O País – A verdade como notícia

O Governo e a ExxonMobil assinaram hoje a Decisão Inicial de Investimento na área 4 do Rovuma, numa cerimónia dirigida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi. O PR lembrou que há três meses o país testemunhou o anúncio da Decisão Final de Investimento em cerca de 23 mil milhões de dólares.

O projecto de Gás Natural Liquefeito tem como parceiros a ExxonMobil, Eni e CNPC e prevê-se uma produção de 15,2 milhões de toneladas de gás por ano, a partir de 2023.

“O papel dos quadros nacionais destas instituições na materialização do projecto é motivo de orgulho de todos moçambicanos”, disse Nyusi.

O estadista disse que este anúncio é um marco importante para a Decisão Final de Investimento, que deverá ser anunciado em 2020.

O estadista disse ainda que o desempenho da economia não deve piorar com a descoberta do gás e petróleo.

“Não queremos que nossos produtos de tornem menos competitivos”, disse Nyusi acrescentando que, a entrada tardia na exploração dos hidrocarbonetos deve servir de mais valia para aprender com os dos outros e contribuir para o crescimento da economia e desenvolvimento da país.

Nyusi exortou as concessionárias para que continuem a investir na formação da mão-de-obra nacional.

 

Depois de assegurados 200 milhões de dólares, financiados pelo Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID), para a viabilização do projecto de linha de transmissão Chimuara-Nacala, no centro e norte do país, a Electricidade de Moçambique (EDM) está a mobilizar USD 400 milhões para a fase final do empreendimento.

Para já, foi dado o “pontapé de saída” no arranque das obras, mercê da assinatura dos primeiros contratos com dois empreiteiros estrangeiros. Larsen & Toubro (empreiteiro indiano) e Elecnor (Espanha), são as empresas seleccionadas para a primeira fase que inicia em finais de Novembro.

“Os dois empreiteiros foram apurados ao abrigo de um concurso internacional que contou a participação de um total de 44 empresas de todo mundo”, segundo Aly Sicola, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EDM, aquando da assinatura dos contratos esta terça-feira, em Maputo.

Ao abrigo dos protocolos, a Larsen & Toubros será responsável pela linha de transporte de energia a 400 KV, numa extensão de 367 quilómetros. Já os espanhóis da Elecnor estão encarregues pela montagem de uma subestação nova em Chimuara.

“A assinatura dos contratos de empreitada da fase 1, é um marco importante para a EDM e para Moçambique, visto que que dá início à construção de infra-estruturas que permitem escoar grandes quantidades de energia e desta forma industrializar o nosso país e no caso em questão a médio curso, interligar a nossa rede nacional de transporte de energia com a Tanzânia”, referiu Aly Sicola.

Os empreiteiros, o PCA da EDM espera que sejam cumpridas as cláusulas dos contratos, ou seja, qualidade e execução das obras dentro do orçamento estabelecido e no prazo acordado de 24 meses.

“É também importante que as empresas selecionadas priorizem o recrutamento de mão-de-obra nacional, com vista a que o projecto seja inclusivo e benéfico para as comunidades locais”, realçou.

Refira-se, que a linha de transmissão Chimuara-Nacala visa reforçar a capacidade de transporte de energia nas regiões centro e norte do país, com destaque para zonas económicas de Mocuba (Zambézia) e de Nacala (em Nampula) e mega-projectos em Cabo delgado.
 

Parceiros da Área 4 da Bacia do Rovuma (Exxon Mobil, Eni, CNPC, Galp, ENH e Kogas), proprietários do Rovuma LNG, anunciaram hoje a Decisão Inicial de Investimento (DII) do projecto de produção, liquefação e comercialização de gás natural do campo Mamba, localizado no offshore de Moçambique que irá produzir 15.2 milhões de toneladas de gás por ano.

De acordo com as previsões, os parceiros da Área 4 avançarão com as actividades iniciais de midstream (fase da indústria do gás e petróleo onde as matérias-primas são transformadas em produtos prontos para uso específico) lideradas pela ExxonMobil e upstream (fase da indústria do gás e petróleo caracterizada pelas actividades de exploração, perfuração e produção) lideradas pela ENI num valor de 520 milhões de dólares de investimento. Em 2020, será tomada a Decisão Final de Investimento para o arranque da produção em 2025.

A partir dessa altura, 2020, o consórcio da área 4 da Bacia do Rovuma prevê investir entre 27 a 33 biliões de dólares americanos na criação de condições para a exploração do gás, cujo início está previsto para 2025. O projecto da Anadarko (agora liderado pela Total) deverá ser suplantado em termos de volume de investimento (que prevê 23 biliões de dólares) e de produção. 

O Vice-Presidente da Exxon Mobil Upstream Oil and Gas, Peter Clarke, disse que o desenvolvimento do Rovuma LNG impulsionará a industrialização do país em benefício das gerações vindouras; Moçambique tornar-se-á num dos principais exportadores mundiais de Gás Natural Liquefeito é um importante actor de energia no contexto global.

Por ser turno, o Presidente da República, Filipe Nyusi, defendeu que os projectos de exploração de recursos minerais não se devem transformar em “maldição”, tal como noutras realidades, onde os recursos como petróleo e gás são razões para guerras entre irmãos da mesma pátria. “Queremos e devemos fazer diferente”, avançou Nyusi, exortando que os parceiros da área 4 continuem a apostar na formação de moçambicanos para que acendam aos potenciais empregos e, por esta via, possam beneficiar dos benefícios de exploração do gás natural.

Na mesma senda, o Chefe de Estado falou da necessidade dos detentores do projecto Rovuma LNG apostarem em conteúdo local, como forma das empresas moçambicanas acederem às oportunidades em volta da produção de gás, onde se devem considerar também as empresas lideradas por mulheres.

Por outro lado, Nyusi deixou claro que não quer que a exploração de gás traga a “doença holandesa” para Moçambique, nem mesmo que o metical fortifique-se ao ponto de tornar a economia pouco competitiva ao investimento. E para garantir a estabilidade da economia, o Presidente da República prometeu que o seu Governo vai apostar na diversificação do investimento na economia para que Moçambique não seja depende da produção recursos minerais e tenha que importar tudo o resto para a sua sobrevivência.  
 
O plano de desenvolvimento do projecto foi aprovado pelo Governo moçambicano em Maio 2019, na mesma altura em que foi estabelecido o regime legal e contratual para o avanço do projecto. Prevê-se que este projecto disponibilize até 500 milhões de pés cúbicos por dia de gás para o mercado doméstico.

O projecto Rovuma LNG é operado pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), incorporada pela norte-americana Exxon Mobil, italiana Eni e chinesa CNPC, que detém uma participação de 70% no contrato de concessão para exploração e produção, em conjunto com a portuguesa Galp, sul-coreana KOGAS e a moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), cada uma com 10% de participação.  

Os contratos de compra e venda de 100% da capacidade de GNL para as duas unidades de produção foram aprovados pelo Governo de Moçambique em Setembro de 2019. Um marco significativo, essencial para o financiamento do projecto.

Ainda ontem, os concessionários da Área 4 assinaram com o empreiteiro um memorando de adjudicação das obras que visam a implantação do projecto de exploração de gás da Rovuma LNG.

Recorde-se que, em 2016, foi aprovado o plano de reassentamento da Península de Afungi. Mais de 550 famílias estão já a ser reassentadas para uma nova vila que incluirá infraestruturas públicas, desde a instalações de serviços de saúde, escolas, acesso a energia eléctrica até ao abastecimento de água.

O projecto Rovuma LNG desenvolveu um plano de conteúdo local e um plano de força de trabalho e formação que prevê a contratação de cerca de 5.000 moçambicanos durante a fase de construção e acima de 85% na fase operacional.

O memorando de entendimento foi assinado esta segunda-feira, em Maputo, pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela e o CEO da companhia italiana Eni, Claudio Descalzi, após uma audiência que o Presidente da República concedeu ao presidente executivo da multinacional.

No memorando, a Eni e o Governo compromete-se a definir iniciativas por apoiar no âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas que visam, essencialmente, reduzir emissões de carbono, conservar e gerir de forma sustentável as florestas.

Com a iniciativa, a multinacional vai apoiar, por exemplo, projectos de plantio de árvores, de produção de energias sustentáveis e de fornecimento de água potável no país. Ainda não foram definidas as áreas a abranger. O Presidente da República, Filipe Nyusi, assistiu a assinatura do memorando.

O memorando é assinado um dia antes do anúncio da decisão inicial de investimento do projecto Rovuma LNG pertencente ao consórcio em que a Eni faz parte que prevê produzir 15.2 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito na Bacia do Rovuma. Será o maior projecto do género no país.

A multinacional francesa Total anunciou hoje a nomeação de Ronan Bescond, como Vice-Presidente e Director Geral (DG) do projecto Mozambique LNG. 

Segundo um comunicado de imprensa enviado à nossa redacção, Ronan Bescond, cuja nomeação tem efeitos imediatos, estará baseado em Maputo. 

A nomeação do novo DG acontece dias depois da confirmação da conclusão da transferência do Projecto Mozambique LNG, anteriormente operado pela Anadarko, para a Total. 

Ronan Bescond, de nacionalidade francesa, trabalha na Total há 20 anos. Do seu curriculum consta uma vasta experiência nos negócios da Total, desde o upstream, ao downstream, e “uma longa história com os projectos de GNL da empresa na Austrália, Angola, Nigéria e Omã”.

Antes de assumir a direcção em Moçambique, trabalhou como DG da Total no Zimbabwe. 
Na sua primeira intervenção após a nomeação para liderer os projectos em Moçambique, Bescond, manifestou satisfação e garantiu que vai fazer uso “dos conhecimentos e da experiência de classe mundial da Total, bem como das bases sólidas estabelecidas pela Anadarko” para levar os projectos em Moçambique, a bom porto.

“Com a Decisão Final de Investimento tomada e a construção em curso, o Mozambique LNG está a todo vapor”, afirma Bescond. 
“A Total tenciona manter a continuidade do Projecto, com base nos alicerces sólidos estabelecidos pela Anadarko e seus parceiros, para desenvolver o projecto com os mais altos padrões de segurança e integridade, no interesse de todos os envolvidos, incluindo o Governo e o povo moçambicano.”

Refira-se que a Total é o segundo maior interveniente global de GNL, envolvida ao longo de toda a cadeia de GNL. Detém participação em 12 instalações de GNL e possui uma capacidade de produção e liquefação de 20 MT de GNL/ano. 

 

O último voo das Linhas Aéreas de Moçambique ao espaço europeu foi em 2012, antes de entrar na “lista negra”, de onde só saiu em 2017. O regresso está previsto para 31 de Março de 2020, através do aluguer de uma aeronave que será operada pela Hi-Fly, a terceira maior companhia privada de Portugal.

O relançamento do voo Maputo-Lisboa foi feito esta segunda-feira, em simultâneo nos dois países. Entretanto, a direcção da LAM não avança com o investimento realizado no aluguer da aeronave, cujos pilotos serão estrangeiros.

Os voos Maputo-Lisboa serão efectuados às segundas, quartas e sextas-feiras, todos no período na noite. Serão operados por uma aeronave Airbus A340-300, com capacidade de 267 lugares, sendo 213 na classe económica, 24 na económica premium e 12 na executiva.

Portanto, os primeiros bilhetes do voo das Linhas Aéreas de Moçambique a Lisboa começam a ser vendidos em finais deste mês.

 

O governo e a petrolífera norte-americana, Exxon Mobil, vão assinar nesta terça-feira, em Maputo, o anúncio da Decisão Inicial de Investimentos para a área 4 bacia do Rovuma.

A cerimónia contará com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, e altos executivos da ExxonMobil.

Segundo projecções, a ExxonMobil prevê investir na área 4 da bacia do Rovuma, entre 27 a 33 biliões de dólares, que será um dos mais elevados no continente africano. 

A confiança dos moçambicanos no emprego registou um incremento ligeiro em Agosto passado, encerrando a trajectória descendente de dois meses, embora tenha observado um recuo face ao mesmo mês de 2018.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que o índice de confiança no indicador de emprego recuperou no mês de Agosto deste ano, após registo de queda entre Julho e Junho.

“Essa recuperação foi influenciada pela apreciação positiva do indicador nos sectores de comércio, de alojamento e restauração, de transportes e dos outros serviços não financeiros, que suplantaram as actividades da produção industrial e de construção que registaram previsões desfavoráveis do emprego no mês em análise”, explica o INE.

Contudo, o clima económico (indicador que expressa a confiança dos empresários) voltou a abrandar pelo terceiro mês consecutivo em Moçambique.

A avaliação desfavorável do clima económico no mês em análise deveu-se, sectorialmente, ao abrandamento do indicador nos ramos empresariais dos outros serviços não financeiros, construção e da produção industrial que suplantaram à apreciação positiva registada nos sectores de comércio, de transportes e de alojamento e restauração.

Em média, 30% das empresas inquiridas pelo INE, reportaram algum obstáculo no mês de Agosto, o que representou um aumento de 2% de firmas com limitação de actividade face ao mês anterior, situação que está em linha com o indicador síntese do sector que diminuiu.

O aumento da proporção de empresas com constrangimentos foi influenciada pelo incremento de empresas com dificuldades nos sectores de construção, de transportes, bem como nos outros serviços não financeiros.

“Os sectores de transportes com 37%, de construção (35%) e da produção industrial (32%) registaram a maior proporção de empresas com constrangimentos de todos sectores inquiridos”, observa o INE.

 

ALOJAMENTO EM ALTA

Em Agosto, o indicador de confiança do sector de alojamento, restauração e similares registou um incremento ligeiro se comparado com o mês anterior, mostrando assim uma instabilidade (oscilação) desde o mês de março, situação associada com o início da época alta do sector que actualmente se regista.

Mas factualmente, o aumento da confiança do sector contou com avaliação favorável de todos os componentes do indicador síntese do sector, sendo o volume de negócios e a procura corrente os indicadores que registaram maior incremento no mesmo mês de referência.

No mesmo período, a perspectiva de capacidade hoteleira diminuiu consideravelmente, num clima caracterizado por um aumento ligeiro das perspectivas de preços se comparados com o mês anterior.

Cerca de 28% das empresas deste sector enfrentaram alguma limitação de actividade no mês em análise, o que representou uma redução de 4% de empresas com constrangimentos face ao mês anterior, facto que está em linha com o indicador síntese do sector.

Os principais factores referidos pelos agentes económicos do sector foram, a baixa procura (37%), a concorrência (24%), a falta de acesso ao crédito (11%) e os outros factores não especificados (12%) em ordem de importância.

 

A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) encerrou esta quinta-feira, no campo de treinamentos de Boane, na província de Maputo, o segundo curso de reciclagem dos agentes alfandegários, com o foco no combate ao crime organizado no país.

Ao todo foram 82 agentes “reciclados” ao fim de 45 dias de treinos paramilitares.

“A reciclagem de funcionários paramilitares é um processo sistemático e insere-se no quadro das acções de formação em curso na Autoridade Tributária de Moçambique, visando dotar os funcionários de valores e princípios cívicos e patrióticos”, disse o director-geral das Alfândegas, Aly Mallá.

Esta acção, visa igualmente, a capacitação técnica e prontidão física para o cumprimento zeloso das tarefas, mormente a colecta de forma justa e transparente das receitas do Estado e o combate cerrado aos ilícitos tributários. 

Para o alcance deste desiderato, o curso de reciclagem comportou uma componente de instrução militar básica com uma duração de 45 dias e uma componente de capacitação em matérias técnico-aduaneiras que teve lugar no Instituto de Finanças Públicas e Estudos Tributários da Moamba durante 21 dias.

Com a imagem beliscada no panorama internacional (Moçambique considerado principal corredor de mercadorias ilícitas), o director-geral das Alfândegas apontou que a maior a preocupação cinge-se essencialmente na supervisão e controlo das mercadorias, luta contra o contrabando, descaminho, tráfico de mercadorias e crime organizado.

“Apostamos em medidas para a melhoria da eficiência da administração tributária que, de entre as quais, destacamos a implementação do projecto de selagem de bebidas alcoólicas e do tabaco manufacturado, a marcação de combatíveis e o sistema electrónico de rastreamento de mercadorias em trânsito”, anotou Aly Mallá.

Acrescentado, que o sucesso dessas medidas, na luta contra crimes tributários, depende da capacidade de controlo e fiscalização, dai a relevância dos cursos de reciclagem e capacitação dos funcionários da Autoridade Tributária de Moçambique.

 

 

+ LIDAS

Siga nos