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O País – A verdade como notícia

O grupo alemão Volkswagen (VW), maior fabricante de automóveis do mundo acaba de lançar o novo modelo no mercado moçambicano. Trata-se da versão TIGUAN ALLspace de sete lugares.

Em nota enviada a nossa redacção, a Caetano Equipamentos S.A indica que o carro foi desenhado com novas ferramentas de condução e novos equipamentos que oferecem maior comodidade e segurança na condução.

“O veículo possui um estilo exterior com novo designer e uma aparência robusta, o que garante maior estabilidade, mesmo em climas complicados”, refere a nota.

O seu interior foi inteiramente renovado, para uma experiência confortável dos passageiros. O TIGUAN foi desenhado com um sistema de ar condicionado actualizado para uso em climas mais quentes, o que garante ainda mais conforto de viagem aos passageiros.

“Como o nome sugere, o TIGUAN Allspace tem tudo a ver com espaço, oferecendo aos passageiros espaço adicional para uma experiência de condução mais agradável. Ambos os bancos traseiros podem ser desdobráveis, para uma capacidade de carga máxima. Este é um veículo que marca presença em diferentes sentidos”, sublinhou Paulo Oliveira, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Salvador Caetano, sobre as novas e aliciantes características do TIGUAN.

Ao desenhar o TIGUAN, os engenheiros da VW percorreram um longo caminho para oferecer mais: mais na distância entre eixos, o que proporciona aos passageiros; e mais espaço para aconchegar as pernas do que nunca antes visto. A terceira fila de assentos permite que até sete pessoas viajem confortavelmente.

Em estradas solitárias de montanha ou em magníficas avenidas de grandes cidades, o TIGUAN está pronto para quase todo o tipo de aventura. E a sua extensa lista de equipamento transforma cada viagem neste SUV num verdadeiro prazer de condução.

 

Os provedores de serviços financeiros tecnológicos – Fintech – dizem ter dificuldades de acesso ao financiamento para desenvolver as suas iniciativas em Moçambique. Por outro lado, queixam-se de inexistência de um quadro regulatório que lhes permita trabalhar sem transgredir a lei.

Falando a margem do seminário sobre a semana das Fintech ou seja de provedoras de serviços financeiros tecnológicos, o Presidente da Associação Moçambicana de Fintech, João Gaspar, avançou que este tipo de empresas enfrentam grandes dificuldades de acesso ao financiamento.

Quanto ao quadro regulatório, onde tem havido queixas por parte das Fintech, o Banco de Moçambique disse que há trabalho feito em 2019, mas reconhece que há muito pela frente.

As Fintech são vistas por muitos especialistas como a banca do futuro, sendo que em Moçambique são consideradas um forte motor para a inclusão financeira das famílias.  

 

 

 

O First National Bank (FNB) está decidido a ser uma referência no mercado moçambicano em termos de eficiência e excelência de serviços, alinhando em termos de inovação, melhores práticas, padrões de operação e centricidade no cliente com o FirstRand, o maior grupo financeiro em África por capitalização bolsista, do qual o FNB Moçambique faz parte.

De acordo com um comunicado do banco, este processo irá tornar o FNB Moçambique num banco de elevada rendimento e eficiencia, ainda que o forte investimento na estratégia de Transformação do FNB Moçambique, por via dos vários aumentos de capital, conforme previsto no seu plano e negócios, traga a curto prazo uma deterioração dos resultados neste mercado.

Na África do Sul, o FNB é conhecido como um dos bancos na vanguarda da inovação digital e agora está "deliberadamente" a intensificar seu trabalho para se tornar numa plataforma digital de serviços financeiros.

E é isso que disse, recentemente, Jacques Celliers, o Director Executivo (CEO) do FNB para toda a África, em entrevista ao ITWeb. Celliers refere que o facto faz parte de um processo para garantir que a experiência de cada cliente seja individualizada de acordo com suas necessidades financeiras.

“Nossa estratégia é simples; queremos ajudar nossos clientes com soluções contextuais por meio de uma plataforma digital confiável”, disse o CEO à ITWeb.

“Da mesma forma que o Spotify é capaz de individualizar a sua recomendação de playlists aos utilizadores da sua plataforma, nós queremos ajudar os nossos Clientes Particulares e Empresas a navegar no seus contextos financeiros com soluções apropriadas para gerirem e fazerem face aos seus desafios específicos e oportunidades”, acrescentou Celliers.

Por causa destas transformações, o FNB Moçambique, por exemplo, aumentou, desde 2018, o seu capital social num valor superior a 10 milhões de dólares americanos, como parte do plano de investimento estratégico a executar até finais de 2020, estando ainda previsto para este ano os principais reforços adicionais.

 

 

A província de Cabo Delgado poderá deixar de produzir algodão a partir da próxima campanha agrícola, caso não sejam tomadas medidas para reabrir a única empresa que exporta o ouro branco produzido na província.

Encerrada desde Janeiro último, a Plexus precisa de cerca de 10 milhões de dólares norte americanos para retomar as operações nas províncias de Cabo Delgado e Nampula.

A Plexus, a única empresa de algodão na província de Cabo Delgado, e uma das maiores do país, fechou as portas no dia 4 de Janeiro último, supostamente devido a crise financeira.

A situação é considerada grave, e segundo apurou “O País”, além de não ter dinheiro para operar, a empresa não paga salários aos trabalhadores há cerca de 4 meses, e tem uma dívida com os produtores de algodão, estimada em cerca de um milhão de dólares norte americanos.

Os cofres da empresa estão praticamente vazios, mas a direcção promete resolver o problema financeiro e reactivar a produção de algodão em Cabo Delgado.

Entretanto, além da empresa, o governo também promete apoio na busca de soluções para manter Cabo Delgado na lista de produtores de algodão.

Além de cerca de 200 trabalhadores entre efectivos e sazonais, a crise financeira na Plexus, que opera nas províncias de Cabo Delgado e Nampula esta a afectar cerca de 50 mil produtores de algodão.

 

Tendo como referência os dados recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula, em Janeiro último, pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), o país registou um aumento mensal do nível geral de preços na ordem de 0,63%. A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas mereceu destaque, ao registar uma variação de preços na ordem de 1,5%.

Esta divisão comparticipou para o total da inflação mensal com cerca de 0,47 pontos percentuais.

Analisando a variação mensal por produto, destaca-se a subida de preços do tomate em 7%, da couve, em 21,9%, da alface, 18,7% e do peixe fresco em 2,3%. Outros produtos e serviços que viram seu preço aumentar são o ensino primário do 1º grau particular e o óleo alimentar. No geral, estes produtos e serviços contribuíram no total da inflação mensal com cerca de 0,52 pontos percetuais.

Contudo, alguns produtos e serviços, com destaque para a Cebola,13,5%; o carvão vegetal,1,7%; o Ensino superior particular, 3,1%; e os serviços de internet café, em 22,4%; contrariaram a tendência de subida, ao contribuírem com cerca de 0,20 pontos percentuais negativos.

Relativamente a igual período de 2019, Moçambique registou uma subida de preços na ordem de 3,48%. As divisões de saúde e de alimentação e bebidas não alcoólicas foram em termos homólogos as que tiveram maior variação de preços com 7,66% e 7,65%, respectivamente.

 

O Diretor-geral Adjunto do Fundo Monetário Internacional diz que Moçambique está a recuperar bem do impacto devastador dos ciclones Idai e Kenneth. Tao Zhang defende que as reformas políticas em curso devem ser implementadas nos próximos três anos.  

Tao Zhang manteve, hoje, um encontro, à porta fechada, com o ministro da economia e Finanças, Adriano Maleiane, e o Governador do Banco de Moçambique. À sua saída o Diretor-geral Adjunto do Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou as reformas macroeconómicas em curso no país.
 
"Nós tivemos boas discussões e revimos os principais temas. Estou particularmente satisfeito com o desempenho económico, que tem estado bom e o país está a recuperar bem do impacto devastador dos ciclones tropicais Idai e Kenneth, registados no ano passado", avançou o responsável.

Sobre a recuperação em relação aos ciclones Idai e Kenneth, Zhang disse não ter dúvidas que  "resulta de boas políticas e reformas que tem estado a ser implementadas nos últimos três anos. Nós esperamos que as políticas e reformas continuem nos próximos três anos, em particular em áreas que promovam a estabilidade macroeconómica e as reformas estruturantes incluem as reformas governamentais".

Olhando para o futuro e desafinado o novo Governo de Filipe Nyusi, o Diretor-geral Adjunto do FMI avançou que estava convictos que se a nova liderança do Presidente e seus colegas continuar a implementar este conjunto de políticas e reformas macroeconómicas, o país terá uma perspectiva positiva e  que o Fundo Monetário Internacional mantém o comprometimento de trabalhar com o Governo e a população de Moçambique.

A visita de Tao Zhang a Moçambique acontece numa altura que está em cima da mesa a retoma ou não do apoio ao Orçamento do Estado por parte dos parceiros de cooperação, em particular do FMI e o Banco Mundial.

Desde 2016, altura que se tornou público o escândalo das dívidas ocultas em Moçambique, o FMI e outros parceiros de cooperação suspenderam o apoio ao Orçamento do Estado moçambicano. Umas das questões que se coloca é que há desenvolvimentos  do caso na justiça moçambicana, uma das condições colocadas pelos parceiros para a retoma de  ajuda ao orçamento, mas ainda não houve um posicionamento claro dos parceiros de cooperação.  

Recorde-se que Ricardo Velloso, chefe da missão do FMI que visitou Maputo, em Novembro passado, disse que se o Governo moçambicano tiver interesse em conversas sobre um possível programa de apoio financeiro, o FMI estava aberto a esse pedido.

A messa abertura tinha sido dada por Abebe Selassie, Diretor do Departamento de África do FMI, em declarações à Lusa, em Washington, a 18 de Outubro de 2019.
 

 

 

Empresas moçambicanas tiveram, em Janeiro, o menor aumento de pedido de novas encomendas dos últimos 20 meses. A situação obrigou as firmas a contratarem menos mão-de-obra.

O abrandamento do crescimento de novas encomendas fez com que a produção das empresas moçambicanas aumentasse menos, conclui o mais recente inquérito denominado PMI do Standard Bank.

Face à situação, as firmas contrataram menos pessoas para trabalhar e cortaram bastante as compras de meios de produção. De acordo com o documento, apesar de as empresas terem realizado novas contratações, a taxa de criação de empregos diminuiu para um ritmo modesto e mais fraco desde Outubro.

“Os preços de venda caíram ainda mais, apesar de maiores pressões de custo”, lê-se na pesquisa feita com base em questionários enviados a gestores de compras de cerca de 400 empresas de diversos ramos que operam no país.

Em resposta, segundo indica o inquérito, “as empresas aumentaram os níveis de produção a um ritmo lento, com a taxa de expansão a diminuir a partir de Dezembro para uma taxa mais fraca que a tendência da série. Como resultado, a procura de meios de produção enfraqueceu, levando à maior queda na actividade de aquisição desde Novembro de 2016” e mesmo assim, os fornecedores conseguiram reduzir os prazos de entrega pelo oitavo mês consecutivo.

Portanto, a pesquisa refere ainda que as espetactivas das empresas moçambicanas caíram acentuadamente em Janeiro.

 

A petroquímica Sasol deverá produzir 20 mil toneladas de gás de cozinha na província de Inhambane para abastecer o mercado moçambicano. O projecto, avaliado em 600 milhões de dólares, inclui a exploração de petróleo leve e de gás natural em poços de hidrocarbonetos descobertos.

A informação sobre a instalação de uma unidade de produção de gás de cozinha foi avançada, esta quinta-feira, pelo Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Petróleo, Carlos Zacarias. O projecto vai permitir suprir mais da metade do consumo de gás de cozinha no país.

Os trabalhos em Inhamabane de implantação de gás de cozinha deverão iniciar ainda este ano e incluem um projecto de produção petróleo leve e mais gás natural.

Segundo Carlos Zacarias, mais projectos de produção de gás de cozinha deverão florescer no país, como forma de garantir a autossuficiência no abastecimento deste combustível às famílias e instituições.

 

O orçamento do Município de Maputo está cada vez mais dependente de Financiamento Externo em 2020. Dados colhidos pelo “O País” mostram que esta componente representa 41% do total do orçamento aprovado para 2020 contra apenas 2% de 2019. Em contrapartidas, as Receitas Próprias do Município caem de 54 para 34% em termos de peso no orçamento.  

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo conta com 7.3 biliões de meticais para a realização das suas despesas em 2020. Este valor representa um crescimento de 77% em relação ao orçamento aprovado para 2019, fixado em 4.1 biliões de meticais.  

De acordo com o orçamento aprovado pela Assembleia Municipal da Cidade de Maputo, em Dezembro último, o Município da capital está mais dependente de Financiamento Externo em 2020 que em 2019. Os dados mostram que o Financiamento Externo deverá passar de apenas 2% do total do orçamento, em 2019, para 41% em 2020, o que representa um aumento de 39 pontos percentuais em termos do peso orçamental.

Considerando que o orçamento total é de 7.3 biliões de meticais, significa que o Município de Maputo deverá mobilizar cerca de 3 biliões de meticais para realizar o total das despesas no presente ano.

Com efeito, as Receitas Próprias do Município caem de 54% para 34%, uma redução de 20 pontos percentuais no total do peso orçamental. Em queda estão também as contribuições das componentes de Transferência do Estado, que passa 35 para 19%, Transferência da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento, de 6 para 5%, e de Reembolsos de Fundos do Programa de Redução da Pobreza Urbana, de 3 para apenas 1%.  

Por outro lado, as Despesas de Investimento passam a representar um valor maior que as Despesas de Funcionamento, na cidade de Maputo, estando em sintonia com a crescente necessidade de investimentos em infraestruturas urbanas, sobretudo estradas e valas de drenagem na capital do país.

Em 2019, as Despesas de Investimento representavam 48% do total do orçamento da autarquia de Maputo, tendo passado para 63%, o que representa um crescimento de 15 pontos percentuais.

Neste contexto, as despesas referentes a Construção e Reabilitação de Infraestruturas Municipais, para além de Aquisição de Maquinaria, Mobiliário e Meios de Transporte deverá consumir 4.5 biliões de meticais, sendo que só a componente de Construção e Reabilitação conta com uma dotação de 4.1 biliões de meticais.

Em termos nominais, as Despesas Funcionamento, que são essencialmente o Pagamento de Salários e Compra de Bens e Serviços Correntes, deverão consumir cerca de 2.8 mil milhões de meticais.   

 

Município de Maputo justifica crescimento de financiamento externo com empréstimo do Governo central

O Município de Maputo diz que o crescimento da componente externa no Orçamento para 2020 deve-se a incorporação de um financiamento contraído pelo Governo Central junto do Banco Mundial. No total, são seis milhões de dólares que serão implementados em projectos de urbanização e requalificação de assentamento informais na cidade de Maputo.

O Vereador de Finanças do Município de Maputo, Eduardo Nguenha, explica ao “O País” que, em 2019, o orçamento da autarquia não beneficiou das intervenções dos parceiros de cooperação, sendo que, no presente ano, está previsto a incorporação de empréstimos contraídos pelo Governo central.

Os projectos financiados pelo Banco Mundial serão implementados por equipas múltiplas, incluindo quadros do Município de Maputo, no âmbito de Programa de Transformação de Maputo, que prevê a realização de estudos para a melhoria de assentamentos informais, urbanização do distrito Municipal da Catembe e governação e desenvolvimento institucional.  

 

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