidente da agremiação que congrega a classe empresarial e que, igualmente, representa o sector privado no país.

“Os sectores produtivos precisam de linhas de financiamento de desenvolvimento, com períodos de graça no mínimo de 18 meses e maturidade acima de 5 anos, e taxas de juro abaixo de dois dígitos, algo que o mercado, nunca dispôs. Este novo mecanismo ou instrumento projectado, para lograr as devidas expectativas, deverá responder estas características”, acrescentou Massinga.

 

ATENÇÃO ESPECIAL AO SECTOR AGRÍCOLA

“No sector agrícola, a atenção especial deverá ser dada à gestão de todo o processo logístico dos insumos para a agricultura que tem afectado, grandemente, a sua produtividade. Por outro lado, é importante que, gradualmente, a despesa de investimentos no sector seja descentralizada”, apontou o vice-presidente da CTA, em sugestão às reformas necessárias.

 

RETIRADA DE TAXAS NO PROCESSO DE LIGAÇÃO DA ENERGIA ELÉCTRICA

“A nível do acesso à energia eléctrica, a retirada de taxas no processo de ligação remove barreiras ao acesso para a maioria da população, o que incentivará a expansão da oferta de produtos e serviços pelo sector privado para o segmento da população anteriormente excluída, o que significa boas perspectivas na expansão da demanda e de oportunidades de negócios”, disse Massinga, propondo, igualmente, “que os incentivos sejam estendidos às empresas que na prossecução da sua actividade produtiva, têm investido pretendam investir na expansão da rede eléctrica”.

Na reacção ao discurso de investidura de Filipe Nyusi, esta sexta-feira, a CTA disse acreditar que nos próximos anos Moçambique poderá melhorar o seu desempenho no Doing Business, tanto é que a confederação oferece a sua colaboração ao Governo para um programa de monitoria sobre os processos de negócios.

Quanto aos desafios, a CTA entende que prevalece a necessidade da reposição do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC) na agricultura, bem como a aprovação de uma lei do conteúdo nacional.

 

 

A província de Inhambane tenta reerguer-se e recuperar o título de um dos maiores produtores de castanha de caju do país.

A previsão para a presente campanha indica a comercialização de mais de 12 mil toneladas da oleaginosa, mas a realidade mostra que os números podem ser ultrapassados em cerca de mil a 2 mil toneladas.

A venda poderá render aos produtores mais de 500 milhões de meticais. Entretanto, o processamento a nível local, continua a ser o problema.

Para reverter o cenário, vai entrar em funcionamento uma unidade de processamento da castanha de caju no distrito de Massinga.

Os distritos de Funhalouro, Panda e Mabote são os maiores produtores da castanha de caju em Inhambane, sendo para muitas famílias a fonte de rendimento para comprar comida, uma vez que nas machambas tudo secou.

 

 

O Estado poderá encaixar 300 milhões de dólares por ano no projecto de gás natural liquefeito Coral Sul que arranca em 2022. A plataforma que será usada na exploração do gás foi colocada hoje pela primeira vez no mar na Coreia do Sul e em poucos dias começa a ser equipada.

Já flutua nas águas da Coreia do Sul a plataforma que será montada próximo ano na Bacia do Rovuma para explorar gás natural liquefeito, naquele que é o primeiro projecto do género a ser implementado no país. Esta estrutura pesa, até aqui, mais de 140 mil toneladas.

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Petróleo falou dos ganhos anuais que o país poderá ter quando o projecto atingir o seu pico de produção. Carlos Zacarias não especificou, no entanto, datas efectivas para que tal comece a acontecer.

Já nos 25 anos da concessão, o Estado poderá encaixar 19 biliões de dólares. Depois de extraído no Rovuma, o gás passará pelo processo de transformação e será armazenado nesta plataforma com capacidade de 238 mil metros cúbicos, para posterior venda, na totalidade à BP.

Depois da finalização do processo de instalação aqui na Coreia, a plataforma será levada para Moçambique e já háa uma estimativa de horizontes temporais para os testes na Bacia do Rovuma.

O projecto Coral Sul vai extrair gás natural em seis poços localizados no alto mar na província de Cabo Delgado. Para o funcionamento da plataforma, será criada uma central com capacidade para produzir 200 megawatts de energia eléctrica que será usada na liquefação do gás natural.
 

 

 

A petrolífera italiana Eni programou para esta terça-feira, o primeiro teste em água, da plataforma flutuante que vai produzir Gás Natural Liquefeito (GNL) na área 4 da Bacia do Rovuma. Trata-se do projecto Coral Sul.

Já está a ganhar forma a primeira plataforma que vai produzir Gás Natural Liquefeito (GNL) na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. A petrolífera italiana Eni anunciou ontem, na Coreia do Sul, que o navio em construção naquele país asiático será testado na água, hoje, pela primeira vez.

É um marco considerado importante pela petrolífera Eni, líder do projecto Coral Sul, da área 4, localizada na Bacia do Rovuma, na região norte do país. É o primeiro teste em água a ser feito, depois de ter sido montada a base da infra-estrutura.

Com cerca de 430 metros de cumprimento, 66 de largura e 42 metros de altura, depois do primeiro teste, prevê-se igualmente, o início da montagem do equipamento necessário para o arranque da produção de gás natural em 2022.

“Toda a gente está muito feliz aqui por este marco. É a primeira vez que o navio vai flutuar”, referiu o responsável pela construção da plataforma, Luca Fraccenda.

Mas só em finais de 2021 é que esta infra-estrutura que está a ser montada na Coreia do Sul será rebocada para Cabo Delgado, um processo que terá a duração de pelo menos um mês. Estão envolvidos na construção cerca de quatro mil pessoas.

Chegada ao país, a plataforma será encaixada em poços que estão a ser abertos desde Setembro de 2019 nas águas profundas da Bacia do Rovuma para a extracção do gás natural. Espera-se que o projecto produza 3.4 milhões de toneladas por ano.

“Iniciaremos a produção em 2022, mas, com certeza, o pico da capacidade de 3.4 milhões de toneladas ao ano será alcançada gradualmente, não imediatamente.

Prevemos que haverá uma subida a partir de 2022”, considerou Luca Fraccenda.

Por cima da plataforma será montado um complexo residencial com capacidade para acolher 350 pessoas, escritórios, áreas de lazer, entre outros compartimentos, um trabalho a ser feito no próximo dia 16, segundo a Eni. Na fase de operação, o projecto Coral Sul contará com cerca de 200 trabalhadores.  

Refira-se, que o volume de investimento do projecto Coral Sul foi de oito mil milhões de dólares.

 

 

O custo de vida em Moçambique acelerou abaixo das previsões do Governo no ano passado. Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a inflação média anual situou-se nos 2,78%, contra uma estimativa em torno de 6%, do Executivo.

A entrada de 2019, o Governo fixara uma inflação média de 12 meses, em torno de 6%, mas a mesma situou-se nos 2,78% no fecho do ano, ou seja, o custo de vida acelerou menos que o previsto.

É pelo terceiro ano consecutivo, que este indicador situa-se na casa de um dígito, depois do record em 2016 (inflação acima de 25%). Em 2017 cifrou-se nos 5,65%, contra 3,96% no ano seguinte.

O registo de 2019, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) deveu-se as divisões de saúde, de educação e de restaurantes, hotéis, cafés e similares que observaram aumentos na ordem de 5,92%, 4,30% e 4,13%, respectivamente.

“O mês de Dezembro foi o mais severo com aumento de preços na ordem de 1,28%, explicado em grande medida pelo agravamento dos preços dos produtos frescos com destaque para o tomate, cebola, alface e couve”, indica o INE.

Por cidade, Beira foi a região mais cara do país em 2019, ao registar uma subida geral de preços em 4,78%, seguida de Nampula com 3,12% e por último a cidade de Maputo com 1,94%.   

Recorda-se, que para os próximos três meses, o Banco de Moçambique prevê uma ligeira aceleração da inflação, ainda assim, mantendo-se baixa e sem comprometer os objectivos de estabilidade de preços.

A previsão de ligeira aceleração de inflação dever-se-á a menor oferta interna de produtos alimentares, tensão político-militar na zona centro do país, que está condicionar o fluxo de pessoas e bens e ocorrência de chuvas acima do normal.

 

 

O Ministro dos Transportes e Comunicações fez um balanço positivo do novo sistema de mobilidade urbana introduzido em Maputo. Para maior eficiência do serviço, Carlos Mesquita quer que o sector privado seja “mais activo”.

O transporte urbano de passageiros na chamada área metropolitana de Maputo, que compreende para além da capital do país, os municípios de Matola e Boane, bem como o distrito de Marracuene, conheceu grandes melhorias no ano passado, com destaque para a introdução do transporte público 24 horas por dia.

A constatação é do ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, que efectuou esta quinta-feira, a primeira visita oficial à Agência Metropolitana de Transportes de Maputo.

“O desempenho da Agência Metropolitana de Transportes de Maputo (AMT) é positivo. Os resultados de 2019 mostram que as metas foram alcançadas. O Governo vai continuar a acarinhar este tipo de iniciativa”, disse o governante.

Entretanto, e ciente dos desafios, Carlos Mesquita desafiou o sector privado nacional a ser mais “activo” para que o sistema de mobilidade urbana seja mais eficiente.

“É preciso que o sector privado faça mais investimentos no sector de transporte, com a compra de mais autocarros porque há défice. Estamos a trabalhar na alocação de autocarros movidos a gás”, indicou Mesquita.

 

 

O manuseamento de carga diversa do Porto de Nacala atingiu 2.2 milhões de toneladas em 2019, mais 16% quando comparado com o ano anterior.

O Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) informa que o Porto de Nacala registou um fluxo de 2.2 milhões de toneladas de carga em 2019, contra 1.9 milhão de toneladas no ano anterior.

Em comunicado divulgado hoje, a sociedade gestora daquela infra-estrutura portuária do norte do país, indica que o aumento é resultado dos investimentos da empresa em recursos humanos e técnicos, além da aquisição de novos equipamentos.

“O porto conseguiu alcançar o orçamento previsto para o ano de 2019 e superar a produção realizada no ano de 2018”, lê-se no referido documento.

Refira-se, que a concessão de 15 anos do Porto de Nacala à CDN termina esta sexta-feira (10 de Janeiro). Em Dezembro último, a empresa anunciou que vai reforçar a aposta no transporte ferroviário.

Com a nova aposta, a concessionária vai reforçar o principal negócio que é o de escoamento e embarque do carvão, a partir de Tete para o Porto de Nacala e alavancar a potencialidade do transporte ferroviário de carga geral.

Válida por 30 anos, consta que a concessão ferroviária do corredor de norte inicia a 10 de Janeiro.

A extração de carvão pela empresa mineira brasileira Vale na região de Tete tornou viável a construção da ferrovia de 912 quilómetros, incluindo 200 que atravessam o território do Maláui, e um terminal portuário de águas profundas em Nacala.

Corredor de Desenvolvimento do Norte é uma sociedade anónima constituída e registada em Moçambique, cujo objetivo é a gestão, reabilitação e exploração comercial de forma integrada das infra-estruturas do porto de Nacala e da rede ferroviária do norte do país.

O principal objectivo da CDN é a prestação de serviços ferroviários e portuários de alta qualidade, eficiência e segurança nas infra-estruturas e concessões atribuídas a empresa, servindo com eficácia os mercados nacional e regional.

Em função dos novos desafios, a empresa procura modernizar toda a sua infra-estrutura, bem como o seu modelo de gestão, de forma a garantir a melhoria do serviço e tornar-se competitiva e sustentável.

O objectivo final é melhorar a circulação ferroviária e portuária, expandindo e modernizando a frota existente, com especial atenção às questões de segurança operacional, garantindo a segurança dos seus funcionários, passageiros e equipamento.

 

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