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O País – A verdade como notícia

A Associação de Indústria, Comércio e Serviços defende que estímulo do Estado às empresas não pode ser, apenas, de carácter administrativo, mas também financeiro. Num inquérito sobre impactos da COVID-19, a ACIS constatou que o sector empresarial perdeu muita mão-de-obra e receitas devido ao novo coronavírus.

Por três meses consecutivos, a economia moçambicana ficou sufocada pela pandemia do novo coronavírus. As empresas são as que mais se ressentem dos impactos negativos da COVID-19.

Na prorrogação pela terceira vez consecutiva do Estado de Emergência, o Presidente da República suspendeu algumas restrições para evitar que a economia entre em colapso. Entretanto, para a Associação da Indústria, Comércio e Serviços, ACIS, mais do que medidas de relaxamento é preciso que haja um estímulo às empresas, explicou Luís Magaço Jr., Presidente do Conselho de Gerência/ACIS.

No inquérito sobre os impactos da COVID-19 nas empresas, realizado entre Maio e Junho, a ACIS constatou que grande parte delas está a perder a sua massa laboral bem como os lucros devido ao novo coronavírus.

Para o Ministério da Indústria e Comércio, os impactos negativos da COVID-19 não são apenas de origem interna, mas também externas, tendo em conta que os países com relações comerciais com Moçambique também estão severamente afectados.

Ainda assim, os intervenientes são unânimes em afirmar que a pandemia é uma oportunidade de as empresas apostarem mais nas tecnologias de informação e comunicação.

Actualmente com 40 empresas, o Parque Industrial de Beluluane, na província de Maputo, espera chegar a 400 firmas e criar 50 mil novos postos de trabalho em dez anos.

O ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, desafia os gestores do parque a apostarem na indústria transformadora e montagem de equipamentos.

“Não devemos ter medo de crescer na região. O Parque Industrial de Beluluane tem que fazer mais”, disse o governante.

No âmbito das medidas de mitigação dos impactos da COVID-19 na economia moçambicana, o governo anunciou recentemente que irá disponibilizar uma linha de crédito denominado COVID-19, um financiamento anunciado pelo Banco Nacional de Investimentos e que conta com a participação do Estado e do Instituto Nacional de Segurança Social, que visa revitalizar ou melhorar a operacionalização das micro, pequenas e medias empresas.

O sector empresarial em Sofala recebeu de bom grado o anúncio da criação da linha de crédito contudo, consideram o valor irrisório e chamam atenção em relação a taxa de juro.

Jorge Fernandes, Presidente da Associação Comercial da Beira, referiu que o anúncio da linha de crédito foi como o “ouro sobre o azul, porque a nossa classe empresarial neste momento, particularmente aqui em Sofala, esta carente e a necessitar de catalisadores financeiros. Este anúncio do governo vem de encontro a aquilo que é a nossa grande preocupação, tendo em conta que em Março do ano passado fomos afectados pelo ciclone Idai e infelizmente não recebemos até hoje, quase um ano e meio depois, nenhum apoio. Portanto a nossa classe encontra-se numa fase de recuperação e surge o novo coronavírus, que veio dificultar ainda mais todo o nosso processo de recuperação”.

Questionado sobre os critérios de elegibilidade, Fernandes disse que o processo ainda não é do conhecimento do sector empresarial e que a associação que dirige aguarda com ansiedade o anúncio das modalidades.

“O Banco que irá anunciar os critérios de elegibilidade é o BNI. Aguardamos ansiosamente que nos sejam dadas as informações adequadas sobre como ir de encontro a estes fundos. Portanto, logo que as regras estiverem disponíveis, iniciarão as candidaturas”.

Jorge Fernandes explicou que a iniciativa do governo irá certamente revitalizar alguns empresários e catalisar outros, dada a situação em que se encontram neste momento.

“Temos necessidades financeiras e situações variáveis de empresa para empresa. São necessidades homogéneas, consoante o ramo de actividade. Nesta altura, por exemplo, face a situação que se vive de Estado de Emergência, face a COVID-19, o sector de Indústria Hoteleira, encontram-se numa situação desesperante. Para eles esta linha de crédito é como o oxigénio. Para outros sectores este apoio do governo irá alavanca-los porque estão a funcionar no limite. No limite quer dizer que estão a perder dinheiro porque não querem despedir os trabalhadores. O Declínio que houve no movimento fiduciário é muito grande e como baixou muito, o negocio também baixou. O que se espera é que com a chegada destas linhas de financiamentos, venham efetivamente resolver a preocupação do sector empresarial.

Enquanto isso o empresário Nuno Cardoso, proprietário da Solange, ligado a restauração, referiu que desde a entrada em vigor do decreto presidencial, tornou-se difícil manter as estruturas do sector e a sua maior preocupação é com os postos de trabalho.

“Esta pandemia veio instalar uma crise profunda na economia principalmente no ramo da restauração que faz parte da hotelaria e turismo, devido a campanha “fique em casa”. Face a isso tem sido para nos muito difícil manter os postos de trabalhos. Os postos de trabalho representam os maiores custos fixos de uma empresa. No nosso caso temos 250 trabalhadores e ainda não despedimos ninguém. Não sei por quanto tempo conseguiremos conseguir com todas as nossas obrigações face a um cenário que não temos clientes.

Nuno Cardoso explicou que dada a crise instalada a sua empresa foi obrigada a fazer uma suspensão legal temporária de alguns trabalhadores, que no primeiro mês receberam 75 por cento dos seus ordenados, no segundo 50 e no terceiro 25 por cento. Mas neste mês, que representa o quarto, somos obrigados a voltar a readmiti-los e a pagar os salários em 100 por cento. É uma situação que pode-nos levar, assim como a outras na nossa situação, a falência.

Nuno Cardoso não acredita em grandes apoios para a revitalização da economia tendo em conta que “a crise económica provocada pelo novo coronavírus, é mundial” e apelou ao governo a ser sensível em relação aos valores a serem pagos pelos trabalhadores e pela empresa ao Instituto Nacional de Segurança Social.

“Se os trabalhadores estão em casa a receber apenas 25 por cento dos seus ordenados, por que razão ele deve pagar os três por centos de segurança social. Isto é uma injustiça para mim como também é uma injustiça a empresa ter que pagar 4 por cento. Portanto não esta a haver este tipo de sensibilidade por parte do governo sobre aquilo que são os problemas reais das pessoas. Se não haver apoios por parte do governo, como em benefícios fiscais e segurança social, será muito complicado para os empresários manterem-se firmes”.

Quanto a linha de apoio para a revitalização da economia, este empresário considera o valor muito reduzido, no entanto vai solicitar o financiamento para minimizar a crise que está a enfrentar.

“É uma boa iniciativa. Finalmente temos uma “luz no fundo do túnel”…mas é uma luz muito pequena, porque são mil milhões de meticais, mais 600 que já existiam. Traduzido em dólar são cerca de 14 milhões de dólares. Para uma economia cujo produto interno bruto (PIB) é de biliões de dólares, falar de 13 a 14 milhões de dólares de apoio, é “uma gota no oceano”. Não é nada na prática. Não sei quantas empresas serão apoiadas mas nós iremos nos candidatar ao apoio”.

Refira-se que a taxa de juro da linha de crédito da COVID-19 varia entre 6 a 12 por cento. Nuno Cardoso referiu que seis por cento é efectivamente uma ajuda que se esta a dar a economia nacional. Doze por cento já não.

“Lembre-se que o Banco de Moçambique baixou a taxa de referência para 10.45 por cento. Se vão dar 12, estão a ganhar 1.55. Este não é o momento de ganhar. Nós não podemos pensar que o pais de lucrar com as misérias das empresas. Não podemos ter esta atitude oportunista e não estou só a falar do governo, estou a falar das próprias empresas também, dos trabalhadores e da sociedade em geral. Estamos numa situação de crise profunda dai que é ser desonesto querer ganhar lucros com a desgraça dos outros”.

O economista Ibraimo Mussagy elogiou a iniciativa porque para ele esta é a garantia de uma liquidez que visa permitir o financiamento da tesouraria a curto prazo, como o pagamento dos salários e despesas correntes, facto que irá permitir a manutenção de certos postos de trabalhos.

“Porém há alguns comentários que se podem fazer. As taxas de juros que variam de seis a 12, se as compararmos com as da banca comercial, sem dúvida alguma que estão muito abaixo e naturalmente por esta via competitivas. Mas olhando para o cariz do banco de desenvolvimento, um banco social, as taxas de juros poderiam ser mais baixas.

Por outro lado o economista Ibraimo Mussagy, é de opinião que devem ser criados pontos focais nas províncias de Sofala, Zambézia e Cabo Delgado, e abrir condições especiais para os empresários destas três províncias, olhando para os critérios de elegibilidade.

“As condições de acesso a esta linha de financiamento diz que as empresas, a 31 de Dezembro de 2019, devem declarar um lucro positivo. Agora olhando para os desastres causados pelo ciclone Idai e Kenneth, nas províncias de Sofala, Zambézia e Cabo-Delgado, pode haver aqui uma exclusão de algumas empresas destas províncias tendo em conta os danos. São empresas que dificilmente poderão declarar lucros positivos diante os ciclones. Um outro elemento que me preocupa é o facto de o BNI não ter representações fora de Maputo. Não creio que estejam criadas neste momento para que uma empresa que esteja em Sofala, tenha acesso com maior rapidez ao crédito se comparada com uma empresa que esta em Maputo. É preciso que se criem condições para as empresas acederem ao crédito nas mesmas circunstâncias”.

A economia moçambicana só irá recuperar da recessão a partir do ano 2021, prevê o economista-chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá. Os investimentos no gás natural da Bacia do Rovuma é que vão tirar o país da recessão prevista para este ano pelo banco.

O comentário do economista é feito uma semana após o Fundo Monetário Internacional (FMI) prever um crescimento de 1.4 por cento para a economia moçambicana este ano.

“No nosso cenário base actualizado, o crescimento do PIB abranda dos 1,7% registados durante o primeiro trimestre de 2020 para -3,3% durante o segundo trimestre de 2020, permanecendo em recessão durante o resto do ano, a -1,0% para o terceiro trimestre de 2020, e -0,9% para o quarto trimestre de 2020, surgindo a recuperação a partir de 2021, suportada pelo investimento nos projectos de gás natural em curso (Coral FLNG e Mozambique LNG), com valores de investimento superiores a 35 mil milhões de USD”, comentou Fáusio Mussá.

Mussá faz a observação no relatório PMI do Standard Bank, que revela que de 12 e 25 de Junho, o sector privado nacional registou um declínio considerável devido às medidas de isolamento impostas pelo Estado de Emergência, situação que contribuiu para a quebra da actividade de várias empresas, em termos globais, no mês passado.

“A atividade registou uma descida abrupta em junho, com muitas empresas a fechar e outras a enfrentar quedas acentuadas na procura. Os números relativos ao emprego também diminuíram, ainda que ligeiramente. Não obstante, as empresas continuavam confiantes em um aumento da produção, no decorrer do próximo ano”, lê-se no relatório.

No entanto, de acordo com o documento, a taxa de declínio da actividade do sector privado foi a mais lenta desde Março último.

“As condições de procura registaram igualmente um abrandamento, à medida que as novas encomendas caíam abruptamente no setor privado. Isto levou a que as empresas reduzissem a aquisição de meios de produção e limitassem os stocks”, indica o relatório PMI.

 

Um total de onze ONG’s suíças exige perdão da dívida dos países pobres como Moçambique. A medida é vista como um alívio as contas em tempos da pandemia da COVID-19.

Há muito que a Suíça parou de conceder empréstimos bilaterais a credores públicos e tem pouca influência no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial, mas os bancos suíços desempenham um papel fundamental como credores privados dos Estados.

Com a economia global em recessão devido à COVID-19, ONG’s suíças parceiras do Fórum de Monitoria do Orçamento exigem o perdão das dívidas dos países pobres como Moçambique.

“11 organizações suíças de desenvolvimento solicitaram ao Governo Federal Suíço que convoque uma mesa-redonda para negociar os termos do cancelamento urgente das dívidas que os países em desenvolvimento têm junto dos bancos suíços. Além dos interesses da confederação, bancos credores e governos devedores, os interesses da sociedade civil devem ser representados nesta mesa-redonda. As preocupações
das populações dos países devedores mais afectados pela crise do coronavírus devem ser ouvidas directa e substancialmente nas negociações”, lê-se num comunicado do FMO enviado ao O País.

E mais, as referidas organizações signatárias também exigem que os bancos suíços envolvidos garantam a transparência de seus empréstimos, suas condições e os termos de seu pagamento junto ao público.

“São dívidas públicas que devem beneficiar do apoio da comunidade dos países envolvidos, por isso esses dados são de alto interesse público”.

De acordo com dados não publicados do Banco Nacional Suíço (SNB), a dívida pública de 86 países mais pobres, incluindo Moçambique, contratada em 40 instituições financeiras da Suíça aumentou em cerca de 422.75 mil milhões de meticais.

O Governo prepara logística para instalação de entrepostos para venda de pedras preciosas, com o objectivo de travar o contrabando dos recursos.

Depois de ter sido anunciado em Dezembro, a instalação de entrepostos para venda de pedras preciosas, nas províncias de Nampula e Manica, Max Tonela, Ministro da tutela, revelou que já foram dados passos avançados para implementação efectiva do processo.

Com estes entrepostos, o negócio de rubis e outras pedras preciosas extraídas no Centro e Norte do país, cujos leilões são realizados fora de Moçambique, vão conhecer novas regras, e os mesmos vão incentivar os mineiros artesanais a integrar o circuito formal de comercialização de minérios.

Com o comércio ilegal de pedras preciosas o tesouro tem sofrido elevadas perdas.

O consórcio liderado pela francesa Total já assinou todos os contratos de financiamento, no valor de 15.8 biliões de dólares, para a exploração de gás natural Liquefeito na área 01 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. O Governo assegura que está a trabalhar com as petrolíferas para encontrar um melhor mecanismo de divulgação de oportunidades.

No encontro decorrido esta tarde, na cidade de Maputo, entre o Ministério dos Recursos Minerais e Energia e a Total, Max Tonela disse que o Executivo pretende assegurar a participação de empresas moçambicanas e, para tal, está a discutir com o consórcio melhores mecanismos de divulgação de oportunidades, além de acesso ao financiamento.

A Total está animada com os desenvolvimentos na implementação do projecto, mesmo com a situação de instabilidade em Cabo Delgado, segundo o Presidente da empresa, Arnaud Breuilliac.

Ora, a participação do Estado no projecto será através da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), que assegura já ter garantido o financiamento para o efeito.

O stock total da dívida pública moçambicana no primeiro trimestre de 2020, foi de 12.5 mil milhões de dólares (cerca de 806.8 mil milhões de meticais), um crescimento em 6% face ao período homólogo do ano anterior.

Cada vez mais endividados. Nos primeiros três meses deste ano, o stock da dívida pública moçambicana foi de 12.5 mil milhões de dólares, pouco mais de 806.8 mil milhões de meticais, ligeiramente acima do stock registado no primeiro trimestre de 2019 (12.2 mil milhões de dólares). Ou seja, um incremento em 6%.

A componente externa teve o maior peso no nível do endividamento do Estado, ao absorver 79% (cerca de USD 9.8 mil milhões) do stock total, representando um aumento em 4% comparativamente aos primeiros três meses de 2019, indica o boletim sobre a dívida pública, divulgado esta semana pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF).

Do cumulativo desta dívida pública externa, 44% (USD 4,386.71 milhões a taxas de juro fixas) é referente aos credores multilaterais e USD 5,484.96 milhões (56%), aos bilaterais.

A Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), do Banco Mundial, destacou-se entre credores multilaterais ao absorver 29%, segue-se o Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD) com 9%, ficando os restantes com valores percentuais abaixo dos 2%.

Relativamente aos credores bilaterais, a China, MOZAM 2032 e Portugal foram os que tiveram maior peso, apresentando 21%, 8% e 6%, respectivamente, indica o MEF.

Já as obrigações internas situaram-se nos 2.6 mil milhões de dólares, entre Janeiro e Março de 2020, contra cerca de USD 2.3 mil milhões do igual período do ano anterior.

O MEF justifica que este registo da dívida pública no fecho do primeiro trimestre deste ano, deveu-se, em grande parte, ao aumento do nível de endividamento interno com destaque aos Bilhetes de Tesouro (60%) que foram emitidos para fazer face ao défice de tesouraria corrente.

 

NOVOS ACORDOS PARA PROJECTOS

Ainda no primeiro trimestre de 2020, foram assinados dois acordos de crédito concessionais com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), para o financiamento dos projectos de promoção de aquacultura de pequena escala e para o projecto de desenvolvimento da cadeia agro-alimentar inclusive, no valor global de USD 17 milhões.

Comparativamente ao período homólogo de 2019, foram assinados igual número de acordo (dois acordos) de crédito com o OFID, para a construção do Porto de Pesca de Angoche, no valor de USD 12 milhões e com o Exim Bank da Índia, para o projecto de abastecimento de água nas províncias de Manica, Sofala, Zambézia e Nampula, no valor de USD 38 milhões.

 

PAGAMENTOS DA DÍVIDA

O serviço da dívida pública externa, ou seja, o que o Estado moçambicano pagou aos credores, foi de USD 118.59 milhões entre Janeiro e Março de 2020, um decréscimo de 36% (cerca de USD 31.49 milhões), comparativamente a 2019.

Em relação as amortizações dos encargos internos, o Ministério da Economia e Finanças diz que foram pagos mais de 84 milhões de dólares

O país prepara o nono relatório sobre a transparência na indústria extractiva, referente às contas de 2019. O documento deverá ser divulgado no mês de Dezembro próximo.

Desde que o país aderiu à iniciativa de transparência na indústria extractiva, em 2009, o Executivo já publicou um total de oito relatórios, todos eles aprovados pelo secretariado.

O próximo relatório, segundo a coordenadora nacional da ITIE, Isabel Chuvambe, vai incluir questões relacionadas com os custos recuperáveis, acordos de troca e despesas parafiscais.

Há cada vez mais empresas do sector mineiro e de hidrocarbonetos a aderirem à iniciativa de transparência na indústria extractiva.

Refira-se que no último apurou-se uma discrepância mínima entre os valores declarados pelo Estado e pelas empresas do ramo extractivo. Em 2017, por exemplo, a diferença foi de 0,09% e 1,07% no ano seguinte.

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